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[Retroprojetor #65] Como Treinar o Seu Dragão 2

23 de julho de 2014

How To Train Your Dragon 2 
Direção: Dean Deblois
Genero: Animação/Aventura
Duração: 103 minutos
Quantidade de Lágrimas: Ilimitada

Como Treinar Seu Dragão é minha animação favorita. É da Dreamworks, é sobre amizade, sobre bater pé firme no que se acredita, é sobre crescer. É lindo, maravilhoso. Estou acompanhando o twitter da Dreamworks e do Jay Baruchel, que dubla o soluço no original em inglês, e mergulhando em cada teaser e trailer e poster e detalhe de animação que eles tem liberado desde que anunciaram Como Treinar Seu Dragão 2 pros cinemas desse ano. Então, sim, posso dizer que fui ao cinema com a expectativa bem alta, mas o coração aberto pra viver mais uma vez grandes aventuras com Soluço, Banguela, Astrid e companhia.

quem é o dragão mais fofo do mundo? 
Como Treinar Seu Dragão 2 começa já mostrando, pra quem não está familiarizado com Riders of Berk, desenho animado baseado na franquia, como as coisas se desenvolveram pra além do primeiro filme. Berk cresceu, mudou, e os dragões passaram a integrar completamente a vida da aldeia. Soluço, Astrid e Estóico são os personagens que envelheceram mais visivelmente, mas todos os outros também carregam suas marcas de idade, que é pra reforçar a passagem dos anos da história. Estóico, inclusive, já se tornando um tanto grisalho, está louco para passar o comando da aldeia para o filho. Mas Soluço tem outros planos, outras prioridades e outras vontades, a maioria delas envolvendo voar por aí com o Banguela e mapear o máximo do mundo que ele conseguir.

Mas o mundo não é uma fábrica de realização de desejos, e Soluço acaba cruzando o caminho de caçadores de dragões que trabalham para um malvado capitão de um exército de dragões com quem, apesar dos seus esforços, todos dizem que não será possível conversar. Mas a teimosia é um dos traços mais marcantes do nosso protagonista, e dessa vez ela a leva a um lugar incrível, guardado pelo alfa dos dragões e por um guardião que acaba se mostrando muito familiar...

bu.
O filme é lindo e triste. Foge dos clichês óbvios que poderiam ter sido explorados pela história e se envereda pela jornada clara de crescimento e amadurecimento do Soluço. O núcleo familiar foi muito mais explorado dessa vez, e, assim como no desenho corrente, foi lidado um pouco em separado do núcleo dos outros cavalheiros de dragões (mas quem não derreteu quando o Estóico anunciou a Astrid como "minha futura nora" tá mentindo). Ainda sim, temos as sempre presentes cenas de comédia, Bocão sempre ocupando o papel de Viking mais divertido de todos os tempos, e Banguela sendo o dragão mais gato que a gente já viu no cinema.

Como Treinar Seu Dragão 2 trabalhou com vilões bem mais ferozes e motivados, seguindo a mesma tendência que o desenho animado neste quesito: algumas pessoas simplesmente são cruéis. Foi o que o diferenciou brutalmente do primeiro, onde o vilão era nada mais, nada menos, que o próprio pai do Soluço, que era intolerante e cego para as possibilidades do diferente. Na sequência, os vilões não foram criados para ser tão facilmente dissuadidos, e as consequências do pensamento inocente do primeiro filme, quando transportadas para esse, são terríveis, cruéis e fizeram toda a sala de cinema chorar (depois de um silêncio chocado e incrédulo de uns cinco minutos. Pobres criancinhas).

o que eu estava precisando depois que saí do cinema 
Eu assisti em 3D, e o filme foi cuidadosamente produzido pra ser impecável nesse formato mesmo, então recomendo. O cenário e os dragões estão completamente incríveis, mesmo nas cenas em que nada sai da tela e voa por cima da sua cabeça. Também foi tido o cuidado de manter os dubladores dos personagens que já conhecíamos, tanto em inglês quanto em português, o que pode parecer meio estranho a primeira vista, já que os personagens envelheceram, mas foi essencial pra que nada se perdesse daquela antiga simpatia que já tínhamos com os personagens. A história é linda, sobre crescer, recuperar raízes e encontrar e aceitar o caminho que se estende a frente, bem como perdoar erros e a lidar com coisas que não temos controle sobre. No todo, aprendemos lições valiosas com Soluço e Banguela nessa continuação.

Enfim, apesar de ter gostado mais do primeiro, a sequência de como treinar seu dragão também é muito boa. Definitivamente me surpreendeu, não por que eu esperava que fosse ruim, mas por que eu esperava que a história seguisse um outro rumo. Foi definitivamente corajoso e cruel e muito bem feito.

minha alma em queda livre com esse filme, sim ou com certeza? 
O filme está recomendadíssimo seja você criança ou não, mas aviso logo que você tem que ir preparado para as lágrimas que certamente rolarão lá pro meio/final do filme. Ninguém me avisou que o mundo ia cair no cinema, e eu fui iludida, achando que teríamos outra história leve sobre crescer e se aceitar. Fui vitima da Dreamworks mais uma vez, e chorei duas vezes mais do que chorei lá no primeiro, quando a queda em slow motion do Soluço já me deixou horrorizada achando que o protagonista mais simpático do mundo ia bater as botas na boca de um dragão. Mas vai com fé, com amor, que como treinar seu dragão foi, mais uma vez, uma das melhores coisas a atingir o cinema por um tempo.

Beijo, beijo,

A Crônica do Fogo - John Stephens

6 de julho de 2014


A Crônica do Fogo - Os Livros do Princípio #2
John Stephens
Editora Suma de Letras
312 páginas
2013


Esse livro é a continuação de O Atlas Esmeralda e, mesmo que você nunca o tenha lido ou mesmo nunca tenha ouvido falar nele, ainda há chance para você. Mas, para isso, sugiro que mude para essa resenha daqui.  

A Crônica do Fogo é o nome do segundo livro do Princípio e, após Kate ter descoberto ser a guardiã do Atlas, é a vez de Michael. Logo no início as crianças de separam, como eu imaginei que aconteceria para que o irmão do meio pudesse ter mais destaque e mais responsabilidades. Porém não ficamos sem Kate! A fofíssima tem sua parte da história em separado e o livro alterna entre Michael e Emma de um lado e Kate do outro. E, apesar do medo por não saberem onde sua irmã mais velha está, os caçulas se saíram muito bem.

Eu gostei muito dessa novidade porque deu um toque diferente na história. Kate, já com 15 anos e sem os irmãos, pode ter páginas mais maduras romantica e dramaticamente (não que Michael tenha ficado de fora no quesito romance, own).

Toda a aventura, o humor, as emoções e a vontade de nunca parar de ler mantem-se as mesmas do primeiro livro. Estou ainda mais apaixonada pela série. E, além de tudo isso - de elfos, dragões, bruxos, vulcões etc - descobrimos muitas coisas sobre o passado por trás da história dos Livros do Princípio e da família de Kate, Michael e Emma. E, agora, ao mesmo tempo que espero o livro da Emma, que eu sei sobre o que é, eu não faço ideia do que esperar dele. Além de muita ação, ainda mais emoção (porque o fim desse deixou muita promessa de mais dores no coração), também estou esperando romance dessa vez e muito muito amor dessas três crianças  corajosas desses três adolescentes corajosos.

Não pense você que não gosta de livros infanto-juvenis se ainda não leu O Atlas Esmeralda ou A Crônica do Fogo. Só aceito depois. Mas duvido.








