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[VIAGEM #3] 10 DICAS SOBRE HOSTELS

6 de março de 2015

Área comum do Cat's Hostel, onde fiquei em Madri
Hostels ou albergues são hospedagens ridiculamente mais em conta que hotéis e, mais que isso, são lugares feitos para o convívio social entre viajantes. Em algumas viagens podem ser o cenário das melhores lembranças, o lugar onde você conheceu aquelas pessoas que você nunca vai esquecer, mesmo que nunca mais volte a falar com elas. E lembrando que existem hostels no mundo todo (ou quase), inclusive no Brasil.

Como são ambientes onde convivemos com pessoas desconhecidas, podendo compartilhar comida, banheiro e quarto, é claro que alguns cuidados precisam ser tomados. Mas, por favor, se esqueçam daquele filme de terror horroroso. Nunca vi, acho horrorosa a ideia de mortes e torturas em um hostel.  Eu só me hospedei em dois hostels até hoje, mas eu criei um sentimento de carinho muito grande por eles e estou prestes a enfrentar 5 hostels em 14 dias, então resolvi fazer esse post para mostrar como eles valem a pena e dar algumas dicas. Lá vai:

Em Liverpool, nunca fui mas gostei da foto
1. Encontrar o melhor hostel:
Existem vários sites e aplicativos onde você pode pesquisar os hostels que melhor atendem aos seus desejos. Você não precisa deixar tudo para a última hora e acabar em algum lugar horrível e/ou mal localizado. Eu uso o hostelworld, tanto na web, quanto no celular, como para receber e-mails com promoções (é doença, não ri). Use os filtros do site para refinar as pesquisas. Eu sempre coloco com mínimo de 80% na avaliação dos usuários; com ar-condicionado/aquecedor; com café da manhã; wi-fi; estacionamento (caso esteja de carro). Dá para achar com tudo! Depois eu comparo os preços e localizações e parto para a segunda dica.

2. Procure por fotos:
No próprio site do hostelworld já há algumas fotos dos hostels. Eu me sinto mais confortável com bastante foto. Procuro em especial fotos dos banheiros, costumam ser os cômodo-problema. Mas olho tudo mesmo: quartos, cozinha, área comum...

Hostel no Rio de Janeiro
3. Procure pelo site do hostel:
Também me sinto mais confortável quando o hostel tem um site próprio com mais informações, fotos e tal. Quanto mais atualizado e completo, mais eu acredito que o lugar seja confiável. Posso estar enganada, mas acho que faz sentido.

4. Categorize sua viagem:
Que tipo de viagem você vai fazer? É party hard? É para relaxar? Para a segunda opção, os hostels não são as hospedagens mais recomendadas, mas sempre se encontra gente bem tranquila por eles também. Já vi gente deitada o dia inteiro estudando em um quarto compartilhados por 16 pessoas. No caso de ser party hard, especialmente se você está sozinho, procure por hostels bem animados com montes de atividades.

5. Aproveite o que eles podem te oferecer:
Você pode achar walking tours (passeios turísticos gratuitos bem divertidos, apenas a preço de gorjeta); pub crawls (você paga uma taxa e sai junto com o pessoal para vários pubs em uma mesma noite com direito a entrada e possivelmente bebidas de graça), piscina, pubs, bares e festas dentro dos hostels; noites temáticas; promoções de drinks e comida. Informações, mapas, dicas e etc. Você também pode alugar toalha, sabonete, xampu. Eu fui em um hostel em Lyon que eles emprestavam xampu e cremes e tal porque sempre tem gente que esquece por lá, então eles guardam tudo em uma sala e se você precisar, é só pedir ;)
Tem até karaokê!
6. Procure saber sobre os armários:
E, por desencargo, leve sempre um cadeado na mala porque alguns hostels não os oferecem.

7. Cuidado com seus pertences:
Quando eu entrei no meu quarto em Madri (8 pessoas entre homens e mulheres) pela primeira vez, eu encontrei o quarto sem ninguém porém com uns 4 celulares carregando na mesinha. Já pensei: gente louca. Acho que ninguém foi roubado, mas não dá para contar com isso.

8. Cuidado com seus documentos:
Amigo, especialmente se você estiver fora do Brasil, não dê mole com o seu passaporte. Você pode deixá-lo trancado dentro da mochila, trancado dentro do armário enquanto estiver dentro do hostel ou, melhor ainda, sempre com você. Para isso existem as doleiras, você pode até dormir com elas, se quiser garantir mesmo.
Terraço de hostel em Sydney
9. Seja legal:
Você pode conhecer pessoas incríveis se estiver disponível para isso (eu tenho algumas histórias peculiares de como pessoas muito legais vieram falar comigo). Agora, se você for ser chato, também não recomendo os quartos coletivos. Não tem essa de se estressar porque o celular de alguém tocou enquanto você dormia, ou porque alguém chegou às 6 da manhã e acendeu o celular para enxergar o armário (essa era eu). Leve tudo o que for tranquilo numa boa.

