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À espera de um milagre - Stephen King

11 de julho de 2014

À Espera de Um Milagre
À espera de um milagre
Stephen King
Suma de Letras
400 páginas
2013


Como eu já contei para vocês na minha última resenha, recentemente li meu primeiro livro do Stephen King, Misery, e já o terminei me considerando uma grande fã do autor. Acabei escolhendo A espera de um milagre para continuar as leituras dele. Esse livro não é de terror, mas tem uma partezinha sobrenatural. Além disso, esse livro faz parte de uma lista de nunca-vi-o-filme-porque-quero-ler-o-livro-primeiro, então, não, eu nunca tinha assistido, não sabia nem do que se tratava. Pra não dizer que não sabia nada sobre ele, sei que meu pai ama e tem o Tom Hanks. Comecei no escuro mesmo.

O livro é narrado por Paul Edgecombe, que costumava trabalhar na Penitenciária de Cold Mountain, no corredor da morte. Hoje, ele já se encontra em um asilo, quando resolve contar várias histórias dessa época. Entre elas, a que mais o marcou: de John Coffey, condenado por estuprar e matar duas gêmeas de 9 anos.

Algo que vale a pena mencionar é que esse livro é dividido em seis partes porque inicialmente À espera de um milagre foi lançado em seis volumes separados (curtinhos mesmo). Muitos livros tem essas divisões, mas aqui elas são um pouco diferentes, até porque elas não foram lançadas todas de uma vez só. Por exemplo, algumas acabam tendo um final mais tenso, exatamente para o leitor esperar pelo próximo. Vocês devem saber bem como é.  

Achei o começo do livro um pouco lento, acredito que em partes por causa dessa divisão que falei no parágrafo acima e em partes porque o autor passa um tempo caracterizando os personagens. Nesse começo nós ainda não sabemos para onde o livro nos levará e há várias passagens que podem parecer desnecessárias, mas terão uma grande importância no final. Acho que nesse ponto vale ainda ressaltar que os personagens são tão bem construídos que o livro se passa no corredor da morte, mas às vezes você odeia mais um dos guardas do que os próprios presos. Assim que você nota que as pessoas podem ser más de muitas maneiras diferentes.

Sabemos que Paul conta a história por causa de John Coffey e há algo diferente sobre ele. Eu não sabia o que era e, quando descobri, fiquei maravilhada. Se encaixa bem na história e ao mesmo tempo a torna tão tocante. É inesperado, é muito diferente e tudo que eu posso dizer é que foi um personagem que me fez terminar esse livro com muitas lágrimas nos olhos. 

Acho que não há muito que eu possa falar para terminar esse post. Eu gostaria de poder passar um pouco da emoção que eu senti lendo esse livro, mas é difícil. Só lendo mesmo para entender. Por isso, tudo que posso fazer é novamente indicar que vocês conheçam o autor. É bom demais, gente! 

A Crônica do Fogo - John Stephens

6 de julho de 2014


A Crônica do Fogo - Os Livros do Princípio #2
John Stephens
Editora Suma de Letras
312 páginas
2013


Esse livro é a continuação de O Atlas Esmeralda e, mesmo que você nunca o tenha lido ou mesmo nunca tenha ouvido falar nele, ainda há chance para você. Mas, para isso, sugiro que mude para essa resenha daqui.  

A Crônica do Fogo é o nome do segundo livro do Princípio e, após Kate ter descoberto ser a guardiã do Atlas, é a vez de Michael. Logo no início as crianças de separam, como eu imaginei que aconteceria para que o irmão do meio pudesse ter mais destaque e mais responsabilidades. Porém não ficamos sem Kate! A fofíssima tem sua parte da história em separado e o livro alterna entre Michael e Emma de um lado e Kate do outro. E, apesar do medo por não saberem onde sua irmã mais velha está, os caçulas se saíram muito bem.

Eu gostei muito dessa novidade porque deu um toque diferente na história. Kate, já com 15 anos e sem os irmãos, pode ter páginas mais maduras romantica e dramaticamente (não que Michael tenha ficado de fora no quesito romance, own).