A Casa de Hades - Rick Riordan

29 de novembro de 2013


A Casa de Hades
The House of Hades
Rick Riordan
Intrínseca
496 páginas
2013

Okay, A Casa de Hades é o quarto volume da saga Heróis do Olimpo, então, sim, essa resenha vai ter algum nível de spoiler pra quem não leu os primeiros livros. Avisados? :)
Annabeth e Percy estão em maus lençóis. Depois de uma terrível queda, eles acabam no único lugar que semideus nenhum quer, jamais, parar: o lugar onde todos os monstros renascem. Cansados, feridos e tendo que se esconder das centenas de criaturas que mataram durante suas muitas aventuras, eles precisam se esgueirar pelos confins do Tártaro a procura das Portas da Morte. E essa ainda é a parte fácil.

Enquanto isso, no mundo mortal, os remanescentes do Argo II seguem com dificuldade pelos mares e céus, tentando chegar á Casa de Hades, lar provisório das portas da morte. Mas, apesar de contarem com um grupo talentoso, a viagem não é nada fácil e os desafios, inimigos e deuses com seus próprios propósitos se empilham em seu caminho. Mas eles precisam chegar até lá, e rápido, por que, como sempre, eles tem um prazo apertado e vidas pra salvar (a do Percy e da Annabeth inclusive, então, corre negada!).

Finalmente, depois de três volumes, Rick me entregou um livro eletrizante. Casa de Hades, apesar de seguir naquele ritmo brincalhão e educativo de sempre do Rick, é muito mais intenso e pesado do que os anteriores. Os personagens estão amadurecendo e as culpas e dores e medos deles vão se tornando mais palpáveis e densos. E é tão bonito poder ver o drama de Percy e Jason tentando decidir o que são agora, depois de suas respectivas incursões aos acampamentos "inimigos", e é muito interessante como esse embate da personalidade dos dois se reflete e tem consequências na aventura. Jason não se sente mais totalmente romano. Percy não vê a hora de montar sua casinha no acampamento Júpiter. E os outros semideuses da profecia também são afetados por essas mudanças. Frank precisa crescer (e uau, ele o faz). Nico precisa enfrentar suas verdades (e o drama e a amizade que surge com o Jason, ó, tomou meu coração pra sempre). 

Os capítulos foram divididos, como sempre, e todos os semideuses da profecia tiveram a chance de narrar parte da história. O crescimento de todos os personagens foi visível e acompanhar o amadurecimento dos semideuses a guerreiros foi tão interessante dessa vez que eu não fiquei querendo pular capítulos pra voltar pras desventuras de Percy e Annabeth. Frank e Hazel se mostraram, mais uma vez, super interessantes, e Leo acabou não tendo assim tanto espaço pra roubar a cena, embora seus capítulos ainda sejam uma das minhas partes favoritas. Até a Piper melhorou  nesse livro e seus capítulos giraram bem menos ao redor de Jason (o contrário não pode ser dito, no entanto. Adolescentes patéticos cheios de hormônios)!

Tivemos o reaparecimento de alguns personagens antigos e queridos, que me levaram as lágrimas, e nos aprofundar no drama deles foi uma coisa de cortar o coração. Destaque pra Bob, o Titã, tão querido que triturou a minha alma, e Calipso, a deusa apaixonada que é sempre deixada pra trás. É claro que, além dos bonzinhos, nós tivemos o retorno de alguns vilões também, e achei particularmente interessante poder ver de pertinho o ódio e as consequências das derrotas que eles sofreram antes. Um aspecto interessante no que, até então, era uma coisa bem rasa. O vilão aparecia, Percy espetava eles, fim. Mas os acontecimentos do tártaro fizeram Percy e Annabeth e a gente enxergar a coisa pelo outro lado também. E uau, que agonia.

A ausência de Percy e Annabeth teve o impacto que deveria no pessoal do navio, o que me deixou muito feliz, por que deixou bem claro que os dois sempre foram os mestres da missão, mesmo. Leo e Frank meio que assumiram a coisa, o que foi muito curioso, por que eu meio que estava esperando (e detestando a ideia) de que Jason e Piper ocupassem esse papel. Rick e suas surpresas. Diferente da ultima vez, em que eu senti que havia semideus sobrando, dessa vez não parecia haver semideuses suficientes: eram tantos os problemas e o nível de badasseria aumentou tanto que tudo ficou frenético e divertido, bem do jeito que eu gosto e espero numa história de Percy Jackson. Dividir o grupo de novo foi decididamente um turning point na história. Todos tiveram chances de viver pequenas, mas não desimportantes aventuras, e todos só foram melhorando como personagens enquanto faziam isso.

No geral, Casa de Hades foi um ótimo livro. Posso falar com segurança que é o meu favorito da nova saga, então recomendo loucamente, com fervor e amor. Rick pegou o jeito de novo demorou, mas foi e nos brindou com a dose certa de aventura, ação, agonia e as sempre presentes piadinhas e bom humor. Meu coração está apertado, estou curiosa, preocupada e nervosissima com as portas abertas para a nova e final aventura que se aproxima. Me pego devaneando com o Percy e imaginando o futuro dos nossos semideuses da profecia, mas minha mente de fã fica mais preocupada que otimista. Os acampamentos romano e grego, tão queridos, estão quase em guerra, e os nossos semideuses ainda precisam velejar até as terras antigas para enfrentar a mãe Gaia. E eu aqui, contando os dias para o lançamento de Blood of Olympus! 

(Mas acho que não estou pronta pra dizer adeus).

Corre e vai ler que o Percy é mara,
Beijo, beijo,

A Ilha Misteriosa - Julio Verne

1 de maio de 2013


A Ilha Misteriosa
Julio Verne 
Editora Rocco
296 páginas
1874/2007

Cinco abolicionistas norte-americanos fogem num balão. Após voarem durante vários dias debaixo de uma tempestade constante, um dos integrantes di grupo cai ao mar e some e os demais acabam por despencar sobre um rochedo no meio do Oceano Pacífico. Os quatros sobreviventes buscam incessantemente encontrar o amigo desaparecido e procuram organizar suas vidas da melhor forma possível na ilha desconhecida localizada perto do rochedo onde caíram. No entanto, acontecimentos estranhos colocam em risco sua integridade física e emocional, obrigando-os a acreditar na existência de uma força secreta. Afinal, quais são os segredos dessa ilha misteriosa?
Eu já havia lido Volta ao Mundo em Oitenta Dias do Julio Verne e, desde então, fiquei com a vontade de ler todos os principais livros do autor, afinal são mais de 70. Até que apareceu em uma promoção por apenas R$10,00 uma versão da Rocco de A Ilha Misteriosa, adaptada pela Clarice Lispector. Fui obrigada a comprar. 

Como já disse a sinopse, após fugirem em um balão, cinco homens, e um cachorro, vão parar em um rochedo no meio do oceano pacífico, porém um deles (o engenheiro) está desaparecido juntamente com seu cachorro. Os outros quatro se veem sem saber o que fazer, já que suas melhores chances de sobreviver estão no amigo engenheiro (afinal, o homem é engenheiro, ou seja, ele é bom em tudo). Ainda assim, eles conseguem chegar até outro pedaço de terra, um bem maior dessa vez, e continuam com sua busca pelo amigo, vivo ou morto. E, então, as coisas misteriosas já começam a acontecer. 

