[Retroprojetor #48] Argo

29 de março de 2013

Argo
Direção: Ben Affleck
Gênero: Drama, suspense
Estreia: 09 de novembro de 2012
Duração: 121 minutos

Um filme dirigido e estrelado por Ben Affleck, ganhador do Oscar 2013 de Melhor de Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem. O ator e diretor mostra seu máximo, ou quase isso, devemos acreditar, na adaptação de uma história real, mantida em segredo até não muito tempo atrás. 

Argo conta como um agente da CIA resgata seis cidadãos diplomatas americanos da embaixada canadense no Irã. O ano é 1979 e os Estados Unidos abrigam o ex-xá (figura de poder, espécie de "presidente") do Irã depois de apoiar seu governo de muita opressão  em troca do comércio do petróleo. O povo iraniano quer seu antigo xá de volta para que seja julgado e enforcado pelos muitos crimes que cometeu. Mas o governo americano tem um acordo com ele, onde a vida do povo não tem tanta importância. No Irã, o povo odeia os Estados Unidos e nos Estados Unidos o povo odeia o Irã. Engraçado (ou não) como o povo não está ganhando nada de nenhum dos lados, apenas se deixa alimentar pelo ódio. 

Os iranianos invadem a embaixada americana em Teerã e sequestram os americanos que trabalham lá, porém seis deles conseguem fugir e se abrigam na casa do embaixador canadense. Eles passam meses lá escondidos enquanto a CIA tenta armar um plano para levá-los para casa em segurança, para eles e para a América. O melhor plano surge do especialista em exfiltrações, Tony Mendes (Ben Affleck). Sua ideia é fazer um filme falso hollywoodiano de ficção científica filmado no Irã. Ele e os seis diplomatas seriam a equipe de filmagem responsável pela locação do filme.  

O início do filme conta como foi a crise de reféns no Irã, um episódio muito importante no relacionamento absurdo dos Estados Unidos com o país. É um assunto que eu acho bastante difícil e chocante mesmo ouvindo sobre ele muitas vezes. Outro ponto difícil, como eu já citei, é o ódio que as nações passaram a nutrir uma pela outra, como se todos fossem responsáveis pelas atitudes de um grupo de pessoas. As pessoas simplesmente pararam de pensar como pessoas. E, por fim, Argo mostra o resgate de seis pessoas através de um filme falso. A ideia parece louca e genial. E é. 

A história é incrível, cheia de detalhes e o filme é impressionante. Tony Mendes não é um personagem extremamente carismático, mas é fácil se identificar e torcer por ele. Não achei o mesmo dos outros seis, apesar de ser fácil compreender seus medos. Mas, ainda assim, por algum motivo, senti que não me empolguei tudo o que tinha para me empolgar com o filme. Não consigo dizer ao certo o motivo. Acho que a relação em maior plano entre os dois países me distraiu do contexto particular do filme: o resgate dos seis americanos. Não acho que sou capaz de dizer se um filme merece o Oscar ou não, mas de qualquer forma, Argo é um filme muito interessante e está recomendado. 

Beijos, 
Celle. 

O Caminho para Casa - Kristin Hannah

27 de março de 2013

O caminho para casa
Kristin Hannah
Editora Arqueiro
352 páginas 
2012

Eu conheci este livro muito por acaso, vendo um livro da Jeh Polato do blog Eu li e divulgo. Ela comentou que viu alguns comentários positivos sobre o livro e, na mesma hora, eu comecei a procurar comentários e fui ver a classificação dele no Goodreads. A sinopse parecia interessante e na mesma hora eu fiquei muito curiosa. Querem saber por que?

O caminho para casa nos traz a história de duas pessoas que se cruzam. A primeira é Lexi, uma menina cuja mãe era viciada, desde a sua morte, já passou por diversos lares adotivos. Até que ela descobre que tem uma tia avó que resolve acolhe-la. A tia avó de Lexi mora na mesma cidade que Jude, uma mulher que leva uma vida quase perfeita e que se dedica ao máximo para proteger seus filhos gêmeos, Mia e Zach. Quando se muda, Lexi passa a estudar na mesma escola que Mia e Zach. E aí que todos os destinos se encontram. E, em um dia, um decisão ruim vai mudar o destino de todos, para sempre. 

Foi esse final da sinopse, que prometia uma decisão e uma grande reviravolta no livro que me motivou mais a ler. A verdade é que um livro não pode prometer algo assim, grandioso, que eu resolvo ler só para matar a curiosidade. De fato, essa grande reviravolta do livro me chocou muito. Todas as consequências dessa decisão ruim são muito duras e deixam o livro muito emocionante. É difícil comentar mais sobre a mesma, porque eu não quero entregar nada do enredo, mas eu posso garantir que eu chorei, fiquei com raiva, torci muito. Enfim, mexeu bastante comigo e acredito que vá mexer pelo menos um pouquinho com vocês. 

