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[RETROPROJETOR #67] CAMINHOS DA FLORESTA

9 de fevereiro de 2015

Caminhos da Floresta
Diretor: Rob Marshall
Gênero: Fantasia/Musical
Disney Estúdios
124 minutos 
Estreia: 29 de janeiro de 2015

Caminhos da Floresta é um filme da Disney que traz, de uma só vez, vários de seus personagens clássicos de contos de fadas. Em uma versão bastante diferente das primeiras, mais bizarras porém de alguma forma mais próximas da realidade. 

Antes de assistir Caminhos da Floresta, eu achava que era mais um filme do Jhonny Depp, e não sabia que era um musical. Quem já viu o filme, entendeu que eu não sabia nada sobre ele. Depp só aparece por poucos minutos na verdade, como O Lobo (o da Chapeuzinho), mas a Meryl Streep, ela sim, é como a personagem principal da história pois é ela, a bruxa, quem conecta todos os outros personagens. E é um musical muito er... musical mesmo. 

"Hello, little girl"/"I know things now"
 O roteiro do filme se origina de uma peça de teatro famosa da década de 80 com prêmios e versões que vão até hoje na Broadway. A história conta com Chapeuzinho Vermelho, João (o do pé de feijão), Rapunzel e Cinderela, além do padeiro e sua mulher que são amaldiçoados por uma bruxa e é aí que tudo começa. A bruxa (Streep) avisa ao padeiro (James Corden) que ela o tornou estéril como uma espécie de vingança por algo que o pai do padeiro fez com ela, mas ele e sua mulher (Emily Blunt) podem reverter o feitiço se forem até a floresta e, em 3 dias, conseguirem uma vaca branca como leite, uma capa vermelha como sangue, um sapato dourado como ouro e cabelo amarelo como milho. Bastante peculiar, mas nós já conhecemos esses itens, não?

"I was born to be charming"
Todos os personagens vão para a floresta, cada um por seu próprio motivo, em busca de seus próprios desejos e o destino de todos eles acabam se cruzando. A verdade é que o roteiro parece muito bom e que eu gostaria de ler um livro como esse, ou provavelmente a peça no teatro deve ser muito boa, mas no cinema achei bem mais ou menos. O mais interessante são os finais de cada um dos "contos de fada", ou mesmo o meio deles como no caso da Chapeuzinho, nos quais a Disney realmente mostra versões bem diferentes daquelas super românticas e perfeitas de antigamente. Os príncipes então são um caso à parte com um narcisismo tão absurdo que fazem a parte cômica do filme. No fim das contas, eu não especialmente recomendo esse filme não, mas se você quiser ir descobrir só não acho que seja um filme para crianças, até porque a classificação etária é 12 anos.  

"Agony! Far more painful than yours!"

Moral da história: cuidado com o que deseja, você pode conseguir. 



[Retroprojetor #66] Dezesseis Luas

19 de janeiro de 2015

Beautiful Creatures
Diretor: Richard LaGravenese
Gênero: Romance/Fantasia
Warner Movies
124 minutos

 Eu vi esse filme eras atrás, e o retroprojetor dele está sentado nos rascunhos há um tempão, juntando poeira, por que eu não tenho palavras pra descrever o que foi a versão cinematográfica de 16 luas. Pra quem não lembra, ou nunca soube,  eu tenho os dois primeiros livros da série e sou bastante apegada a ambos, como você pode ver nas resenhas antigas dos mesmos, aqui e aquiEntão nem preciso dizer que eu estava esperando pelo filme, e assistí-lo foi simplesmente... uma decepção. Acabou sendo uma adaptação assim bem no estilo Percy Jackson: a história é a mesma do livro... SÓ QUE NÃO.

"Muita gente fica triste quando chove".
"Chove por que eu estou triste"
Ethan Wate é um estudante que mora em Gatlin, uma pequena cidade sulista dos Estados Unidos. Lenna Duchannes, uma adolescente transferida para o seu colégio, membro de uma família sombria e misteriosa que não é muito bem aceita na cidade. Ethan, que não é lá muito fã da sua pequena cidade do interior, fica imediatamente interessado na menina nova, com quem ele sente uma conexão especial. Logo ele descobre que ela possui poderes sobrenaturais e que quando ela fizer 16 anos sua natureza será decidida: para o bem ou para o mal. Mas já é tarde, por que eles se apaixonam e agora devem lutar contra uma maldição  - e contra a desaprovação de toda cidade - se quiserem ficar juntos.

Dizer que 16 luas foi apenas levemente baseado é brincar com a verdade. O filme escolheu uns elementos da história, deu uma adaptada, mudou o final, mudou o meio, mudou o básico dos personagens.O resultado foi um filme com um final meio mé, especialmente considerando que é um filme voltado para o público jovem, e que não funciona muito bem sozinho e nem tem nada a ver com o que foi visto nos livros. O clima do filme é até super legal, o mundo meio gótico sombrio dos Duchannes versus a vida pacífica e tradicional da cidade sulista caiu super bem na fotografia do filme e no correr da história, mas acabou parando por aí. 

Eu já tinha comentado o meu pé atrás com os atores protagonistas na resenha de 17 luas: o ator que eles escolheram pra fazer o Ethan já deixava bem óbvio que a construção do personagem seria diferente. No livro o Ethan era popular até pouco antes da chegada da Lena e da morte da mãe; jogava basquete, namorava uma líder de torcida, participava dos eventos populares. No filme ele não vai muito além de um nerd que está sempre sonhando em ir embora, meio queridinho, meio desprezado pelos colegas de classe. Ele já aparece como outcast no filme pra ter uma ligação mais imediata com a Lena. No livro, Ethan é um membro normal e aceito da comunidade de Gatlin, tentando conseguir essa mesma aceitação pra Lena, uma estrangeira, de uma família para qual a cidade olha meio de lado que afinal de contas não é normal tem poderes e faz chover quando está chateada.