A história é sempre baseada nos mistérios da ilha e na capacidade desses poucos homens de construir uma cidade em uma ilha nunca antes habitada. E tudo parece muito fácil. A questão é que, se esse fosse um livro escrito ontem, você poderia dizer "Ah, mas assim é mole. Vamos fingir que arranjar ferro e carvão na floresta e depois transformar em aço é assim fácil." Mas ele não foi escrito ontem. Ele foi publicado pela primeira vez em 1874. Julio Verne era um homem absurdamente inteligente, do tipo que sabe muito de tudo. Os homens fazem ferramentas, móveis, moinhos, plantações, criações de gado, desvio de rio, armas,  fósforo... 

Mas que tipo de coisas misteriosas acontecem? Apenas coisas boas. A entidade misteriosa é uma espécie de anjo da guarda dos novos colonizadores. Vários problemas aparecem e então... a entidade misteriosa acaba ajudando como pode. Claro que os homens ficam doidos para saber quem é, ou se é a Providência Divina, ou o quê. Mas seja lá quem for, não quer ser encontrado. 

A Ilha Misteriosa é um livro muito bom, mas que eu acredito que seja  para você apreciar o autor e a escrita da época. Não é um livro que vá te surpreender ou te  deixar super preso à história. Ele tem um enredo mais voltado para o público infanto-juvenil, mas não o público infanto-juvenil de hoje em dia. Mas, ainda assim, eu preciso recomendá-lo. Aliás, se puderem, leiam primeiro Vinte Mil Léguas Submarinas, que é o próximo livro do Julio Verne que eu pretendo ler. Os livros não são de uma série, mas há uma relação entre eles. A escrita do Julio Verne e da Clarice Lispector são bastante agradáveis e simples, então não se preocupe em não entender. 

Por fim, eu realmente acho que você deveria ler algum livro do Julio Verne na sua vida. 

Beijos, 
Celle. 

[Retroprojetor #47] Oz: Mágico e Poderoso

15 de março de 2013


Oz: Mágico e Poderoso 
Direção: Sam Raimi
Gênero: aventura, fantasia
Estreia: 8 de março de 2013
Duração: 2h e 7min

Sinopse: Oz (James Franco) é o dono de um circo mambembe, que tem uma ética um tanto quanto questionável. Transportado para um mundo mágico e desconhecido, ele precisa lidar com a batalha entre três bruxas locais: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glenda (Michelle Williams). Prelúdio de O Mágico de Oz (1939).

Já vou começar dizendo que, no fim desse post, o filme não só será recomendado como eu também vou tentar obrigar a todos a irem ao cinema assisti-lo. E também que, originalmente, esse post era um Especial, que eu comecei a fazer em julho de 2012 me mata, mas eu não terminei e aí o ano virou e março chegou e o filme estreou, me perdoem. Mas, por isso, esse Retroprojetor vai ser um pouco maior e ter um pouco mais de informações e espero que vocês achem isso uma coisa boa.   

O filme Oz: Mágico e Poderoso é do produtor de Alice no País das Maravilhas e de Branca de Neve e o Caçador - Joe Roth - e do diretor da primeira trilogia do Homem-Aranha - Sam Raimi. Já podem imaginar grandes efeitos e muitas cores, né?

Como eu já acreditava que seria, o filme é LINDO. Mas acreditar que será lindo é bem diferente de ver o lindo, certo? Então, mesmo já tendo visto trailer e fotos, eu fiquei maravilhada de ver aquilo na telona. O filme começa em preto e branco e James Franco (Oscar, mais conhecido como Oz) incorpora muito bem um personagem de filme antigo, com o humor característico dos filmes da época. Até que ele chega em Oz e...


As informações aqui contidas eu descobri através do Adoro Cinema ;}

...O mundo explode em cores. E eu vi em 3D, o que eu também recomendo para deixar a experiência ainda mais incrível. É claro que é um filme mais incrível para quem é apaixonado pela fotografia e paisagens maravilhosas e coisas adoráveis - o que eu sou. Porque esse filme é adorável. Não sei se é infantil ou não. Não sei se uma criança poderia aproveitar tudo que ele oferece. Na verdade, acho que depende da pessoa, alguns adultos poderiam achar infantil e crianças poderiam, não sei, não absorver tudo. Esse é um tipo de filme/livro que eu adoro. 

No elenco, temos James Franco (nosso Duende Verde Júnior) como Oscar Diggs: the Wizard. Antes dele, Robert Downey Jr. e Johnny Depp foram cotados para o papel. Bom, eu gosto muito de todos os dois, mas acho que o Depp já ficou batido nesse tipo de personagem e eu veria o Downey Jr. como o Iron Man o tempo todo. Então, prefiro que seja o Franco mesmo. Sem contar que depois de assistir ao 127 Horas eu entrei em estado de admiração por ele. E Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams, como as bruxas e Zach Braff.

Eu queria muito que vocês vissem as fotos, ou pelo menos os posters, mas acho que será mais legal ver o filme sem nenhum spoiler porque a história é diferente da original. Claro que o fundo é o mesmo, mas nem a Dorothy temos. Então, não vá para o cinema querendo rever tudo o que lembra de O Mágico de Oz porque é bem diferente mesmo, vá querendo ver um filme novo.

Como vocês podem ver na foto lá de cima, no segundo plano, encontram-se um macaco voador e uma boneca de porcelana, certo? Eles são os melhores personagens do filme. Rio só de lembrar, deem atenção a eles, por favor.

Agora sim o filme não só está recomendado como vocês precisam ir vê-lo.

Beijos,
Celle. 






[Retroprojetor#45] 127 Horas

22 de fevereiro de 2013

127 Horas
Diretor: Danny Boyle
Gênero: Aventura, Drama, Biografia 
Duração: 1h34min
Lançamento: 04/09/2010

Com James Franco, vivendo Aron Ralston, Amber Tamblyn e Kate Mara, como as meninas que encontram com Aron na primeira parte do filme, James Franco, James Franco e James Franco no elenco, 127 horas conta a história de um aventureiro que acaba 127 horas preso em um cânion, o Bluejohn em Utah.

Como alguns de vocês devem saber, esse filme é baseado em fatos reais e faço questão de frisar que 127 horas são 5 dias e 7 horas. 5 dias e 7 horas sozinho no meio de duas pedras gigantes. Ou três, considerando que um delas está prendendo a sua mão. Ok, um acontecimento terrível, uma história interessante, mas o que nós veríamos em 94 minutos de James Franco entre rochas? Por isso eu não havia, ainda, assistido ao filme. Eu achava que, mesmo com tantas nomeações a prêmios, o filme seria... paradão demais e, então, chato. Mas eis que eu não sei nada da vida e, mais uma vez, me surpreendi. O filme não é chato, ele é muito bom.

Definitivamente, dois terços das qualidades do filme são graças ao seu ator principal. James Franco está simplesmente incrível. Ele vai de "sou muito doido e estou curtindo a vida", passa por "estou bem, não vou entrar em pânico" e vai até "estou delirando e sou muito engraçado". Aliás, cenas engraçadas em 127 horas e isso para mim foi chocante, de um jeito muito bom. É claro que o visual também é incrível, afinal são cânions. O filme conta com alguns flaskbacks enquanto Aron está preso por lá, então não é só ele filme todo, mas na maior parte do tempo, sim.

