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[TOP 5] #4 LIVROS DE FANTASIA

12 de fevereiro de 2015

Olá queridos,

Especialmente para você que quer começar a ler e não sabe muito bem por onde, você gosta de fantasia? Ou você que já sabe que ama fantasia, não sabe mais qual livro ler?

Vou mostrar minhas séries de livros favoritas do meu gênero favorito!


Livro 1. Harry Potter
Sete livros e oito filmes sobre a vida de um jovem bruxo e seus amigos em um mundo mágico onde existem, além de bruxos, faunos, unicórnios, duendes, elfos e até mesmo alguns trouxas. E a melhor escola de todo o mundo: Hogwarts. Harry Potter marcou a vida de milhares e milhares de leitores e nunca pense que é tarde demais para você ler HP. Essa história nunca fica velha.

Posts sobre Harry Potter:



Livro 2. Game of Thrones
Cinco livros (mais dois futuros) e três temporadas de série de tv (a quarta começa 12 de abril) sobre guerras por poder, contra o inverno, contra criaturas que parecem nunca morrer. Em um mundo completamente fictício, por gerações e milhares de quilômetros, famílias buscam seus supostos direitos ao trono. Sonhos do futuro, conseguir trocar de rosto, controlar o fogo, dragões, mortos consideravelmente perigosos são algumas coisas que encontramos em GoT. Pode ser que você prefira só ver a série, mas de minha parte, os livros são viciantes e maravilhosos, então eu daria uma chance se fosse você.

Posts sobre GoT:



Livro 3. A Crônica do Matador do Rei
Kvothe ou Kote, depende de quem você está falando exatamente (apesar de serem a mesma pessoa) conta a história da sua vida em três dias, ou três livros, se preferir. E conta como se tornou uma lenda, ou várias, e como ganhou tantos nomes. O  sobrenatural aqui é basicamente magia. Eu adoro o segundo o livro e é o maior livro que eu tenho, pode assustar, mas vale a pena.

Posts sobre A Crônica do Matador do Rei:


Livro 4. A Maldição da Pedra
Primeiro livro que eu li da Cornelia Funk que, aqui entre nós, eu gostei bem mais que de Coração de Tinta que é mais conhecido por causa do filme de mesmo nome que eu nunca vi. Nesse primeiro livro da série, Jacob Reckless atravessa um espelho até um mundo onde existe magia, fadas, animais que falam e a possibilidade de ter sua pele transformada em pedra. Eu fiquei embasbacada com o quanto eu me apaixonei por esse livro e ainda não comprei a continuação e meu coração dói por isso.

Post sobre Reckless:

Resenha de A Maldição da Pedra



Livro 5. As Brumas de Avalon
Quatro livros sobre a lenda do Rei Arthur contadas pelo ponto de vista de quatro mulheres muito importantes para a história. Confesso que em alguns momentos parecia que os livros nunca acabariam, mas eu acho essa série importante porque eu tenho uma paixão pelas lendas do Rei Arthur. Temos bastante magia.

Post sobre As Brumas:







Eu escolhi essas não só porque são minhas favoritas, mas também porque algumas outras eu posso classificar em outros gêneros, como young-adult, infanto-juvenil, distopia... então elas entrarão em outros TOP 5.


A Crônica do Fogo - John Stephens

6 de julho de 2014


A Crônica do Fogo - Os Livros do Princípio #2
John Stephens
Editora Suma de Letras
312 páginas
2013


Esse livro é a continuação de O Atlas Esmeralda e, mesmo que você nunca o tenha lido ou mesmo nunca tenha ouvido falar nele, ainda há chance para você. Mas, para isso, sugiro que mude para essa resenha daqui.  

A Crônica do Fogo é o nome do segundo livro do Princípio e, após Kate ter descoberto ser a guardiã do Atlas, é a vez de Michael. Logo no início as crianças de separam, como eu imaginei que aconteceria para que o irmão do meio pudesse ter mais destaque e mais responsabilidades. Porém não ficamos sem Kate! A fofíssima tem sua parte da história em separado e o livro alterna entre Michael e Emma de um lado e Kate do outro. E, apesar do medo por não saberem onde sua irmã mais velha está, os caçulas se saíram muito bem.

Eu gostei muito dessa novidade porque deu um toque diferente na história. Kate, já com 15 anos e sem os irmãos, pode ter páginas mais maduras romantica e dramaticamente (não que Michael tenha ficado de fora no quesito romance, own).

Toda a aventura, o humor, as emoções e a vontade de nunca parar de ler mantem-se as mesmas do primeiro livro. Estou ainda mais apaixonada pela série. E, além de tudo isso - de elfos, dragões, bruxos, vulcões etc - descobrimos muitas coisas sobre o passado por trás da história dos Livros do Princípio e da família de Kate, Michael e Emma. E, agora, ao mesmo tempo que espero o livro da Emma, que eu sei sobre o que é, eu não faço ideia do que esperar dele. Além de muita ação, ainda mais emoção (porque o fim desse deixou muita promessa de mais dores no coração), também estou esperando romance dessa vez e muito muito amor dessas três crianças  corajosas desses três adolescentes corajosos.

Não pense você que não gosta de livros infanto-juvenis se ainda não leu O Atlas Esmeralda ou A Crônica do Fogo. Só aceito depois. Mas duvido.








Mago - Aprendiz #Livro Um

10 de fevereiro de 2014

O Mago
Raymond E. Feist
Editora Saída de Emergência Brasil
432 páginas
2013


Mago conta a história de Pug, um jovem órfão na cidade de Crydee, uma vila tranquila no litoral do Reino. É chegado o dia em que os jovens serão escolhidos para se tornarem novos aprendizes em diferentes tarefas. Pug e seu amigo Tomas estão ansiosíssimos e, mesmo ficando para o final, acabam gostando de suas seleções.

Tomas consegue realizar seu sonho de entrar para a guarda e Pug se torna aprendiz do mago Kulgan, bem querido pelo Duque, mas olhado com certa suspeita por muitos homens de Crydee. Logo depois, tudo parece mudar pois uma ameaça alienígena (sim, falaremos sobre isso) chega ao Reino e os meninos saem em uma viagem com a corte. Isso depois de uma confusão interna que faz com que a Princesa Carline, filha do Duque de Crydee, se apaixone por Pug.

Esse livro está super bem falado por aí, a capa é linda e eu fiquei com muita vontade de lê-lo. Sem contar que o estilo é o meu preferido.

Comecei a leitura muito bem, empolgada e fui gostando. Mas antes de chegar na metade do livro, eu comecei a me sentir enrolada. Eu já li alguns livros desse gênero e, é claro que preciso compará-los. Conforme mais páginas foram passando, percebi que Mago não me traria fortes emoções. Acho que os acontecimentos não são profundos o suficiente e as histórias paralelas praticamente não existem. E eu acho ambos importantes para este tipo de livro.

