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Sapphique - Catherine Fisher

3 de abril de 2013

Sapphique
Catherine Fisher
Editora Novo Século 
360 páginas 
2012

Sapphique é a continuação de Incarceron e eu vou tentar fazer essa resenha sem spoilers, apesar de que ela seria bem mais legal com spoilers de Incarceron. Mas depois eu faço outro post para isso. Ainda assim, seria interessante se você desse uma lida na resenha do livro anterior - clique aqui - para eu não ter de explicar o básico da trama todo de novo. 

Foi lendo Sapphique que eu compreendi o estilo dessa série. Esse livro pareceu para mim mais correto consigo mesmo, como se ele tivesse se encontrado de vez. Incarceron e Sapphique são  livros futurísticos, parte ficção científica, parte fantasia, parte steampunk e eu tinha até achado que eram um pouco distópicos também. E mesmo que eu tenha gostado de Incarceron, as coisas não encaixaram completamente para mim. Até Sapphique. Não sei se foi o costume, mas nesse livro as coisas funcionaram com muito mais facilidade. Ou seja, Catherine Fisher não sofreu com a maldição do segundo livro, a série melhorou!

Só que, eu não queria falar não, porém acredito que a série seja só isso mesmo. Dois livros. Então, não sei nem se devemos chamá-la de série.

De qualquer forma, em Sapphique, Incarceron - a prisão - está ainda mais forte e presente. E seu sonho está mais perigoso. Incarceron deseja ver o Exterior, ela quer sair de dentro dela mesma, abandonar os prisioneiros - seus filhos - e ver as estrelas. Incarceron foi infectada com o sonho de Sapphique. Sapphique é a lenda de um homem, filho da prisão, que fugiu de seu pai. Os dois livros possuem muitas histórias sobre Sapphique, tanto em forma das Lendas de Sapphique quanto de histórias ouvidas de boca-a-boca. E o que eu gostei muito nesse livro foram as histórias paralelas, as lendas, mitos... como todos que moram em Incarceron nasceram lá, eles não sabem nada ao certo do mundo exterior, então tudo é adaptado para a vida diferente deles.

Achei que esse trecho que a Catherine Fisher escreveu em seu site diz muito sobre o livro (e eu tomei a liberdade de traduzir):

"I love to play with ideas in my books, with echoes of myths, and metaphysical questions, and poetic snatches. But I hope none of that clogs or slows the story, because the story is always the most important thing." 
Eu amo brincar com ideias nos meu livros, com ecos de mitos, e questões metafísicas, e trechos poéticos. Mas eu espero que nada disso deixe a história lenta ou atravancada, porque a história é sempre a coisa mais importante. 

Eu diria que ela conseguiu exatamente o que queria.

Um novo personagem, sobre o qual eu não poderia deixar de falar, também aparece: Rix, um misterioso mágico, talvez maluco, talvez extremamente são, talvez mais poderoso do que todos poderiam imaginar, talvez apenas um charlatão. Mais um personagem sobre o qual não podemos afirmar muita coisa, como eu já havia dito sobre Keiro, o irmão de sangue de Finn. E eu também gostei muito dele porque ele simplesmente me deixou intrigada. Quem me conquistou ainda mais foi Attia, a antiga cão-escravo. A menina toma uma importância bem maior nesse livro. Mas não gostei tanto assim de Claudia ou mesmo do próprio Finn. Acho que Attia, Keiro, Rix, Incarceron e Jared - o Sapiente de Claudia - se destacaram bem mais. O desenvolvimento dos personagens foi muito bom nessa continuação.

Eu teria muitas outras coisas para dizer aqui, porém acho que vou deixar para depois. Os livros estão muito recomendados, mas acho que já perceberam isso.

Beijos,
Celle. 