Creepy Lena is Creepy
Mas, não me entenda mal, não foi tudo horrível: a narrativa ainda era legal, os efeitos estavam incríveis (a Warner não economizou não), o cast estava cheio de nomes de peso que fizeram um trabalho impecável. Emmy Rossum estava maravilhosa como Ridley, a prima fabulosa das trevas, assim como a diva Emma Thompson fazendo a vilã psicótica. Ainda tivemos a Viola Davis fazendo a Amma, minha personagem favorita e completamente overlooked no filme, e Jeremy Irons fazendo o tio Macon, de longe a figura mais exótica do livro. Sem contar que muitas frases do livro, lindas e adoráveis, deram as caras pelo filme e fizeram os gifs do tumblr mais bonitos. Mas, ainda sim, a história não andou muito bem. O romance agua com açucar te levou, te enredou, até te fez se importar com uns protagonistas nem assim tão carismáticos, e aí te deixou morrer na praia.

Diva suprema Emma Thompson tho
No geral, fiquei em cima do muro. Por que apesar de ter detestado o final, até eu reparar que a direção pra qual o filme estava caminhando era completamente diferente do que devia ser, eu estava me divertindo. As diferenças na adaptação eram aceitáveis até que o filme simplesmente recontou o final da história. Eu não sei se foi feito do jeito que foi por que o filme não teria continuação mesmo, ou se eles simplesmente quiseram inovar. O que eu sei é: não deu certo. 

Enfim, não estou certa se recomendo 16 luas pra ninguém, não. Vou acabar esse retroprojetor devidamente sentada em cima do muro. Não sei. Tenta a sorte, se estiver animado. Vai que você é menos cri cri que eu?

Beijo, beijo,


[Retroprojetor #65] Como Treinar o Seu Dragão 2

23 de julho de 2014

How To Train Your Dragon 2 
Direção: Dean Deblois
Genero: Animação/Aventura
Duração: 103 minutos
Quantidade de Lágrimas: Ilimitada

Como Treinar Seu Dragão é minha animação favorita. É da Dreamworks, é sobre amizade, sobre bater pé firme no que se acredita, é sobre crescer. É lindo, maravilhoso. Estou acompanhando o twitter da Dreamworks e do Jay Baruchel, que dubla o soluço no original em inglês, e mergulhando em cada teaser e trailer e poster e detalhe de animação que eles tem liberado desde que anunciaram Como Treinar Seu Dragão 2 pros cinemas desse ano. Então, sim, posso dizer que fui ao cinema com a expectativa bem alta, mas o coração aberto pra viver mais uma vez grandes aventuras com Soluço, Banguela, Astrid e companhia.

quem é o dragão mais fofo do mundo? 
Como Treinar Seu Dragão 2 começa já mostrando, pra quem não está familiarizado com Riders of Berk, desenho animado baseado na franquia, como as coisas se desenvolveram pra além do primeiro filme. Berk cresceu, mudou, e os dragões passaram a integrar completamente a vida da aldeia. Soluço, Astrid e Estóico são os personagens que envelheceram mais visivelmente, mas todos os outros também carregam suas marcas de idade, que é pra reforçar a passagem dos anos da história. Estóico, inclusive, já se tornando um tanto grisalho, está louco para passar o comando da aldeia para o filho. Mas Soluço tem outros planos, outras prioridades e outras vontades, a maioria delas envolvendo voar por aí com o Banguela e mapear o máximo do mundo que ele conseguir.

Mas o mundo não é uma fábrica de realização de desejos, e Soluço acaba cruzando o caminho de caçadores de dragões que trabalham para um malvado capitão de um exército de dragões com quem, apesar dos seus esforços, todos dizem que não será possível conversar. Mas a teimosia é um dos traços mais marcantes do nosso protagonista, e dessa vez ela a leva a um lugar incrível, guardado pelo alfa dos dragões e por um guardião que acaba se mostrando muito familiar...

bu.
O filme é lindo e triste. Foge dos clichês óbvios que poderiam ter sido explorados pela história e se envereda pela jornada clara de crescimento e amadurecimento do Soluço. O núcleo familiar foi muito mais explorado dessa vez, e, assim como no desenho corrente, foi lidado um pouco em separado do núcleo dos outros cavalheiros de dragões (mas quem não derreteu quando o Estóico anunciou a Astrid como "minha futura nora" tá mentindo). Ainda sim, temos as sempre presentes cenas de comédia, Bocão sempre ocupando o papel de Viking mais divertido de todos os tempos, e Banguela sendo o dragão mais gato que a gente já viu no cinema.

Como Treinar Seu Dragão 2 trabalhou com vilões bem mais ferozes e motivados, seguindo a mesma tendência que o desenho animado neste quesito: algumas pessoas simplesmente são cruéis. Foi o que o diferenciou brutalmente do primeiro, onde o vilão era nada mais, nada menos, que o próprio pai do Soluço, que era intolerante e cego para as possibilidades do diferente. Na sequência, os vilões não foram criados para ser tão facilmente dissuadidos, e as consequências do pensamento inocente do primeiro filme, quando transportadas para esse, são terríveis, cruéis e fizeram toda a sala de cinema chorar (depois de um silêncio chocado e incrédulo de uns cinco minutos. Pobres criancinhas).

o que eu estava precisando depois que saí do cinema 
Eu assisti em 3D, e o filme foi cuidadosamente produzido pra ser impecável nesse formato mesmo, então recomendo. O cenário e os dragões estão completamente incríveis, mesmo nas cenas em que nada sai da tela e voa por cima da sua cabeça. Também foi tido o cuidado de manter os dubladores dos personagens que já conhecíamos, tanto em inglês quanto em português, o que pode parecer meio estranho a primeira vista, já que os personagens envelheceram, mas foi essencial pra que nada se perdesse daquela antiga simpatia que já tínhamos com os personagens. A história é linda, sobre crescer, recuperar raízes e encontrar e aceitar o caminho que se estende a frente, bem como perdoar erros e a lidar com coisas que não temos controle sobre. No todo, aprendemos lições valiosas com Soluço e Banguela nessa continuação.