Particularmente, não gosto de histórias com alienígenas, mas pelo menos nesse primeiro livro, pude imaginá-los apenas como um povo estranho, com costumes e táticas de guerra muito diferentes que nunca para de chegar. Passado o meio do livro, as coisas vão ficando mais agitadas e, no final, achei que ele voltou a ficar bom, com muito mais ação.

Eu achava que Pug ia se revelar um mago com grandes poderes. Algo estilo Merlin, mas além de dar a entender que ele realmente tem algo de especial, esse tipo de revelação ficou para o futuro. Afinal, estamos falando de uma série.

No final das contas Mago acabou me desapontando, mas talvez eu estivesse esperando demais dele. O segundo livro também já foi lançado, acredito que a tendência seja melhorar, mas não pretendo lê-lo por enquanto. Como, porém, a minha opinião me parece ser minoria, se você gosta do estilo, leia e me diga o que achou.


Bang! (a revista)

13 de outubro de 2013

Bang! - Edição Brasil
Editora Sextante/Saída de Emergência Brasil
80 páginas
Nº0 / Setembro de 2013 
A revista de fantasia, ficção científica e horror já conhecida em Portugal agora também terá suas edições brasileiras graças a uma parceria da editora portuguesa Saída de Emergência (a que levou Game of Thrones para os portugas) com a Sextante aqui do Brasil!

A revista Bang! hoje conta com 15 edições portuguesas e uma brasileira. E elas existem em versão on-line disponíveis para nós, além de que, a versão impressa também é gratuita. Sim!

A Bang! trará quadrimestralmente resenhas, contos, novidades, matérias e um mundo de informações sobre a literatura fantástica. Particularmente, achei essa revista uma tortura porque ela fica falando bem de vários livros que parecem ser tudo o que eu mais amo ler. Mas eu não posso simplesmente ler tantos livros assim e ainda me formar e manter meu emprego!


O destaque da revista são as novidades da coleção bang! (só literatura fantástica morrendo). E o destaque dos destaques é o livro de setembro Mago Aprendiz (Livro Um da Saga do Mago). Ela apresenta o livro e o autor:


E também o lugar e os personagens:


Obviamente isso não é tudo, a revista traz bastante conteúdo e com uma linguagem nerd e descontraída . 
Confesso que eu nunca fui muito de revistas, meu negócio sempre foram os livros, mas uma revista sobre livros fantásticos é meio difícil de resistir, então estou adorando. 
A coleção também contará com livros do estilo ficção científica, horror e steampunk:


Ela também traz uma matéria sobre as origens do fantástico no Brasil, uma entrevista com o Eduardo Spohr e uma senhora entrevista com o George Lindo R.R. Martin:


Vamos então ao que interessa:

Você pode baixar a revista nº0 aqui.
Fuxicar o site da Bang! aqui.
Fuxicar o site de Saída de Emergência aqui.
Curtir a revista no facebook aqui.

Animou?

O oceano do fim do caminho - Neil Gaiman

12 de agosto de 2013

O oceano no fim do caminho
Neil Gaiman
Editora Intrínseca
208 páginas
2013

O oceano no fim do caminho não foi o que eu esperava. Mas, talvez, um dia eu me acostume a ler Neil Gaiman assim, sem saber o que esperar. Um livro muito bom, ainda assim. É que houve todo aquele papo de história baseada na vida do próprio Neil Gaiman quando criança e eu acabei não estando preparada para um livro tão cheio de fantasia.

A história contada nesse livro aconteceu há quarenta anos atrás, e é apenas um pedaço da vida de um homem. Mas um pedaço que, mesmo se esquecido, deixou muitas marcas. 

Tudo começou com um homem, o minerador de opala, alugando um quarto em uma casa em Sussex, Inglaterra. Esse homem se suicidou e despertou uma força desconhecida que, então, começou a mexer com a vida das pessoas. O antigo dono do quarto era apenas um menino de sete anos e tudo isso foi especialmente importante para ele. A partir daí, ele conheceu Lettie Hempstock e o oceano no fim do caminho (o lago atrás da fazenda no fim da estrada). 

Eu gostei muito da Lettie, mas é claro que com 208 páginas, esse é um livro muito rápido, então pareceu difícil realmente se apegar. A fantasia não é desse tipo definida e explicada, as coisas vão acontecendo e você vai sentindo como elas funcionam, o que lugares e pessoas significam e podem fazer ao longo do livro. É um estilo que faz com que o mais importante seja o que a situação te faz sentir, e não o que está de fato acontecendo. Eu senti falta de fatos mais concretos, porém. Falta de costume, provavelmente. 

O oceano no fim do caminho é um livro que eu chamaria de reflexivo, diferente e inspirador. Talvez seja um jeito bastante inusitado de se contar uma história bastante distorcida. Mas é a história de uma criança, afinal. E cada um lembra de uma história que viveu do seu jeito. Nenhuma história é igual a como os outros contam ou como realmente aconteceu. Tudo é apenas uma versão dos fatos. E faz pensar em como as crianças vêem o mundo e se nós lembramos do mundo de quando éramos crianças. 

Mas, se você quer começar a ler Neil Gaiman, eu te indico Lugar Nenhum porque é mais empolgante. E se você ainda não pensou sobre isso, eu te indico começar a ler Neil Gaiman logo. 

Beijos, 
Celle. 

Lugar Nenhum - Neil Gaiman

3 de julho de 2013

 
Lugar Nenhum
Neil Gaiman
Editora Conrad
336 páginas
2007 

Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.
Lugar Nenhum foi um livro que eu comprei sem muita pretensão apenas porque a sinopse parecia interessante (não incrível, só interessante) e estava em promoção. E então a Semana Neil Gaiman, que está acabando hoje, me deu aquele empurrãozinho para lê-lo. Assim que comecei a leitura, eu já percebi que o livro não seria nada daquilo que eu pudesse estar esperando. Lugar Nenhum é um livro adulto cheio de elementos da fantasia infantil.

Richard Mayhew é uma daquelas pessoas que não fazem muita diferença na própria vida, está noivo de uma mulher linda e bem sucedida, porém mandona e controladora, ele segue vivendo seus dias sem planos grandiosos. Até o momento em que sua vida se encontra com a de Lady Door. Lady Door é a filha mais velha de Lord Portico, a única sobrevivente da Família do Arco. Ela está fugindo, tentando salvar a própria vida e descobrir por que sua família foi assassinada. A Família do Arco tem o poder de criar e abrir portas, ou qualquer outra coisa que esteja fechada.

