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A Estrela Mais Brilhante do Céu - Marian Keyes

19 de abril de 2012

A Estrela mais Brilhante do Céu 
Marian Keyes
Bertrand Brasil 
598 páginas

Há autores que você não precisa ler muito deles para entender seu estilo. Comigo, isso aconteceu com a Meg Cabot, a Emily Giffin, o Douglas Adams, alguns outros e, claro, a Marian Keyes. Personagens engraçadas e uma história divertida que traz algum tema sério. E, quando eu peguei A Estrela Mais Brilhante do Céu, seu último lançamento, era isso que eu esperava. Rir um pouco e conhecer algumas personagens bem legais. Só que eu descobri que, apesar do que eu conheço da autora ainda estar lá, este livro é - e muito - diferente do que eu esperava. E da melhor maneira possível.
  
Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. Ele está em uma missão para mudar a vida de alguém. (...) Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo, o encantador Fionn. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt...

 Pela sinopse já dá para ter uma ideia do que eu estava falando. Vários personagens, em um mesmo prédio. Casais, mulheres, poloneses e até um cachorro. Sério, tem de tudo.  Eles não tem aquele jeito de "herói da ficção", são só pessoas normais levando sua vida como podem. A grande parte nem se importa com existência um dos outros. Comecei o livro sem saber nada sobre a vida deles ou o que estava para acontecer, pois a sinopse não nos entrega muita coisa. O livro é narrado por esse espírito, que está em uma missão. Por isso, o livro é em forma de contagem regressiva. Eu não sabia a o que ela me levaria. E, mesmo assim, tinha algo de interessante no livro e nas vidas de Matt, Maeve, Lydia e todos os demais que me fisgou.

 Como todo livro da marian Keyes, ele começa lento, sem entregar muito da história. Demora um pouco para engrenar e você ficar lendo sem largar. Normalmente, eu continuo lendo porque eles são muito engraçados. Mas A Estrela mais Brilhante do Céu não é seu livro mais cômico. Só que ele tem esse ar misterioso que foi me deixando cada vez mais curiosa. Pouco a pouco, nota-se que todos eles tem uma falsa vida perfeita, que é tudo fachada, fingimento. Começam a surgir os problemas sérios, marca registrada dos livros da Marian Keyes. Marian revela tudo de forma devagar, dando algumas pistas primeiro. Mesmo quando você descobre alguma coisa, você sente que não tem conhecimento de tudo que se passa na vida de alguns personagens. Até o final. Ah, o final. Acho que li umas 250 páginas sem parar em uma madrugada adentro. Eu não lembro que cena despertou isso, mas o final é muito emocionante e cheio de ação! (sério!). Quando você descobre tudo, todos os mistérios, tira suas dúvidas, acho que você chegará a mesma conclusão que eu : Esse é o melhor livro da Marian Keyes! (Fala sério, até ela admite que é seu preferido haha!)

Acho que dá para notar que eu amei esse livro. Não foi mais um chick lit, que você ri e depois esquece. Para mim, ele é o melhor da autora porque ele é o mais diferente. Ela acertou tanto compondo a história que, quando tudo terminou, eu fiquei encantada. Vi algumas pessoas falando que amaram e que acharam o pior. Como eu disse, achei diferente do habitual da autora. Recomendo para todos, sim. Para quem nunca leu nada da autora, o comçeo pode ser meio lento, mas vale a pena continuar. E, para quem já conhece, conheça uma história da Marian Keyes um pouco diferente. A essência da autora ainda está lá, só que com um algo mais. Adorei.

beijos
Julia

Tem Alguém Aí? - Marian Keyes

7 de março de 2012


Tem Alguém Aí?
Marian Keyes 
Bertrand Brasil 
602 páginas

 Tem Alguém Aí? é o quarto livro da Família Walsh. O livro de Anna Walsh, a quarta irmã. Aquela irmã que costumava usar saias compridas e cheias de franjas, com um estilo hippie e que viajava para os lugares mais estranhos com seu antigo namorado quando bem lhe dava na telha. Você que já leu Melancia, Férias ou Los Angeles se lembra dessa irmã? Sabe de quem estou falando? Duvido que alguém possa se esquecer de Anna Walsh. 