Enfim, apesar de ter gostado mais do primeiro, a sequência de como treinar seu dragão também é muito boa. Definitivamente me surpreendeu, não por que eu esperava que fosse ruim, mas por que eu esperava que a história seguisse um outro rumo. Foi definitivamente corajoso e cruel e muito bem feito.

minha alma em queda livre com esse filme, sim ou com certeza? 
O filme está recomendadíssimo seja você criança ou não, mas aviso logo que você tem que ir preparado para as lágrimas que certamente rolarão lá pro meio/final do filme. Ninguém me avisou que o mundo ia cair no cinema, e eu fui iludida, achando que teríamos outra história leve sobre crescer e se aceitar. Fui vitima da Dreamworks mais uma vez, e chorei duas vezes mais do que chorei lá no primeiro, quando a queda em slow motion do Soluço já me deixou horrorizada achando que o protagonista mais simpático do mundo ia bater as botas na boca de um dragão. Mas vai com fé, com amor, que como treinar seu dragão foi, mais uma vez, uma das melhores coisas a atingir o cinema por um tempo.

Beijo, beijo,

[Retroprojetor #64] A Culpa é das Estrelas

4 de julho de 2014

A Culpa é das Estrelas
Direção: Josh Boone
Gênero: Romance, drama
Duração: 2h e 5min
Estreia: 05/06/2014

Não sei por onde começar a falar sobre esse filme, pois não quero chorar agora. E, já tão cedo comparando com o livro (resenha), esse filme me deixou um sentimento mais triste que lendo sua história. Porque eu tenho essa coisa de achar a primeira parte do livro tão engraçada. Mas, mesmo sem um um início tão divertido assim, achei o filme A Culpa é das Estrelas (daqui pra frente ACEDE) umas das melhores adaptações de livros que eu já assisti e, na verdade, não consigo lembrar de alguma melhor nesse momento.

Hazel Grace é uma adolescente muito inteligente e amável, com um humor afiado e um gosto suspeito para programas de tevê. Augustus Waters é também um adolescente, ex-jogador de basquete, um tanto quanto obcecado por deixar sua marca no mundo e do tipo que seduz muito fácil.

Os dois são diagnosticados com câncer. Hazel está sempre conectada a uma máquina que ajuda seus pulmões de araque a trabalharem e Augustus amputou uma de suas pernas há algum tempo atrás. Eles se conhecem no Grupo de Apoio, que a mãe de Hazel a obrigava a frequentar e Augustus foi para acompanhar seu amigo Isaac (que completa o trio de adolescentes fictícios com câncer mais legais da história mundial). E então, Gus simplesmente acha Hazel muito bonita e começa uma das histórias de amor mais verdadeiras e lindas que eu já vi (mesmo que continue sendo ficção).

A história vai se desenrolando de maneira muito fluida, mesmo que se passe em apenas alguns meses. E, falando como fã do livro, eu fiquei surpresa, surpreendemente feliz, com o quanto foram fiéis às falas originais e com como a Shailene e o Ansel são lindos e ficam ainda mais lindos juntos.

Uma foto para ilustrar como eles ficam lindos juntos

ACEDE mais um vez conquistou meu coração, e essa é uma opinião de quem não gosta de filmes melosos ou situações dramáticas. E, agora, da minha parte só resta dizer para você que ainda não leu o livro do John Green que o leia e para você que ainda não viu esse filme, que o veja.

Créditos: Adoro Cinema. 


[Retroprojetor #63] Divergente

2 de maio de 2014

Divergente
Direção: Neil Burger
Gênero: ação, romance
Duração: 2h e 19min
Estreia: 17 de abril de 2014


 

São sensações bem diferentes ir ao cinema ver um filme que deveria retratar aquilo que você leu em um livro e a de ver um filme que deveria retratar aquilo que milhares de pessoas leram em um livro, mas você não. Eu gosto das duas.
Eu não li Divergente. Ele é o primeiro livro de uma trilogia (Insurgente e Convergente), escrito pela Veronica Roth, lançado pela Rocco. Uma distopia.

A história se passa em uma Chicago futurística, onde as pessoas são divididas em cinco possíveis facções: Honestidade, Erudição, Audácia, Abnegação e Amizade. Existe uma cerimônia de escolha, mas antes disso, um teste de aptidão. Normalmente os jovens escolhem a facção na qual são criadas, a facção de seus pais, e também essa facção costuma ser a indicada pelo teste. Porém existem aqueles que trocam de facção, o que é aceito. Acontece um problema com o teste de Beatrice Prior: (interpretada por Shailene Woodley, futura Tris) seus resultados são inconclusivos. E isso significa divergente. Os divergentes não possuem facção, não possuem casa, nem família e se tornam moradores de rua quando permanecem vivos. Por isso, Tris guarda esse segredo e no dia da escolha vai parar na facção dos destemidos, responsáveis pela segurança da cidade, Audácia.


"Faction before blood." 

A partir daí tudo já fica bem agitado e conhecemos Four! (Interpretado por Theo James). E não me lembro de ter achado um casal assim tão bonito nos meus últimos tempos de cinema.

Então Tris precisa esconder que é uma divergente e ainda melhorar, e muito, suas aptidões físicas se quiser continuar na Audácia e não acabar na rua de qualquer forma. Além do retrato maior da situação, o qual poucas pessoas tem conhecimento. Acho importante não entrar em mais detalhes agora, caso vocês também não tenham lido o livro. Mas o importante é que eu gostei muito do filme. Porém não posso dizer nada sobre adaptações (o que sempre gera discordâncias). O filme tem  muita ação, com direito a correria, tiros, mortes e lutas em ringues... tem romance (casal lindo), e várias cenas que te dão aquela sensação de liberdade, de voar.

Pretendo comprar os livros, ou pelo menos o primeiro, em breve. O segundo filme já está previsto para 2015.

Curiosidade: O irmão de Tris é interpretado por Ansel Elgort, que também faz o Augustus Waters em A Culpa é das Estrelas, que tem sua data de estreia no próximo 05 de junho. E a própria Shailene, Tris, é também a Hazel. Ou seja, irmãos em um filme e um mês depois casal principal do outro. Um pouco estranho, não? Cersei&Jaime. Ainda mais com o público bem parecido. 

Créditos: AdoroCinema.