Também já seria de se imaginar cenas fortes e emocionantes, e elas estão lá. E a boa e velha história de superação. Na verdade, Aron se mostra um rapaz muito consciente e seguro de si e passa quase todo o tempo acreditando que vai sair de lá e sempre fazendo novas tentativas. Por fim, a moral que o filme apresenta tem a ver com mais cuidados com a sua segurança e menos com   os registros que irá fazer. Aron leva apenas um canivete cego, ao invés de levar seu canivete suíço e não atende ao telefonema da mãe antes de sair de casa, e acaba passando muitas horas gravando vídeos para seus pais na câmera que ele jamais esqueceria em casa. Mas a câmera não o ajudou a se soltar. Só a fazer um filme e ficar famoso.

Acredito que esse não seja um filme que todos irão gostar, mas devo recomendá-lo.

Beijos,
Celle.


O Atlas Esmeralda - John Stephens

12 de janeiro de 2013

O Atlas Esmeralda - Os Livros do Princípio #1
John Stephens
Editora Suma de Letras
296 páginas 
2011

O Atlas Esmeralda foi um dos livros que eu comprei em uma das feirinhas de livros usados que a Juh Oliveto (Livros & Bolinhos) organiza aqui no Rio. O livro conta a história de três crianças, Kate, Michael e Emma, que vivem muito felizes com seus pais até uma determinada véspera de Natal. Nessa noite, um homem alto e um tanto quanto esquisito aparece e levas as três crianças embora. Emma era apenas um bebê de 1 ano,  Michael e Kate eram crianças de 2 e 4 anos. Por isso, mesmo que ainda tão pequena, Kate prometeu à mãe que cuidaria dos irmãos. E ela jamais se esqueceria dessa promessa. Mesmo se esquecendo de seu sobrenome, restando apenas a letra P.

Depois dessa introdução, a história começa mesmo 10 anos depois. As crianças, depois de passarem por diversos orfanatos, cada um pior que o anterior, serão visitados por uma senhora disposta a adotar três crianças no que seria a última chance dos três antes de serem transferidos para outro orfanato

"A sra. Lovestock era uma mullher de alguma idade, com mais posses ainda e sem filhos. Não era mulher de fazer as coisas pela metade. Seu ponto de vista quanto a cisnes é um bom exemplo. Achava que eram as criaturas mais belas e graciosas do mundo. [...] o marido, o sr. Lovestock - que supostamente tirava férias todos os anos para coletar insetos, mas na realidade caçava cisnes numa reserva particular na Flórida, atirando praticamente à queima-roupa com um sorriso lunático no rosto [...] - Gerald, vou adotar umas crianças. [...] O sr. Lovestock suspirou, tornando a colocar o cachimbo no canto da boca e imaginando se haveria um lugar para onde ele pudesse viajar no verão para caçar crianças." 
 Eu me apaixonei pelo livro depois de ler esses trechos, logo na página 15. 

As coisas não saem como deveriam mais uma vez e as crianças vão parar em outro orfanato, um em lugar bem estranho, chamado Crambridge Falls. Logo ao chegarem, eles precisam se apressar pois à noite os lobos saem... O lugar é realmente cheio de mistérios e o orfanato não é diferente. Lá, as crianças encontram um livro de capa verde... com nada escrito dentro dele. E ao encostarem uma foto antiga em uma de suas páginas em branco, algo acontece. 

O livro é realmente cheio de ação e muito divertido. Kate, a irmã mais velha, é sempre muito responsável e inteligente, Michael é apaixonado por livros, contos de fada e especialmente por anões, Emma é uma criaturazinha encrenqueira, escandalosa, teimosa e muito corajosa. Ela é muito engraçada. Os dois menores vivem implicando um com o outro, mas os três se amam muito e são uma família. Eu gosto muito de livros infanto-juvenis de aventura e ainda mais quando eles falam de família e amizade. Então, eu estava pronta para adorar O Atlas Esmeralda.

E eu adorei! Ele tem um quê de Harry Potter, de Nárnia, de O Livros das Coisas Perdidas, de vários livros e filmes bons do estilo. Crianças corajosas, um mago poderoso do bem, um mago poderoso do mal, uma feiticeira, pessoas para ajudarem as crianças, lobos ferozes, um (ou três) livros mágicos, uma profecia, anões, algumas criaturas malvadas e nojentas... são tantas aventuras, tantos desafios. Eu me vi criança de novo, torcendo sempre para que os três tomassem as decisões certas e que tudo terminasse bem. Com o mundo e com a família P. 

Pelo que li nesse livro, a série será uma trilogia e eu estou esperando ansiosamente pela continuação de O Atlas Esmeralda. Enquanto isso, vou recomendando-o para vocês e todo mundo de 8 a 108 anos. 

Beijos, beijos, 
Celle. 

A Ascensão dos Nove - Pittacus Lore

5 de dezembro de 2012

A Ascensão dos Nove (Os Legados de Lorien #3) 
Pittacus Lore 
Editora Intrínseca 
287 páginas
2012

Sem condições de essa resenha não ter spoilers dos dois primeiros livros, então, se você ainda não leu Eu Sou o Número Quatro e O Poder dos Seis, recomendo que parta para a resenha deles. E pule para o último parágrafo.

Depois de se separar de Seis e passar por várias situações perigosas no livro anterior, John (ou Quatro) se vê sozinho com Nove, mas a relação entre eles não é das melhores. Isso porque Nove é legal. Na verdade, ele é esnobe, marrento e metido, mas ainda muito legal. John quer encontrar Sam e Sarah, mas Nove está louco para ir atrás de Setrákus Ra, o mais poderoso dos Mogadorianos, e acabar logo com essa história. Mas, para poder enfrentá-lo é preciso que a Garde se reúna e fique o mais poderosa possível. Por isso Seis foi até a Espanha procurar por Marina (ou Sete) e também acabou encontrando a pequena Ella. As meninas, então, junto com Crayton - o Cêpan de Ella - partem para a Índia, afim de verificar se há mais um membro da Garde por lá.

O livro troca de narrador diversas vezes, alternando entre Quatro, Seis e Marina, mostrando diferentes pontos de vista e diferentes situações também, já que Quatro está separado das meninas. A principal coisa que eu tenho a declarar sobre A Ascensão dos Nove é que esse é o melhor livro dentre os três já lançados, na minha opinião. Mesmo sendo bem curtinho. O livro é SÓ AÇÃO. Ele fez com que eu me reempolgasse com a série, na verdade, ele me empolgou com a série. O tempo todo mudando de lugar, novos personagens - mais interessantes -, sem escola, sem romance deslocado, mais Legados. Eu finalmente comecei a me importar com os personagens, torcer por eles, temer por eles.

E pelo final, um tanto quanto interrompido, acredito que o próximo livro (que eu acho que será o último, mas não sei) também será muito bom e cheio de adrenalina. Para quem é fã da série, esse livro deve agradar tanto quanto, ou mais, que os anteriores, mas para quem estava como eu, lendo mais por ler, recomendo muito A Ascensão dos Nove. 

Beijos, beijos,
Celle.

[Retroprojetor #32] O Espetacular Homem-Aranha

20 de julho de 2012

Começando de modo a evitar xingamentos a minha simpática pessoa, eu também não sei nada sobre HQ's. Nunca li, mas sinceramente acho muito legal, só nunca li, não sei ao certo por quê. Então, sou dessas que acompanha todos os filmes de heróis que passam no cinema, mas só isso. Já ouvi falar, porém, que esse recomeço da série do Homem-Aranha é mais fiel à obra original. Mas aqui eu vou, de qualquer forma, escrever a minha opinião sobre o filme e só, como sempre. 
Podemos começar de verdade, então. 