A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr

25 de fevereiro de 2012


A Batalha do Apocalipse 
Eduardo Spohr 
Verus Editora 
586 páginas


   A Batalha do Apocalipse é um livro que eu venho ouvindo as pessoas comentarem desde a época de sua primeira edição, desde 2008 se não me engano. Nunca tive muita vontade de ler. Ganhei, então, o livro publicado pela Verus Editora de presente de aniversário em julho de 2011. Fui ler em fevereiro de 2012. 
   Não diria exatamente que me arrependi de ter demorado tanto a lê-lo, mas fico muito feliz que o tenha feito. O livro realmente me agradou de um jeito que jamais passaria pela minha cabeça, se eu não o lesse. Eu lia  e lembrava muito de Supernatural (a série, a minha primeira série) em suas últimas temporadas. Porém, no livro do Spohr as coisas fazem mais sentido, são melhor trabalhadas e organizadas. 
   Vou tentar escrever mais ou menos como é a história, já que a sinopse do livro é grande e não diz nada. A Batalha do Apocalipse conta a história do mundo desde sempre até nunca. Atlântida, Babilônia, China antes da Muralha da China, Império Romano, Rio de Janeiro nos dias de hoje, Jerusalém no fim do mundo. A Terra, o Inferno e o Paraíso. Ou os nomes próprios que encontramos no livro para esses lugares. São claras as semelhanças com os livros da Bíblia, nossos livros de História e várias lendas sobre criaturas fantasiosas e lugares fantásticos e misteriosos. Parece que o Eduardo Spohr misturou todas as fantasias que já conheceu com a história mundial que conhecemos e toda a sua criatividade. Então, A Batalha do Apocalipse foi criado. 
   E, mesmo com tantas bases para a história, ele conseguiu escrever uma história clara e cheia de emoção. Mesmo grande parte do livro sendo narrada por Ablon - ou seja, nós sempre sabíamos quando ele poderia ou não morrer ou coisas do gênero. 
   Ablon é um Anjo Renegado. Ele foi expulso do Céu e foi obrigado a viver na Terra há milênios e mais milênios atrás, por isso podemos acompanhar a história do nosso planeta pelos olhos dele. Lembrando que o autor não tem que seguir a realidade, ou que a maioria ou minoria das pessoas acredita. É um livro de ficção e não deve ser confundido com uma nova verdade ou crença. 
   As principais tramas são as intrigas e guerras no Céu - os arcanjos irmãos sempre descontentes com a humanidade, Miguel tentando alcançar cada vez mais poder, Lúcifer sempre armando alguma nova seja no Céu ou no Inferno - as guerras e fome na Terra causadas pelos próprios homens e o mistério que está em volta do Criador. 
   O romance fica por conta de Ablon e Shamira. Um casal que, mesmo sem realmente acontecer, eu adorei, devo dizer. Shamira é uma feiticeira que se mantém jovem por milhares de anos de maneira não detalhada. Não que isso seja exatamente importante. Apesar de serem uma humana e um celeste, eles formam um casal bem diferente dos casais usuais dos livros sobre anjos.
   Um livro onde as histórias que você, se é fã de fantasia como eu, já viu ou leu se encaixam e se misturam de um jeito crível. Um livro com personagens principais cativantes e várias surpresas no final. A leitura, apesar de animada na maioria das páginas, pode se tornar um pouco travada por causa do exagero na escrita. Sim, achei a escrita um tanto quanto excessiva no sentido de títulos para os personagens e explicações de alguns conceitos. Nada incompreensível.
   Mas, apesar disso, achei um livro maravilhoso que, para quem não sabe, é de autoria nacional. Não acho que seja um livro maravilhoso para a literatura nacional, acho que é um livro maravilhoso para a literatura e ponto. Não deixem de lê-lo.

Beijos,
   Celle. 

[Retroprojetor #20] Contra o Tempo

20 de janeiro de 2012


Contra o Tempo 
Ficção Científica
93 minutos 
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Ben Ripley

Jake Gyllenhaal vive um soldado, que aparentemente não sabe de dois terços do que aconteceu com ele, e está em uma missão de investigação de um ataque terrorista. É mais ou menos assim: uma pessoa explodiu um trem lotado de gente e sabe-se que essa mesma pessoa está planejando um novo ataque em breve, no qual ainda mais pessoas morreriam. A tecnologia permite que eles consigam acessar os últimos oito minutos de memória de uma das vítimas do trem, a partir de sua massa encefálica. Dessa forma, uma pessoa seria capaz de reviver os últimos minutos do atentado no lugar da vítima e, talvez, descobrir o terrorista. 

A ideia me encantou. Ação, nerdisse e sci-fi. Sem contar o Jake. Realmente eu gostei muito do filme, as cenas são muito bonitas e bem feitas e o desenvolvimento do personagem do Jake - que eu não lembro o nome, como sempre - é muito interessante, especialmente em contato com a personagem da Michelle Monaghan - linda. E um final emocionante, de certo modo. 

Maaaas, o filme se trai. É o tipo de coisa que algumas pessoas nem percebem, que outras percebem e depois ignoram para serem felizes (eu) e outras não conseguem suportar. É a questão de o cara morreu e você tem acesso aos últimos oito minutos da vida dele, como - como? - você poderia saber o que acontece com as pessoas do lado de fora do trem, se o falecido não estava vendo?

Você está na memória de um homem que morreu, você não voltou no tempo e possuiu a pessoa. Você observa atentamente o que a vítima já viu e não muda a cena toda. 

Mas, sério, isso nem me incomodou tanto assim na hora em que eu estava vendo o filme, não. 

No final, a gente descobre uma coisa que me deixou muito abalada e eu achei muito bem elaborado. Porém, novamente e por outro lado, acho que eles tentam justificar todo esse problema da bruxaria que acontece por todo o filme com algo meio A Origem de ser e não cai bem, não convence. 

Sendo assim, podem aproveitar o filme, mas ele não vai criar nenhuma pulga divertida atrás da sua orelha porque ele é conceitualmente falho. Mas muito legal. 

Celle. 


[Retroprojetor #12] Sem Limites

19 de agosto de 2011


Postei essa semana o trailer desse filme aqui e disse que estava doida para vê-lo, certo? Então, eu vi :D É diferente do que eu imaginava, mas, ainda assim, eu gostei e gostei muito. E é com o Bradley Cooper, perda de tempo não poderia ser. Acho que é um filme que a maioria dos blogueiros literários se identificariam de alguma forma. 

"I was blind, but now I see"



Título Original: Limitless

Título nacional: Sem Limites 

Diretor: Neil Burger

Gênero: suspense, mistério, sci-fi

Ano: 2011

Duração: 105 minutos






Eddie (Bradley Cooper) é um escritor. Ou, pelo menos, tenta ser. Ele acabou de, finalmente, conseguir um contrato de um livro. Mas, está tento problemas de inspiração para escrever o livro. Criatividade não é, porém, o único problema de Eddie, sua vida está uma bagunça talvez ainda pior que seu apartamento.

De repente, o destino apresenta a ele uma chance de mudar sua vida completamente e para algo que ele nunca seria capaz de imaginar. A NZT-48 é uma pílula capaz de provocar a utilização de 100% do cérebro em quem a ingere. Nós utilizamos apenas cerca de 20% do nosso cérebro. Com a droga, tudo o que um dia vimos, ouvimos... e estava perdido na nossa cabeça não está mais. É como se todas as informações disponíveis se organizassem e funcionassem a partir de um sistema automatizado que traria à tona o que precisássemos no momento. 