Mas nesse livro, Anna está mudada. Ela amadureceu, passou por um choque de realidade e criou um maior apreço pela responsabilidade. Seu antigo namorado a largou, ela não tem emprego e está com o quê? 29 anos? E morando com os pais na boa e velha Dublin. Algo precisava ser feito. É então que Anna resolve se mudar para Nova York, onde sua irmã Rachel mora com seu futuro marido Luke (Férias!, quem leu?). Ela não vai morar com a irmã, mas convence sua amiga Jacqui a ir com ela. 

Em determinado momento, Anna consegue o melhor emprego do mundo! E conhece o homem da sua vida: Aidan. Tudo está perfeito até que... bom, algo aconteceu. 

Anna está de volta à casa de seus pais, curativos, gessos, talas, cicatrizes e dores, muitas dores. A loucura de sempre na casa da família Walsh, mesmo apenas com papai e mamãe Walsh, Helen e uma Anna presa na cama no primeiro andar. Helen é definitivamente a minha irmã favorita e, como Anna e Helen são as mais novas, as filhas 'pequenininhas', melhores amigas, ela está super presente nesse livro. O que tornou tudo ainda mais divertido. Anna e Helen trocam muitos e-mails, todos extremamente hilários, já que Helen arranjou um novo emprego e agora é detetive particular! Estou louca pelo quinto livro dessa série, reparem. 

Além das feridas físicas, Anna também sofre psicologicamente. Ela precisa voltar para Nova York, voltar para Aidan. E depois do aval do médico, ela faz exatamente isso. 

Mesmo de volta a NY já há alguns dias nós ainda não descobrimos o que realmente aconteceu a Anna. Não é o que vocês estão pensando. Tive minhas suspeitas no início do livro, mas depois percebi que estava errada e parti para outra opção, dessa vez certa. O suspense sobre isso é muito legal, super bem feito mesmo, do tipo que te deixa curiosa mas não é uma coisa absolutamente forçada. É possível de ser imaginado, mas não é óbvio. Não é uma questão de enrolação, é o tempo que Anna precisa para assumir para si mesma o que aconteceu. 

Tem Alguém Aí? foi um livro que me arrancou muitas gargalhadas, mas também me emocionou demais. Só uma choradinha básica. Algumas cenas lindas aqui, outras muito tristes acolá e mais algumas super engraçadas por aí. É mais ou menos disso que o livro é feito. É um chick-lit que fala sobre amor, sobre coisas que eu não posso dizer para não dar spoilers e sobre mulheres, por que não? É um chick-lit afinal! 

Sorteio!

E, falando em mulheres, que tal sortear um botton de Questões do Coração, um livreto de Ecos da Morte e um marcador de Fazendo meu Filme? O kit vai para apenas um ganhador e nós vamos sortear entre os comentários nesse post e sobre o post. Quem quiser participar, basta deixar seu e-mail no comentário para que nós possamos entrar em contato, ok?

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Beijos, 
   Celle. 

É Agora ... Ou Nunca - Marian Keyes

10 de fevereiro de 2011


É Agora... ou Nunca
Marian Keyes
Editora Bertrand Brasil
588 Páginas



Faz um tempo que eu estava conversando com a Zoe sobre como eu tinha me decepcionado com Los Angeles. E nós acabamos conversando sobre você ler vários títulos de um mesmo autor - sem ser de série - de uma vez só acaba te desanimando. Então, eu fui com esse sentimento pra É Agora ... Ou Nunca, do tipo "será que eu vou rir ainda menos nesse?"

Mas, gente, ela conseguiu me fazr rir ainda mais.Poderia ler mais uns cinco livros dela agora haha

É Agora ... Ou Nunca conta a história de três amigos, um homem e duas mulheres (acho que esse é o segredo dos melhores livros dela, os que falam de três amigos hn).

O primeiro deles é Fintan, sempre na moda e o único que tem um relacionamento feliz com o italiano Sandro. Eles são um casal muito fofo, do tipo que não vai se separar. As outras são Tara e Katherine que, de uma certa maneira, tem personalidades bem opostas. Tara é uma dessas mulheres que não sabe viver sem um homem do lado. Está em uma luta contra a blança para agradar seu namorado Thomas, pão-duro, grosseiro e muito chato. Por que ela ainda está com ele ? Ah, ninguém sabe. Aliás, como ela diz, aos 31 anos e no sufoco do 'é agora ou nunca', ela não pode ficar solteira, igual está Katherine. Alta, linda e muuito metódica e perfeccionista, ela foge de relacionamentos de verdade, para não se magoar (de novo). 