Toda a aventura, o humor, as emoções e a vontade de nunca parar de ler mantem-se as mesmas do primeiro livro. Estou ainda mais apaixonada pela série. E, além de tudo isso - de elfos, dragões, bruxos, vulcões etc - descobrimos muitas coisas sobre o passado por trás da história dos Livros do Princípio e da família de Kate, Michael e Emma. E, agora, ao mesmo tempo que espero o livro da Emma, que eu sei sobre o que é, eu não faço ideia do que esperar dele. Além de muita ação, ainda mais emoção (porque o fim desse deixou muita promessa de mais dores no coração), também estou esperando romance dessa vez e muito muito amor dessas três crianças  corajosas desses três adolescentes corajosos.

Não pense você que não gosta de livros infanto-juvenis se ainda não leu O Atlas Esmeralda ou A Crônica do Fogo. Só aceito depois. Mas duvido.








A Guerra - Patrick Ness

27 de março de 2014

A Guerra
"Monsters of Men"
Patrick Ness
Editora Pandorga
Páginas: 544

"Três exércitos marcham em Nova Prentisburgo, cada um tentando destruir os demais. Todd e Viola se vêem presos no meio do conflito, sem possibilidade de fuga.
Depois que as batalhas começam, como eles poderiam interromper a luta? Como eles poderiam estabelecer a paz sendo eles a minoria? E, se a guerra transforma homens em monstros, que terríveis escolhas os esperam?"

A Guerra é o volume final da trilogia Mundo em Caos (então confira também as resenhas de O Motivo e A Missão), a série distópica feita de amor do Patrick Ness. Infelizmente, a série não é tão conhecida ou tão divulgada quando deveria e merecia. Por que, é sério, mais pessoas precisam ler essa série. Mais pessoas precisam chorar essa série. Mais pessoas precisam morrer essa série. 

O livro já começa com Todd e Viola bem no olho do furacão, com Todd tentando domar o Presidente e resolver os conflitos entre a Sr. Coyle, o exército e a população de homens e mulheres de Nova Prentisburgo, vitimizados pelo conflito e pelas táticas empregadas por ambos os lados. No entanto, a Nave com o resto do grupo de Viola chega e  mais personagens aparecem para adicionar caos à já instaurada batalha pelo destino de toda forma de vida que ocupa o pequeno planeta. 

No entanto, o Prefeito finalmente conseguiu o que queria: criar uma nova guerra e fazer-se necessário para o comando. Mas a guerra não é bonita, não é o que ninguém mais queria, e cada vez mais lados se levantam, com táticas e motivos diferentes. E, mais uma vez, Todd e Viola se separam para tentar resolver os problemas causados por seus, ahem, mentores e salvar quantas vidas possível, para que eles finalmente possam ficar juntos em paz (e eu já chorando, dá licença).

A narração do livro dessa vez é divida não só entre Todd e Viola, mas também entre dois novos velhos personagens, membros da comunidade Spackle e que trazem junto consigo todo um outro modo de ver o mundo e de ser mesmo. Admito que demorei pra simpatizar com os novos pontos de vista, basicamente por que ele era tão abertamente contrário ao Todd mas acabei ficando ansiosa pelas partes deles também, por que submergir em um modo de pensar tão diferente era deveras interessante, assim como era ver a dificuldade do Retorno de lidar com aquele novo jeito de viver que era tão passivo e estranho pra ele.

Os personagens novos que chegaram com a Nave eram bons e eu gostei da dinâmica deles, mas não fiquei particularmente apaixonada como eu fui pelos personagens secundários dos outros livros. A Sr. Coyle diminuiu um pouco, é verdade, mas não existe meio de ignorar o Prefeito/Presidente, o cara é genial e cruel e maluco demais para que a gente não admire o cara.  Então, mais uma vez, me peguei amando o vilão e encarando aquela dualidade louca tão presente na saga Mundo em Caos, em que ninguém é completamente inocente ou horrível e ninguém consegue escapar dos horrores e das decisões da guerra. O livro é muito sobre mostrar os tons de cinza da humanidade, muito sobre o que a necessidade faz do homem e como ele precisa lidar com isso. Acho o Patrick Ness particularmente genial na sua maneira de nos envolver na guerra e nos fazer entender que as vezes não existem boas escolhas, mas elas ainda precisam ser feitas de qualquer maneira. O desespero e a respiração entrecortada que essa história causa durante a leitura é uma coisa inigualável e magistral. Patrick merece mesmo todos os prêmios que ganhou pela sua escrita sensacional. 