No entanto, algumas coisas nesse livro me incomodaram um pouco. A primeira é que eu simplesmente não consegui gostar da Jude. Ela é uma mãe superprotetora sim, mas não foi isso que me incomodou. Todas as partes dela eu achava muito forçadas ou superficiais. Então, em alguns momentos, quando ela sofria ou passava por alguma dificuldade eu não conseguia me emocionar ou ter nenhuma ligação com a personagem. Há apenas um momento do livro envolvendo-a que me deixou com muita raiva dela, mas me fez questionar como eu agiria se estivesse na mesma situação. E, como eu não gostava da Jude, eu acabei criando uma certa antipatia pelos seus filhos e marido que deixavam ela agir como quisesse. Eu gostava do Zach e da Mia, mas as cenas deles com a mãe não me agradavam muito não.

Lexi, por outro lado, foi uma personagem que eu amei. Cada vez que ela cometia um erro eu sofria com ela, em vez de ficar com raiva ou algo assim. Logo no começo, quando ela vai conhecer sua tia-avó, eu já comecei a adorá-la. Todas as suas inseguranças por causa do seu passado foram muito bem adicionadas a história. Eu gostaria que houvesse ainda mais partes com a história de Lexi e seus passado com sua mãe e os abrigos. A autora acertou bem nesse ponto. 

Eu, com certeza, recomendo o livro para vocês. Acho que só pelo enredo que a Krinstin Hannah criou já vale ler, porque com certeza vai fazer vocês pensarem um pouquinho. Enfim, é um bom livro que aborda temas como família, maternidade e sobre recomeços. Não vi muitos comentários por aí, mas, quem se interessou, pode dar uma chance que acredito que vocês vão gostar.

beijos
Julia

[Resultado] Lola e o Garoto da Casa ao Lado

23 de março de 2013

Olá, pessoal =) Desculpem a demora.
O sorteio já tinha sido realizado, mas a semana foi corrida e o post com o resultado só foi feito agora.



  


Parabéns, Thielen! =) Você receberá um e-mail nosso em breve. Quem não ganhou, fica ligado que em breve termos mais promoções!

Beijos
Julia

[Retroprojetor #47] Oz: Mágico e Poderoso

15 de março de 2013


Oz: Mágico e Poderoso 
Direção: Sam Raimi
Gênero: aventura, fantasia
Estreia: 8 de março de 2013
Duração: 2h e 7min

Sinopse: Oz (James Franco) é o dono de um circo mambembe, que tem uma ética um tanto quanto questionável. Transportado para um mundo mágico e desconhecido, ele precisa lidar com a batalha entre três bruxas locais: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glenda (Michelle Williams). Prelúdio de O Mágico de Oz (1939).

Já vou começar dizendo que, no fim desse post, o filme não só será recomendado como eu também vou tentar obrigar a todos a irem ao cinema assisti-lo. E também que, originalmente, esse post era um Especial, que eu comecei a fazer em julho de 2012 me mata, mas eu não terminei e aí o ano virou e março chegou e o filme estreou, me perdoem. Mas, por isso, esse Retroprojetor vai ser um pouco maior e ter um pouco mais de informações e espero que vocês achem isso uma coisa boa.   

O filme Oz: Mágico e Poderoso é do produtor de Alice no País das Maravilhas e de Branca de Neve e o Caçador - Joe Roth - e do diretor da primeira trilogia do Homem-Aranha - Sam Raimi. Já podem imaginar grandes efeitos e muitas cores, né?

Como eu já acreditava que seria, o filme é LINDO. Mas acreditar que será lindo é bem diferente de ver o lindo, certo? Então, mesmo já tendo visto trailer e fotos, eu fiquei maravilhada de ver aquilo na telona. O filme começa em preto e branco e James Franco (Oscar, mais conhecido como Oz) incorpora muito bem um personagem de filme antigo, com o humor característico dos filmes da época. Até que ele chega em Oz e...


As informações aqui contidas eu descobri através do Adoro Cinema ;}

...O mundo explode em cores. E eu vi em 3D, o que eu também recomendo para deixar a experiência ainda mais incrível. É claro que é um filme mais incrível para quem é apaixonado pela fotografia e paisagens maravilhosas e coisas adoráveis - o que eu sou. Porque esse filme é adorável. Não sei se é infantil ou não. Não sei se uma criança poderia aproveitar tudo que ele oferece. Na verdade, acho que depende da pessoa, alguns adultos poderiam achar infantil e crianças poderiam, não sei, não absorver tudo. Esse é um tipo de filme/livro que eu adoro. 

No elenco, temos James Franco (nosso Duende Verde Júnior) como Oscar Diggs: the Wizard. Antes dele, Robert Downey Jr. e Johnny Depp foram cotados para o papel. Bom, eu gosto muito de todos os dois, mas acho que o Depp já ficou batido nesse tipo de personagem e eu veria o Downey Jr. como o Iron Man o tempo todo. Então, prefiro que seja o Franco mesmo. Sem contar que depois de assistir ao 127 Horas eu entrei em estado de admiração por ele. E Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams, como as bruxas e Zach Braff.