Richard encontra Door caída no chão no meio da calçada, percebe que não pode simplesmente deixá-la ali e a leva para casa. Foi nessa hora que a vida de Richard na Londres de Cima começou a sumir. Porque existe também a Londres de Baixo e as pessoas não podem existir nas duas ao mesmo tempo. Então, o simpático escocês se viu obrigado a correr atrás de sua vida de volta e foi parar na Londres de Baixo a procura de alguém que pudesse ajudá-lo. Porém Lady Door também se encontra em uma missão e esse mundo não é seguro para alguém como Richard, mesmo com a ajuda de ratos e Falantes de Ratês.

Richard não é lá muito corajoso e nem o mais inteligente, mas é um personagem muito cativante. Door é toda heroína, corajosa, determinada e bem falante. Outros personagens,  como o Marquês de Carabas e a Hunter, também são muito característicos. E pausa para o senhor Croup e o senhor Vandemar. Estes dois são dois dos vilões mais legais que eu já li sobre. Eles são muito engraçados, muito maus e cheios de jeitos.
- Não fique assim - consolou o senhor Croup, em um tom de encorajamento. - Sempre há mais ratos. E agora vamos indo. Temos muita coisa a fazer. Gente para machucar.
Eu adorei ler Lugar Nenhum. É um livro que te mantem preso e enfeitiçado o tempo todo até acabar. Além de ser cheio de elementos reais se entrelaçando com elementos fictícios.

Neil Gaiman escreveu essa história para uma série da BBC primeiramente e, depois, ela virou livro. Vou tentar achar essa série, é claro. Enquanto isso, eu recomendo mesmo que você leia Lugar Nenhum.

Beijos,
Celle.

Ps.: acaba hoje a promoção no Facebook da Semana Neil Gaiman! Clique aqui!

Sapphique - Catherine Fisher

3 de abril de 2013

Sapphique
Catherine Fisher
Editora Novo Século 
360 páginas 
2012

Sapphique é a continuação de Incarceron e eu vou tentar fazer essa resenha sem spoilers, apesar de que ela seria bem mais legal com spoilers de Incarceron. Mas depois eu faço outro post para isso. Ainda assim, seria interessante se você desse uma lida na resenha do livro anterior - clique aqui - para eu não ter de explicar o básico da trama todo de novo. 

Foi lendo Sapphique que eu compreendi o estilo dessa série. Esse livro pareceu para mim mais correto consigo mesmo, como se ele tivesse se encontrado de vez. Incarceron e Sapphique são  livros futurísticos, parte ficção científica, parte fantasia, parte steampunk e eu tinha até achado que eram um pouco distópicos também. E mesmo que eu tenha gostado de Incarceron, as coisas não encaixaram completamente para mim. Até Sapphique. Não sei se foi o costume, mas nesse livro as coisas funcionaram com muito mais facilidade. Ou seja, Catherine Fisher não sofreu com a maldição do segundo livro, a série melhorou!

Só que, eu não queria falar não, porém acredito que a série seja só isso mesmo. Dois livros. Então, não sei nem se devemos chamá-la de série.

De qualquer forma, em Sapphique, Incarceron - a prisão - está ainda mais forte e presente. E seu sonho está mais perigoso. Incarceron deseja ver o Exterior, ela quer sair de dentro dela mesma, abandonar os prisioneiros - seus filhos - e ver as estrelas. Incarceron foi infectada com o sonho de Sapphique. Sapphique é a lenda de um homem, filho da prisão, que fugiu de seu pai. Os dois livros possuem muitas histórias sobre Sapphique, tanto em forma das Lendas de Sapphique quanto de histórias ouvidas de boca-a-boca. E o que eu gostei muito nesse livro foram as histórias paralelas, as lendas, mitos... como todos que moram em Incarceron nasceram lá, eles não sabem nada ao certo do mundo exterior, então tudo é adaptado para a vida diferente deles.

Achei que esse trecho que a Catherine Fisher escreveu em seu site diz muito sobre o livro (e eu tomei a liberdade de traduzir):

"I love to play with ideas in my books, with echoes of myths, and metaphysical questions, and poetic snatches. But I hope none of that clogs or slows the story, because the story is always the most important thing." 
Eu amo brincar com ideias nos meu livros, com ecos de mitos, e questões metafísicas, e trechos poéticos. Mas eu espero que nada disso deixe a história lenta ou atravancada, porque a história é sempre a coisa mais importante. 

Eu diria que ela conseguiu exatamente o que queria.

Um novo personagem, sobre o qual eu não poderia deixar de falar, também aparece: Rix, um misterioso mágico, talvez maluco, talvez extremamente são, talvez mais poderoso do que todos poderiam imaginar, talvez apenas um charlatão. Mais um personagem sobre o qual não podemos afirmar muita coisa, como eu já havia dito sobre Keiro, o irmão de sangue de Finn. E eu também gostei muito dele porque ele simplesmente me deixou intrigada. Quem me conquistou ainda mais foi Attia, a antiga cão-escravo. A menina toma uma importância bem maior nesse livro. Mas não gostei tanto assim de Claudia ou mesmo do próprio Finn. Acho que Attia, Keiro, Rix, Incarceron e Jared - o Sapiente de Claudia - se destacaram bem mais. O desenvolvimento dos personagens foi muito bom nessa continuação.

Eu teria muitas outras coisas para dizer aqui, porém acho que vou deixar para depois. Os livros estão muito recomendados, mas acho que já perceberam isso.

Beijos,
Celle. 

[Retroprojetor #47] Oz: Mágico e Poderoso

15 de março de 2013


Oz: Mágico e Poderoso 
Direção: Sam Raimi
Gênero: aventura, fantasia
Estreia: 8 de março de 2013
Duração: 2h e 7min

Sinopse: Oz (James Franco) é o dono de um circo mambembe, que tem uma ética um tanto quanto questionável. Transportado para um mundo mágico e desconhecido, ele precisa lidar com a batalha entre três bruxas locais: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glenda (Michelle Williams). Prelúdio de O Mágico de Oz (1939).

Já vou começar dizendo que, no fim desse post, o filme não só será recomendado como eu também vou tentar obrigar a todos a irem ao cinema assisti-lo. E também que, originalmente, esse post era um Especial, que eu comecei a fazer em julho de 2012 me mata, mas eu não terminei e aí o ano virou e março chegou e o filme estreou, me perdoem. Mas, por isso, esse Retroprojetor vai ser um pouco maior e ter um pouco mais de informações e espero que vocês achem isso uma coisa boa.   

O filme Oz: Mágico e Poderoso é do produtor de Alice no País das Maravilhas e de Branca de Neve e o Caçador - Joe Roth - e do diretor da primeira trilogia do Homem-Aranha - Sam Raimi. Já podem imaginar grandes efeitos e muitas cores, né?