10. Respeite o próximo:
É um meio-termo. Você não vai por seu celular para tocar de propósito ou ficar falando alto se tem alguém dormindo no quarto. Nem deixar seus pertences jogados pelo quarto, bagunce só a sua cama. Coisas básicas, nada de muito trabalhoso.

E, se quiser babar nos chamados design hostels, vê aqui a lista dos 50 hostels mais bonitos do mundo!




[VIAGEM] PREPARANDO PROS STATES - PARTE 2 ROAD TRIP

21 de janeiro de 2015


Hey!

Eu comecei falando sobre a minha viagem para os Estados Unidos no post [VIAGEM] PREPARANDO PROS STATES - PARTE 1 INTRODUÇÃO e agora que meus preparativos já estão bastante adiantados, vou falar mais um pouquinho sobre os meus planos.  

Estou fazendo tudo bem rápido, já que nos últimos 10 dias (tempo entre o primeiro post e o dia no qual estou escrevendo esse aqui) eu consegui meu visto (YEI!), comprei minha passagem e o seguro, reservei um hotel e mais cinco hostels e também reservei um carro! Porque sim, será uma road trip! Estou animada? Estou animada! E, se eu já reservei os hostels, significa que eu já tenho um roteiro a seguir e consegui montar os lugares que eu mais queria dentro do dinheiro/tempo que eu tenho. Algumas coisas serão corridas, não vai ser uma viagem para relaxar, mas está tudo bem possível. 

Road Trip pelos Estados Unidos sempre me lembram os livros do John Green:  O Teorema Katherine (meu segundo preferido perdendo apenas para A Culpa é das Estrelas) e Cidades de Papel (o que eu menos gosto, mas ainda assim gosto e vai estrear no cinema esse ano <3). Estou até pensando em reler Katherine's antes de viajar. 

Enfim, eu vou para o leste dos Estados Unidos, farei Califórnia (San Francisco, Monterey, Los Angeles e San Diego), Las Vegas e Grand Canyon em 14 dias. Os detalhes vocês provavelmente só saberão quando eu já estiver  lá ;)
Golden Gate Bridge, onde estou visando dar uma pedalada de 3km
Gente, eu visito vários blogs de viagem e são eles minhas fontes para planos e tudo o mais, mas claro que não conheço todos e sei muito pouco sobre os Estados Unidos. Sei basicamente o que eu leio em livros (não livros de viagem, mas esses livros que nós lemos e resenhamos aqui no blog) e filmes. Então, eu peço a quem conhece ou os lugares para os quais eu vou ou blogs legais que possam me ajudar, que me deem dicas e tal porque eu vou ficar muito grata. E para quem também tem vontade de viajar para lugares que não conhece eu digo que dá muito certo, querido. Tudo o que eu fiz na Espanha e em Lyon (na França) foi planejado com ajuda de blogs e/ou o que eu fui descobrindo por lá mesmo. Caso alguém precise de dicas ou indicações de blogs, pode falar comigo viu? Talvez eu faça um post só sobre eles mais para frente, se quiserem. 

Ei Oceano Pacífico, só me espera que estou chegando!

  

[VIAGEM] Preparando pros States - Parte 1 Introdução

9 de janeiro de 2015


Dois dos meus sonhos sempre foram viajar e ficar um tempo sem compromissos (chama de preguiçosa, vai), no que eu gosto de carinhosamente chamar de mês/semestre/ano sabático. Com todo o respeito. E, atualmente, estou formada e me vejo desempregada, as crianças estão sem o leite (não há crianças, eu tomo o leite todo) e estou a fim de gastar mais dinheiro do que eu na verdade tenho. 

Surgiu uma vontade de ir pros Estados Unidos. Estou com uma super amiga morando lá (companhia pra viagem e saudade), é mais barato que Europa (especialmente a passagem), só vou precisar falar inglês (o que aproveito pra voltar a praticar) e por que eu não deveria comemorar minha formatura em Las Vegas, oras? 