Ser capaz de praticamente tudo, é o que a NZT oferece.

Todos imaginamos que existem efeitos colaterais, certo? Pois é, existem. Eddie Morra começa a ter lapsos de memória cada vez maiores e mais perigosos conforme ingere a pílula. Mas não acho que é nisso que o filme foca e aí eu me surpreendi. 

O filme fala sobre criatividade, a utilização do cérebro. Coisas geniais. E ainda tem ação, suspense e Bradley Cooper. E Robert DeNiro. Só o que me deu uma desanimada enquanto assistia ao filme foi a narração do Eddie. Ele passa o filme contanto a sua história, não é o tipo de coisa que eu goste muito nos filmes. 

Preparem-se para cenas fortes (ou uma cena forte em especial), preparem seus cérebros e a pipoca, o filme está super recomendado! Vejam o trailer (de novo):


Antes de acabar, preciso falar pra vocês uma curiosidade que eu acabei de descobrir. Minto, duas. A primeira é que Limitless é baseado no livro The Dark Fields - acho que não tem em português. E a outra é que NZT- 48 tem um significado escondido. Se você ler de trás pra frente, fica 84-TZN = ate for teasin (teasing). Não é genial?

Beijos,
Celle.

Especiais - Scott Westerfeld

14 de maio de 2011


Especiais - Scott Westerfeld
Galera - 351 páginas
Onde comprar : Submarino - Cultura - Travessa

Esse livro faz parte de uma série. Portanto, se você ainda não leu nenhum livro da série Feios, essa resenha pode conter spoilers. Sinceramente, acho que você já deveria ter lido, porque essa série é DEMAIS! Então, confere a resenha de Feios, Perfeitos e corre na Saraiva que Feios está por 9,90 lá!

  Especiais é um livro muito difícil de comentar, de verdade. Aliás, essa série toda para mim é complicada de comentar. Eu realmente sou apaixonada por ela e recomendo para todo mundo. Mas, como em toda série, você começa a ter um monte de sentimentos em relação aos personagens, ao que você quer que aconteça ou não, e isso intefere muito no seu julgamento do livro. E meu julgamento em Especiais é uma loucura. 

  Logo no final de Perfeitos, a Shay insuportável tranforma a Tally em uma Especial. Eu, de algum modo, acreditava que a Tally daria a volta por cima. Mas eles fazem uma cirurgia incrível nela e ela não se lembra de nada de seus tempos de Feia, ou de como conseguiu se libertar da alienação quando era Perfeita. Tally acredita cegamente na Circuntâncias Especiais, se torna uma Cortadora e tem Shay como sua chefe. Como eu não suporto a Shay, já estava com raiva de tudo logo no início. 

  Tally segue tudo que sua chefinha manda. Até que Zane 'ressurge' em sua vida. Ele sai do hospital e os sentimentos de Tally por ele a fazem querer torná-lo um Cortador. E todos saem em uma missão para reencontrar Nova Fumaça, que está mais viva do que nunca!

  As minhas partes favoritas desse livro são as cenas de ação, cada vez mais incríveis. Como a Tally tem seus movimentos cada vez mais ágeis, nesse livro ela arrasa com quem tenta entrar em seu caminho! E, claro, os Feios estão cada vez melhores equipados. A narrativa do Scott se mantém dessas que te deixar sem ar enquanto lê, virando as páginas, louca para saber o que mais vai acontecer. 

   Agora, vem a parte que eu não gostei. A Tally não só está completamente alienada desde o início do livro, como ela começa a se achar superior a todos. E, bem, eu comecei a ter muito nojo dela durante o livro. Muito. Várias vezes eu tinha vontade de, sei lá, cuspir no livro, atirar ele pra bem longe. Essa foi a primeira vez que eu li um livro cuja protagonista eu realmente não gostava e queria que sumisse (quem dera fosse possível).

  E, especialmente para quem leu Perfeitos e sua overdose de borbulhantes em cada página... vamos comprar um dicionário de sinônimos, ein, Scott Westerfeld! Se em Perfeitos é borbulhantes, em Especiais é sagaz e avoado. Como eu não curti ler a mesma palavra milhões de vezes em Perfeitos, continuei não curtindo ler essas duas várias vezes também. Só que nesse livro está um pouco menos exagerado e me incomodou um pouco menos. Anyway, estão lá. Preparem-se. 

  No mais, gostei muito do desfecho do livro. Não sei se era exatamente o que eu esperava, mas Especias foi cheio de surpresas e reviravoltas e gostei de como o Scott solucionou tudo. Pra quem gosta da série, você não vai se arrepender de ler Especiais. É muito bom. Mas continuo achando Feios o melhor - deve ser porque foi o único que eu li sem achar a Tally muito chata. E, mesmo não gostando mais da protagonista, a série continua valendo a pena. Te faz pensar demais, cheia de cenas de ação e um pouqinhoo de romance. Está mais que indicada. 

  Se, de algum modo, parecer que eu não gostei do livro, quero deixar bem claro que eu gostei e muito. Até mais do que gostei de Perfeitos. Só que, como eu já disse, Especias faz parte de uma série que eu amo e  desperta um monte de sentimentos em mim. Não estou decepcionada com o livro. Só estou com uma raiva profunda dele. hahahahaha Mas já, já eu começo a minha contagem regressiva por Extras! 


beijos 
Julia

Eu Sou o Número Quatro - Pittacus Lore + Sorteio Surpresa!