Como eu já acreditava que seria, o filme é LINDO. Mas acreditar que será lindo é bem diferente de ver o lindo, certo? Então, mesmo já tendo visto trailer e fotos, eu fiquei maravilhada de ver aquilo na telona. O filme começa em preto e branco e James Franco (Oscar, mais conhecido como Oz) incorpora muito bem um personagem de filme antigo, com o humor característico dos filmes da época. Até que ele chega em Oz e...


As informações aqui contidas eu descobri através do Adoro Cinema ;}

...O mundo explode em cores. E eu vi em 3D, o que eu também recomendo para deixar a experiência ainda mais incrível. É claro que é um filme mais incrível para quem é apaixonado pela fotografia e paisagens maravilhosas e coisas adoráveis - o que eu sou. Porque esse filme é adorável. Não sei se é infantil ou não. Não sei se uma criança poderia aproveitar tudo que ele oferece. Na verdade, acho que depende da pessoa, alguns adultos poderiam achar infantil e crianças poderiam, não sei, não absorver tudo. Esse é um tipo de filme/livro que eu adoro. 

No elenco, temos James Franco (nosso Duende Verde Júnior) como Oscar Diggs: the Wizard. Antes dele, Robert Downey Jr. e Johnny Depp foram cotados para o papel. Bom, eu gosto muito de todos os dois, mas acho que o Depp já ficou batido nesse tipo de personagem e eu veria o Downey Jr. como o Iron Man o tempo todo. Então, prefiro que seja o Franco mesmo. Sem contar que depois de assistir ao 127 Horas eu entrei em estado de admiração por ele. E Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams, como as bruxas e Zach Braff.

Eu queria muito que vocês vissem as fotos, ou pelo menos os posters, mas acho que será mais legal ver o filme sem nenhum spoiler porque a história é diferente da original. Claro que o fundo é o mesmo, mas nem a Dorothy temos. Então, não vá para o cinema querendo rever tudo o que lembra de O Mágico de Oz porque é bem diferente mesmo, vá querendo ver um filme novo.

Como vocês podem ver na foto lá de cima, no segundo plano, encontram-se um macaco voador e uma boneca de porcelana, certo? Eles são os melhores personagens do filme. Rio só de lembrar, deem atenção a eles, por favor.

Agora sim o filme não só está recomendado como vocês precisam ir vê-lo.

Beijos,
Celle. 






A Última Princesa - Fábio Yabu

19 de dezembro de 2012

A última Princesa
Fábio Yabu
Editora Galera Record
128 páginas
2012 

A última Princesa conta a história de uma Princesa que foi amaldiçoada a ser esquecida por seu povo e banida de seu lar. Ela se transformou em uma Princesa sem reino. A Princesa, então, passa a morar com seu Príncipe em um outro castelo, longe de seu verdadeiro lar. E, por mais que ela tenha um belo jardim, ame seu Príncipe e que seu castelo seja lindo e imenso, ela não se sente completamente feliz porque ela ama seu povo e sente muito a falta dele.

As únicas notícias que a Princesa tem de seu antigo lar vem de seu grande amigo inventor Alberto. Um personagem muito carismático e um tanto quanto amalucado, como costuma ser característico dos gênios. O homem vive viajando e faz algumas visitas à Princesa. Até o dia em que Alberto aparece no castelo com um novo projeto para mostrar à Princesa. Era a Ave de Rapina, uma máquina voadora que poderia levar a Princesa de volta para casa. 

Os capítulos da história são intercalados entre a história da Princesa desde criança até chegar na época em que ela foi amaldiçoada e a vida da Princesa no seu novo castelo. É uma história bem curtinha e agradável de se ler. No final do livro, há fotos dos verdadeiros personagens da história: Princesa Isabel, D. Pedro II, Santos Dumont... o livro traz uma versão fantasiada da história da Abolição da Escravatura no Brasil.

Achei a ideia muito interessante, mas de certa forma, esperava um pouco mais livro. A linguagem dele e os acontecimentos são bastante simples, se tornando uma boa leitura para crianças. Porém não sei se ensinar História através de um conto de fadas onde o Rei e a Princesa são as pessoas mais justas e honestas do mundo seja uma boa ideia. Só me incomodou um pouco associar as pessoas que realmente existiram com os personagens criados de modo a serem perfeitos. 

Além da capa linda, o livro também possui ilustrações na parte interna que deixam a leitura ainda mais bonita. A última Princesa é um livro para um dia simpático, sem pretensões de mudar sua vida. 

Beijos, 
Celle.

[Retroprojetor #35] Sombras da Noite

21 de setembro de 2012






Dark Shadows - Sombras da Noite 
Direção: Tim Burton
Gênero: Comédia, Fantasia
Estreia: 22 de junho de 2012 (Brasil)
Duração: 113 minutos


Barnabás Collins é um vampiro recém-liberto após dois séculos preso em uma caixa. Ele retorna para sua antiga casa e encontra sua família cheia de problemas e precisando de ajuda.


Mesmo que o filme parecesse esquisito demais, quais as chances de eu não querer ver um filme do Tim Burton com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Michelle Pfeiffer, Eva Green e Chlöe Grace Moretz? Mesmo meses depois, eu tinha que ver esse filme.

É engraçado. E melhor do que eu imaginava, com certeza. Não estou dizendo que é um filme digno de prêmios, apenas que é divertido. Depp, em seu papel de Barnabás, narra a história desde antes de se tornar um vampiro até... bom, até o fim da história. A família Collins é uma família rica e bem sucedida que sai da Inglaterra para abrir seu negócio na América. E Barnabás resolve ter um caso com uma das empregadas.

"I got the witch."

  - Barnabás sobre ferir o coração da única empregada que praticava bruxaria. 

Mas ele não a amava. Quando, enfim, Barnabás se apaixonou, Angelique não ficou nem um pouco contente e achou por bem amaldiçoar a família. O jovem, então, ficou sem sua amada e se transformou em um monstro assassino. Não satisfeita, Angelique ainda fez com que Barnabás fosse trancafiado em um caixão embaixo da terra e ele saiu de lá quase 200 anos depois.

O mais engraçado é a dificuldade que Barnabás tem de se adaptar às coisas modernas. Tipo o asfalto e as listras amarelas na estrada. Ou talvez só seja engraçado porque é o Johnny Depp e ele é genial. Ele se passa por um parente distante inglês para tentar justificar suas maneiras estranhas e antiquadas e seu jeito de falar muito elaborado.

Angelique continua viva, graças à sua bruxaria e surge uma nova versão do antigo amor de Barnabás. No presente, que na verdade é a década de 70, os negócios da família Collins vão de mal a pior por culpa da própria Angelique e a mansão está quase que abandonada. Barnabás chega para mudar essa história.  