Pela primeira vez, eu gostei e torci para todos os personagens principais de um livro da Marian. Nenhum deles me cansou em nenhum momento do livro. Novamente, os personagens secundários são demais. Para citar só dois, temos Liv, uma suíça que é amante de um desses caras que juuura que vai largar a esposa #not. E Joe Roth, ai ai. Primeiro encontro num jogo do Arsenal ? Insuperável. (Na verdade, o Manchester supera, deixa quieto).

O livro começa a ficar mais interessante quando Fintan tem um problema de saúde. Sua família vem visitá-lo (adorei eles também) e as meninas e Sandro ficam muito, muito preocupados. Com Fintan doente, todos entendem o verdadeiro significado do 'é agora ou nunca'. Passam a valorizar mais as coisas e começam a perceber como suas vidas seriam diferentes se tivessem menos tempo. Pouco a pouco, o livro aborda um monte de temas interessantes, especialmente no que diz respeito a Fintan. Os problemas que ele enfrenta por ser homossexual, como é sua relação com a família e, também, os problemas de Tara com a comida e o porque de Katherine ser tão fria com homens (se falar mais, estrago). 

Vale lembrar que tanto a vida amorosa de Tara quanto de Katherine são reflexos do passado das duas. E vê-las enfrentar isso foi uma coisa que mexeu muito comigo. Seus medos, desejos, pensamentos e ações. Tudo era muito verdadeiro. As duas personagens eram muito reais, me identifiquei com uma parte de cada uma e fugiram do clichê "sou uma mulher whatever e um homem perfeito me quer". Não. Mesmo que isso acontecesse, elas tem problemas a resolver com si próprias, um passado a superar. Enfim, muito verdadeiro. 
Entããão, se você quer começar a ler Marian Keyes, eu indico que comece por esse. Engraçado, você lê suuper rápido, longe de ser fútil e te deixa com um sorriso na cara quando termina.

beijos, pessoas 

Por Mel

Cheio de Charme - Marian Keys

26 de janeiro de 2011

Quando você lê Cheio de Charme, mesmo já conhecendo e já tendo lido livros da Marian Keys, você pensa 'como ela consegue?'. Sério. É muita pesquisa, gente. Dava pra perceber enquanto eu lia que esse livro é o resultado das experiências de muitas pessoas, que a Marian correu muito atrás e tem muita gente envolvida direta e indiretamente na sua produção. 

Desde já, já digo que recomendo. Você precisa ler esse livro. Fato.

Cheio de Charme é contado por quatro mulheres diferentes, mas acho que são só duas ou três partes da Alicia. Bom, minhas preferidas são Lola e Grace. A Lola me conquistou logo no início do livro e eu ficava folheando as próximas páginas procurando pela fonte que indicava que era ela. Ao mesmo tempo que a Grace foi me conquistando, a Lola me decepcionou um pouco, mas ela continuou absurdamente engraçada. 


"(Ela tentou explicar. Tinha alguma coisa a ver com "ralo". Não posso dar maiores informações. Sempre que ouço a palavra "ralo", apago momentaneamente.)"

Lola Daly - pg 502

Falta eu citar uma então, certo? Irmã gêmea da Grace, Marnie fecha o quarteto. Dessa vez, cada uma tem suas páginas muito bem divididas. No início essas partes são maiores, depois elas vão ficando cada vez menores e a ordem se perde um pouco. 

Mas o que essas quatro mulheres tem em comum? Alguma coisa tem que ter, afinal elas dividem um livro, certo?

Todas as quatro tiverem suas vidas mudadas por um certo político irlandês. Carismático, lindo, com presença forte e capaz de fazer qualquer mulher se sentir muito importante, Paddy de Courcy é o homem do momento. Já começamos recebendo a notícia bombástica de que alguém conseguiu fisgar de vez seu coração e Paddy irá se casar. 

O maior problema dessa notícia para Lola é que ela não é a noiva, apesar de ser sua namorada. Ou pelo menos era. Mas, a mulher que sai por cima é Alicia Thorton, noiva de Paddy. E, apesar dos laços de Paddy com Marnie e Grace ter ficado no passado, elas parecem tão chocadas quanto Lola ao receberem a notícia. Bom, talvez esses laços não estejam tão no passado assim, afinal. 