Eu sou tarada em blog de viagem, então, a cada segundo eu simplesmente me empolgo mais e não consigo pensar em outra coisa. Afinal, eu mais doida que da última vez, resolvi viajar com três meses de antecedência. Alguém me dá um tapa na orelha, eu nem tenho visto! (Acabei de passar o cartão nessa taxa horrorosa com esse dólar que tá valendo 500 mil reais, to de olho fechado já) e to desesperada com medo que a passagem aumente até meu visto sair porque ela está barata! Descobri, porém um site, pelo site da embaixada, que eu achei muito legal, o discover america . E agora me vejo nessa imagem:


E no meio dessa aqui também:


Mas eu preciso fazer mais contas porque não estou rhyca e preciso fazer o roteiro direitinho. Devo falar deles em outros posts ;)

Mas quem não AMA viajar? (olhinhos brilhando). 





[Especial #7] Barcelona, minha e do Zafón

23 de agosto de 2014

A sombra do Vento.
O Jogo do Anjo.
O Prisioneiro do Céu.
Marina.

O que esses livros tem em comum, além de terem sidos escritos por Carlos Ruiz Zafón e estarem no topo da minha lista de livros favoritos?

Eu te digo: Barcelona.

Catedral de Barcelona, no Bairro Gótico
E, pois bem, essa foi a cidade escolhida para a minha primeira viagem ao exterior, para as minhas férias de julho de 2014.
No final da década de 1970, Barcelona era uma miragem de avenidas e becos, onde, só de cruzar a soleira de uma portaria ou de um café, uma pessoa poderia viajar para trinta ou quarenta anos antes. O tempo e a memória, a história e a ficção se fundiam como aquarelas na chuva naquela cidade feiticeira. Foi ali, sob o eco das ruas que já não existem, que catedrais e edifícios fugidos de alguma fábula tramaram o cenário desta história.
Esse é o primeiro parágrafo do primeiro capítulo de Marina.

Eu sempre gostei muito do modo como Zafón descreve a sua cidade ao longo dos livros. Mesmo que sua Barcelona seja bem mais escura e fantasmagórica que a minha. Porém, misteriosa sempre.

Para deixar mais claro o que eu quero dizer, outro trecho de Marina:
Vi quando se afastou pelo Paseo de Cólon. A fumaça de seu cigarro intacto o seguia como um cão fiel. Naquele dia, nos céus de Barcelona, o fantasma de Gaudí esculpia nuvens impossíveis sobre um azul que dissolvia o olhar. Peguei um táxi até o internato, onde achei que haveria um pelotão de fuzilamento à minha espera.
Mesmo que não seja muito e especialmente se você nunca tiver ido em Barcelona, por favor, imagine a cidade desse parágrafo. Imagine o tal Paseo de Cólon.

Segure essa imagem.

Paseo de Cólon fica em Barceloneta, principal praia de Barcelona. A cena se passa em maio. Imagino um friozinho de 20º (ok, 20º não é frio, pode dizer. Mas 20º na Europa não é 20º no Brasil e, em Barcelona as temperaturas não variam tanto quanto em outras partes da Europa mesmo).

Agora uma foto minha em julho (verão, 29º) no famoso Paseo de Cólon.

La Gamba de Mariscal!
A estátua mais fofa! É um camarão com carinha feliz =)

E uma foto que dê para ver o Paseo melhor.

Passeig de Colom (em catalão)

As fotos se parecem com o que imaginou pela descrição do Zafón?

Como eu acredito que não, vou seguir essa linha. E mesmo que essas cidades pareçam diferentes uma da outra, as duas se encaixam e, ainda, são uma só. E talvez seja a razão (ou uma das) de eu ter me apaixonado tanto por Barcelona.

Mas não vou fazer um álbum de viagem aqui. Só quero falar um pouquinho sobre ela. Sobre a cidade onde cabe becos escuros com paredes de pedras, praias lotadas com um imenso céu azul, museus e escolas com caras de castelos e, no mínimo, um bar e um café a cada esquina, sem falar nas festas de todas as noites.

Museu d'História de Barcelona, no Bairro Gótico
Tem Barcelona para todos os gostos, para todas as pessoas.

Para o Zafón, para mim, para você.

Caso precisem de alguma coisa, dica etc, tenho prazer em falar sobre a cidade :D



13 Little Blue Envelopes - Maureen Johnson

10 de março de 2012


13 Little Blue Envelopes
Maureen Johnson
Editora: HarperTeen
336 páginas

Instruções: 
1. Só traga o que couber na sua mochila.
2. Não traga nenhum tipo de guia, dicionário ou nada para te ajudar com novos idiomas.
3. Não traga nenhum dinheiro extra ou cartões de crédito e débito. Vou tomar conta de tudo.
4. Nada de eletrônicos. Laptop, celular, aparelhos de música ou câmeras fotográficas. Você não pode ligar para casa ou se comunicar com os EUA por internet ou telefone. Cartões postais e cartas são permitidos e recomendados. 