Eu gostaria de uma palavra com o sentido próximo de ridículo, mas que não soasse como algo ruim para caracterizar o filme. É um pouco esquisito sim, mas eu gostei. Caso você ainda não tenha assistido Sombras de Noite, não custa nada tanto assim alugar o filme e, enfim, assisti-lo. Especialmente se você curte esse elenco e/ou o Tim Burton. Então, de certa forma, eu recomendo sim o filme. 

Beijos, 
Celle.    

[Retroprojetor #32] O Espetacular Homem-Aranha

20 de julho de 2012

Começando de modo a evitar xingamentos a minha simpática pessoa, eu também não sei nada sobre HQ's. Nunca li, mas sinceramente acho muito legal, só nunca li, não sei ao certo por quê. Então, sou dessas que acompanha todos os filmes de heróis que passam no cinema, mas só isso. Já ouvi falar, porém, que esse recomeço da série do Homem-Aranha é mais fiel à obra original. Mas aqui eu vou, de qualquer forma, escrever a minha opinião sobre o filme e só, como sempre. 
Podemos começar de verdade, então. 


The Amazing Spider-Man
Diração: Marc Webb
Gênero: ação, fantasia, aventura
Estréia: 6 de julho de 2012
Duração: 2h e 16min

Todos conhecem a história do Homem-Aranha, de maneira geral, então vou pular a parte sinopse da coisa. Essa é a história de Peter Parker se tornando o Homem-Aranha e o namorado de Gwen Stacy. Nada de Mary-Jane por enquanto, uhul. 

Eu não passei o ano esperando por esse filme, nem nada do gênero. Mas, depois que estreou, fiquei um tanto quanto ansiosa para assisti-lo. Não assisti aos trailers, nem vi fotos antes de ir ao cinema. Também não  li críticas e nem vi muitos comentários por aí. Na verdade, me parecia que pouca gente estava indo no cinema ver esse filme. Fui sem expectativas. E saí super sorridente.


Especialmente pelo motivo mais óbvio: o filme é muito engraçado. E é o tipo de filme que me faz rir na hora em que todo o cinema ri e ainda mais nas horas em que todos ficam quietos (sempre faço isso). E o tipo de filme que, mesmo que as pessoas façam "shiu" para mim, é difícil não ficar comentando. É um filme nerd, cheio de piadas nerds e fofuras nerds como amamos. 
E, falando em fofura: Andrew Garfield. O inglês-americano, que aparenta ter, pelo menos, oito anos a menos do que sua real idade (quase 29, como? :O) conseguiu fazer o Peter mais nerd, fofo e hiperativo que eu já imaginei. E põe hiperativo nisso aí. 


Sem contar que ele e a Emma Stone fizeram um casal perfeitinho. Experiência, if you know what I mean


O filme também ficou muito bonito, os efeitos muito legais e tudo muito bem feito. Achei que o Lagarto ficou sensacional. Até ligeiramente assustador. 

Não sei se o truque é não ir ver o filme esperando algo épico, ou querendo levar as coisas mais a sério do que elas realmente são. Ou se o filme é bom mesmo. De qualquer forma, eu me diverti muito mais do que esperava e recomendo a todos que façam o mesmo. 

Beijos, 
Celle

Sirensong - Jenna Black

18 de julho de 2012

Sirensong: O Perigoso Chamado da Rainha
Sirensong: O perigoso chamado da rainha
Jenna Black
Universo dos Livros
344 páginas

Após uma mudança que pode mudar muito a vida de Dana, no final de Shadowspell, começamos Sirensong loucos para descobrir se esse assunto será resolvido. Como já esperava, a situação que me refiro (quem leu sabe), é bem pessoal, então não é algo que é discutido durante todo o livro. Sirensong conta, na verdade, a história de Dana, seus pais e seus amigos viajando até Avalon, a pedido da Rainha Titânia e todos os muitos problemas que isso pode causar. 

Eu comecei esse livro muito empolgada por ele ser o último e eu estar doida para saber a conclusão de todos os problemas. E, quando terminei, notei que Jenna Black me conquistou bastante ao longo desses três livros. A leitura de Glimmerglass não foi muito empolgante, mas eu adorei Shadowspell e curti muito Sirensong. Devo admitir que vou ficar até com saudade dos personagens. Embora ainda tenha muitos clichês de livros jovens sobrenaturais, como menção a triangulos amorosos, acho que os personagens evoluíram muito. Comecei a gostar de muitos que eu não suportava no primeiro livro e gostei da dinâmica deles na viagem até o castelo da rainha. No entanto, meu favorito continua sendo o Erlking, que conhecemos no segundo livro. Adoro o jeito como a autora o deixa tão misterioso. 

No entanto, mesmo gostando muito desse livro, eu senti que a autora enrolou um pouco. É o último livro, sabem? Eu queria lutas, sangue e emoção desde o começo do livro! Não é bem o que acontece. Quem começa Sirensong louco por desfechos e respostas tem que esperar um pouco para que elas comecem aparecer. Não pense que a viagem para Avalon é monótona, pois não é. Inclusive, é muito interessante conhecer esse novo lugar, suas diferenças de Fairie e novos personagens. (Destaque para a Dama Verde! <3) Só que, mesmo com tantas descrições boas e elementos novos que me prendiam a atenção, eu lia procurando por alguma dica de como as coisas se resolveriam. 

Algo que vale a pena ser comentado é como há, em várias partes desse livro, trechos que nos lembram acontecimentos dos livros anteriores. Acho que quem leu em sequencia vai achar cansativo, afinal, certas coisas não precisam ser lembradas. Só que achei boa essa ideia da autora. Às vezes começamos algum livros de série olhando o último para lembrar de detalhes, mas não foi preciso. Sirensong nos lembra de tudo importante que precisamos saber. 

Vou terminar essa última resenha do livros com um recado: quem gosta de fadas, leia! A série evolui muito, o que eu adorei. Nesse último livro, a autora não deixa nada solto no final e me fez ver que é uma série que vale muito a pena ser lida. Bem divertida. No começo, hesitei em recomendar, mas hoje faço isso sem medo ;) 

beijos
Julia


O Resgate do Tigre - Colleen Houck

7 de julho de 2012

O Resgate do Tigre



O Resgate do Tigre (Saga do Tigre #2)
Colleen Houck
432 páginas
Editora Arqueiro

     Para evitar spoilers do primeiro livro nessa resenha, não falarei muito sobre a história em si. No primeiro livro da série, A Maldição do Tigre, conhecemos Kelsey, que havia acabado de perder seus pais e começa a trabalhar em um circo. Lá, ela conhece um lindo tigre branco, Ren, e começa a se envolver muito com o animal. Kelsey descobre, então, que o tigre é, na verdade, um princípe amaldiçoado há mais de 300 anos. Como ela pode ser a única a ajudar a quebrar essa maldição, Kelsey parte para a Índia. No segundo volume da saga do tigre, vemos Kelsey avançar mais em sua missão, com novos obstáculos. Além disso, nesse livro, o irmão de Ren, Kishan, tem mais destaque. Para quem quer conhecê-lo melhor, saiba que isso acontece nesse livro. 