[Retroprojetor #62] O Impossível

11 de janeiro de 2014

O Impossível
Direção: Juan Antonio Bayona
Gênero: Drama
Duração: 1h e 54 minutos
Estreia: 21 de dezembro de 2012

O Impossível conta a história de uma família que foi passar o Natal na Tailândia em dezembro de 2004.
Caso não esteja lembrando, em dezembro de 2004 houve um tsunami no Sul da Ásia que arrasou com milhares de famílias em vários países. 

O filme é baseado em fatos reais.

Fui vê-lo agora, um ano depois da estreia, apesar de estar querendo ver há muito tempo. Ainda bem que não vi no cinema, mas sim sozinha quietinha e concentrada em casa. Já haviam me falado que era um filme muito forte. Mas eu não tenho medo dessas coisas e não gosto é de drama sem sentido. 

Pois bem, não fico feliz em dizer isso por aí, mas com cerca de 20 minutos de filme eu já estava chorando. Acho que é questão de concentração e se deixar levar. O filme é extremamente bem feito em seus efeitos e detalhes e a história não precisava de muito para ser emocionante.

O Impossível, apesar de triste, sai do caminho de uma história de desgraças para uma história de desafios.

A tal família americana que viajou para passar o Natal na Tailândia está hospedada em um hotel na beira da praia. O hotel é inundado e destruído por ondas imensas que chegam sem aviso e eles acabam se separando. Imagina ser atacado por toneladas de água salgada com galhos e troncos de árvores, cadeiras, talvez até carros no meio, depois conseguir alcançar onde é possível respirar, olhar em volta e não ver ninguém. Maior até do que as dores das pancadas, dos cortes, do sal no pulmão, imagino que deva ser o desespero.

Recomendo que você veja O Impossível, mas que veja mesmo, preste atenção. Porque, no final das contas, a história dessa família não é tão triste assim.


[Retroprojetor #61] Thor: O Mundo Sombrio

8 de novembro de 2013

Thor: The Dark World
Direção: Alan Taylor
Genêro: Aventura/Fantasia
Duração: 112 minutos

E lá vou eu, mais uma vez, começando um retroprojetor avisando que posso estar sendo tendenciosa aqui. Sou apaixonada pelos filmes da marvel, mesmo os mais fraquinhos cof homemdeferro3 cof e estava esperando ansiosamente pela estréia de The Dark World desde a liberação do primeiro trailer. O motivo? A coisa estava parecendo simplesmente épica. E quer saber? Foi mesmo.

Walk out of Asgard like waaaaaaaaa
badasses, babe
O Mundo Sombrio começa com Thor e sua companhia fiel de homens recolocando ordem nos 9 mundos conectados pela Bifrost. E, embora o deus do trovão esteja tão próximo da paz, ele está longe de feliz: sente saudades de seu amor humano, a jovem Jane Foster, que ainda espera por ele na Terra. No entanto, ela "tropeça" numa entrada para um mundo distante, onde um mal ainda mais antigo que o próprio Odin repousa e sua vida é atada a uma misteriosa energia negra e passa a correr perigo.

A reação de Thor é a de todo namorado zeloso: preocupado com a súbita energia bizarra e o sumiço temporário de sua amada dos olhos potentes de Heimdall, ele aparece num trovão, faz chover, abraça a bonita pela cintura e a carrega para Asgard. Isso não só desperta a fúria de Odin, como desperta também Malekith (Chris Eccly britânico maravilho nono doctor), um elfo negro que tem planos de usar a energia misteriosa para trazer a escuridão e destruição a todos os mundos. Com Odin cego para os sacrifícios necessários, cabe a Thor salvar o mundo, com a ajuda não só de seus fiéis amigos, mas também de seu traiçoeiro irmão, preso ás masmorras de Asgard pelos crimes cometidos contra a Terra e contra Asgard.

image
"That was for New York"
Eu adorei o filme. Entrou direto no segundo lugar do meu top marvel, só perdendo pra Avengers. Todas as cenas em Asgard eram lindas, aquele cenário tão bonito que dava vontade de sair voando pra lá. As roupas, as batalhas, as cenas de ação comendo soltas. E, diferente do primeiro filme do herói. nós tivemos um plot desenvolvido e evolução dos personagens, uma que não foi em nada forçada ou insatisfatória. Thor cresceu. Loki cresceu. Odin regrediu. Na verdade, foi interessante ver Odin Rei e Odin Pai em ação. E a Frigga sendo badass, sem condições.

mamãe thor chutando bundas
O filme também cresceu muito e perdeu boa parte daquela aura galhofa que o primeiro volume teve. Mas não me entenda mal, ainda tivemos um festival de piadas e eu passei boa parte do filme rindo. Mas as piadas foram bem colocadas, dentro do tom da cena coisa de irmão, enfim, dosadas para não fazer o filme ficar pastelão, como aconteceu com Homem de Ferro 3 e o primeiro Thor. Palmas para a cena de fuga de Asgard com Thor e Loki trocando insultos sobre a direção. Uma das melhores cenas, fato, não só por que foi adorável e engraçado, mas por que ainda serviu para solidificar a relação dos irmãos protagonistas.

Vale ressaltar que a performance de Tom Hiddleston merece prêmio. Loki apareceu divino, e suas emoções me atingiram bem onde doía. Destaque também para Idris Elba, o Heimdell, que mesmo sendo o guardião do arco íris ainda inspira muito respeito.

  

Com plots twits, um visual de tirar o fôlego, Chris Eccly (nono doctor! nono doctor!) no elenco, um cameo e algumas surpresas pra lá de interessantes no roteiro, Thor: The Dark World foi, fácil, o filme de herói do ano. Então não espera mais nada, corre pro cinema e vai assistir essa belezura! Eu vou de novo logo, logo.

  

Beijo, beijo, 

[Retroprojetor #60] Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos

18 de outubro de 2013



Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos
Direção: Harald Zwart
Gênero: fantasia, ação, aventura
Duração: 2 horas e 10 minutos
Estreia: 23 de agosto de 2013
Não foi o pior que podia ter sido, mas é claro que também não foi o melhor.

