Mostrando postagens com marcador o monstro do lago Patrick. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o monstro do lago Patrick. Mostrar todas as postagens

A Guerra - Patrick Ness

27 de março de 2014

A Guerra
"Monsters of Men"
Patrick Ness
Editora Pandorga
Páginas: 544

"Três exércitos marcham em Nova Prentisburgo, cada um tentando destruir os demais. Todd e Viola se vêem presos no meio do conflito, sem possibilidade de fuga.
Depois que as batalhas começam, como eles poderiam interromper a luta? Como eles poderiam estabelecer a paz sendo eles a minoria? E, se a guerra transforma homens em monstros, que terríveis escolhas os esperam?"

A Guerra é o volume final da trilogia Mundo em Caos (então confira também as resenhas de O Motivo e A Missão), a série distópica feita de amor do Patrick Ness. Infelizmente, a série não é tão conhecida ou tão divulgada quando deveria e merecia. Por que, é sério, mais pessoas precisam ler essa série. Mais pessoas precisam chorar essa série. Mais pessoas precisam morrer essa série. 

O livro já começa com Todd e Viola bem no olho do furacão, com Todd tentando domar o Presidente e resolver os conflitos entre a Sr. Coyle, o exército e a população de homens e mulheres de Nova Prentisburgo, vitimizados pelo conflito e pelas táticas empregadas por ambos os lados. No entanto, a Nave com o resto do grupo de Viola chega e  mais personagens aparecem para adicionar caos à já instaurada batalha pelo destino de toda forma de vida que ocupa o pequeno planeta. 

No entanto, o Prefeito finalmente conseguiu o que queria: criar uma nova guerra e fazer-se necessário para o comando. Mas a guerra não é bonita, não é o que ninguém mais queria, e cada vez mais lados se levantam, com táticas e motivos diferentes. E, mais uma vez, Todd e Viola se separam para tentar resolver os problemas causados por seus, ahem, mentores e salvar quantas vidas possível, para que eles finalmente possam ficar juntos em paz (e eu já chorando, dá licença).

A narração do livro dessa vez é divida não só entre Todd e Viola, mas também entre dois novos velhos personagens, membros da comunidade Spackle e que trazem junto consigo todo um outro modo de ver o mundo e de ser mesmo. Admito que demorei pra simpatizar com os novos pontos de vista, basicamente por que ele era tão abertamente contrário ao Todd mas acabei ficando ansiosa pelas partes deles também, por que submergir em um modo de pensar tão diferente era deveras interessante, assim como era ver a dificuldade do Retorno de lidar com aquele novo jeito de viver que era tão passivo e estranho pra ele.

Os personagens novos que chegaram com a Nave eram bons e eu gostei da dinâmica deles, mas não fiquei particularmente apaixonada como eu fui pelos personagens secundários dos outros livros. A Sr. Coyle diminuiu um pouco, é verdade, mas não existe meio de ignorar o Prefeito/Presidente, o cara é genial e cruel e maluco demais para que a gente não admire o cara.  Então, mais uma vez, me peguei amando o vilão e encarando aquela dualidade louca tão presente na saga Mundo em Caos, em que ninguém é completamente inocente ou horrível e ninguém consegue escapar dos horrores e das decisões da guerra. O livro é muito sobre mostrar os tons de cinza da humanidade, muito sobre o que a necessidade faz do homem e como ele precisa lidar com isso. Acho o Patrick Ness particularmente genial na sua maneira de nos envolver na guerra e nos fazer entender que as vezes não existem boas escolhas, mas elas ainda precisam ser feitas de qualquer maneira. O desespero e a respiração entrecortada que essa história causa durante a leitura é uma coisa inigualável e magistral. Patrick merece mesmo todos os prêmios que ganhou pela sua escrita sensacional. 

Mais uma vez a edição do livro deixou um pouco a desejar, embora ainda tenho sido melhor do que a do A Missão, que me fez literalmente chorar de raiva pelas páginas com seus erros grotescos. A Guerra ainda tem um bocado de deslizes e eu senti falta daquele cuidado que eles tiveram com a saudosa edição de O Motivo, mas o livro é tão bom e tão bem escrito e tão incrível que sua leitura ainda será uma experiência louca, acredite. 

De todo modo, o livro é um fechamento super digno para a saga, com um final de tirar o fôlego, de causar lágrimas e choro convulsivo até nos mais firmes. E se você acabou e ficou desesperado feito eu saiba que o Patrick escreveu 3 contos dentro do universo de Mundo em Caos, que estão entre os livros e pós-A Guerra. Pr'aqueles que leem em inglês, recomendo a leitura depois que você acabar a série. É só fazer um cadastro maroto no site da trilogia.  

Então, se não ficou claro, eu adorei A Guerra, adorei Mundo em Caos e recomendo para todo mundo. Para aqueles que ainda não começaram a série, termine essa resenha e vai correndo pro primeiro volume, porque essa é uma das melhores séries da vida. Favorita, fácil.

