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Top 10 Segunda-Feira #16 - Personagens com nomes desafortunados

20 de maio de 2013


Nesse Top 10 eu decidi fazer algo diferente: decidi ficar na minha casa, na minha piscina, tomando meus bons drinks e... não gravar um vídeo. Gotcha Ya! Não tem piscina, não tem bons drink, mas também não tem vídeo. Na verdade, resolvi caçar fanarts feitas de amor no deviantart (todas devidamente creditadas, é claro) e mostrar pra vocês quais são os personagens com nomes mais incômodos das minhas leituras recentes (ou não). Vamos lá?


>> Katniss Everden é a (famosíssima, vamos combinar) protagonista de Jogos Vorazes, e tem um nomezinho terrível. É claro que, a essa altura do campeonato, nós já acostumamos e até achamos normal, mas aquele primeiro estranhamento jamais pode ser ignorado. E ela não é a única personagem de JV com esse problema: Primrose, Plutarch, Beetee... E aqui entra o próximo da lista, com um nome que é até pior que o da mocinha: Peeta Mellark, herói amor, inteligente, político, mas... com um nome bizarro. É mal comum nos personagens de JV, admito (Que espécie de pessoa se chama Plutarch, afinal de contas?), mas ainda sim, acho pior ter um nome como Peeta em outro dos protagonistas. Isso sem falar no nome que o casal levou entre o fandom: shipar Peenis é um problema, não? Valeu, Suzanne!


>> Katsa e Po, os protagonistas de Graceling, também me incomodaram horrores com seus nomes. Katsa, hoje em dia, soa melhor (por motivos de Katniss, ovbiamente), mas Po nunca conseguiu cair nas minhas graças. O nome mesmo, não o personagem. Po pra mim é nome de urso que usa camisa vermelha e está sempre atrás de um pote de mel e do rabo do seu amigo burro. Li o livro todo pensando primeiro no Ursinho Poh e depois no príncipe danado cheio de skills. Deu ruim.









>> Apesar da participação pequena, mas longe de insignificante, Uriah foi meu personagem favorito em Divergente. Mas peraí ,que nome era esse?! Mesmo sendo um doce, um conquistador, uma coisa meiga no meio de pessoas sanguinolentas e badasses de modo geral (não que ele mesmo não seja um), Uriah tem esse nome que só me lembra... uréia. Isso aí, apesar de todo o amor, toda vez que eu lia Uriah eu pensava em uréia, em urina... xixi :( E é meio triste, por que os personagens não tem nomes tão diferentes assim em Divergente. A maioria é bem comum, aceitável. Mas aí vem meu personagem favorito, meu querido, com um nome desses. Tudo bem, eu relevo. Ainda te amo, Uriah.



>> Outro dos meus personagens favoritos, Murtagh é o cara que faz a série do Eragon valer a pena (pelo menos no começo. Depois você lê por motivos de: Roran). E tudo bem que Eragon tem esse clima de heróis épicos e coisas élficas e nomes estranhos estão pra todo lado, mas eu sempre achei Murtagh mais esquisitinho. Me lembra mortalha, o que, vamos combinar, não é nenhum bom indício pro nosso personagem favorito ai meu coração ainda se preparando pra terminar Herança, o volume final.









 >> Eu ainda não li realmente O nome do Vento ou o Temor do Rei, mas como uma pessoa que pretende ler ambos e que está namorando o livro na saraiva há dezenas de séculos, me sinto no direito de apontar aqui um dos nomes mais estranhos da literatura de heróis awesome. Kvothe, personagem principal da saga, parece feito de amor e assassinatos, mas eita nomezinho estranho. Espero que ele viva para além da alcunha bizarra. Mas estou tranquila, pela resenha da Celle, aqui, acho que é isso mesmo.


>> Vaclav é um nome engraçado. Foi por causa desse nome, efetivamente, que eu quis ler o livro. Era tão diferente, tão cativante, tão... esquisito. Faz sentido, é claro, por que é um nome russo, e o personagem, obviamente, também o é, mas mesmo assim é estranho e demorou para que eu me acostumasse enquanto lia Vaclav & Lena, da Haley Tanner. Mas ok, acostumei, e amei cada centímetro e pedacinho dele. Só a nível de curiosidade, Vaclav quer dizer "Mais Gória" e é a forma reduzida de "Veceslav", que é ainda mais esquisito. Ou seja, até que  Vaclav não é tão ruim, hein?




