Em algum Essa Semana aqui, acho que no primeiro, a gente falou que recebeu o livro 1 - Despertar, da série Eras, do autor Stephen Play, publicado pela da Editora Americana. Ficamos muuito felizes, foi o primeiro livro que recebemos de parceria - com um marcador. Fica o nosso agradecimento a Editora e ao autor.

Eu não sei se foi porque era de parceira, mas eu li esse livro tentando dar uma atenção maior a tudo nele, pra comentá-lo bem direitinho, tanto os pontos positivos, quanto os negativos. Uma coisa que já deixo de sobreaviso, ler O Guia do Mochileiro das Galáxias me fez receber esse livro muito melhor.
Vamos a história. O Planeta Terra está entrando na sexta Era Planetária e não está preparado para ela ( no livro, descobre-se o que a sexta era significa, mas ... no spoilers ). Aqueles que deram origem a vida no planeta, os pleidianos, haviam enviado doze deles, em estado latente, para a Terra, anos atrás. No entanto, com a sexta Era se aproximando e a necessidade de intervir, Kuius, outro pleidiano, incorpora na Terra para despertar os demais e, assim, preparar os humanos para o que está por vir. Kuius escolhe Christian, um brasileiro, para começar sua missão. Porém, não há apenas o Complexo Pleidiano no Cosmos. Há também o Império de Sirius, que também vem a Terra fundar mais uma religião, no Paraguai. Pouco a pouco, Stephen Play começa a abordar assuntos como religião, origem e evolução da vida humana e perdão.
Cada capítulo do livro é narrado por um personagem, definido em seu início. Quem costuma narrar são Kuius, Yeshua - do Império de Sirius - e Christian, que era o que eu mais gostava. Não sei se isso é recente, mas muitas pessoas tem me falado de livros nesse formato. Foi o primeiro que eu li, e acho que fica bem interessante, pois é possível ver a história de vários pontos de vista. ( Vocês gostam? ) Acho que, por isso, o início do livro é difícil, os personagens começam a falar suas histórias sem uma apresentação prévias. E depois de algumas páginas, o livro flui muito bem desse jeito.
Um tapa na cara. Foi o que eu senti muitas vezes lendo esse livro. Não achei que o autor tenha sido rígido demais em suas críticas, mas acho que foi o suficiente. Enquanto Kuius desperta Christian, ele vai passando vários tipos de ensinamentos a ele, sobre a vida e o comportamento humano. E, bem, não são só elogios. Inclusive, para receber esses ensinamentos, Christian deve lutar com seus próprios instintos e vícios. No caso dele, sexo. Outro quesito que o autor foi bem ousado, digamos assim, foi a origem do planeta. Ele desconstrói vários conceitos conhecidos por nós e cria a sua própria história. Tem umas partes que você realmente se surpreende, afinal qualquer história diferente da habitual nos assusta. (Depois dos ratos do Guia, nada me assusta, ok?)
Uma coisinha que me incomodou, que só vai entender quem leu, é Sorat, a força do mal do livro. Tudo que acontecia de errado, era culpa de Sorat. Na história, isso é o correto de se dizer e completamente pertinente. Mas, o que posso fazer? Me incomodou. E a capa também. Não a achei muito convidativa e não acho que faça juz ao livro
E, por fim, recomendo o livro. Mas recomendo pra quem está dispoto a ler uma história muito diferente do habitual, que está disposto a refletir. O livro aborda uma série de temas interessantes para se pensar e criticar e, por isso, acaba se tornando uma leitura mais lenta - mesmo sendo uma leitura fácil, autor brasileiro deixa tudo mais fácil, né. Eu sei que ficcção científica nem sempre é bem recebida. Agora, quem gosta do gênero ou de uma leitura diferente, vai gostar muito desse livro.
Por Mel