Marina - Carlos Ruiz Zafón

30 de janeiro de 2012


Marina 
Carlos Ruiz Zafón 
Editora Suma de Letras 
192 páginas

   Não sei exatamente como vou fazer isso acontecer, mas enquanto pensava no que escrever na resenha de Marina só consegui chegar a conclusão de que eu deveria me esforçar para que ela ficasse bonita. Um livro do Zafón merece uma resenha bonita. 
   Marina é uma menina de 16 anos que vive em um casarão que mais parecia abandonado na velha Barcelona. Ela não é a personagem principal do livro, mas é importante o suficiente para que seu nome fosse dado a ele. Marina é uma menina serena, misteriosa e de inteligencia aguçada, não é à toa que Óscar Drai se vê enfeitiçado por ela. 
   Óscar vive em um internato e tem apenas um amigo, a verdade é que ele se sente bastante solitário. Como imagino serem todos os rapazes do Zafón, ele é curioso, corajoso e intenso. Amei o Óscar, bem do tipo que entra exatamente pela porta escura que mandamos não chegar nem perto. Ou lugares mais assustadores que apenas portas. 
   Eu me apaixonei por Marina, há muito tempo que um livro - ou uma série ou filme - não me faziam sentir medo. Não apenas medo pelos personagens, mas medo de verdade. Eu não chamaria de um livro de terror, de modo algum, acho que quebraria o encanto da coisa. Mas há um número considerável de coisas macabras por suas páginas. 
   Zafón escreve como um poeta e a descrição de um ladrilho de cozinha seria emociante se feita por ele. Tudo é muito bonito e cada detalhe é importante, me senti caminhando pela Barcelona de 1980 junto com Óscar e Marina. Vi muitas características de A Sombra do Vento em Marina, agora tenho certeza de que é impossível não reconhecer o Zafón nos livros. A principal vantagem de Marina para aqueles que tem dificuldades em ler os livros do autor é pequeno número de páginas. 
   Sim, há algo de sobrenatural nesse livro. Porém o sobrenatural em si não é o mais importante, mas sim o que as pessoas são capazes de fazer com ele. Como eu não sabia quase nada da história de Marina porque as resenhas que eu li, ainda bem, não estragaram o mistério, também não vou estragar para vocês. Tive uma experiência maravilhosa descobrindo aos poucos a história de Marina. 
   O livro é cheio de histórias paralelas e perdidas no passado, cada uma com seu suspense. Inclusive a de uma dama vestindo um capa de veludo preto com um capuz que esconde seu rosto entrando em um cemitério. Aí começa o mistério do livro. 
   A resenha pode não ter ficado tão bonita quanto eu gostaria, mas espero que eu tenha convencido pelos menos algumas pessoas a lerem Marina. Está muito, muito recomendado. Entrou para os favoritos. 

   Celle. 

[Retroprojetor #21] As Aventuras de Tintin

28 de janeiro de 2012


As Aventuras de Tintin
Direção: Steven Spielberg 
Distribuidora: Sony Pictures 
Animação 
107 minutos 

   Baseado nos contos de Hergé, As Aventuras de Tintin é uma das melhores animações que eu já vi. Nunca assisti e nem li as versões originais, mas esse é um filme definitivamente muito bem feito. O filme conta uma história vivida por Tintin, um jornalista famoso por desvendar casos e mistérios, e seu fiel cão Milu. Tudo começa quando Tintin, sem saber o que o esperava, resolve comprar a miniatura de um navio. E, simples assim, ele estava metido numa imensa aventura. 
   A parte cômica fica por conta dos detetives Dupond e Dupont, irmãos gêmeos muito divertidos que ajudam Tintin e o Capitão Haddock a desvendar todo o mistério por trás de navios e heranças de família. O Capitão Haddock mesmo, o último da família, também é hilário. Mas não é só comédia, não. O filme também é cheio de ação! E cheio mesmo. E por todos os cantos do globo, Tintin atravessa o planeta  por conta desse mistério. 
   Os personagens são muito bem feitos, a animação é muito bonita. E, bom, 3D. Sempre dá o que falar. O filme é 3D de verdade, todo o tempo. Dá realmente para se sentir mais próximo da história!
   E é um filme que eu considero grande para animações, que costumam chegar a 90 minutos. É como uma aventura para dessas para todas as idades, é bem menos infantil do que eu esperava com seus muitos tiroteios, e ainda com o up (porque eu adoro) de ser uma animação. 
   Bem digno do primeiro filme de uma série, o mistério se resolve, mas logo um outro já aparece para o segundo filme da franquia. Esse será dirigido por ninguém menos, ninguém mais que Peter Jackson. Contando só com direção, essa franquia não tá mal não, ein. 
   As Aventuras de Tintin está absolutamente recomendado. Vá ao cinema e aproveite!