     Eu morri de amores pelo primeiro livro da série e fiz um resenha pura felicidade por aqui. Exaltei o ambiente explorado, a aventura vivida e, claro, a personagem principal. Kelsey tinha perdido seus pais há pouco tempo, mas ainda era um personagem independente. Eu gostei muito dela. Pena que meus sentimentos mudaram bastante com essa continuação.

     Ainda nas 100 primeira páginas do livro, algo me veio a mente. "Esse livro é o melhor exemplo de como romance demais e um triângulo amoroso podem estragar uma boa série." Ou, pelo menos, estragar - só um pouquinho - para mim. Nesse segundo livro, a Kelsey passa a ser, permanentemente, a personagem chata do final do primeiro. Muito insegura, se questionando se é boa o bastante para quem gosta dela, se achando feia (e, ainda assim, há milhões de pessoas atrás dela!). De certo modo, fiquei muito triste com o espaço que  as questões amorosas ganharam nesse livro. Não gostei muito do desenvolvimento, não achei muito emocionante. Achei que a autora ficou só tentando criar novos obstáculos.

     Ainda assim, esse livro é muito bom, pois suas partes de ação são ótimas! Seguindo a mesma receita do anterior, O Resgate do Tigre tem um cenário exótico, pouco explorado e muitos elementos que despertam a curiosidade. As cenas de aventura são ótimas, gosto bastante do jeito que a Colleen Houck escreve. E esse livro tem o mesmo ritmo do outro. Ou seja, depois que engrena, você não consegue mais parar de ler até o seu final. 

     No geral, eu me decepcionei um pouco com esse livro. Tudo que eu gostei nele, eu já havia gostado no primeiro. Como não gostei nem um pouco do triângulo amoroso que se formou nesse livro, ele acabou tendo um saldo negativo. Achei o primeiro livro mais divertido e, se eu não tivesse gostado tanto dele, acho que desistiria da série. Mas, sinceramente, o enredo criado pela autora é maravilhoso e acho que vale a pena conhecê-lo mesmo assim. Estou na espera no próximo livro, A Viagem do Tigre, e torcendo para que ele seja bem menos meloso. E, quem ainda não leu nada da série, dê uma chance e tente conhecer assim que possível. É um universo bastante encantador.

beijos
Julia




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A Maldição da Pedra - Cornelia Funke

23 de junho de 2012


A Maldição da Pedra (Reckless #1) 
Cornelia Funke 
Cia das Letras
241 páginas
Onde comprar: Saraiva - Travessa 

É assim que se escreve um livro. Em minha opinião, Cornelia Funke tem A Fórmula para escrever um livro bom. Um livro muito, muito bom.

Jacob Reckless, aos 12 anos, descobre que o belíssimo espelho no escritório poeirento de seu pai - que sumiu - é um portal para outro mundo. Um mundo onde existem mágica, fadas, pessoas que tem sua pele transformada em pedra e viram goyls, uma imperatriz humana e um rei goyl. Desde então, Jacob passa a visitar cada vez mais esse outro mundo e passa cada vez menos tempo com seu irmão, Will, e sua mãe. A história começa 12 anos depois disso e Jacob já é quase um estranho para o seu irmão caçula. Mas a necessidade de protegê-lo e a confiança que seu irmão tem nele continuam tão fortes como nunca.

Pela primeira vez, Will segue Jacob para dentro do espelho. E, como Jacob gosta de ficar repetindo em sua mente, por culpa de apenas um deslize seu, Will fora enfeitiçado. Através de uma criaturazinha que o arranhou, a pele de Will agora está virando pedra e a qualquer momento ele virará um goyl. Tudo isso por culpa da Fada Escura, a amante do rei goyl.  

Sem Jacob saber, Will consegue se comunicar com Clara – sua namorada – e, de repente, como se já não fosse ruim o suficiente que seu irmão caçula estivesse lá, agora a namorada dele também estava. Para completar o time, temos Fux. Fux é uma grande amiga de Jacob, uma raposa. Mas não pense que isso é estranho ou infantil demais, raposas que falam, Fux é genial e não é apenas uma raposa. Porém não vou contar mais nada.

Os quatro vão, então, em busca da cura para Will. Será que haveria uma?
Quando eu li uma resenha desse livro, eu imaginei que Will estava virando pedra no sentindo de virando estátua. Mas não, ele está virando um homem com a pele de pedra, um goyl. Eu também achava que os personagens principais eram crianças, mas são adultos, e eu não sabia que haveria romance, porém há. Ou seja, mesmo esperando que o livro fosse muito bom, eu ainda me surpreendi.

A Maldição da Pedra, além de ser cheio de aventura e muita emoção, fala tanto de amor, de família, de irmão, que é impossível não ficar boba lendo. É um livro lindo. Até agora eu não consigo acreditar como alguém conseguiu escrever um livro tão agitado e tão sentimental ao mesmo tempo e em apenas 241 páginas. E sobre o romance, não é o foco e eu não decidi para qual casal torcer ainda.

Moral da história: estou apaixonada por Jacob Reckless. Corajoso, caçador de tesouros, irmão protetor. Não muito estável por viver em dois mundos, mas ainda assim, bastante confiável. Famoso por todo Mundo do Espelho. Teimoso e encrenqueiro. O oposto de Will. A relação deles é delicada, mas o amor é muito grande.

Obrigada, Cornelia, por esse livro ser apenas o primeiro de uma série. Mas, repare, a continuação, Fearless, sai em setembro desse ano na Alemanha. Que demora é essa? Parece até com As Crônicas de Gelo e Fogo. Como viver? E, até onde sei, esse é o primeiro livro alemão que eu leio. *-* Espero que a Companhia das Letras seja muito rápida, mantendo a excelente qualidade e beleza do livro, porque eu quero mais Jacob para ontem!

LEIAM A Maldição da Pedra!

Beijos,
Celle.








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O Clã dos Magos - Trudi Canavan

17 de junho de 2012

O Clã dos Magos 
Trudi Canavan 
Editora Novo Conceito 
448 páginas

O Clã dos Magos conta a história de Sonea, uma menina pobre, uma kyraliana. A história se passa em um ambiente completamente novo, não muito bem especificado, com vocabulário próprio, em um tempo que não sei se passado, presente ou futuro. É um mundo fictício, com costumes e tudo o mais inventados pela autora. Tudo isso exigiria grande atenção para situar o leitor no contexto da história, mas não aconteceu. 