Mais uma vez a edição do livro deixou um pouco a desejar, embora ainda tenho sido melhor do que a do A Missão, que me fez literalmente chorar de raiva pelas páginas com seus erros grotescos. A Guerra ainda tem um bocado de deslizes e eu senti falta daquele cuidado que eles tiveram com a saudosa edição de O Motivo, mas o livro é tão bom e tão bem escrito e tão incrível que sua leitura ainda será uma experiência louca, acredite. 

De todo modo, o livro é um fechamento super digno para a saga, com um final de tirar o fôlego, de causar lágrimas e choro convulsivo até nos mais firmes. E se você acabou e ficou desesperado feito eu saiba que o Patrick escreveu 3 contos dentro do universo de Mundo em Caos, que estão entre os livros e pós-A Guerra. Pr'aqueles que leem em inglês, recomendo a leitura depois que você acabar a série. É só fazer um cadastro maroto no site da trilogia.  

Então, se não ficou claro, eu adorei A Guerra, adorei Mundo em Caos e recomendo para todo mundo. Para aqueles que ainda não começaram a série, termine essa resenha e vai correndo pro primeiro volume, porque essa é uma das melhores séries da vida. Favorita, fácil.

Era isso. Leiam! 


O Gerente enlouqueceu, ou algo assim, por que O Motivo e A Guerra estão apenas 9,90 NO SITE DA SARAIVA, CORRE NEGADA!


Beijo, beijo,

Era uma vez, há muito tempo atrás... - Brigid Pasulka

22 de outubro de 2013

Era uma vez, há muito tempo atrás... 
Brigid Pasulka
Editora Nova Fronteira
361 páginas 
2010


Eu tenho uma história com esse livro. Ele não é desses que eu peguei em uma promoção e resolvi ler do nada ou um desses que eu recebo de cortesia. Novembro ou dezembro de 2010, eu estava em alguma livraria (provavelmente a Saraiva) e vi essa capa na prateleira. Essa é uma capa que me faz parar qualquer coisa só de vê-la no cantinho do olho. Então, eu parei. Li a sinopse. Descubri que a história se passa na Polônia (adoro conhecer novos lugares através dos livros enquanto não pessoalmente), em dois momentos. Um um pouco antes da 2ª Guerra Mundial e outro 50 anos depois disso. Anos 1930/40 e 1980/90. Mas não o comprei.

Estar no meio de tantos livros famosos, com muita muita divulgação, com muitos fãs, muitas resenhas por aí, pode bem fazer a gente perder a coragem de comprar e ler um livro do qual nunca ouvimos falar, que ninguém nunca te indicou. Então, eu não o comprei. Quase três anos depois, o pedi de troca no skoob. Logo que o livro chegou, tão lindo, já comecei a lê-lo. Não me arrependo de ter demorado tanto para tê-lo. Esse ano a Polônia apareceu na minha vida de maneira completamente inesperada, então o livro veio na hora perfeita, para falar a verdade.

Um rapaz conhecido como Pombo vê a belíssima Anielica conversando com seu irmão Jakub que é, de alguma forma, especial, descrito como um tolo meigo, e fica impressionado com a beleza da jovem. Assim como qualquer outro homem. Porém, Pombo não é de ficar parado e, ao invés de ficar apenas suspirando, ou mesmo chegar de mãos vazias até o pai de Anielica, ele resolve oferecer suas złote rączki, mãos de ouro (todo polonês as possui e é famoso por elas) para reformar inteiramente de graça a casa da família Hetmański. O pai de Anielica, Pan Hetmański (Pan/Pani significam Senhor/Senhora em polonês, só que é muito usado mesmo), que não é bobo nem nada, soube logo de cara que o que Pombo queria era se aproximar de Anielica. Mas, mesmo correndo o risco de ter um homem no quintal de olho na sua jovem filha, ele não iria desperdiçar a oportunidade de ter sua casa reformada de graça.  