5 de abril de 2011



Eu Sou o Número Quatro - Pittacus Lore
Editora Intrínseca - 352 páginas
Onde Comprar : Submarino - Travessa - Cultura

   Lorien foi destruído. Os mogadorianos invandiram seu planeta e agora, vieram para a Terra. No entanto, nove lorienos escaparam. Na Terra, os nove lorienos separaram-se. Seu objetivo eram desenvover seus poderes (Legados) e treinar, até serem capazes de combater os mogadoriandos. Cada um foi para um lugar, onde, com a ajuda de seus Cêpans (mentores), desenvolveriam seus legados, até estarem prontos para o combate. Mas eles foram mais rápidos. Eles os encontraram. 
  O Número Um foi morto na Malásia. 
  O Número Dois foi assassinado na Inglaterra. 
  O Número Três foi perseguido e morto no Quênia.
  Eles não podem matar fora de ordem. Eles devem ir atrás dele : O Número Quatro. 

 Na Terra, os lorienos tentam levar a vida o mais naturalmente possível. Eles são discretos, não tem nenhum tipo de contato entre si. Cada vez que algum morre, uma cicatriz queima no tornozelo do Quatro, que é obrigado a mudar de casa, escola e identidade cada vez que algum tipo de perigo parece se aproximar. O livro começa quando o Número Três morre. Quatro muda seu nome para John Smith e, junto a Henri, seu Cêpan, passa a morar em Paradise, uma cidadezinha em Ohio. Ele não pode mais ser descuidado, afinal, é o próximo. Mas ele não esperava conhecer Sarah, por quem se encanta, e Mark, que parece sempre se meter em seu caminho. 
  
Se essa minha última frase fez parece que Mark é algum tipo de força do mal no livro, não, ele não é. Ele é só mais um valentão típico de High School americano, desses que empurra os nerds em armários. Na verdade, ele é ex namorado da Sarah. Ele e John parecem não se entender desde o início do livro e ficam sempre arrumando briguinhas aqui e ali. Enquanto isso, John se aproxima ainda mais de Sarah e Sam, seu melhor amigo em Paradise, que, por ironia, é viciado em alienígenas. 

Bom, eu esperava bem mais de Eu Sou o Número Quatro. Bem, eu meio que adoooro um ficcção científica, com aqueeles alienigenas espertos. Mas, não, não foi bem assim. Uma vez que os lorienos tentam se esconder aqui na Terra, é mais que normal que o John frequente a escola, faça tudo que um adolescente normal faça. Até aí tudo bem. O problema é que a maior parte do livro foca só nisso. Sinceramente, eu até me esquecia que o John tinha vários poderes durante o livro, suas discussões com o Mark e seu romance chatinho com a Sarah. 

Tirando isso, o livro é bom. Lá para o finzinho, tem umas cenas de ação maravilhosas e, pelo final, estou começando a achar que o segundo livro (The Power Of Six) vai ser bem melhor. O autor narra todas as cenas no presente e isso funcionou maravilhosamente bem durante as cenas de ação. Como muita coisa já nos foi explicada nesse primeiro livro, acho que o segundo promete. E, já que estamos falando disso, um obs, bem rápido. Muita gente tem falado que o segundo livro vai ser sobre a Seis - porque ela é ÓTIMA! - e eu discordo. Acho que vai ser sobre os outros seis que ainda estão vivos. Primeiro, por causa desse quote : 

  "(...) Essa guerra... Pode vencer... Encontre os outros... Seis... O poder dos... - E ele se cala." 

E também por causa desse "we are the last defense" na capa. Só uma opinião que eu queria por para fora.

Bom, eu acho que Eu Sou O Número Quatro é uma leitura legal, divertida e bem rápida. Eu acabei esperando uma grande obra de ficção científica e não é isso. Só que, ao mesmo tempo, está longe de ser ruim. Foi um típico de caso de expectativa muito alta que acaba prejudicando a leitura - quem nunca passou por isso ?

E, sinceramente, acho que todo mundo deve dar uma chance. Tem ação, tem romance, tem clichê de High School, tem até uma mensagem sobre o meio ambiente. Tem pra todo mundo, gente!
Então, dêem uma chance ao livro mesmo assim ! (=

E, já que vocês estão todos aqui, que tal um sorteio entre os comentaristas ?

Bom, será assim. O sorteio é de uma marcador e um botton do livro (: Mas, se nós tivermos muitos comentários no post, eu farei o sorteio de mais um marcador, que tal ?

Então, está valendo. Farei o sorteio daqui há uma semana para todo mundo ter tempo de participar, viu ?
Boooa sorte para todo mundo! 
Let the games begin.
Julia =)

1984 - George Orwell

31 de março de 2011

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ


Imagine viver em um sociedade onde o Partido domina todas as suas ações. Mais que isso, controla o que se passa em sua mente. O pensamento incorreto é crime, fiscalizado pela Polícia da Ideias.
Imagine ser Winston Smith, pacato morador da Oceânia, que, em meio a tudo, não tem certeza nem mesmo do ano em que se está. Justo ele, responsável por alterar várias informações em seu trabalho, no Ministério da Verdade. Tudo aquilo que não se concretizou, que mudou, pessoas sumiram. É como se nada tivesse existido e o Partido, o Grande Irmão, jamais tivesse cometido um erro.

Durante o dia, Winston obedece ao Grande Irmão. À noite, em sua casa, escreve seu diário como forma de se rebelar contra o sistema. É esse o cenário de 1984.