>> Os Irmãos Black vieram fechar a fila aqui desse top 10. Vou te contar, a mãe deles tinha umas ideias pra nomes... Sirius e Regulus Black, dois opostos, cuja única aparente semelhança era.... o nome horrível. Além dos destinos trágicos e do sangue, é claro. Só imagine quantas piadinhas esses dois não aguentaram ao longo da adolescência? Essas fanfics da época dos marotos por aí deixam bem claro a ideia.... (Why are you so... Sirius? ou ainda Are you Sirius?). O destino e a J.K. foram cruéis com eles, e eles já começaram mesmo com o pé esquerdo com esses nomes... mas tudo bem. Ambos foram coisas lindas e cumpriram seu papel na história do nosso bruxo favorito, e moram nos nossos corações, nomes feios e tudo. Sirius, inclusive, é o meu personagem favorito da série toda, e eu não podia ligar menos pro nome que ele tem. Até por que, ele tem um apelido mara, vamos combinar. All hail Padfoot.

Então, esses foram todos os 10 personagens com nomes esquisitos que eu lembrei quando fiz o post. É claro que existem outros nomes estranhos aí pelas séries, e se eu esqueci alguém ou você conhece algum, divide aí com a gente nos comentários. Espero que tenham gostado!

Beijo, beijo,
Thai.

Identidade Roubada - Chevy Stevens

7 de novembro de 2012

Identidade Roubada
Chevy Stevens 
Editora Arqueiro 
256 páginas

A corretora Annie O'Sullivan se levanta para o que acha que será um dia normal em sua vida. Ela vai trabalhar em uma casa que está aberta a visitas, mas poucos compradores aparecem. Quando ela já pensa em desistir, chega um homem. Ela resolve mostrar a casa a ele, mas nunca poderia imaginar o que aconteceria em seguida. O homem sequestra Annie e a leva para uma casa no meios das montanhas, onde ela fica por um ano. 

O livro, narrado em primeira pessoa, é o que Annie conta para sua terapeuta sobre o tempo que ficou presa com o Maníaco e sua vida depois dele. Assim que você começa a ler, você nota que Annie não é uma personagem amável e, por isso mesmo, pode parecer que não será fácil gostar dela. A própria admite isso. Mas, ao mesmo tempo,  já começamos o livro sabendo que ela sobreviveu de algum modo a todo o horror que ela passou e que, obviamente, isso a mudou. Então, se torna impossível não torcer para que Annie se livre de grande parte do trauma e que tente retomar sua vida. 

O relato de Annie é bem forte. Eu não consigo nem encontrar as palavras para descrever. Ela conta cada detalhe, cada exigência do Maníaco e, desde o início, não é fácil de digerir. E, embora eu precisasse parar de ler um pouquinho após certos acontecimentos, eu queria voltar a ler logo. Annie não narra apenas seus dias com o Maníaco, mas também sobre como ela tenta retomar sua vida e, sério, é impossível de largar. É daqueles livros que você vê que está ficando tarde, mas pensa "Ah, só mais um pouquinho". No começo, eu fiquei com medo desse livro ser pesado demais, narrando somente a experiência de Annie. Mas o pouco que a autora introduz da vida dela atual em cada capítulo o deixou ainda melhor. Claro, eu queria continuar lendo para saber o que havia acontecido com Annie lá, mas eu também queria saber como ela estava lidando com o trauma, se ela estava superando tudo... Um diferencial.

A única coisa que eu não gostei muito no livro foi o fim. Esse livro tem uma reviravolta no final bem chocante e inesperada. Mas eu acho que não precisava dela para o livro se tornar bom, então fiquei achando tudo meio exagerado. Está longe de ser ruim, até porque quando tudo começa a se desenrolar você realmente não larga mais o livro até entender tudo. Eu só não adorei essa parte tanto quanto todo o resto do livro.

Então, se você está procurando um bom livro, pode ter certeza que o encontrará em Identidade Roubada. Me lembrou um pouco Quarto e Stolen, embora ambos tenham uma abordagem diferente. Se você curtiu esses dois livros, pode ter certeza que vai gostar de Identidade Roubada.

Beijos
Julia
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