Para quem não sabe, esse filme é o começo de uma adaptação para os cinemas da série de livros da Cassandra Clare, Instrumentos Mortais. A série já conta com 5 dos 6 livros aqui no Brasil. Eu li os dois primeiros e em algum momento vou continuar lendo, já tenho o 3 e o 4 também. É uma série adolescente, mas muito boa para o estilo e eu gosto bastante (não ligo que é novela da Globo, é dessas boas).

Então, pá, cinemas. Sabe como é, Crepúsculo. Será que seria esse filme o substituto?

Claro que não. Até por que Instrumentos Mortais tem muito mais influências de Harry Potter do que de Crepúsculo. Mas de qualquer forma, a ideia do filme era tentar. Mas nem colou.

Eu fui para o cinema esperando um filme bem ruim. Bem ruim mesmo. Então não sei quanto vale eu ter gostado dele no fim das contas. Acho que eu gostei simplesmente porque algumas cenas foram assustadoras e outras engraçadas. Gostei disso. Mas continua não sendo um filme bom, por favor.

Bom, sobre a história: Clare no dia do seu aniversário sai com seu amigo Simon e vê alguns jovens esquisitos matando um outro. Mas ninguém parece ter notado e o corpo simplesmente desaparece. Logo depois, sua mãe é sequestrada e Clary descobre que ela é cheia de segredos. Ela conhece Jace (ah, Jace) e um novo velho mundo onde existem demônios, vampiros, lobisomens e essas coisas. Obviamente Clare é muito importante no mundo sobrenatural e há um monte de coisas que precisam ser resolvidas daddy issues. 

Fiquei irritada com uma coisa completamente desnecessária que falaram durante o filme, porém fiquei com mais vontade de continuar lendo para tirar logo isso a limpo. Mas, a moral da história é: se você gosta de um YA, então lê os livros!

A resenha da Julia aqui ó.

Créditos: Adoro Cinema.



[Retroprojetor #59] Truque de Mestre

16 de agosto de 2013



Truque de Mestre (Now You See Me).
Direção: Louis Leterrier.
Gênero: suspense, ação, comédia.
Duração: 1h e 56 min.
Estreia: 5 de julho de 2013.


Um tipo de filme que eu gosto muito de ver por diversos motivos, um tipo de filme que você pode imaginar todo o seu desenrolar mas, ainda assim, é muito divertido de se ver.
Um grupo, um mistério, truques de mágica, ilusionismo, mentalismo.

Todo o filme é muito show business e você se vê envolvido e empolgado todo o tempo. Ou quase. Eles são os "The Four Horsemen", mesmo que um dos quatro seja uma mulher. Seu trabalho é incrível e eles querem parar e transformar o mundo, fazer todos olharem para sua mágica. Seus truques envolvem dinheiro e bancos do outro lado do mundo, até teletransporte. E nada é sobrenatural, é tudo truque de mágica, sabe, é bem legal.

Mas é claro que todo esse "transporte mágico de dinheiro" é crime. E põe crime nisso. A polícia é representada por Mark Ruffalo (que eu não achei nem um pouco bem nesse filme) e pela francesa Mélanie Laurent. E, sem vistas de uma resolução plausível para a situação, eles apelam para o desmascarador de mágicos super famoso vivido por Morgan Freeman.

E assim vai um filme muito bom, muito divertido, muito empolgante. Nada digno de Oscar, mas do tipo que te faz sair bem do cinema. Até que... até que... eu não gostaria de dizer nada além de "que final horrível". Eu preferiria que fosse apenas o óbvio, eu preferiria que acabasse sem final. Qualquer coisa que não me tirasse a felicidade que estava sentindo, e que o próprio filme havia me dado.  

Então, eu recomendo o filme sim. Só mantenha em mente que a qualquer momento tudo pode desabar.

Vários beijos,
Celle.

Fonte: Adoro Cinema.








[Retroprojetor #58] Meu Namorado é um Zumbi

14 de junho de 2013

Meu namorado é um zumbi (Warm Bodies).
Direção: Jonathan Levine. 
Gênero: comédia, romance, ação.
Duração: 1h 37min.
Estreia: 08 de fevereiro de 2013.

Meu namorado é um zumbi é um filme que foi baseado no livro Sangue Quente, publicado pela editora Leya Brasil. Eu tive esse livro por um tempo, porque eu gosto muito de zumbis, de livros e de promoções. Mas eu comecei a lê-lo e, não que fosse ruim, mas duas páginas de um livro narrado por um zumbi foram esquisitas o suficiente. Então eu resolvi que seria melhor esperar o filme porque ver um zumbi que pensa deveria ser melhor que ler os pensamentos de um zumbi.

E foi mesmo. É como se em filmes as coisas pudessem ser mais nonsense que em livros, entende?

Pois bem, Apocalipse Zumbi e essas coisas, não é importante como e nem porquê, até porque ninguém nos conta. Mas lá está R (Nicholas Hoult), ele não se lembra do próprio nome (só que começa com R) e nem o que fazia da vida. Nenhum deles se lembra. R e M (Rob Corddry), seu melhor amigo, são zumbis com aparência ainda bastante humana e conseguem dizer algumas palavras. Eles vivem em um aeroporto. Em determinado momento, com fome, um grupo de zumbis parte em sua lenta caminhada para a cidade, a fim de conseguir algumas coisas vivas para comerem longe dos bonies (zumbis em fase já muito avançada). E acabam encontrando um grupo de jovens humanos caçadores de zumbis. Então R conhece a humana Julie (Teresa Palmer) e a leva para casa (no caso o aeroporto). 



É engraçado, de maneira sutil, como R se esforça para agradar Julie e parecer um zumbi bonitinho e bem educado. Aliás, eu achava que o filme poderia ser mais engraçado. Menos bonitinho. Acho que se vamos contar a história de um romance entre uma humana e um zumbi, poderíamos apelar bastante para a comédia. Mas, apesar de engraçado, o filme se divide entre a comédia, o romance e um tanto de ação. O que teve dois lados. Por um, foi bem legal porque o filme ficou equilibrado, tendo um pouco de cada gênero, mas por outro lado, não teve muito de nenhum deles e não ficou um filme nem muito engraçado, ou muito fofo ou cheio de ação. Acabou sendo um filme que passa um pouco despercebido. 