Winston não sabe onde está sua esposa, sua mãe. Todas as suas memórias são confusas e, o que ainda lhe sobra, o faz desconfiar do sistema. A medida que sua revolta contra o mesmo cresce, Winston começa também a se envolver com uma colega de trabalho, Julia. Além disso, pouco a pouco, se aproxima daqueles com ideais próximos aos seus, envolvendo-se em uma sociedade secreta que se opõe ao Partido. Com os olhos do Grande Irmão vigiando tudo e todos durante todo o tempo, Winston não sabe se é capaz de aguentar as consequências que seus próprios pensamentos podem trazer.

"Poder é infligir dor e humilhação.
Poder é estraçalhar a mente humana e depois juntas outra vez os pedaços, dando-lhes a forma que você quiser.
E então ?
Está começando a ver o tipo de mundo que estamos criando ? "

O livro foi escrito em 1949, no mundo recém saído da Segunda Guerra Mundial e no início da divisão entre capitalismo e socialismo. George Orwell apresentou uma sociedade distópica futurística, onde o socialismo havia alcançado total dominação de todo o mundo. E é um desses livros que de tá um tapa na cara, te deixa pensando sobre ele por muito tempo. Embora as situações no livro pareçam distante da nossa realidade, estamos muito, muito próximos delas, mas de uma maneira bem sutil. O jeito que é apresentado como o Estado pode alterar o passado, presente, as nossas mentes e definir as nossas necessidades é incrível.

O livro não aborda só discussões políticas, mas também da natureza humana. Até que ponto as pessoas chegam para obter poder e dominação ? Até onde vamos para defender nossos ideais ? Somos capazer até mesmo de fazer tudo aquilo que condenamos, de trair quem mais amamos. O livro chega a ser pertubador de tantas verdade que ele te mostra.
E, embora seja um clássico, a linguagem do livro não é super rebuscada ou cansativa. O livro é bem fluido. A única coisa que me incomodou foram as frases, parágrafos e capítulos, todos enormes. Quando eu vejo um monte de letras assim, em parágrafos enormes, meus olhos ficam muito incomodados. Mas isso é uma coisa bem pessoal, só eu reclamei disso até agora :x

E, bem, esse não é o tipo do livro que eu posso ficar falando muito sobre. É um desses livros que te faz pensar por muito tempo, que bagunça de verdade com a sua mente. Por isso, ele me deixou com essa sensação de falar para as pessoal lerem e tirarem suas próprias conclusões. Façam isso. E, assim como eu, passem a ter certeza de que 2 + 2 = 5

beijos,
Julia Nevares

Praticamente Inofensiva - Douglas Adams

19 de fevereiro de 2011

Olá. Você que ainda NÃO leu os outros quatro livros da série, essa resenha pode conter spoilers.  Eu disse que pode, mas acho que não contém não, porque esse livro é uma doideira :x Agora, se você realmente detesta spoilers, leia as outras resenhas : 1 2 3

O "último" livro da série O Mochileiro das Galáxias. Entre aspas porque muitos não o consideram como parte da série, por ser muito diferente dos demais. Entre aspas porque há um sexto livro escrito, mas pelo Eoin Colfer, de Artemis Fowl. O livro se chama "And Another Thing..." e acho eu que ele vai ser lançado aqui no Brasil esse ano. Já li ago sobre, mas esqueci onde, então não vou ficar distribuindo mais informações que eu não sei se são verdadeiras.


Em Praticamente Inofensiva, Arthur, Ford e Trillian não estão juntos. Na verdade, eles nem sabem das vidas um dos outros. Ford acaba de descobrir que o Guia acaba de ser vendido para outra editora. Ele sofre uma série de transformações bizarras e Ford passa a ser um mero crítico de restaurantes. Já Arthur, em busca de reestabelecer sua vida como era na Terra, muda-se para Lamuella, e vira um Fazedor de Sanduíches, feitos de carne de Besta Perfeitamente Normal (que? adoro essa parte ahhaha). Enquanto isso, Tricia está na Terra (que?), com uma ótima carreira de repórter, mas ainda arrependida de não ter partido após aqueeeela festa com o Zaphod.

Bom, a verdade é que eu olhava pra Praticamente Inofensiva, lia a contracapa falando sobre as polêmicas do livro e eu não conseguia acreditar que esse livro, com esse 5 do lado, com os mesmos personagens... eu não conseguia acreditar que alguém dizia que esse NÃO era o quinto livro da série. Mas, gente, eu realmente não sei dizer se é ou não continuação. O livro é muito diferente dos outros. Tanto na história, quando no ritmo do livro, enfim.

Como eu gostei de 'Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes', eu prefiro acreditar que ele é o último e que Praticamente Inofensiva foi um toque final, título independente, tanto faz. A verdade é que esse livro me surpreendeu por ele ignorar consideravelmente o quarto da série, ser mais lento e SUMIR com o meu personagem favorito. Se você não entendeu alguma coisa nos últimos quatro livros, supere sua curiosidade, esse livro não vai te explicar nada. Se o Marvin é sua paixão literária (brinks), supere também, porque ele nem aparece nesse.

Aliás, eu não sei se eu já me acostumei com o humor do Douglas Adams, mas esse foi o livro dele que eu menos ri. Mas foi o que eu mais pensei. Ele começou a abordar temas novos, de uma maneira nova. É o livro que traz as melhores reflexões, os melhores assuntos abordados, o que eu mais aprendi. De verdade, eu reli várias partes pra poder aproveitar melhor o livro. O jeito dele de falar dos universos paralelos e dos neutrinos me deixava pensando "Gente, que homem é esse?".