Eu queria muito que vocês vissem as fotos, ou pelo menos os posters, mas acho que será mais legal ver o filme sem nenhum spoiler porque a história é diferente da original. Claro que o fundo é o mesmo, mas nem a Dorothy temos. Então, não vá para o cinema querendo rever tudo o que lembra de O Mágico de Oz porque é bem diferente mesmo, vá querendo ver um filme novo.

Como vocês podem ver na foto lá de cima, no segundo plano, encontram-se um macaco voador e uma boneca de porcelana, certo? Eles são os melhores personagens do filme. Rio só de lembrar, deem atenção a eles, por favor.

Agora sim o filme não só está recomendado como vocês precisam ir vê-lo.

Beijos,
Celle. 






O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

13 de março de 2013

O Lado Bom da Vida 
Matthew Quick 
Editora Intrínseca 
256 páginas
2013

Esse é o livro que inspirou o filme que deu à Jennifer Lawrence o Oscar de Melhor Atriz esse ano. E eu vi o filme antes de lê-lo - já tem Retroprojetor! - portanto é realmente complicado não compará-los. E, afinal, por que não compará-los

O livro conta a história de Pat Peoples, um homem na casa dos 30 anos que acabou de sair de uma instituição psiquiátrica, chamada, por ele mesmo, de lugar ruim. Um lugar para o qual Pat, definitivamente, não deseja voltar porque os médicos são pessimistas e as enfermeiras feias. Sem contar que Pat prefere ficar com sua família, mesmo que seu pai se recuse a falar com ele. Pat era casado com Nikki, mas atualmente eles estão passando pelo tempo separados, que começou quando ele foi para o lugar ruim. Agora o que Pat mais quer no mundo é dar um fim a esse tempo separados e ter sua Nikki de volta. Mas, para isso, ele precisa se tornar uma pessoa melhor para agradar a Deus e à Nikki. Pat passou todo seu tempo no lugar ruim malhando e em casa sua mãe lhe monta uma academia, assim Pat fica muito mais forte e em forma. Além de tentar ser mais saudável e atraente, Pat também extravasa sua raiva em seus momentos de (quase) crise malhando e correndo. Ele também precisa fazer terapia e tomar uma lista de remédios. E Pat tem o melhor terapeuta do mundo, um indiano baixinho, muito divertido e torcedor dos Eagles - time de futebol americano que também é protagonista nesse livro. 

Mas por que Pat precisa de tudo isso? Ele é mentalmente instável, mas quando tudo isso começou? Pat não consegue se lembrar nem do que aconteceu para que ele fosse para o lugar ruim e nem de quanto tempo ele ficou por lá. Ele só sabe que foi um marido ruim e precisa ser uma pessoa melhor se quiser ter Nikki de volta. E ele nunca tira da cabeça que vai ter sua mulher de volta, já que sua nova filosofia de vida diz que é preciso ser positivo e ver o lado bom das coisas e que as nuvens ficam com um contorno iluminado quando estão tampando o sol porque tudo tem um lado positivo. 

E quando aparece a Tiffany? Eu fiquei me perguntando isso enquanto ia lendo. Quantas páginas mais até a personagem que dá Oscars aparecer? Tiffany demora um pouquinho mais aqui, Pat e os Eagles são os protagonistas, com certeza. Mas, um dia, um grande amigo de Pat, Ronnie, diz que sua mulher irá fazer um jantar para Pat. Ele deveria ir bem arrumado, mas resolve ir com sua camisa nova dos Eagles, com o nome do jogador novato que é a nova aposta da temporada. E Tiffany, cunhada de Ronnie, também aparece. Tiffany perdeu o marido em um acidente há 2 anos e desde então também se tornou uma pessoa mentalmente instável. Eu adorei a Tiffany tanto no livro quanto no filme, apesar de elas serem um pouco diferentes. Ela é super desbocada e honesta, é como se tivesse perdido toda a vergonha de ser o que quiser, ou dizer o que quiser.    

Pat vive alterando seu estado entre contente com algumas coisas bem simples que acontecem e depressivo por achar que tudo que acontece de ruim é sua culpa. Ele está muito sensível e a ideia de que tudo vai sempre dar certo no final sabe ser decepcionante. O que Pat precisa é encontrar o meio termo entre o positivismo e a realidade. Essa relação é muito interessante para qualquer pessoa. O Lado Bom da Vida é um livro que passa muita coisa bonita e que todo mundo devia tentar aprender. 

Por fim, já que eu estou fazendo uma resenha imensa para um livro com menos de 300 páginas, de certa forma eu gostei mais do filme que do livro. Porém, eu amei os dois ainda assim. O livro tem muito, muito mesmo, sobre futebol americano - sobre o qual eu não sei nada - e o filme é mais engraçado. O livro tem uma linguagem bem simples e direta, já que é narrado pelo Pat e ele age de maneira simples como uma criança, como alguém que não tem maldade. Os dois são muito bonitos e estão, absurdamente, recomendados. 

Beijos, 
Celle.   
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