O irmão de Anielica, Władysław Jagiełło, vai ajudar Pombo nas obras e eles acabam se tornando grandes amigos com o passar do tempo. O romance de Pombo e Anielica, por sua vez, parece nada mais que nenhum romance para quem não tem acesso ao coração ou à mente de algum dos dois. Há até quem diga que, na verdade, Pombo sempre esteve interessado em Władysław Jagiełło. Mas essa não é a verdade. Ele está apenas esperando a hora certa.

Cinquenta anos mais tarde, Beata, mais conhecida como Baba Yaga ("bruxa" do folclore polonês) é a protagonista. Assim como Anielica e Pombo, Baba Yaga vivia na Meia-Aldeia, porém se muda para a Cracóvia e vai morar com suas primas. Ela não é dessas pessoas que vive intensamente, Baba Yaga tende a simplesmente ir vivendo, mesmo que não seja isso o que ela deseje.

As duas Polônias são bem diferentes, tendo passado muita coisa no meio tempo que as separa. Guerras, ocupações, invasões, reconstruções (estruturais e culturais) são coisas comuns na história polonesa. E, além do romance lindo, da história tristíssima e emocionante, das intervenções muito engraçadas do narrador, Era uma vez, há muito tempo atrás... é cheio de cultura e história polonesa. E não é do tipo que você se vê perdida e desinteressada, não, por favor, não, é do tipo que te prende, te deixa curiosa e já apaixonada pela Polônia.

O livro é cheio de palavras polonesas que no contexto dá para você entender o significado, e lugares, e expressões e manias. Hoje eu sinto como se eu conhecesse um pouquinho mais do país. E tenho um carinho especial pelo povo que Brigid Pasulka mostra ser tão corajoso.

Eu preciso, de alguma forma, te convencer a ler esse livro, mas não sei como posso fazer isso. Se você puder apenas acreditar quando eu digo que esse é livro é muito muito muito bom, será excelente. Escrever essa resenha me fez ter vontade de reler o livro que eu li há duas semanas e de chorar só de pensar na história que tem dentro dele. Ele me fez gargalhar, chorar, arregalar os olhos, fechar os olhos e pedir para que o que eu achava que fosse acontecer não acontecesse. O jeito como a história é contada, além da história em si, é algo difícil de se descrever, que só lendo por si mesmo, você poderia entender. Então, por favor, faça isso. E depois me procura para dizer como foi.

Divergente - Veronica Roth

25 de abril de 2013


Divergent
Verônica Roth
Editora Rocco
504 Páginas

A humanidade se exauriu. As guerras, a violência e os erros de julgamento levaram os homens a um ponto tão baixo na história que chegou-se a conclusão de que "defeitos" específicos de caráter causaram o declínio da sociedade. Numa Chicago futurista, os homens restantes se dividem em facções, que trabalham juntas pelo equilíbrio. Surgem então a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Erudição e a Franqueza, cada uma focada em viver e fazer uso do que acredita que faltou aos homens que destruíram o mundo como ele era. A escolha da facção que governará sua vida é feita através de um teste quando se alcança os 16 anos. É imprescindível se encaixar em uma, por que não pertencer a nenhuma facção é como não existir. 

Beatrice nasceu na Abnegação e está as portas do seu teste "vocacional", que lhe indicará a qual facção ela pertence. Embora ela seja livre para escolher qualquer facção que deseje na cerimônia, ela sabe que é seu dever permanecer junto com sua família na facção onde cresceu. A Abnegação não demonstra afeto ou liga para as próprias necessidades e seus membros são rígidos e não cultivam individualidades. Beatrice não está certa de que pode viver assim para sempre.

"Os testes não precisam mudar nossas escolhas", é o que ela repete para a família e para sí mesma, tentando se convencer a permanecer na facção com menos recursos e conforto. Seus testes, no entanto, apontam um resultado diferente, surpreendente e perigoso. E, quando chega a hora de escolher seu destino, ela toma um ato de coragem, um que muda sua vida completamente. De repente, ela se vê diante da chance de ser uma pessoa diferente e que vive suas vontades. Mas, junto com as oportunidades, vem desafios tão grandes que ela não sabe se pode vencer, e perigos tão imensos que ela não tem certeza se existe alguém em que possa confiar.