   Beijos, 
     Celle

Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos, Jenna Black

27 de janeiro de 2012

 Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos (Fariewalker #1)
Jenna Black 
Universo dos Livros
296 páginas

Glimerglass é um livro que trata de fadas, mitologia que havia sido pouco explorada até então. Nele, conhecemos a história de Dana Hathaway, cuja mãe é humana e o pai é um féerico. Embora não conheça o pai, resolve ir atrás dele na cidade de Avalon, único lugar no qual feéricos e humanos habitam. Ela foge de casa por causa do problema de sua mãe com bebida, mas nunca imaginaria que poderia encontrar uma realidade bem pior em Avalon. Sua chegada, no entanto, começa a causá-la diversos problemas, por ela ser uma fairiewalker, ou seja, pode transitar no mundo humano e das fadas. Com isso, envolve-se em diversos problemas políticos de um mundo totalmente desconhecido.

A primeira coisa que me atraiu nesse livro foi - surpresa! - a capa, que é linda de viver. E, claro, ser sobre fadas. E, posso dizer com segurança que ele não me decepcionou. Ele já foi lançado há um tempinho e, na época, vi várias resenhas falando que o livro não era tão bom assim, o que acabou baixando minhas expectativas sobre ele. Mesmo assim, continuava muito curiosa. 

Gostei bastante da protagonista Dana, o que normamente não costuma acontecer em livros sobrenaturais (sad, but true). Ela está longe de ser minha protagonista preferida e toma algumas decisões que eu não gostei durante o livro, mas ela tenta ser independente e é bem engraçada, às vezes. Gostei também de todos os outros personagens, especialmente a Kimber, que vem a ser amiga da Dana, e o Keane. O livro acaba tendo um triângulo amoroso, mas está longe de ser seu foco. As disputas políticas entre fadas que são o ponto alto do livro, motivo pelo qual a Dana passa por tantos problemas e que tornam a leitra mais interessante.

No entanto, acho que faltou ação. Embora sejamos, a todo momento, apresentados a novas informações sobre o universo do livro, faltou aquele ponto alto, sabe? Que te faz virar as páginas sem parar ou te deixa muito chocada. Há momentos de ação, mas eles não me deixaram tão envolvida com o livro assim e foi disso que eu senti mais falta. Mesmo assim, como eu disse, o livro tem muito detalhes novos e reviravoltas, que me fizeram ler super rápido, conferindo a ele um ritmo muito bom. Mas, mesmo assim, acho que morno é a palavra que melhor resume minha opinião sobre ele.

Vale lembrar Glimmerglass é o primeiro livro de uma série, o que me faz crer que os próximos serão mais agitados e empolgantes. Por ser  primeiro volume, acredito que ele tenha sido sim mais introdutório, nos ambientando a história, nos apresentando os personagens e nos preparando para o que está por vir. Não gostei muito do jeito que o livro acabou, por não ser daqueles que te deixam louca pelo volume seguinte. Mesmo assim, quero muito ler a continuação para ver que fim a história levará.
Recomendo o livro para quem gosta de fadas, se interessa pela mitologia ou pelo que falei na resenha. Como não foi um livro que eu amei ou que se destacou muito, prefiro esperar a continação da série para falar dela (e recomendá-la ou não) com mais certeza ;)

beijos
Julia.

Diva do Mês #13: Jennifer Aniston

26 de janeiro de 2012

A coluna 'Diva do mês' será feita em toda terceira semana de cada mês (provavelmente). A ideia é escolher uma pessoa do sexo feminino que seja uma diva para uma nós, ou para nós três. Uma escritora, uma cantora, atriz.... o objetivo é valorizar o trabalho de mulheres que mudam nossas vidas e merecem nosso apoio. Lá vai:

Diva de janeiro:
  Jennifer Aniston




Quem é?

Jennifer Joana Aniston é uma atriz norte-americana nascida em 11 de fevereiro de 1969, na Califórnia. Ficou famosa por seu papel na série Friends, atuando em vários filmes depois. É filha do ator Telly Salavalas, que atuou em (choquem!) Days of Our Lives!
Foi casada com o ator Brad Pitt, casamento cujo fim casou algumas polêmicas. O ator, que estava gravando com Angelina Jolie o filme Sr. e Sra. Smith, foi acusado de trair a atriz e toda aquela polêmica que nós vimos por aí. Por fim, eles se separaram e Brad Pitt realmenta casou com  Angelina (sou Team Aniston forever, de verdade). Atualmente, é casada com Justin Theroux, um ator (que eu, particularmente, não conhecia) e planeja dar uma pausa em sua carreira para realizar seu sonho de ser mãe.