Era isso. Leiam! 


O Gerente enlouqueceu, ou algo assim, por que O Motivo e A Guerra estão apenas 9,90 NO SITE DA SARAIVA, CORRE NEGADA!


Beijo, beijo,

A Missão, Patrick Ness.

2 de outubro de 2012

  A Missão: A Pergunta e a Resposta
"The Ask and The Answer" 
Patrick Ness
Editora Pandorga
492 páginas 

   Depois de, literalmente, correr pela vida em O Motivo, Todd e Viola finalmente chegam à Paraisópolis e descobrem que a cidade não é o oásis que esperavam. Com Viola no limite das suas forças, Todd é recebido pelo prefeito Prentiss, agora Presidente, e não tem escolha a não ser aceitar o que lhe é pedido é por Viola, afinal de contas. Tudo e qualquer coisa pela segurança da Viola

   É assim que começa A Missão - A Pergunta e a Resposta, segundo volume da série Mundo em Caos, que é a felicidade e a ansiedade da minha vida ultimamente. Patrick Ness conquistou meu coração completamente e a série é minha favorita atualmente, sem duvidas, e é a conclusão que eu mais espero. Aparentemente, A Guerra, ultimo volume, vai sair ainda esse ano. Mas não tô acreditando, não.

   Em A Missão vemos o surgimento de A Resposta, uma misteriosa unidade terrorista (ou de libertação, dependendo do lado que você está), que está tentando livrar a cidade do domínio do Prefeito - agora Presidente. Os moradores estão divididos, as mulheres foram separadas e ninguém sabe muito bem quem apoiar (nem nossos heróis). Nem eu sabia direito pra quem estava torcendo. Nossos protagonistas seguem caminhos diferentes e se envolvem com novos personagens e em novos problemas, todos tensos e feitos de amor e que fazem vibrar. Personagens antigos também reaparecem e crescem e fazem você se apaixonar, mesmo contra todo o seu bom-senso, e, mais de uma vez, me vi às lágrimas em cenas que cortaram meu coração mais do que você pode imaginar. Até os vilões - ou os pseudo-vilões ou os anti-heróis - são incríveis e você se pega incapaz de não amá-los, mesmo sabendo que eles fizeram coisas horríveis antes e durante e que provavelmente vão fazer depois de novo.

  Enfim, neste livro, a situação é bem diferente da que vivemos no primeiro. Nós sabemos quem é o inimigo (mais ou menos), sabemos como ele age e vemos o que ele faz. Ele não está se escondendo, está mostrando a cara que tem e apresentando um outro lado da história, um que também faz sentido, apesar de tudo o que nossos heróis já acham que sabem. Nosso vilão está dando opções e contando histórias e oferecendo benefícios. Mas, mais uma vez, nós não sabemos bem o que é verdade e o que não é, quem está certo e quem não está. É guerra, não é? Então vale tudo, não é?

  Todd e Viola estão separados e ouvindo histórias diferentes e se envolvendo de maneiras diferentes na nova realidade do Novo Mundo. O único desejo que os dois compartilham é o de voltar a ficar juntos. E é agoniante acompanhar o desespero e a preocupação deles, sem respostas, sem ideias, sem rumo. É maravilhoso e bem escrito e intenso, assim como o primeiro, mas acho que agora é ainda melhor. É muito mais perigoso agora que já sabemos bem qual é a ameaça e o que cada lado é capaz de fazer.

  Minhas únicas reclamações do livro são quanto a edição, que deixou muito a desejar, encheu minhas páginas de erros e me fez ficar azul de raiva; e para a mudança na própria maneira na qual o livro foi escrito. Enquanto no primeiro nós estávamos, na grande maioria do tempo, dentro do ruído do Ted e acompanhando seu pensamento e ficando enlouquecidos, de maneira geral, esse se tornou mais distante e pausado - mesmo havendo uma nota do editor nas primeiras páginas dizendo que as coisas iam acontecer como em O Motivo, com os erros de português do Ted e suas marcas de discurso ou o que sejam. Senti muita falta disso, mesmo. Mas depois que eu embalei no livro, a coisa estava tão boa que isso me abalou menos. Eu ainda preferia que fosse da mesma maneira, no entanto. E que o revisor do livro tivesse corrigido os erros de digitação e tradução. Chorei rios de raiva também, enquanto lia.

 Mesmo assim, o livro ainda é pra lá de genial, de envolvente, de enlouquecedor. Recomendo até a ultima linha e defeito, recomendo aos berros e com o coração palpitante. O livro é ótimo e infelizmente pouco conhecido, e todo mundo devia ler. Então corre pra livraria e garanta já o seu O Motivo e o seu A Missão, por que você tá perdendo um tempo de vida em que podia estar lendo eles agora mesmo. Melhor livro do ano fácil, pra mim.

Beijo, beijo,
Thainá.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Layout por Thainá Caldas | No ar desde 2010 | All Rights Reserved ©