Meu namorado é um zumbi é um filme que você pode ver, mas não que precise. Apesar de que, no final das contas, ele tem uns quotes muito bons e passa a mensagem super clássica de all we need is love. Achei a atuação do Nicholas Hoult muito boa, de verdade. Ele é um zumbi apaixonado muito bem feito. 
Por fim, eu gosto muito dos cartazes do filme cheios de piadinhas infames. Olha os outros aqui embaixo: 


Beijos, 
Celle. 

Créditos: Adoro Cinema



[Retroprojetor #57] - Detona Ralph

7 de junho de 2013

Wreck It Ralph
Direção: Rich Moore
Genero: Animação/Aventura
Duração: 108 minutos
Quantidade de Amor: Ilimitada

Detona Ralph conta a história de Ralph, um destruidor de coisas profissional. Ele é o vilão de um jogo de videogame chamado Conserte Felix Jr.!, em que o personagem principal é, obviamente, o Conserte Felix Jr, que tem um martelinho mágico para consertar tudo o que o Ralph destrói. Eles vivem em paz dentro da central de jogos de um fliperama, mas depois que o jogo acaba e o dia de trabalho termina, Ralph é ignorado pelos nicelanders, os moradores do seu jogo. E Ralph não é um cara ruim ou um bonzinho bobão, mas um cara normal que quer um pouco mais de reconhecimento depois de um dia de trabalho duro - talvez até uma torta e uma conversinha animada. E é muito difícil, para um vilão, receber essas coisas. 


Enfim, Conserte Felix Jr., o jogo, acaba de completar 30 anos e, depois de uma comemoração de aniversário desastrosa, Ralph aceita um desafio: ganhar uma medalha de herói para morar na cobertura e ser aceito pelos nicelanders. Ele então encontra o Hero's Duty; um jogo moderno em que um grupo de soldados de elite é premiado depois de exterminar insetos alienígenas. Só que Ralph é mesmo desastrado e, depois de causar uma completa confusão conseguir a medalha, é arremessado do jogo numa nave quebrada, carregando consigo um dos insetos, que não sabem que estão num videogame e comem sem parar tudo o que vem pela frente, até o código central do jogo. Ou seja: onde quer que Ralph aterrisse estará condenado ao fim. E Ralph aterrissa em Sugar Rush, um jogo de corrida com personagens fofinhos e feitos de açúcar, literalmente. 


Ralph então conhece Vanellope, uma adorável menininha com tilt que rouba sua medalha para participar da corrida do jogo. E eles precisam se unir para que ela ganhe a partida e ele recupere seu passe para uma vida melhor. Só que tem mais coisa do que parece por trás do tilt da Vanellope...

O filme é a coisa mais gracinha. Vanellope não é o que se esperaria de uma participante de uma "Corrida Doce"; ela é toda feita de sarcasmo e piadinhas e adorabilidade. Ralph é o Shrek da disney, Felix é deveras divertido e até a Callhoun é adorável, com seu jeito heroína-de-ação-vou-quebrar-a-sua-cara. E todo mundo que assiste morre de amores pelo vilão da história, o divertidíssimo Rei Doçura.


“Why did the hero flush the toilet? 'Cause it was his doodie!"

O filme é todo feito de referências ao mundo dos games, e mais de um personagem da sua infância estarão nele te dando olá. Eu nunca fui viciada em videogames, mas tive minha cota de tempo em frente a eles, e achei o filme feito de nostalgia. Sonic, Ryuu e Ken de Street Fighter e até Pacman e seus fantasminhas são só exemplos de coisas amor que dão as caras por ali. O próprio jogo Wreck It, Ralph! é  inspirado no Donkey Kong, em que o vilão acabou ficando mais famoso que o mocinho (eu adorava jogar esse, saudades infância).

A trilha sonora também merece destaque. As músicas são bem do estilo que a gente escuta em videogames mesmo e se encaixaram direitinho nas cenas. Holofotes também nos créditos, que aquecem meu coração só de lembrar: Owl City cantou When Can I See You Again? no final e eu me senti personagem de videogame enquanto via Ralph, Vanellope e Cia correndo por videogames famosinhos.

I missed you, brother!
O filme é a jornada clara do anti-herói se tornando herói, mesmo com tudo e todos contra ele. É também sobre a amizade nos lugares improváveis e sobre o sentimento de ser aceito que vive por baixo de todo mundo. A Vanellope sofre bullying dos outros moradores de sugar rush por que tem tilt, o Ralph sofre por que não é aceito por causa do papel que ocupa no seu jogo e até o vilão só não queria ser deixado pra trás. O filme é também sobre se aceitar e sobre ser melhor. É lindo, cheio de lições pra grandes e pequenos, e me levou ás lágrimas em mais de uma cena Ralph e Vanellope tho.

Eu sei, eu sei o que vocês estão pensando. Ela está me recomendando outra animação? Será que essas garotas do três lápis passam o dia vendo desenhos? Sim. Não. Mas Detona Ralph é da Disney, então dê-nos um desconto e aproveite o amor. Vai ver!

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partiu assistir!
Beijo, beijo,
Thai.

[Retroprojetor #56] Reino Escondido

24 de maio de 2013

Reino Escondido (Epic)
Direção: Chris Wedge
Gênero: animação, aventura
Duração: 1h e 42min
Estreia: 17 de maio de 2013

Não vou nem imaginar que alguns de vocês estejam pensando 'ah, outro desenho' de maneira muito desanimada. Minha mãe disse 'vamos no cinema ver Reino Escondido?' e eu pulei para me arrumar. Eu já tinha visto o trailer e parecia ser um 3D muito legal e um filme cheio de ação (ação infantil, é claro).