A verdade é que eu queria muito terminar esse post dizendo que amei o último livro, que ele me deixou muito feliz, foi um ótimo final pra série, mas não. Eu realmente queria outro final. Só que o Douglas Adams é realmente bom e até o livro dele que eu menos gostei é muito bom. Na verdade,  Praticamente Inofensiva é tão independente que daria pra você começar por ele (não faça isso!). Ele, aliás, despertou meu interesse pelo "And Another Thing...", do Eoin Colfer, que antes eu não só não queria ler, como eu não entendia porque alguém, sem ser o Adams, escreveu um livro do Guia. Acho que ele é um fã que vai dar o final que todos nós outros queremos. Ou assim espero.
Então, se você ainda não leu a série, pode começar desde já. E, quanto a Praticamente Inofensiva, a regra já foi dada pelo novo Guia : 

ENTRE EM PÂNICO!  hahahahaha ;)

Por Julia

Perfeitos - Scott Westerfeld

24 de dezembro de 2010

Aquele velho aviso. Essa resenha trata da continuação de Feios, portanto ela pode (e vai) conter spoilers do primeiro livro. Se você não se importa com spoilers ou já leu, vá em frente. Se não... bem, eu avisei. (Ou então pule para o último parágrafo que não tem nenhum lá e confiram a resenha de Feios aqui!) 

Bom, assim que eu terminei Feios, eu corri pra Perfeitos. Quem leu, sabe que o final te deixa na expectativa do próximo, então eu simplesmente devorei o segundo livro o mais rápido possível! 

Tally é perfeita e está em morando em Nova Perfeição. Ela, finalmente, pode realizar todas as suas vontades do primeiro livro, ser popular e está perto do seu amigo Peris. Seu maior objetivo é entrar para os Crims (sério, eu lembrava desee jogo toda hora, que nervoso), um grupo que se arrisca pela cidade. Mas, alguns fatos de seu dia-a-dia começam a fazê-la lembrar de seus tempos de feia e de tudo que ela pretendia realizar ... Tally novamente tem escolhas a fazer e precisa ver se realmente quer continuar na sua suposta perfeição que não é nada bonita.

Perfeitos foi um livro que eu fui com muita expectativa e acabou ficando abaixo. E não, não é porque o livro é ruim. Simplesmente, quando você lê uma série, você já tem seus favoritos e tudo que você quer que apareça na continuação em mente. E, bem, não aconteceu muito do que eu queria. holycrap  Então, provavelmente, a resenha vai ser voltada pra quem leu Feios e criou um mundo de sonhos igual a mim haha
 
Quanto aos personagens, eu já não gostava de ninguém no primeiro livro hahaha Só da Tally, do David (lindo *-*) e do Az. Só no finalzinho que eu passei a gostar um pouquinho do Croy também. Nesse livro, surgem novos personagens, que eu também não simpatizei muito não... Pena que só quem está em Nova Perfeição é a Tally. Então eu passei boa parte do início do livro na expectativa de que meus Enfumaçados aparecessem logo para dar uma animada as coisas. Nova Perfeição não é tão legal quanto Fumaça , fato!

Esse livro tem bem menoos ação do que o primeiro. Na verdade, ele mostra muito mais os sentimentos de Tally, sua dificuldade em lidar com tudo de novo em sua vida e de lembrar de sua vida com os Enfumaçados. Nós, leitores, saciamos um pouco mais as nossas dúvidas sobre a vida pós-cirurgia e sobre como isso pode mudar as pessoas. Para mim, a Tally muda muito. No primeiro livro, ela faz um monte de coisas que me deixaram muito nervosa, mas não acho que ela faça nada por mal. No segundo, me pareceu que a popularidade tinha subido totalmente a cabeça dela e em alguns momentos ela foi uma grande bitch. É realmente muito chato, mas sinto que a personagem principal da série vai entrar para a lista dos que eu NÃO gosto.

Mesmo assim, Perfeitos foi muito viciante. Scott Westerfeld manteve sua escrita maravilhosa, suas críticas a sociedade (em um momento ele as faz de uma maneira realmente incrível, amei) e as partes finais do livro são muito boas e surpreendentes. Nos deixaram na espera por Especiais. Aliás, ô homem pra nos deixar curiosos, viu ? Ele é muito bom em colocar frases de efeitos como as últimas do livro. Tenho certeza que Especiais vai ser assim também e, por sinal, estou quase certa de que ele vai lançar um quinto livro chamado Borbulhantes (não consigo mais ler essa palavra).

Por fim, apesar de tudo que eu não gostei no livro, meu problema com ele foi muito, muito pessoal. Aliás, eu gostei muito dele, só que seus acontecimentos me deixaram muito irritada. Leiam e vocês entenderão. Não tem como não recomendar a série, ela é boa demais! Muitas pessoas me falaram que não se interessam por ela (ei, eu era assim), mas vale - e muito - a pena dar uma chance a ela. 

beijos, beijos e Feliz Natal ((: 

Por Mel

Feios - Scott Westerfeld

22 de dezembro de 2010

Eu tive uma relação muito estranha com esse livro. Primeiro, eu dizia que não tinha vontade de ler. Sempre o via nas livrarias e nem ligava. Simplesmente, não me chamava atenção. Maaaas, comecei a ler algumas resenhas boas, descobri sobre o que era o livro e entrei naquela fase 'preciso desse livro'. E ainda bem que eu entrei. Eu não podia estar mais errada em não me interessar por ele.