The Amazing Spider-Man
Diração: Marc Webb
Gênero: ação, fantasia, aventura
Estréia: 6 de julho de 2012
Duração: 2h e 16min

Todos conhecem a história do Homem-Aranha, de maneira geral, então vou pular a parte sinopse da coisa. Essa é a história de Peter Parker se tornando o Homem-Aranha e o namorado de Gwen Stacy. Nada de Mary-Jane por enquanto, uhul. 

Eu não passei o ano esperando por esse filme, nem nada do gênero. Mas, depois que estreou, fiquei um tanto quanto ansiosa para assisti-lo. Não assisti aos trailers, nem vi fotos antes de ir ao cinema. Também não  li críticas e nem vi muitos comentários por aí. Na verdade, me parecia que pouca gente estava indo no cinema ver esse filme. Fui sem expectativas. E saí super sorridente.


Especialmente pelo motivo mais óbvio: o filme é muito engraçado. E é o tipo de filme que me faz rir na hora em que todo o cinema ri e ainda mais nas horas em que todos ficam quietos (sempre faço isso). E o tipo de filme que, mesmo que as pessoas façam "shiu" para mim, é difícil não ficar comentando. É um filme nerd, cheio de piadas nerds e fofuras nerds como amamos. 
E, falando em fofura: Andrew Garfield. O inglês-americano, que aparenta ter, pelo menos, oito anos a menos do que sua real idade (quase 29, como? :O) conseguiu fazer o Peter mais nerd, fofo e hiperativo que eu já imaginei. E põe hiperativo nisso aí. 


Sem contar que ele e a Emma Stone fizeram um casal perfeitinho. Experiência, if you know what I mean


O filme também ficou muito bonito, os efeitos muito legais e tudo muito bem feito. Achei que o Lagarto ficou sensacional. Até ligeiramente assustador. 

Não sei se o truque é não ir ver o filme esperando algo épico, ou querendo levar as coisas mais a sério do que elas realmente são. Ou se o filme é bom mesmo. De qualquer forma, eu me diverti muito mais do que esperava e recomendo a todos que façam o mesmo. 

Beijos, 
Celle

A Maldição da Pedra - Cornelia Funke

23 de junho de 2012


A Maldição da Pedra (Reckless #1) 
Cornelia Funke 
Cia das Letras
241 páginas
Onde comprar: Saraiva - Travessa 

É assim que se escreve um livro. Em minha opinião, Cornelia Funke tem A Fórmula para escrever um livro bom. Um livro muito, muito bom.

Jacob Reckless, aos 12 anos, descobre que o belíssimo espelho no escritório poeirento de seu pai - que sumiu - é um portal para outro mundo. Um mundo onde existem mágica, fadas, pessoas que tem sua pele transformada em pedra e viram goyls, uma imperatriz humana e um rei goyl. Desde então, Jacob passa a visitar cada vez mais esse outro mundo e passa cada vez menos tempo com seu irmão, Will, e sua mãe. A história começa 12 anos depois disso e Jacob já é quase um estranho para o seu irmão caçula. Mas a necessidade de protegê-lo e a confiança que seu irmão tem nele continuam tão fortes como nunca.

Pela primeira vez, Will segue Jacob para dentro do espelho. E, como Jacob gosta de ficar repetindo em sua mente, por culpa de apenas um deslize seu, Will fora enfeitiçado. Através de uma criaturazinha que o arranhou, a pele de Will agora está virando pedra e a qualquer momento ele virará um goyl. Tudo isso por culpa da Fada Escura, a amante do rei goyl.  

Sem Jacob saber, Will consegue se comunicar com Clara – sua namorada – e, de repente, como se já não fosse ruim o suficiente que seu irmão caçula estivesse lá, agora a namorada dele também estava. Para completar o time, temos Fux. Fux é uma grande amiga de Jacob, uma raposa. Mas não pense que isso é estranho ou infantil demais, raposas que falam, Fux é genial e não é apenas uma raposa. Porém não vou contar mais nada.

Os quatro vão, então, em busca da cura para Will. Será que haveria uma?
Quando eu li uma resenha desse livro, eu imaginei que Will estava virando pedra no sentindo de virando estátua. Mas não, ele está virando um homem com a pele de pedra, um goyl. Eu também achava que os personagens principais eram crianças, mas são adultos, e eu não sabia que haveria romance, porém há. Ou seja, mesmo esperando que o livro fosse muito bom, eu ainda me surpreendi.

A Maldição da Pedra, além de ser cheio de aventura e muita emoção, fala tanto de amor, de família, de irmão, que é impossível não ficar boba lendo. É um livro lindo. Até agora eu não consigo acreditar como alguém conseguiu escrever um livro tão agitado e tão sentimental ao mesmo tempo e em apenas 241 páginas. E sobre o romance, não é o foco e eu não decidi para qual casal torcer ainda.

Moral da história: estou apaixonada por Jacob Reckless. Corajoso, caçador de tesouros, irmão protetor. Não muito estável por viver em dois mundos, mas ainda assim, bastante confiável. Famoso por todo Mundo do Espelho. Teimoso e encrenqueiro. O oposto de Will. A relação deles é delicada, mas o amor é muito grande.

Obrigada, Cornelia, por esse livro ser apenas o primeiro de uma série. Mas, repare, a continuação, Fearless, sai em setembro desse ano na Alemanha. Que demora é essa? Parece até com As Crônicas de Gelo e Fogo. Como viver? E, até onde sei, esse é o primeiro livro alemão que eu leio. *-* Espero que a Companhia das Letras seja muito rápida, mantendo a excelente qualidade e beleza do livro, porque eu quero mais Jacob para ontem!

LEIAM A Maldição da Pedra!

Beijos,
Celle.








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O Recruta (Cherub #1) - Robert Muchamore

9 de fevereiro de 2012

 O Recruta (CHERUB #1)
Robert Muchamore
Editora Fundamento
296 páginas

Em O Recruta, conhecemos James, um garoto de apenas 12 anos que é convidado para se juntar a uma agência de espionagem, CHERUB. Seus agentes são somente crianças, entre 10 e 17 anos, cujos adultos não consideram uma ameaça por serem simplesmente... crianças. E acho que isso é suficiente para se conhecer da história! 

Nós acompanhamos o livro desde a vida de James antes de CHERUB, até seu treinamento e primeira missão. Por isso, é um livro cheio de ação e mudanças, mas sem se tornar corrido. Adorei o jeito do autor de escrever. Simples, descontraído e conseguiu descrever vários acontecimentos no livro, dando os detalhes necessários a cada um. 

Esse livro é muito, muito divertido! No começo, eu estava um pouco em dúvida, mesmo acreditando que essa história de espionagem tinha muito potencial, porque, bem, são crianças de 12 anos. Eu não sabia se a ideia original seria tão bem aproveitada por causa desse detalhe, mas James parece ser mais velho, o que faz o livro funcionar super bem. Acho até que o autor poderia ter colocado o personagem um pouquinho mais velho, já que sua personalidade não se enquadra bem em sua idade No entanto, como ele tem uma história de vida diferente, eu acabei aceitando isso no decorrer da história. 

CHERUB é uma série de 12 livros que eu estou simplesmente louca para continuar a ler. Como eu já disse, o livro tem muita coisa acontecendo, o que deixa ele com um ritmo muito bom. Em momento nenhum você se cansa durante a leitura e suas 296 páginas voam. É desses que dá para ler em um dia, pois você começa a se envolver tanto e é tão, tão legal que não dá vontade de largar! 