Reino Escondido conta a história de um homem que acredita na existência de pessoinhas que vivem em outra dimensão presente na floresta. São os Homens-Folha e outras espécies que são rápidas demais para que os humanos possam vê-los a olho nu. Sua obsessão fez com que sua mulher e filha se separassem dele. Até que sua ex-mulher morre e sua filha, Maria Catarina, vai morar com ele. Maria Catarina não acredita nas ideais do pai, assim como todas as outras pessoas do mundo, até porque seu jeito é bastante... peculiar. Mas acontece que a mocinha acaba por sair correndo entre as árvores na hora em que a Rainha da Floresta está tentando proteger o botão de flor, que é a esperança da floresta, e ela é diminuída até parecer com uma criaturinha da floresta. 

Agora ela deve ajudar os Homens-Folha a proteger a floresta dos Boggans - os serzinhos do mal. E é claro que há o mocinho: o valente, egoísta e irresponsável Nod - que é uma graça. Mas ele só serve para ser o mocinho rebelde mesmo. O herói, na verdade, é Ronin, o chefe da guarda da rainha. 

Bom, eu sou apaixonada por animações e costumo avaliá-las basicamente do mesmo jeito que eu avalio qualquer outro tipo de filme, então não tem essa de 'ah, mas é para crianças'. Eu esperava mais do filme. É muito bonito e a animação gráfica é muito boa. Também tem suas cenas engraçadas. Mas não me fez rir, nem emocionar, nem suspirar muito. Foi um filme mediano, sabe como é. Acho que não passou emoção o suficiente. Não é um filme ruim, nem chato, só não legal o suficiente. Ainda assim, eu pretende revê-lo legendado porque, no original, além de o título do filme ser Epic, os personagens e seus respectivos dubladores são: rainha - Beyoncé, Nod - Josh Hutcherson, Ronin - Colin Farrell e Maria Catarina - Amanda Seyfried. E ainda tem o Steven Tyler aí no meio. Talvez fique melhor. 

Beijos,
Celle. 




[Retroprojetor #55] Homem de Ferro 3

17 de maio de 2013

Iron Man 3
Direção: Shane Black
Gênero: ação, filme de herói
Duração: 2h e 11 min
Estreia: 26 de abril de 2013

E na aguardada terceira estreia da franquia Iron Man, as expectativas de muito altas, caíram para estão-todos-dizendo-que-esperavam-mais. Logo, não fui ao cinema muito empolgada. Apesar de que, só de aparecerem aquelas máquinas, para mim, o filme já está no caminho certo. 

Depois da batalha em Nova York - com os Vingadores, que é muito muito bom, lembra? - Tony Stark (Robert Downey Jr.) desenvolveu um certo trauma, tem crises de ansiedade e muita dificuldade para dormir. Então, enquanto Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) está lá dormindo, Tony está no laboratório... criando um exército de homens de ferro, podemos dizer. Enquanto isso, nasce uma nova figura terrorista. O Mandarim (Ben Kingsley), que ameaça toda a nação americana, coloca em risco a vida de Happy Hogan (Jon Favreau), segurança e amigo de Tony há muitos anos, tornando tudo pessoal para O Homem de Ferro. Tãdãa. É aí que Tony provoca Mandarim ao vivo e dá seu endereço de casa.

Esperto. 

O que esperar agora? É um pouco óbvio que sua linda casa explode. 

A vontade de vingança de Tony só aumenta, mas ele quer fazer isso de um jeito  inteligente, dessa vez. Então, ele vai investigar o que aconteceu com Happy e dá de cara com um novo e esquisito tipo de tecnologia bélica, sobre o qual eu não vou falar para guardar surpresas. Tony precisa descobrir o que é essa tecnologia, quem está por trás dela, onde está Mandarim... e, ainda, proteger Pepper e se manter sem pirar - o que talvez seja o mais difícil. 

O filme, é claro, é cheio de tiradas cômicas e é, realmente, bem engraçado. Mas isso é natural, se tratando do Homem de Ferro. O diferente a dizer é que eles podiam ter sido menos engraçados. O que eu quero dizer é que não há por que se colocar uma cena cômica no meio do clímax de um filme de ação, quebra o clima e perde o respeito, entende? Mas, de qualquer forma, eu gostei do filme. Exceto pelo excesso de piadas e por um acontecimento no final que fere a minha alma de engenheira mecânica. Homem de Ferro 3 é um filme muito mais para ser vendido do que para agradar a fãs, porém não há por que não ser recomendado. Pode ir ver Homem de Ferro 3 e dar umas risadas. 

Beijos, 
Celle. 

Créditos: Adoro Cinema. 

[Retroprojetor #54] Somos Tão Jovens

10 de maio de 2013



Somos Tão Jovens
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Gênero: Nacional/Drama/Biográfico
Duração: 104 minutos

Voltamos com a resenha duas em uma! Como escrever o Retroprojetor duplo deu certo da última vez, resolvemos repetir a experiência. Mais uma vez, o que esquema é de um parágrafo pra cada uma - Marcelle em preto, Thainá em Azul. E essa semana o filme é Somos Tão Jovens, que retrata a juventude do ídolo do rock nacional Renato Russo, assim como mostra o cenário musical de Brasília nos tempos da ditadura. Uma aula de história feita de amor.

Somos tão Jovens não começou agradando muito. Eu estava já preparada para relevar coisas e gostar do filme, afinal é a história do Renato Russo, cheio de músicas muito boas, de bandas que eu gosto muito. Mas, como nós concordamos no final, os atores melhoraram muito durante o filme. No início, as atuações pareciam todas forçadas, e me lembrava teatro de colégio. O Thiago Mendonça (Renato Russo), o Bruno Torres (Fê), o Daniel Passi (Flávio) e o Sérgio Dalcin (o Sul-africano André Pretorius (muito esquisito))... as cenas deles não desenvolviam de maneira natural. Mas, em algum momento, tudo mudou. Eu não sei se eles tiraram umas férias de gravação, ou fizeram algum ritual, mas as coisas melhoraram bastante, e eu consegui, então, me envolver com o filme e aproveitá-lo.