Provavelmente o melhor livro que li nos últimos tempos. Distópico, Divergente mistura a dose certa de problemas familiares, conflitos sociais, crescimento pessoal e ação desenfreada, criando um livro que tira o fôlego de qualquer um que resolve embarcar na leitura. A obra tem o mesmo estilo de Jogos Vorazes, e aqui, como na série da Suzanne Collins, também me encontrei á beira de um ataque de nervos com o virar das páginas.

Todos os personagens, dos menores aos mais cruéis, são tão bem descritos que sentimos conhecê-los a fundo. A maldade é inerente em alguns, e outros são movidos por tais impulsos e genialidade que não é possível realmente detestá-los. Alguns são covardes e nós os odiamos, por que a cultura da coragem e do desafio é algo que vai crescendo junto com a Tris no decorrer do livro. O romance é meio blé, mas ele não é o maior ponto da história, nem nada. Quatro é indispensável como o tutor que guia Tris pela história. Ele a ensina o que ela precisa saber para sobreviver apesar de ter vindo da Abnegação, como usar seus pontos fracos e fortes. Destaque para Uriah, meu querido personagem favorito um nascido na facção a que Tris se dirige, mas que é um bom amigo e uma coisa fofa, em nada o que você espera de alguém de onde ele é, e para Tori, a tatuadora mais cheia de amor e passado triste que a gente vai encontrar na vida.

Tris sendo awesome nos testes de iniciação
Senti arrepios em praticamente todos os testes, e me peguei agoniada por que não consigo me imaginar passando por metade deles. Tris não parece assim tão impressionante no primeiro momento, e simpatizar com ela é inevitável enquanto a vemos crescer dentro da facção. Embora guarde muitos preconceitos, me apeguei muito á Audácia e seus membros, assim como ao seus estilo de viga perigoso. É um pouco perturbador como certos comportamentos são tão próximos da nossa realidade, ver como funcionava a mente de certos líderes, como era impossível ser diferente, ser livre, ser único. Tem a ver, e muito, com a nossa massificação, com a perda da identidade, com a facilidade de manipulação. Tem assustadoramente a ver com minhas aulas de comunicação e política e sociologia. Gostei particularmente desse aspecto do livro, e foi uma das minhas partes favoritas, logo depois de toda a parte prática dos testes, da fase "aprenda na marra como viver por aqui".

Enfim, é um livro que recomendo terrores, com amor e paixão e enlouquecimento, por que é deveras bem escrito, tem uma história sensacional sobre controle, manipulação e individualidade, e tanta ação que faz até a gente prender a respiração. Segure o fôlego e caia de amores, por que Divergente com certeza tem potencia para ser a estrela da próxima grande onda distópica.

Beijo, beijo,
Thai.


Divergente terá versão para as telonas! A Summit é a produtora responsável pelo filme, que sai em Março do ano que vem. Eles já estão filmando, e o cast vive jantando junto por aí. Kate-Titanic-Winslet fará Jeanine, uma das vilãs da história. No geral, gostei muito do casting feminino da série mas, entre os homens, quase ninguém se adequou ao que eu imaginei. Momento de dor agora, por que acabei de ler que Uriah não vai estar presente até o segundo filme. Ai, que dó de mim.  O filme está prometendo ficar pelo mesmo nível que a adaptação de Jogos Vorazes. Não sei... Vamos esperar pra ver, sim?



Fonte da imagem: Divergente Brasil

Top 10 Segunda-Feira #12 - Personagens Favoritos

15 de abril de 2013


Menções Honrosas:
Peter Pan: Eu li Peter Pan pela primeira vez num livro do Monteiro Lobato, com Emília, Narizinho e companhia e, como era de se esperar, eu não queria crescer, queria voar pra Terra do Nunca e andar por aí com os meninos perdidos. Muitos filmes e anos depois, eu ainda não quero crescer, ainda sou apaixonada pelo Peter e ainda quero voar pelo céu num navio de muitas velas. Sempre querido, meu Peter.

Elizabeth Benneth e Sr. Darcy: Não preciso dizer muita coisa, eu creio. Conheci o livro através do filme, não posso mentir, mas ninguém pode ler Orgulho e Preconceito e não ser completamente apaixonado pela Lizzie e seus erros e certezas e amores ou pela intensidade e integridade do Darcy. Eu não sou exceção. Eu os amo, muito mesmo, e os amo mais ainda por que eles também se amam. Muito meus.