Grande parte da história de Lola com Paddy é contada logo no início, quando, se sentindo humilhada, mas ainda assim louca por de Courcy, Lola tenta de tudo para conseguir uma explicação, um motivo pra esse casamento repentino que não era com ela. Talvez ela devesse ter dado mais atenção a carreira dele? Talvez fosse culpa das mechas roxas? Não, bordô. Ela é uma consultora de estilo que lutou muito pra ser reconhecida e agora, nesse momento de loucura, está pondo tudo a perder. Queimando roupas caríssimas, trocando malas e agindo feito louca pra cima e para baixo. É então que sua amiga Bridie oferece a casa de seu tio Tom em Knockavoy para Lola passar alguns dias e se acalmar. 

Não é novidade que a Marian é expert em coadjuvantes geniais, certo? Tanto Bridie, Treese e Jem, amigos da Lola de Dublin, e os moradores de Knockavoy são incríveis. Mas, vamos combinar que Knockavoy é um é lugarzinho com uma população pra lá de estranha. E divertida. Os amigos da bebida, os das séries, os dos filmes, do ciber café... Um pub pra cada ocasião.

Grace é uma repórter do Spokesman. Uma mulher forte, independente e que não se importa tanto assim em parecer deslumbrante. Ela só precisa usar a roupa certa pra agradar a pessoas da qual ela vai obter informações. Parece que Grace ficou com toda a força nan horas das divisões entre ela e Marnie no útero. Ao contrário de Grace, Marnie era, até mesmo fisicamente, fraca e sensível. Carente e com grandes tendências a depressão. Quem conhece os livros da Marian, já está acostumado com esse tipo de personagem. Em relação às gêmeas, os coadjuvantes continuam geniais. Bid, a tia, é minha ídola. Nick, marido de Marnie e Damien namorado de Grace são uns amores.  

Falando em amores, em Cheio de Charme a gente vê a diferença de uma paixão para um amor de verdade. Um amor forte, um amor maduro. É lindo. Mas, não vou entrar em detalhes aqui. Só digo que eu chorei também, além de gargalhar. 

Outra característica dos livros da Marian Keyes são assuntos polêmicos. Cheio de Charme está simplesmente entupido deles. Política e corrupção de mãos dadas, câncer, violência doméstica, alcoolismo, crossdressing, depressão, traição... Nossa, é uma chuva de coisas muito importantes, mas tão difíceis de serem tratadas. Marian Keyes consegue falar dessas coisas como se fossem doces. Aviso, então, que exitem cenas fortes, vocês imaginam, né? Ela não ameniza as coisas para ficarem bonitinhas em um livro, não.

E eu descobri que existe diferença entre travestis e crossdresses, coisa que eu não sabia :O.

Então, com muito humor, mistério, amores e dramas, espero ter deixado quem ainda não leu cheio de vontade de ler Cheio de Charme!

Beijos, beijos, Zoe.


Los Angeles - Marian Keyes

21 de janeiro de 2011

"Em breve estaremos pousando no Aeroporto Internacional de Los Angeles. Por favor, certifiquem-se de que o encosto de suas poltronas está na posição vertical, de que você não está nem um quilinho acima do peso de que seus dentes estão brancos como a neve."

Seguindo os livros da Marian Keyes que eu ganhei de Natal, escolhi Los Angeles para começar a ler - também da Bertrand Brasil. Mas acho que não foi lá uma boa escolha. Já, já explico melhor. Vamos a história :

Esse é mais um dos livros da Marian que fala sobre a famlía Walsh, e a irmã da vez é a Margaret (Maggie é mais bonitinho ^^). Há também Melancia, sobre Claire; Férias, sobre Rachel e Tem Alguém Aí?, sobre Anna. Agora só falta um para a Helen, que eu achei super fofa.

Diferente das suas irmãs, Maggie é a mais certinha, a santinha e aquela que casou com o primeiro namorado - seus pais nunca se cansam de falar isso. No entanto, presa em um casamento que não estava mais funcionando, Maggie se separa do marido e, após um curto perídodo na casa dos pais, decide ir passar um tempo em Los Angeles. Lá, fica hospedada na casa de sua amiga Emily, uma roteirista em busca de sucesso, e começa a fazer coisas que jamais imaginou. E, em meio a tantas pessoas lindas, bronzeadas, cabelos perfeitos e roupas suuuper elegantes, Maggie começa a entender um pouco mais sobre ela mesma e sobre o fracasso do seu casamento.