Eu também tive uma surpresinha desagradável com as atuações, no começo. As frases pareciam forçadas, a poesia parecia tentar sair de qualquer jeito pelas palavras do Renato Russo wannabe. Nas primeiras cenas senti que o Thiago Mendonça estava fingindo ser o Renato, e não realmente atuando, incorporando o personagem. Outros atores, alguns novatos e carinhas mais conhecidas, não apresentaram o mesmo problema e foram amor do início ao fim, mas, de modo geral, todos eles estavam melhor da metade pro final (tudo bem que alguns entraram e saíram e só me deixaram horrorizada, como o Dalcin-Pretorius com sotaque americanizado digno de Casseta e Planeta... ). Ainda sim, fiquei surpresa com a semelhança deles com quem eles deviam representar, com os trejeitos que assumiram direitinho, com o Herbet Vianna caricato e super realista e o Dinho cheio daqueles maneirismos e até o mesmo jeito de falar (sem falar da cara, ele era igualzinho!). Adorei, adorei mesmo o cast, não só por como eles se pareciam, mas por que se desenvolveram bem no decorrer da história.

Eu não conhecia a história do Renato Russo, nem da Legião Urbana. O que eu eu sempre soube é que existia a Aborto Elétrico, eles acabaram a banda, e aí veio a Legião Urbana e a Capital Inicial. Detalhe que eu curti muito o menino (Ibsen Perucci) que faz o Dinho porque ele não só é uma graça, como também se parece muito com ele fisicamente e se mexe de maneira muito parecida. Mas o que eu quero dizer é que eu não sei quão bem adaptada foi essa história. Eu só sei que eu gostava mais do Renato Russo antes desse filme – brincadeira, ele era bem chato, mas ainda um gênio.

Eu também conhecia pouco da história da Legião, a banda. Eu sabia que o aborto elétrico havia existido, que eles haviam se dividido e repartido as letras, que o Capital começou logo depois, com o Dinho tomando os vocais, mas não sabia exatamente com o Renato juntou o pessoal na Legião. Do Renato Russo, mesmo, eu sabia alguma coisa, por que já havia visto um documentário em que todo mundo dizia o quanto ele era dramático e cheio de vontades, mas eu nunca imaginei que ele fosse tamanha Drama Queen. Ele tinha suas manhas e manias, sentia demais, sofria demais e era muito, muito adolescente (pra um jovem adulto), mas ainda era um gênio. Suas letras e suas músicas estão aí pra não me deixar mentir. Mas que ele era esquisitinho, ah era. 

Não sei se o dinheiro de orçamento do filme foi todo muito bem empregado. Levando em consideração que, antes de ele começar realmente, passam uns 307 logos de patrocínio. Acredito que podiam ter investido algum dinheiro a mais, ou melhor. Estamos contando a história de músicas que fazem sucesso há mais de 30 anos, por favor. Parece tão bom contar histórias de coisas bonitas que nasceram no Brasil, não? Mas, ainda assim, o que mais me incomodou foi a atuação inicial, era um pouco vergonha alheia.

Sem dúvida, o maior problema do filme foram os primeiros trinta, quarenta minutos. O filme já começou com o tombo de bicicleta mais bizarro da história da televisão/cinema/teatro-de-esquina da história, e aí jogou na gente a atuação forçada e o português de livro e as frases famosinhas das músicas da Legião no meio das conversas do Renato com os amigos e a família - o que parecia meio nonsense, apesar da genialidade do Renato e tudo. Acho que eles queriam passar a ideia de que o Renato Russo respirava poesia e falava em música, mas só saiu meio afetado, meio forçado. Mas foi melhorando, eu juro x)

O que foi mais legal, depois de ser um filme cheio de músicas que eu adoro, contando a histórias de bandas que eu adoro, foi o relacionamento do Renato Russo (eu tentei deixar só Renato, mas não tem como, uma coisa leva à outra) com a Aninha (Laila Zaid). Sempre muito amigos e muito fofos, era sempre com ela que ele podia contar. Aninha foi a inspiração para uma das músicas que eu mais amo e o resultado foi a cena mais emocionante do filme. E a minha preferida. Sim, eu saí do cinema com uma cena preferida. 

Também adorei o relacionamento dos dois. Aliás, acho que a Aninha em si já era uma super personagem, com as ideias próprias  as vontades, a capacidade de dobrar e aguentar os rompantes do Renato. Acho que também ajudou o fato da Laila já ser bem conhecidinha (da minha época negra de malhação, beijos) e de ter uma atuação consideravelmente melhor do que o resto do núcleo jovem/nascidos no rock do filme. Também adorei ver como o Renato se inspirava em gente de verdade e coisas pequenas pra compor músicas tão queridas, como Faroeste Caboclo (que também vai pro cinema, com a Isis Valverde, ai Jesus!) e Eduardo e Mônica e, uma das minhas favoritas, Ainda é Cedo, que realmente resultou na cena mais emotiva do filme meus olhinhos encheram d'agua e tudo, desculpa Brasil

Sendo assim, é claro que, se você gosta de Legião Urbana, ou da Aborto Elétrico, ou do Renato Russo, você é obrigado a ver esse filme. E, para deixar claro, da metade para o final, ele é muito bom. Então, acho que, de qualquer forma, eu recomendo que você veja Somos tão Jovens. Então vai, vai ver logo!

Como boa menina criada á base de amor e Legião Urbana nos LPs do papai, adorei poder ver a história daquele que é, provavelmente, o meu compositor e cantor favorito da música nacional (também tem o Cazuza e o Caetano, mas ok). Só fiquei um pouco decepcionada com a falta da história da Legião, a banda mesmo, no filme. Passamos muito mais pelas idas e vindas do Aborto Elétrico e da breve carreira solo do Renato, antes da formação da minha banda nacional favorita. Fiquei com vontade de um Somos Tão Jovens Parte 2, pra contar a história e o sucesso e a decadência da banda mesmo, a parte rock'n'roll do sucesso deles, algo como a trajetória do filme do Cazuza, que é a coisa mais amor do mundo. Mesmo assim, e mesmo com todas as falhas do começo, o filme vale a pena. E olha que eu não costumo gostar de filme nacional, hein! Mas esse tá valendo. Tá amor. Tá Legião.


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