Agora acabou, haha.
Beijo, beijo,
Thai.

[Promoção] O Lado Bom da Vida é Ganhar Livros.

11 de abril de 2013





Tcharã! Promoção nova!

Ele é livro, ele é filme, ele é resenha, ele é Retroprojetor. Agora O Lado Bom da Vida também é promoção! Yei! Eu devia ganhar a vida fazendo isso.

É só seguir as dicas no próprio widget do Rafflecopter e as regras estão nele também.
Não se esqueçam de que esse livro é muito bom, eu participaria se fosse vocês :D


Let the games begin.

As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky

11 de outubro de 2012

  As vantagens de ser invisível
Stephen Chbosky
Editora Rocco 
223 páginas

11 de outubro de 2012

Querido amigo,

  Ontem eu terminei de ler As vantagens de ser invisível. Eu já tinha ouvido falar dele há um tempo, mas nunca tinha visto em nenhuma livraria. Eu já estava quase esquecendo dele quando soube que o livro seria adaptado para os cinemas ainda esse ano - já está quase na hora! A Rocco acabou fazendo uma nova tiragem e eu finalmente consegui o meu exemplar. 
  O engraçado é que eu quis tanto esse livro sem nem ter certeza do que se tratava. Tudo que eu sabia era que o livro era sobre um menino chamado Charlie e sua adolescência. Charlie passa o livro inteiro escrevendo cartas para alguém que não sabemos quem é durante a leitura, contando suas experiências. O livro é composto só dessas cartas. Ele não é nem um pouco popular, mas tem dois amigos veteranos, Sam e Patrick, e um professor, Bill, que é o máximo e acaba se tornando um amigo. 
  Ultimamente, eu não estava me envolvendo com quase nenhum livro e estava lendo super devagar. Mas esse livro tem um leitura bem fácil. Fiquei surpresa com o quão rápido eu o li. Ele é bem fininho e Charlie tem um jeito bom de narrar suas histórias. Ele começa tão ingênuo, chega a ser engraçado. Logo ele começa a amadurecer e é incrível acompanhar esse amadurecimento. Acho que o livro é sobre isso. Ele não tem exatamente uma trama central, nós vamos sendo levados por Charlie e por suas diversas histórias, descobertas e sentimentos. Eu fui completamente fisgada por ele. 
  A verdade é que Charlie passa por muita coisa. Não vou te contar exatamente o quê, mas eu me surpreendi com tudo que ele passa, eu não esperava mesmo. Digamos apenas que Charlie pode ser invisível, mas ele não é exatamente certinho. 
  Acho que você vai gostar desse livro. Ele é diferente, ele é marcante, ele é apaixonante. Eu gostei tanto de ler sobre a vida de Charlie que já estou com saudades dele. Assim que possível devo reler. 
  Eu já te falei que ele vai ser adaptado para os cinemas, certo? Vai estrear no dia 2 de novembro e a linda da Emma Watson estará nele! (e o Logan Lerman, o Logan Percy Jackson Lerman!) Depois procura o trailer no Youtube, quem sabe você não gosta e anima de assistir? Mas acho melhor você ler o livro antes. 

Com amor,
Julia


O Filho de Netuno, Rick Riordan

4 de julho de 2012


O Filho de Netuno
"Son of Neptune" 
Rick Riordan
Intrínseca 
426 páginas
Compare os preços

     Percy Jackson está correndo pela vida. Perseguido há dias por monstros que não podem morrer e escapando ele mesmo de golpes que deviam ser fatais, ele está cruzando os Estados Unidos sem a menor ideia do pra onde - ou porquê. Sua mente está confusa e tudo o que ele consegue se lembrar é um rosto e um nome: Annabeth. E então é tudo vazio - até o momento em que ele encontra Lupa, a loba, é treinado em combate e solto no mundo novamente. Seu caminho o leva até o Acampamento Júpiter; um lugar que vive e  leva á frente o legado romano. Lá ele é acolhido, faz novos amigos e inimigos e arruma sua próxima missão: uma viagem até o Alasca, fadada ao fracasso e ao provável sacrifício de seus amigos, para libertar a morte.
     