Por fim, recomendo a série sim. É juvenil, cheio de personagens legais e cheio de surpresas. Não acredito que irei enjoar da série super longa, pois cada livro tem (ou parece ter) uma história própria. No final do livro, temos a história de CHERUB e a Editora Fundamento teve um cuidado muito especial com o ele. Todos esses detalhes nos fazem acreditar que é tudo tão possível, real e, confesso, eu bem queria que fosse! haha

beijos, Julia :))

[Retroprojetor #21] As Aventuras de Tintin

28 de janeiro de 2012


As Aventuras de Tintin
Direção: Steven Spielberg 
Distribuidora: Sony Pictures 
Animação 
107 minutos 

   Baseado nos contos de Hergé, As Aventuras de Tintin é uma das melhores animações que eu já vi. Nunca assisti e nem li as versões originais, mas esse é um filme definitivamente muito bem feito. O filme conta uma história vivida por Tintin, um jornalista famoso por desvendar casos e mistérios, e seu fiel cão Milu. Tudo começa quando Tintin, sem saber o que o esperava, resolve comprar a miniatura de um navio. E, simples assim, ele estava metido numa imensa aventura. 
   A parte cômica fica por conta dos detetives Dupond e Dupont, irmãos gêmeos muito divertidos que ajudam Tintin e o Capitão Haddock a desvendar todo o mistério por trás de navios e heranças de família. O Capitão Haddock mesmo, o último da família, também é hilário. Mas não é só comédia, não. O filme também é cheio de ação! E cheio mesmo. E por todos os cantos do globo, Tintin atravessa o planeta  por conta desse mistério. 
   Os personagens são muito bem feitos, a animação é muito bonita. E, bom, 3D. Sempre dá o que falar. O filme é 3D de verdade, todo o tempo. Dá realmente para se sentir mais próximo da história!
   E é um filme que eu considero grande para animações, que costumam chegar a 90 minutos. É como uma aventura para dessas para todas as idades, é bem menos infantil do que eu esperava com seus muitos tiroteios, e ainda com o up (porque eu adoro) de ser uma animação. 
   Bem digno do primeiro filme de uma série, o mistério se resolve, mas logo um outro já aparece para o segundo filme da franquia. Esse será dirigido por ninguém menos, ninguém mais que Peter Jackson. Contando só com direção, essa franquia não tá mal não, ein. 
   As Aventuras de Tintin está absolutamente recomendado. Vá ao cinema e aproveite!

   Beijos, 
     Celle

A Maldição do Tigre - Colleen Houck

10 de janeiro de 2012

A Maldição do Tigre (Tiger's Curse #1)
Colleen Houck
Editora Arqueiro 
344 páginas
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Admito que a primeira vez que eu li a sinopse desse livro, quando o vi na Saraiva, eu a achei um tanto quanto esquisita... princípe indiano, tigre, garota que ajuda em tudo. Eu só peguei o livro porque ele tem uma capa LIN-DA e eu ainda não conhecia. Mas se tem uma coisa capaz de mudar seu interesse em algum livro são os comentários sobre ele na internet. E, depois de alguns posts falando super bem, ah, eu queria demais ler. Então... se preparem para mais um. 

O primeiro ponto super positivo do livro foi o ambiente explorado pela autora. Eu nunca tinha lido um livro que se passasse na Índia, ainda mais repleto de mitos da cultura hindu e tantas descrições maravilhosas. Tenho certeza que a autora pesquisou bastante sobre a cultura local e foi fácil perceber que ela soube passa-lá muito bem para o leitor. Além disso, o livro é repleto de aventura, com Kelsey e Ren em vários lugares diferentes e, como sempre, muito bem descritos. Me senti completamente envolvida pela história e onde ela é ambientada. 

Outro ponto alto do livro é que Kelsey é uma menina inteligente, corajosa e muito engraçada. É óbvio que, em alguns momentos, ela se sente perdida, pois está num país novo. Mas ela não tem medo do que pode acontecer e tenta sempre agir da maneira certa, sem depender de Ren para cada passo. E, como eu disse, bem engraçada. O livro é repleto de tiradas e piadinhas, especialmente sobre a situação na qual ela se encontra (sozinha ajudando um tigre em outro país). Não é algo que acontece todo dia e Kelsey está bem ciente disso.

Apesar de ter gostado do livro logo de primeira, o final dele passou a ter um ritmo mais lento para mim. O livro em si não é mais parado, mas é um momento no qual a Kelsey se torna muito cansativa. Ela começa a ter muitas dúvidas sobre sua situação, sobre ser boa o suficiente. É compreensível, mas achei um pouco exagerado e não gostei muito. Mas não faz com que o livro perca seu encanto. 

Já estou ansiosa para o lançamento do próximo livro, O Resgate do Tigre. Já li o trechinho dele que tem nesse volume e quero ver como a história continuará. Gostei bastante do livro, acho que a série deve ser maravilhosa. Fiquei querendo ler mais livros de aventura e, para quem se interessou, está super recomendado!

beijos, 
Julia

O Jovem Sherlock Holmes - Andrew Lane

24 de agosto de 2011






Título Original: Young Sherlock Holmes - Death Cloud

Título Nacional: O Jovem Sherlock Holmes - Nuvem da Morte

Autor: Andrew Lane 

Editora: Íntrinseca 

Páginas: 288

Gênero: Ficção policial
 

Andrew Lane é um grande fã das obras de Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes. Ele tem todos os livros do detetive em sua casa e não se cansa de lê-los. Assim, ele resolveu também fazer parte dessa história e criar a série de livros O Jovem Sherlock Holmes. Nuvem da Morte é o primeiro livro e lançamento da Intrínseca.

O livro conta o início das aventuras de Sherlock, com apenas 14 anos. No último dia de aula antes das férias, o irmão de Sherlock, Mycroft vai encontrá-lo na escola, mas as notícias não são boas. O menino teria de passar as férias na casa de tios que ele nem ao menos conhecia. Provavelmente seria monótono e embaraçoso. 

Bom, já podemos imaginar que não é bem assim que acontece, certo? Sherlock encontra um cadáver muito estranho e dá início a sua vida cheia de casos misteriosos. E depois outro morto. Ele conhece Matty, um menino que vivia na rua, Amyus Crowe, seu tutor, e Virginia, filha de Crowe. Juntos, eles tentam desvendar o mistério por trás dos corpos encontrados.

O livro tem bastante ação e, o que eu mais gosto, lógica e deduções. Sherlock é capaz de vencer até mesmo o homem mais forte e experiente apenas usando seu cérebro. Mas achei que as capturas e perseguições sofridas por Sherlock foram muitas e repetitivas. Quando eu pausava a leitura e depois retornava, quase sempre acabava pensando 'Ué, ele já não fugiu? Por que está brigando com esse cara? Ah, foi capturado de novo.' Isso acontece, pelo menos, uma meia dúzia de vezes. E só há um vilão no livro.

É um livro bem rápido de se ler e difícil de se largar. Recomendo especialmente para quem gosta do estilo aventura com meninos nessa faixa de idade, o que não é muito a minha cara. Não estou muito curiosa para o restante da série não, mas pretendo ir lendo assim mesmo.

Beijos,
Celle.


Coração de Pedra – Charlie Fletcher.