Essas são as regras que Ginny deve seguir ao embarcar para a Europa sozinha, seguindo as intruções de treze envelopes que recebeu de sua tia Peg, que faleceu recentemente. Tudo que ela precisa sua tia promete providenciar e cada envelope contém uma novidade.

  Eu adoro parte da sinopse desse livro, a acho super divertida. Afinal, embarcarar para a Europa, seguindo alguns envelopes, sem saber o que esperar deve ser uma super aventura. Mas, assim que li o primeiro capítulo meus sentimentos já começaram a mudar. Tia Peg havia ficado meses e meses sem dar notícias, até seu falecimento e a chegada dos envelopes. E, bem, você viram as regras, Ginny é apenas adolescente e o livro já começa com sua ida. Cadê os pais dela? Por que eles deixaram sua filha seguir os passos de uma tia que havia desaparecido por tanto tempo? Cadê seu próprio senso de sobrevivencia? Ou até de aventura? Sério, porque se eu embarco para a Europa eu ia levar todo o dinheiro que pudesse para realizar todos os meus sonhos relacionados com o lugar. Enfim, esses detalhes me incomodaram muito. Especialmente o jeito como Ginny simplesmente aceitou tudo, eu iria sair burlando todas essas regras.
  Infelizmente, com o tempo descobri que Ginny não é o tipo de personagem que burla regras. Na verdade, ela não parecia ter vontade de fazer absolutamente nada, além do que a mandavam. Há vários momentos bons, mas todos eles foram criados pela tia e nenhum deles partiu da própria cabeça de Ginny.
  As cartas da Tia Peg são ótimas, o ponto alto do livro, salvo umas duas exceções. Cada uma traz alguma missão para Ginny e o livro só começou a valer a pena para mim por causa delas. Afinal, eu gostava de saber como Ginny ia conseguir realizar algumas dessas coisas. Outra coisa legal é que o livro não é focado em romance, mas sim na viagem e nos lugarem elo qual a personagem passa - embora Ginny se interesse por um garoto no decorrer do livro. 
  Mas, apesar desses detalhes, o livro me decepcionou muito. Primeiro, porque eu não gostei da personagem principal, muito sem graça. E o garoto que ela passa a gostar, Keith, não é exatamente um cara legal, que a trata super bem. É claro que esses defeitos e o romance imperfeito tornam o livro mais real, mas acho que eles poderiam ser mais legais e ao mesmo tempo reais.
  Outra coisa que eu não gostei é que, por boa parte do livro, eu não sabia o objetivo de tudo aquilo. Tudo bem que Ginny estava seguindo os passos de sua tia pela Europa, mas várias vezes eu notei que ela não aproveitava ou apreciava as mesmas coisas que a tia, então completava missões só por completar. Eu não sabia se, no final, ela mudaria ou aprenderia algum lição. Mas, quando tudo chegou ao fim, eu achei bem bonitinho.
  Antes de terminar essa resenha, preciso fazer um último comentário. Eu sei que esse é um livro jovem. Eu sabia que não iria acontecer nada de ruim. Mas, Ginny, você não tinha como saber. Como você confiava em todos esses adultos que você nunca viu na vida e os acompanhava, entrava no carro com eles, se hospedava em suas casas... como? Eu ficava muito apreensiva por ela, confiando em todos eles. Era óbvio que não haveria um assassinato no meio do livro, mas... Vocês entenderam.
   Enfim, acho que é tudo que eu precisava dizer. Eu sei que critiquei várias coisas, mas espero que vocês não entendam que o livro é péssimo. Na verdade, ele é até divertido. Só que eu esperava bem mais e me senti na obrigação de apontar todas essas coisinhas que foram me incomodando durante a leitura. Se você acha que elas não vão te incomodar, leia o livro então. Só não vou recomendar como se tivesse gostado muito. Todos falam muito bem sobre os livros dessa autora e gostei do jeito dela de narrar. Pretendo ler mais um (já até escolhi qual) para conhecê-la melhor. Depois eu conto para vocês! haha

13 Little Blue Enveples já foi lançado no Brasil pela Underworld, com o nome de 13 Pequenos Enveploes Azuis. Esse é o meu priemiro livro para o Debut Author Challenge 2012. Se quiser ver minha lista comples, ela está aqui.

beijos!
Julia
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