Mas vou tentar explicar esse contexto mais ou menos para vocês: Kyralia é um reino muito segregado. Existe a Cidade Interna, as favelas, o Clã dos Magos. Os jovens das Casas (pessoas ricas) fazem testes para descobrir se tem potencial mágico e, caso tenham, vão para o Clã. Não há magos nas favelas. E o Rei não se importa muito com quase nada, aparentemente. Em todos os invernos, os magos vão até as favelas para realizar um ritual chamado Purificação, por ordem do Rei, onde eles expulsam pessoas das suas casas. Teoricamente isso serviria para expulsar os bandidos, mas os Ladrões jamais seriam expulsos pela Purificação. Os Ladrões comandam as favelas, tipo o tráfico de drogas. 

Em uma dessas Purificações, os magos estavam, como normalmente fazem neste tipo de evento, fazendo um escudo mágico protetor para impedir que as pedras que as crianças faveladas costumavam jogar neles não os atingisse. Mas algo muito inesperado aconteceu: um pedra passou pela barreira e atingiu em cheio a cabeça de um dos magos. E esse é o acontecimento que causa o desenrolar de toda a história. 

Na confusão um menino foi queimado, as crianças fugiram e ficou a certeza de que havia um mago selvagem solto pelas favelas. Sem aprender o Controle, todos estariam em perigo à volta de Sonea. Deu-se, então, início a uma busca intensa por parte dos magos e uma fuga desesperada de Sonea. 

Eu achei o início do livro bem ruim, eu não entendia lhufas, nada fazia sentido e todo mundo dizia Hai! o tempo todo. Que tipo de expressão horrível é essa? Eu sei que a autora/o tradutor queriam passar o vocabulário informal e cheio de gírias das favelas - gírias próprias do livro inclusive - mas to e o tempo todo e sempre em itálico pode ser bem incômodo. Depois veio uma fase bem melhor, as emoções da perseguição/fuga, já que acompanhamos alguns magos ao mesmo tempo que acompanhamos Sonea, quase compensavam o vocabulário e as coisas confusas. 

Como o livro é grande, e eu demorei muito tempo para conseguir terminar de lê-lo (também por motivos pessoais, faculdade e tal), deu tempo para eu conseguir me acostumar com a história, os hais acabaram e tudo começou a ficar mais claro. E o livro ficou bom, não ótimo, mas bom. Acho que passei a gostar do livro quando o "elenco" passou a se resumir, basicamente, em Sonea e Ceryn - seu amigo gracinha - e nos magos Rothen, Dannyl e Fergun. Eu consegui identificar realmente que era quem, a trama ficou muito melhor, tudo passou a fluir com mais naturalidade na história. Pena que isso é só a partir da página 240. 

Sou fã de fantasia, sou fã de livros que tenham magia e estava doida para ler O Clã dos Magos mas, apesar de ter sido cativada por Sonea e especialmente por Rothen, fiquei decepcionada com o livro. E eu nem esperava que fosse algo maravilhoso, não. Não digo que não devem tentar a leitura, claro que não! Como eu sempre faço quando vou escrever a resenha de um livro que eu não gostei muito, procurei pela opinião de outros(as) blogueiros(as) e achei várias resenhas bem positivas. Bom, fica, então, com vocês decidir tentar ou não!




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[Retroprojetor #30] Mirror Mirror

20 de abril de 2012


Mirror Mirror
Diretor: Tarsem Singh
Gênero: Fantasia
Distribuidora: Imagem Filmes 
106 minutos

Uma rainha malvada toma o controle de um reino e a princesa exilada recruta a ajuda de sete rebeldes engenhosos para conseguir de volta seu direito de nascença.  
Essa sinopse eu achei no IMDb, em inglês, e tive que traduzí-la para colocar aqui porque achei muito legal uma sinopse que não faz nenhuma referência à história da Branca de Neve. A não ser o  Evil Queen (Rainha Malvada) que é o "nome" da Madrasta da Branca de Neve. 

Fui ao cinema ver esse filme depois da minha prova de Física 4 em pleno sábado. Provavelmente qualquer coisa que não envolvesse o Einsten me seria agradável. Então, bom, eu gostei bastante do filme. Mas não achei nada explêndido. 

Mirror Mirror é um filme engraçado e eu adorei, especialmente, os sete anões. Eles são exilados do reino porque a rainha baniu todas as pessoas feias (risos) e ninguém os defendeu. Por isso, eles viraram ladrões muito estilosos. A Branca de Neve é uma menina muito bobinha até o seu aniversário de 18 anos, que é quando a hitória começa. Bom, preciso comentar que eu não consegui ficar muito tempo sem zoar as sombrancelhas da Branca de Neve.   Depois disso ela decide tormar certas atitudes. 

Ah, eu achei o Príncipe muito engraçado. Ele tem ar de quem tenta ser elegante e heróico, mas na verdade é bem bobo. De qualquer forma, não tem como o destaque não ser da Julia Roberts. Linda com sempre e de maravilhosa atuação. A Madrasta tem um tipo de maldade salpicada de sarcasmo que é perto do genial. Sou fã da Julia Roberts. 

O filme está recomendado, só não esperem algo maravilhoso. Dá para se divertir bastante. Para quem quiser, um pouco de spoiler, deixei o trailer aqui embaixo. 