      O Filho de Netuno é o segundo volume da série Heróis do Olimpo, e é um livro bem nos moldes antigos e deliciosos de Percy Jackson. É ótimo. Admito que depois de Herói Perdido eu estava com um pouco de pé atrás com a coisa da narração compartilhada, nova mania do Rick, por que Percy é um personagem querido, que nós já conhecemos muito bem e os personagens tendem a ficar menos intensos com essa coisa de um a cada tantos capítulos... Mas deu certo. Aliás, deu mais que certo, foi lindo; ganhamos de volta nossa comédia e nossas risadas e nosso herói preferido – agora acompanhado de dois amigos quase tão adoráveis quanto ele. Acho que algo em torno da presença de Percy no livro deixa tudo melhor – ou isso é por que eu o adoro, e pronto.

     Nessa aventura, Percy realiza sua missão com dois amigos que são apenas isso, amigos, a quem ele rapidamente ama como a uma família. Eu achei uma mudança muito legal, uma vez que na série Percy Jackson propriamente, Percy, apesar de ter seus mil e um amigos, agia sozinho. Ele tinha Annabeth, é claro, mas não é exatamente a mesma coisa, já que eles tinham aquela dinâmica de vão-ficar-juntos-pra-sempre desde o primeiro momento. E Grover, bem, também não. Era aquela coisa do melhor-amigo-bode-que-foi-protetor. Já Frank e Hazel, os personagens principais dessa aventura ao lado de Percy, foram bem apresentados e embasados, e só fazem crescer no decorrer da história. Eles são bons amigos, corajosos, prontos pra dar a vida pelo motivo certo e fazem sentido mesmo sem o Percy. Eu associei essas características ao acampamento romano, que, desculpas, desculpas, conquistou mil vezes meu coração, mas devemos dar os louros a ambos sim, por que eles são uns lindos e acompanhar os capítulos pelo ponto de vista deles também foi ótimo. E isso faz a união deles ainda mais legal, eu acho. Eles são personagens independentes,  e isso faz a união deles ainda mais válida. 

      Frank é engraçado e sincero, e parece-se muito com Percy em um aspecto ou outro. Hazel, particularmente, foi uma boa surpresa, uma vez que não gosto muito de como o Rick constrói suas personagens femininas, como ele costuma justificar suas ações ou expor seus pensamentos. Digo isso, é claro, por causa da Piper de Herói Perdido e Sadie das Crônicas dos Kane, que me irritam horrores com o comportamento egoísta, mimado e previsível. Hazel, a mais nova das três, é madura, responsável e sabe manter o controle – de sí e dos outros. A mais nova, a mais frágil e a que caminha de cabeça erguida para uma missão suicida – ainda sim, a que mantém os garotos unidos e até os consola, vez em sempre. Como não adorar?  

    A aventura é boa e, como sempre, corrida; Percy, Frank e Hazel tem apenas quatro dias pra ir até o Alasca, matar um gigante, recuperar uma águia, não morrer, e voltar. Vemos algumas carinhas conhecidas sob novos ângulos, temos relances das histórias antigas, pequenos mistérios que se quebram aqui e ali. Rick tem a maestria de encaixar suas histórias em pontos que nem nós nem sabíamos que precisavam de conexão, incorporando o mundo romano ao grego e unindo os heróis em suas batalhas, mesmo que eles não percebam. Particularmente, acho isso genial.

    A história, apesar de fazer parte de uma série, termina, concluindo - e muito bem - a missão que é apresentada. Mas nunca foi tão claro o gancho para o próximo livro, e nunca ficou tão no ar o cenas do próximo capítulo no final do livro. Rick, mais uma vez, está nos torturando. O Marca de Atena, próximo livro da série, promete mil e uma surpresas e nem todas parecem agradáveis e vai sair em inglês em Outubro. Só deve chegar aqui ano que vem. Ai, meu pobre coração.

   Enfim, corra pela sua vida e vá ler esse ótimo livro da série, por que Percy está de volta e trouxe muito mais mistério, muito mais perguntas, mais aventura e muitas, muitas risadas. Acompanhe o nosso filho de Poseidon Netuno favorito junto com seus novos e poderosos e adoráveis amigos, Frank e Hazel, em mais uma missão que vai salvar o mundo. Recomendadíssimo.

  Beijo, beijo,
  Thai.
   

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