Feios, de Scott Westerfeld, foi publicado pela Galera Record e faz parte de uma série composta por quatro livros. E, acredite, quando você terminar Feios, você vai querer ler os outros três. Já estou lendo Perfeitos, podem esperar uma resenha em breve ^^

O livro conta a história de Tally Youngblood, moradora de Vila Feia, esperando ansiosamente pelos seus 16 anos. No futuro criado por Scott Westerfeld, aos 16 anos, todos fazem uma cirurgia plástica patrocinada pelo governo, para se tornar perfeito, com a justificativa de que as pessoas são julgadas pela aparência, logo todos deveriam ser perfeitos. Após ela, passa-se a morar em Nova Perfeição, onde o melhor amigo de Tally, Peris, já está. Desde que ele completou 16 anos, Tally começou a se sentir sozinha, ou melhor, sentiu-se assim até conhecer Shay. Ela também é uma feia, que faz aniversário no mesmo dia que Tally, mas, estranhamente, não está ansiosa para a data. Ela tem várias razões para estar assim, e vai mostrá-las para Tally. 

Eu sempre acho a sinopse desse livro meio sem graça. Realmente, não te prepara para tudo que acontece nele, mas qualquer outra informação que eu desse seria spoiler, então parei. Bom, vamos lá. O livro é realmente muito bem escrito, desses que você quer saber o que está na próxima página e não consegue parar de ler. Ele é cheio de reviravoltas e acontecimentos surpreendentes que te prendem e quando você vê, pluft, já acabou.

E, bem, uma das coisas que eu mais admirei em Feios foram os problemas que o autor expôs. O livro te faz - ou, pelo menos, me fez - pensar muito na nossa realidade. Até que ponto nos realmente valorizamos as aparências e até onde nós vamos para conseguir chegar mais próximo da perfeição. E, por isso, o quanto paramos de valorizar o interior da pessoas. Embora isso pareça clichê, é abordado de uma maneira totalmente diferente no livro. Não sei se foi porque eu já comecei Perfeitos, mas muitos dos personagens tem desejos e preocupações que parecem fúteis, mas não são nada diferente das de muitas pessoas que eu conheço. Foi quando eu notei que o livro não era tããão ficção assim.

Acho que vou parar de escrever por aqui. Feios é um livro que se revela aos poucos e se eu contar qualquer outra coisa, como meus personagens favoritos, os que eu quero matar ou minha nova paixão, vou dar spoiler. Então, já que eu não posso mais falar do livro, que tal vocês lerem ele ? ^^ Só um problema, vão se apaixonar pelo autor e correr para Perfeitos, igual eu fiz. Só não vale querer o David também.

Por Mel

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Eras #1 - Despertar - Stephen Play

15 de dezembro de 2010

  Em algum Essa Semana aqui, acho que no primeiro, a gente falou que recebeu o livro 1 - Despertar, da série Eras, do autor Stephen Play, publicado pela da Editora Americana. Ficamos muuito felizes, foi o primeiro livro que recebemos de parceria - com um marcador. Fica o nosso agradecimento a Editora e ao autor. 

  Eu não sei se foi porque era de parceira, mas eu li esse livro tentando dar uma atenção maior a tudo nele, pra comentá-lo bem direitinho, tanto os pontos positivos, quanto os negativos. Uma coisa que já deixo de sobreaviso, ler O Guia do Mochileiro das Galáxias me fez receber esse livro muito melhor.

  Vamos a história. O Planeta Terra está entrando na sexta Era Planetária  e não está preparado para ela ( no livro, descobre-se o que a sexta era significa, mas ... no spoilers ). Aqueles que deram origem a vida no planeta, os pleidianos, haviam enviado doze deles, em estado latente, para a Terra, anos atrás. No entanto, com a sexta Era se aproximando e a necessidade de intervir, Kuius, outro pleidiano, incorpora na Terra para despertar os demais e, assim, preparar os humanos para o que está por vir. Kuius escolhe Christian, um brasileiro, para começar sua missão. Porém, não há apenas o Complexo Pleidiano no Cosmos. Há também o Império de Sirius, que também vem a Terra fundar mais uma religião, no Paraguai. Pouco a pouco, Stephen Play começa a abordar assuntos como religião, origem e evolução da vida humana e perdão.

  Cada capítulo do livro é narrado por um personagem, definido em seu início. Quem costuma narrar são Kuius, Yeshua - do Império de Sirius - e Christian, que era o que eu mais gostava. Não sei se isso é recente, mas muitas pessoas tem me falado de livros nesse formato. Foi o primeiro que eu li, e acho que fica bem interessante, pois é possível ver a história de vários pontos de vista. ( Vocês gostam? ) Acho que, por isso, o início do livro é difícil, os personagens começam a falar suas histórias sem uma apresentação prévias. E depois de algumas páginas, o livro flui muito bem desse jeito.
  
  Um tapa na cara. Foi o que eu senti muitas vezes lendo esse livro. Não achei que o autor tenha sido rígido demais em suas críticas, mas acho que foi o suficiente. Enquanto Kuius desperta Christian, ele vai passando vários tipos de ensinamentos a ele, sobre a vida e o comportamento humano. E, bem, não são só elogios.  Inclusive, para receber esses ensinamentos, Christian deve lutar com seus próprios instintos e vícios. No caso dele, sexo. Outro quesito que o autor foi bem ousado, digamos assim, foi a origem do planeta. Ele desconstrói vários conceitos conhecidos por nós e cria a sua própria história. Tem umas partes que você realmente se surpreende, afinal qualquer história diferente da habitual nos assusta. (Depois dos ratos do Guia, nada me assusta, ok?)