Beijos, 
Celle

A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr

25 de fevereiro de 2012


A Batalha do Apocalipse 
Eduardo Spohr 
Verus Editora 
586 páginas


   A Batalha do Apocalipse é um livro que eu venho ouvindo as pessoas comentarem desde a época de sua primeira edição, desde 2008 se não me engano. Nunca tive muita vontade de ler. Ganhei, então, o livro publicado pela Verus Editora de presente de aniversário em julho de 2011. Fui ler em fevereiro de 2012. 
   Não diria exatamente que me arrependi de ter demorado tanto a lê-lo, mas fico muito feliz que o tenha feito. O livro realmente me agradou de um jeito que jamais passaria pela minha cabeça, se eu não o lesse. Eu lia  e lembrava muito de Supernatural (a série, a minha primeira série) em suas últimas temporadas. Porém, no livro do Spohr as coisas fazem mais sentido, são melhor trabalhadas e organizadas. 
   Vou tentar escrever mais ou menos como é a história, já que a sinopse do livro é grande e não diz nada. A Batalha do Apocalipse conta a história do mundo desde sempre até nunca. Atlântida, Babilônia, China antes da Muralha da China, Império Romano, Rio de Janeiro nos dias de hoje, Jerusalém no fim do mundo. A Terra, o Inferno e o Paraíso. Ou os nomes próprios que encontramos no livro para esses lugares. São claras as semelhanças com os livros da Bíblia, nossos livros de História e várias lendas sobre criaturas fantasiosas e lugares fantásticos e misteriosos. Parece que o Eduardo Spohr misturou todas as fantasias que já conheceu com a história mundial que conhecemos e toda a sua criatividade. Então, A Batalha do Apocalipse foi criado. 
   E, mesmo com tantas bases para a história, ele conseguiu escrever uma história clara e cheia de emoção. Mesmo grande parte do livro sendo narrada por Ablon - ou seja, nós sempre sabíamos quando ele poderia ou não morrer ou coisas do gênero. 
   Ablon é um Anjo Renegado. Ele foi expulso do Céu e foi obrigado a viver na Terra há milênios e mais milênios atrás, por isso podemos acompanhar a história do nosso planeta pelos olhos dele. Lembrando que o autor não tem que seguir a realidade, ou que a maioria ou minoria das pessoas acredita. É um livro de ficção e não deve ser confundido com uma nova verdade ou crença. 
   As principais tramas são as intrigas e guerras no Céu - os arcanjos irmãos sempre descontentes com a humanidade, Miguel tentando alcançar cada vez mais poder, Lúcifer sempre armando alguma nova seja no Céu ou no Inferno - as guerras e fome na Terra causadas pelos próprios homens e o mistério que está em volta do Criador. 
   O romance fica por conta de Ablon e Shamira. Um casal que, mesmo sem realmente acontecer, eu adorei, devo dizer. Shamira é uma feiticeira que se mantém jovem por milhares de anos de maneira não detalhada. Não que isso seja exatamente importante. Apesar de serem uma humana e um celeste, eles formam um casal bem diferente dos casais usuais dos livros sobre anjos.
   Um livro onde as histórias que você, se é fã de fantasia como eu, já viu ou leu se encaixam e se misturam de um jeito crível. Um livro com personagens principais cativantes e várias surpresas no final. A leitura, apesar de animada na maioria das páginas, pode se tornar um pouco travada por causa do exagero na escrita. Sim, achei a escrita um tanto quanto excessiva no sentido de títulos para os personagens e explicações de alguns conceitos. Nada incompreensível.
   Mas, apesar disso, achei um livro maravilhoso que, para quem não sabe, é de autoria nacional. Não acho que seja um livro maravilhoso para a literatura nacional, acho que é um livro maravilhoso para a literatura e ponto. Não deixem de lê-lo.

Beijos,
   Celle. 

A Fúria dos Reis - George R.R. Martin

3 de agosto de 2011


Nome: Fúria dos Reis (As Crônicas de Gelo e Fogo #2)
Autor: George R.R. Martin 
Editora: Leya 
Páginas: 624 (mais apêndice)
Onde comprar: Fnac - Siciliano
ISBN: 9788580440270

Sinopse: Um cometa da cor do sangue e fogo atravessa o céu. E a partir da cidade antiga de Dragonstone às margens proibidas de Winterfell, reina o caos. Seis nações lutam pelo controle de uma terra dividida e pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, preparando-se para o embate através de tumulto, confusão e guerra. É um conto em que irmãos conspiram contra irmão e os mortos se levantam no meio da noite. Neste lugar uma princesa se disfarça como um garoto órfão, um cavaleiro espiritual prepara um veneno para uma feiticeira traidora, e homens selvagens descem das Montanhas da Lua para devastar o campo de batalha. Com um pano de fundo incesto, alquimia e assassinato, a vitória pode chegar aos homens e mulheres possuidores do aço mais frio … e corações mais gelados. Quando há um confronto entre reis, toda a terra treme. 

Acho que eu já disse isso na resenha de A Guerra dos Tronos - primeiro livro da série - mas não sei se vou encontrar livros mais difíceis de se resenhar por aí. De qualquer forma, possíveis spoilers nessa resenha pra quem não leu o primeiro, ou viu a primeira temporada da série da HBO.

Fúria dos Reis segue o caminho de A Guerra dos Tronos quanto a fortes emoções e nenhuma preocupação em poupar meu coração. Depois do final chocante do primeiro livro, ninguém saberia o que esperar da Fúria. Nesse livro somos gradualmente preparados para o sobrenatural que está por vir. Afinal, o inverno está para chegar.

E é logo nesse momento, onde todos deveriam estar juntos, se preparando para um longo e terrível inverno com seu frio de congelar qualquer coração e criaturas perigosas que para os nascidos no verão são apenas histórias, que estão todos em guerra. Quando digo todos, quero dizer todos mesmo. Quando antes era apenas um rei para Sete Reinos, temos cinco possíveis reis/rainha lutando entre si, tentando provar quem seria o melhor.  Conspirações e mais conspirações, chuvas de traições, ganância e mistérios. 

Bran Stark, criança linda.
 Os Stark que tiveram destaque em A Guerra dos Tronos dão a vez aos Lannister nesse livro, eu diria. Especialmente Tyrion Lannister, o anão (que eu adoro). Muito inteligente e com alguma dose de humanidade, Tyrion tentar dar algum jeito no reino e talvez ensinar alguma coisa a seu sobrinho Joffrey, tendo que tomar muito cuidado com as loucuras de sua irmã Cersei.

Por outro lado, Arya e Bran continuam sendo crianças incríveis e se viram como podem sem seus pais. E sem um ao outro. Eu diria que são meus personagens preferidos, mas o Tyrion, o Jon e a Dany também me encantam tanto que é impossível. Daenerys, nossa Khaleesi favorita, resolve seguir o cometa vermelho acreditando ser um sinal para si. Afinal, ela não tem muitas opções favoráveis de qualquer forma. Mas, seus três dragões podem ser a resposta para conquistar seu trono de direito.  

Martin continua com suas descrições incríveis e nada enfadonhas de um mundo sem nenhuma relação com a nossa realidade e repleto de personagens principais tão incríveis quanto os secundários. Para mim, o único revés seria que ler A Fúria dos Reis não é apenas um passatempo não. É algo que exige muito, é trabalhoso e cansativo. Porém, obviamente, vale a pena para quem gosta de épicos, fantasia e suspense. É uma série extremamente inteligente. 

E para quem estiver em dúvidas sobre a relação entre a série da HBO e os livros, a primeira temporada - com dez episódios - é exatamente o primeiro livro, o A Guerra dos Tronos. Ainda não assisti a todos os episódios, mas já vi mais do que a metade e, até então, a adaptação está muito boa de verdade. O que faz ser mais difícil de ver do que ler porque é tanta loucura e falta de roupa que...

Bom, é isso. Está recomendado tanto os livros quanto a série de tevê, ok?

Beijos, 
Celle.
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