Sobre seu trabalho:
Como eu já disse, Jennifer Aniston ficou famosa por seu papel na série Friends, mega succeso que eu amo amo de paixão. Mais tarde, em 1998, fez A Razão do Meu Afeto, no qual trabalhou com Paul Rudd, que é o marido da Phoebe de Friends. A partir de 2004, atuou em vários filmes, especialmente comédias românticas, como Quero Ficar com Polly, Separados pelo Casamento e Esposa de Mentirinha. Mas, para mim, ela será sempre a Rachel ;)

O que eu mais gosto nela:  
Ela é uma atriz linda, simpática e, claro, bastante engraçada.

Trabalho que eu mais gosto:
FRIENDS ♥♥♥
Entre os filmes, acho que A Razão do Meu Afeto, embora o ache triste demais.


Último trabalho até o momento:
A comédia Wanderlust e The Goree Girls, sobre o primeiro grupo de country feminino.

 
Website:
http://www.jenaniston.net/

 Mas... e aí?
Eu estava sem a menor inspiração para esse Diva, mas tive a ideia enquanto assistia Friends. Pensei em fazer sobre a Courtney Cox (Monica), ou a Lisa Kudrow (Phoebe). Só que é fato que, dentre as três, Jennifer Aniston teve a carreira de maior sucesso, cheio de filmes leves e engraçadinhos. Portanto, super indico tudo que ela fez como ótimos divertimentos.

beijos ;)
Julia

O Preço de uma Lição - Federico Devito e Rogério Mendonça

25 de janeiro de 2012


O preço de uma lição 
Federico Devito e Rogério Mendonça 
Novo Conceito Jovem 
366 páginas 

   O preço de uma lição conta a história de um rapaz - sem nome, até onde me compete - desde sua infância, tudo que lhe foi importante para chegar onde chegou. Bonito, simpático, inteligente, educado, religioso, engraçado... um excelente partido certinho demais. Sempre conseguiu tudo o que quis, e por si mesmo. 
   Ainda não sei se não saber o nome dele me incomoda, ou não, escrever uma resenha sobre o livro é um pouco mais difícil por isso. Não há nenhum mistério sobre isso, seu nome simplesmente não é falado, a não ser que seja e eu não achei. 
   Eu poderia dividir esse livro em quatro partes e avaliar as quatro separadamente. A primeira parte envolve o nascimento da quarteto 21, quatro melhores amigos que fazem aniversário em dias 21 do ano e os relacionamentos frustrados do nosso protagonista. É, de longe, a melhor o parte do livro, na minha humilde opinião. Os namoros-não-namoros são hilários e o menino me pareceu mesmo muito inocente. 
   Aí, então, eis que ele encontra seu verdadeiro amor (vomita) e essa é a pior parte do livro. Seu namoro de verdade é muita melação e tudo dá certo demais. Por dois anos. Então, ele, do dia para a noite, vira um chato e tudo começa a ficar complicado. O livro continua mais para menos que para mais nessa terceira parte. Problemas, problemas, tudo que ele fez no passado parece voltar com tudo.
   Eu não achei nada demais na maioria do erros terríveis dele. A maioria dos garotos são muito piores, com todo o respeito, e não estou reclamando dos homens, quem me conhece deve entender. Eu não sou lá do tipo sentimental e não acho um horror ignorar ligações de mulheres loucas e obcecadas.  Eu também ignoraria, se ficasse conquistando mulheres por aí. Não é o caso. 
   Voltando à parte boa do livro, esse menino conquista todas as que ele não deveria de jeito nenhum conquistar! Ri muito das situações desagradáveis que surgiram por causa disso. Depois tudo virou problema e perdeu a graça. 
   A quarta parte foi a parte em que ele superou, começou a dar a volta por cima, tirou lições importantes dos acontecimentos passados. O final também é legal, mas não tanto quanto o início. Ele amadurece bastante. 
   O livro é bem melhor do que eu imaginava, não esperava muita coisa e gostei. A verdade é que, se você curte um jovenzinho bonito, fofo e apaixonado, se você curte uma história de amor bem pura e melosa , vai com tudo! Mas eu não me apaixonaria por ele, não. Não me apaixonei pelo personagem, mas apenas por não ser o meu estilo. Mas é o de muitas! Por isso ele tem tanta história pra contar. 
   Podem ler, moçoilas apaixonadas. 

   Beijos, beijos, 
      Celle



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