 Uma coisinha que me incomodou, que só vai entender quem leu, é Sorat, a força do mal do livro. Tudo que acontecia de errado, era culpa de Sorat. Na história, isso é o correto de se dizer e completamente pertinente. Mas, o que posso fazer? Me incomodou. E a capa também. Não a achei muito convidativa e não acho que faça juz ao livro

 E, por fim, recomendo o livro. Mas recomendo pra quem está dispoto a ler uma história muito diferente do habitual, que está disposto a refletir. O livro aborda uma série de temas interessantes para se pensar e criticar e, por isso, acaba se tornando uma leitura mais lenta - mesmo sendo uma leitura fácil, autor brasileiro deixa tudo mais fácil, né. Eu sei que ficcção científica nem sempre é bem recebida. Agora, quem gosta do gênero ou de uma leitura diferente, vai gostar muito desse livro. 

Por Mel  
 

O Mochileiro das Galáxias - vol 2 e 3

9 de novembro de 2010

Os volumes 2 e 3 da série O Mochileiro das Galáxias são O Restaurante no Fim do Universo e A Vida, o Universo e Tudo Mais, respectivamente. Como vocês devem ter notado no meu post sobre o primeiro livro da série, eu sou realmente fã desses livros e resolvi continuar postando. 
Acho o Douglas Adams um tanto quanto engraçado e genial. Os três livros dá séries são recheados de metáforas, ironias e piadas nonsense. No entanto, eles são daqueles que se revelam à medida de você lê. Assim sendo, falarei brevemente sobre a história dos dois, tentando evitar spoilers.



O Restaurante no Fim do Universo : Após fugir da destruição da Terra e ir parar nos mais loucos planetas, Arthur, Ford e todos na nave Coração de Ouro vão almoçar no Restaurante no Fim do Universo - que é realmente incrível.  No entanto, como eles não são nada constantes, resolvem ir também em busca do homem que rege o Universo, para resolver a Questão Fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.

A Vida, O Universo e Tudo Mais : Após seu isolamento, decorrente de um problema pelo qual passa no volume 2 (leiam pra saber, que também é demais), Arthur reencontra seus amigos para partirem em busca de uma nova missão: salvar o Universo. Esse livro é quase todo sobre o Planeta Krikkit, habitado por robôs xenófobos em busca de se tornarem os únicos existentes na Galáxia.


Ambos os livros me surpreenderam. Diferentemente do que soa quando não se conhece, os títulos não me parecem nada estranhos e me sugerem os possíveis temas de cada livro. Enfim, ou eu sou muito ruim em adivinhar ou o Douglas Adams consegue enganar todo mundo muito bem. Confesso que, por isso, estava muito mais ansiosa para ler o terceiro da série do que estava pelo segundo, mas fiquei boba com o enredo do segundo. É muito bem pensado e foi o que mais me fez rir. Já o terceiro foi o primeiro da série que gira em torno de uma única história, o que ficou muito legal e diferente dos outros.
Quem ler o primeiro, vai querer esses, então nem preciso dizer o quanto eu recomendo que vocês busquem a série. Pode parecer boba a pricípio, ou muito surreal, mas vale a pena.

Por Mel.

O Guia do Mochileiro das Galáxias

26 de outubro de 2010

NÃO ENTRE EM PÂNICO

Arthur Dent, um inglês comum, acordou e passava a sua manhã tentando salvar sua casa da demolição, para que construíssem um desvio em seu terreno. Então, seu amigo Ford Prefect aparece, preocupadíssimo com algo que está prestes a acontecer, e tenta convencer Arthur a sair dali e ir com ele conversar.

O evento prestes a acontecer ? A destruição da Terra. Estava atrapalhando o desenvolvimento da galáxia. Sorte de Arthur que seu amigo, Ford, era um alienígena disfarçado fazendo pesquisas sobre a vida aqui, conosco. Então, Ford e Arthur conseguem escapar da morte iminente e da explosão graças ao conhecimento do extraterrestre. Então, Arthur é obrigado eles viajam juntos pelo Universo, conhecendo diversos planetas e formas de vida. 

E essa é a hora que eu sou obrigada a parar de falar da história. 

O 'Guia do Mochileiro da Galáxias', de Douglas Adams, recentemente republicado pela Sextante, é o primeiro volume de cinco da série Mochileiro da Galáxias. É um dos livros mais supreendentes e divertidos que eu já li. Se eu continuar a contar sobre o que ele se trata, eu vou estragar alguma sátira, evento loucopelo qual eles passam e todo o humor nonsense britânico do livro. 

A história sustenta-se também (isso é super melhor explicado no decorrer do livro) pelas perguntas fundamentais da vida: 'por que?', 'quem somos?', 'da onde viemos?', 'onde vamos almoçar hoje?'. Faz você refletir sobre coisas, uma vez que, por trás de cada acontecimento impossível, Douglas Adams realmente faz críticas a sociedade e mostra como a Terra, um planeta praticamente inofensivo, e nós podemos ser realmente muito pequenos. 
No entanto, não quer reflexões profundas sobre a vida? Leia assim mesmo. O livro é incirvelmente engraçado e hipnotizante. Recomendo muito!

Obs's que eu tanto adoro : 
1. Tem filme, mas eu ainda não vi! Quem já me disse falou que é uma viagem. Mas, trailer aqui. Me pareceu bem engraçado, tô louca pra ver. É de 2005 e o elenco conta com a Zooey Deschanel que eu adoro!
2. Ainda não terminei a série, mas vou adiantar. Os outros livros são 'O Restaurante no Fim do Universo', 'A Vida, o Universo e Tudo Mais', 'Até Mais, e Obrigado pelos Peixes' (sempre rio quando olho pra esse livro) e 'Praticamente Inofensiva'. Como eu já disse, o livro é marcado por um monte de acontecimentos e sua história não é nada linear. Então não sei se falarei de todos, um por um. Até porque, quem ler o primeiro, vai correr para os outros da série.

Por Mel

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