13 de agosto de 2011


Título Original: Stoneheart
Autor: Charlie Fletcher
Editora: Geração Editorial
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 464 páginas
   Aconteceu num passeio a um museu de Londres. George, injustamente, foi colocado de castigo por fazer algazarra e mandado refletir sobre suas ações. Com raiva, saiu do museu e socou um monumento da parede, um pequeno dragão esculpido em pedra. Esperou pela dor. Esperou, mas ela não veio. Ao invés disso, o pedaço do monumento que ele socou, a cabeça do pequeno dragão de pedra, caiu no chão. E ele a pôs no bolso. E todos os seus problemas começaram.  E, para resolver a bagunça que causou, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra, mas ele não faz idéia do quê ou onde isso fica.
   É assim que começa Coração de Pedra; um começo aliás, que lembra bastante o de Percy Jackson. Mas acredite, a única semelhança entre as duas histórias é o fato de começar num museu. Daí pra frente, tudo é diferente.
   Vou começar avisando que eu gostei do livro. Mas, ainda sim, é difícil falar sobre ele, por que foi difícil ler. Logo, eu tenho um tanto de reclamações sobre ele. Mas vou chegar na parte boa no final, rs.
   Primeiro de tudo, eu comecei o livro bem empolgada. E, como sabemos, isso é uma péssima idéia se o livro não for daqueles que já começa eletrizante. E é esse bem o caso de Coração de Pedra.  A história é boa e rápida, com um desenvolvimento frenético, ação atrás de ação, mistério atrás de enigma, atrás de uma amizade que se constrói e estátuas vivas. Por que sim, essa é a premissa da coisa; depois de quebrar a estátua do dragão, George cai numa realidade paralela que não existe para a maioria dos transeuntes de Londres, a realidade onde estátuas de seres mitológicos e estátuas humanas se enfrentam em uma batalha de proporções épicas todos os dias desde suas feitorias. E pelas mãos de George essa batalha pode eclodir de verdade e ficar bem feia. Ele não sabe o que fazer pra escapar, mas de repente tem a ajuda da estátua de um Artilheiro de Guerra – um cuspido – e de Edie, uma menina que, desde sempre, conseguiu ver e ouvir e fugir das estatuas em movimento.
trilogia em inglês
   Minha reclamação mais forte quanto ao livro é o ritmo, não da história, mas da leitura. Não sei se foi a tradução ou se o autor escreveu assim de fato, mas a escrita é muito rebuscada para um livro de apelo infantil. E todas as descrições, detalhe a detalhe das estatuas e das ruas de Londres, deixaram tudo meio cansativo pra mim. E eu também me senti meio perdida (mesmo com aquele mapa graciosamente desenhado nas primeiras páginas, pra você acompanhar as andanças de George), provavelmente por que, bem, nunca estive em Londres.  Tudo no livro parecia partir da premissa que eu sabia onde tudo estava lá na terra da rainha. Desculpa, mas não sabia não.
    Tirando isso, o livro é realmente muito bom. Quando você acostuma com o excesso de descrições e de palavras ornamentadas demais para um universo infanto-juvenil, você consegue levar bem a leitura. As cenas de ação são ótimas e você consegue realmente ver como o George, Edie e o Artilheiro – ah, o artilheiro – conseguem se safar dos problemas – ou não. È uma pena que a continuação não tenha saído em português. Mas, se você se interessou, não se preocupe, o livro termina, mas você vai definitivamente ficar querendo mais.  Algo do tipo “acabou essa batalha, mas ainda tem a guerra”. Mas vale a pena assim mesmo. Estou pensando seriamente em comprar o resto da trilogia em inglês.
  Bem, é isso. Espero que vocês tenham se interessado pelas aventuras do George – seu lindo – e da Edie.
  Beijo, beijo,
  Thai.

Diva do Mês #7

14 de junho de 2011

Vou fazer uma breve explicação da coluna 'Diva do mês', que será feita em toda terceira semana de cada mês. A ideia é escolher uma pessoa do sexo feminino que seja uma diva para uma nós, ou para nós três. Uma escritora, uma cantora, atriz.... o objetivo é valorizar o trabalho de mulheres que mudam nossas vidas e merecem nosso apoio. Lá vai:

Antes de mai nada, quero pedir desculpas pela falta do Diva do Mês de Maio. Isso, se você reparou, se você não reparou, disfarça. Brinks.   Bom, em maio, era a minha vez de fazer a coluna, mas das quatro semanas, passei três em provas loucas que só quem faz engenharia sabe. Depois eu resolvi esperar pela semana certa de junho. 

Mas, eu espero que esse compense porque a diva de hoje é...
Diva de junho:
  Suzanne Collins



Quem é?
  Suzanne Collins é uma escritora e roteirista americana. Ela escreve programas de televisão para crianças desde 1991 e hoje é autora de livros (incríveis) para crianças e jovens. Ela é famosa, nos Estados Unidos, pela série "The Underland Chronicles". Aqui, recentemente, por Jogos Vorazes *emoção*. Ela mora em Connectcut com seu marido, dois filhos e dois gatinhos no quintal.  Seu pai era um oficial da Força Aérea e veterano  da Guerra do Vietnã. Por isso, ela disse em uma entrevista, que seus livros tem cenas que remetem à violência com crianças. Ele também era doutor em ciências políticas e gostava de discutir história e guerras com seus filhos pequenos. Ela assistia a treinamentos de cadetes em West Point, gente. Sua visão sobre falar de guerra para crianças é revolucionária, eu diria. Falo sobre mais embaixo.

Sobre seu trabalho:
"Gregor, the Overlander" é o primeiro livro de uma série chamada “The Underland Chronicles” onde Suzanne conta uma 'versão urbana' de "Alice no País das Maravilhas". Sua inspiração veio ao perceber que se alguma criança, vivendo em uma cidade grande, como Nova York, caísse em um buraco, esse buraco não só não seria de um coelho como ela também não encontraria o País das Maravilhas lá por baixo. Quem achou Underland tão legal quanto eu? Wonderland, Underland... todos pegaram, né?  

Antes de Gregor, Suzanne trabalhou na equipe de diversos shows da Nickelodeon, como "Clarissa", indicado ao Emmy, e "The Mystery Files of Shelby Woo". 

Agora, indo ao que mais interessa, Suzanne Collins é autora da série Hunger Games, Jogos Vorazes no Brasil. Uma trilogia, com Em Chamas, recém lançado, e Mockingjay, vindo por aí. 

Apenas li Jogos Vorazes e Em Chamas, mas pelo que consegui descobrir, The Underland Chronicles também tem cenas de violência, mesmo sendo para o público de 9-14 anos. Assim, podemos dizer que isso é uma característica do seu trabalho influenciado por sua própria infância. Jogos Vorazes começou tendo Teseu e O Minotauro como base. (Pretendo pesquisar mais sobre isso e fazer uma matéria em particular para matar nossas curiosidades, ok?). Suzanne escreve para seu público. Violência, guerra, revolução e opressão para jovens e adolescentes? Então, será com jovens e adolescentes. 
  
Quem leu minha resenha de Jogos Vorazes sabe (amanhã tem de Em Chamas), mas pra quem não leu (leia aqui), eu repito: virei fã. E, se você quiser conversar sobre comigo, sinta-se à vontade porque eu to querendo, já que minha mente dificilmente tem pensado em outras coisas. A série, mesmo tendo sua protagonista com 16 anos e sendo para jovens nessa faixa etária é uma série forte e trata de assuntos importantes, trágicos e polêmicos. O que para nós é ficção, para Collins é história de guerra.

O que eu mais gosto nela:  
Carinha de sapeca
  O-ho. O que eu poderia gostar mais na Suzanne? Não é que ela adora me torturar sem nem um traço de piedade, não, não é isso. Acho que é também o jeito como ela chega a nós, seus leitores, através das suas histórias. Ela não escreve para jovens simplesmente passarem o tempo, não tenho nada para fazer, vou ler Suzanne Collins... Não é bem assim que a banda toca. Ela faz a gente se envolver e se emocionar de tal forma que é impossível não achar, por pelo menos alguns segundos, que tudo aquilo é real. E vira real. Na cabeça de quem lê, a Katniss é real, assim como seus sentimentos, suas dúvidas, seus medos. Mas, mesmo assim, a gente não fica sofrendo enquanto lê. Collins consegue deixar vários quês de humor, especialmente sarcástico, e romance. 

Trabalho que eu mais gosto:
Minhas opções são Jogos Vorazes e Em Chamas, então fica bem difícil de escolher. Se eu fosse pensar em Em Chamas sem seu predecessor, eu ficaria com Jogos Vorazes. Mas, no segundo eu já estou tão apaixonada por todos que é complicado...

Último trabalho até o momento:
Adaptação e roteiro da série Jogos Vorazes para o cinema. Serão quatro filmes com o primeiro para março de 2012.
 
Website:
http://www.suzannecollinsbooks.com/

 Mas... e aí?
Já escrevi demais, não? Gostaría de dizer que tirei grande parte de uma entrevista que encontrei traduzida no San Diegirfs e outro site legal pra quem quiser saber mais sobre Jogos Vorazes é o Jogos Vorazes BR. Eu resolvi fazer esse Diva com a Suzanne antes mesmo de chegar na metade de JV, e esse foi um dos melhores, com certeza. Gente, foi um tanto quanto complicado achar informações sobre ela mas, ao mesmo tempo, foi muito legal porque eu descobri coisas que eu realmente não sabia.

Deixando de lenga-lenga, é óbvio que eu acredito que vocês todos devam conhecer o trabalho da Suzanne Collins. E eu quero parar de escrever para deixar de ser puxa-saco. Mas eu não consigo achar um defeito, raios.

Parei.

E que a sorte esteja sempre a seu favor.

Beijos, amores,
Celle

Eldest, Christopher Paolini.

2 de abril de 2011


   Ontem de madrugada (Ontem? Há quanto tempo essa resenha está nos rascunhos?) acabei de ler Eldest, o segundo volume do Ciclo da Herança, nome da saga dos livros do Christopher Paolini. E, não fiquem surpresos, eu adorei. De verdade. Posso dizer pra vocês, com toda a certeza, que Eldest é muito melhor que Eragon. E eu acho que todos os volumes vão andar nessa progressão, por que Brisingr já está muito mais divertido que Eldest, rs. Mas isso é papo pra outra resenha.
jamais acontecerá, rs.
   Enfim, Eldest começa com Eragon conferindo o estrago causado pela batalha em Farthen Dür, e já ali no primeiro capitulo nós temos a ação propícia de um épico - Ajihad, lider dos Varden, junto com Murtagh, o amigo maravilhoso de Eragon e alguns outros homens são emboscados por Urgals e levados para morte dentro da cidade de pedra. Os Varden perdem seu líder e Eragon seu fiel amigo, e logo Nasuada se torna a nova líder dos rebeldes. Com o ataque das tropas de Galbatorix à cidade dos anões, os Varden são obrigados a se mudar para Surda, o país vizinho a Alagaesia, e Eragon se prepara para começar seus estudos como Cavaleiro de Dragão com os elfos em Ellesmera, terra natal da sua amada Arya, e assim estar apto a carregar o titulo de esperança dos rebeldes para devolver a liberdade a Alagaesia.
    Em Eldest a narração se divide em três: Eragon e seus estudos em Ellesmera, Nasuada e o dia-a-dia tumultuado em Surda e Roran e as aflições de Carvahall, sob ataque para capturá-lo e levá-lo a Galbatorix. Nesse livro, embora as narrações ainda sejam detalhadas, elas não ocupam páginas e páginas e são precisas e de leitura fácil. Eu até gostei delas, dessa vez. Talvez se deva ao fato de que, aliado a calmaria na vida de Eragon, nós temos toda a ação que as aventuras de Roran nos proporcionam, e nada fique faltando.
     Roran é o máximo. No começo eu não gostava muito dele, admito. Não conseguia ver a razão de acompanhar sua vida calma demais em Carvahall e aquele seu discurso odeio-o-eragon-que-matou-meu-pai-e-fugiu me fazia pensar nele como um garotinho assustado. Mas quando foi preciso, lá estava ele de martelo na mão, defendendo sua terra e seu povo, se tornando um guerreiro de proporções épicas e de um amor intenso no peito - pela sua futura esposa, pela sua terra. É muito legal ver a progressão dele de homem da terra à herói respeitado. Ele se torna lider dos homens de Carvahall, e até convence você que ele vai ser super capaz de salvá-los do que seja, mesmo que o inimigo seja criaturas sem definição, como os Razac. Ele é construido de tal maneira que acreditar nele é muito natural. Mais que isso, você acaba torcendo por ele.
Safira retirada do Deviantart
    Nasuada está tendo um período dificil, tentando conciliar a vida dos Varden com a dos habitantes de Surda. Afinal de contas, é um outro país, sob o comando de um outro rei, e ela não pode sair fazendo o que quiser. É política de guerra, e é interessante ver como isso se desenvolve. Eragon é a esperança deles (que bosta hein) e eles precisam esperar que eles voltem pra dar continuidade aos planos para destruir Galbatorix.
    E bem, Eragon. Ele começa sua viagem para Ellesmera, a cidade élfica, mas dessa vez a viagem é algo interessante, por que é mais curta. No meio dela, aliás, ele se descobre cheios de sentimentos por Arya. Aqui, devo dizer, a coisa fica meio esquisita, meu medidor de vergonha alheia dispara, e a Arya, como toda boa mulher sábia, ignora e frustra as tentativas desajeitadas do Eragon de se aproximar dela. Já na cidade dos elfos, ele conhece a rainha Izlanzadi e descobre coisas interessantes sobre a cultura élfica e sobre o passado de Arya. E descobre também que não está tão sozinho quanto imagina.
    Até aí, tudo está relativamente calmo na Alagaësia. Mas Galbatorix decide que não quer mais suportar os Varden, e seu exército marcha para a batalha. E então Eragon tem que deixar seus estudos (Não sem prometer voltar para terminá-los, é claro, à la Luke Skywalker)  e voltar correndo - ou melhor, voando - para junto de sua Lady Nasuada, para lutar ao lado dos Varden. E nessa batalha um reencontro que ele não esperava acontece - só posso dizer que tem a ver com a capa do livro -  e Eragon descobre uma importante verdade sobre sua origem que eu já sabia. É uma continuação pra ninguém botar defeito, que supera em muito seu antecessor e deixa você louco pelo próximo.
Capa do próximo (e último) livro.
  Dito isto, terminar Eldest e correr pra Brisingr é algo completamente plausível. Assim como terminar Brisingr e ficar chupando dedo querendo mais também é. Mas, amém, a espera está acabando. Depois de quase 3 anos de silêncio, Paolini revelou a capa do próximo e último livro, chamando Herança, e deu uma previsão de lançamento: se tudo der certo, em novembro estará nas livrarias lá de fora. O que significa que ano que vem teremos quentinho o ultimo livro do Ciclo da Herança em nossas mãos. Oba! Não vejo a hora.
 Beijo, beijo,
 Thai. 
 

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