Bom, a minha cabeça, o livro se dividiu em três partes : chato-engraçado-lindo.

O início, bem, eu realmente não gostei. Não porque ela estivesse depressiva, sofrendo pela separação, buscando um novo rumo. Não. Na verdade, ela nem me pareceu tão depressiva. Ela simplesmente não fazia nada por vontade própria e passa o início da sua vida em Los Angeles "seguindo" sua amiga Emily. Vai a todos os lugares que ela a leva, conhece seus amigos. Maggie não se mostra muito, eu não estava gostando. Enfim, fui arrastando a leitura e comecei a gostar lá para depois da metade do livro.

As outras duas partes são realmente muito, muuito boas. A parte engraçada é um pouco curtinha, mas é quando ela começa a se abrir mais e ter as experiências novas - muito divertidas, por sinal. A partir daí e de algumas mudanças em Los Angeles, Maggie começa a pensar mais sobre seu passado, -o que acaba sendo muito surpreendente - e mergulha nos seus antigos medos, dúvidas e erros.

Além disso, em todas as três partes (que eu criei haha) tem várias partes boas sobre a vida em Los Angeles. Maggie sempre fala sobre como as pessoas são sempre lindas, estilosas, vão as melhores cabelereiros. As sobrancelhas, unhas, madeixas de Maggie são, invariavelmente, as mais mal-cuidadas do livro. E, algo que eu já tinha dito na minha outra resenha, eu adorei, mais uma vez, os personagens secundários. No início do livro, que eu não gostei e não me importava mesmo com a Maggie, eu queria muito saber o que ia acontecer com todos os atores e roteiristas um pouco sem sucesso algum que tinham ido a LA em busca de uma chance.

E destaque para o Justin Thime, o gordo dispensável que eu jamais dispensaria :
"Sempre faço papéis de gordos dispensáveis para a história. Sabe quando a nave do ator principal aterrisa em um planeta e um dos membros da tripulação é pulverizado por algum E.T. hostil. Pois é, o pulverizado sou eu."

Por fim, vem uma parte muito difícil. Eu recomendar o livro, porque eu não sei se recomendo ou não. Vergonhoso, eu sei. O final é lindo, a história da Maggie é maravilhosa e eu adorei tudo a partir da página 300, ou um pouquinho antes disso. Mas, bem, como vocês acabaram de ler, há cerca de 300 páginas até a parte que eu gosto. Para quem não conhece Marian Keyes ainda, tem resenha de Sushi e Um Besteseller Pra Chamar de Meu aqui, ambas super positivas. Pra quem conhece, gosta e ainda não leu, acho que vale a pena dar uma chance e ver se a opinião não acaba sendo diferente da minha.

beijos, beijos

Por Mel

Um Bestseller Pra Chamar de Meu - Marian Keyes

17 de janeiro de 2011

"Os tempos estão difíceis. As crianças já não obedecem aos pais e todo mundo está escrevendo um livro."
Marcus Tullius Cicero


Acreditem se quiserem, esse foi o primeiro livro da diva diva Marian Keyes que eu li. Publicado pela Bertrand Brasil, eu sempre sooonhei em ler  porque o título me parecia muito atraente vergonhoso. Enfim, ganhei, li e vim contar para vocês. 
Assim como alguns livros da Marian, Um Bestseller Pra Chamar de Meu conta a história de três mulheres, cujas vidas se entrelaçãm de algum jeito. Jojo, uma agente literária muito trabalhadora (muito meeesmo), que mantém um caso com seu chefe... casado. Lily, cliente de Jojo, cujo primeiro livro foi um bestseller, mas começa a ter problemas para escrever o segundo e para superar a culpa de ter roubado o namorado de sua amiga, Gemma. Ela, por sua vez, está cuidando de sua mãe, após o pais sair de casa. Enquanto isso, narra suas histórias para uma amiga via e-mail. A Gemma é super engraçada e tudo que ela escreve acaba indo parar nas mãos de uma certa agente literária.

O livro é dividido em três partes, e cada uma delas é subdividida. As partes Um e Dois contém três pedaços maiores, com vários capítulos cada, que contam a história das três separadamente. A parte Três tem vários pedacinhos, cujo título de cada capítulo é o nome da personagem principal dele. O livro fica muito emocionante nessa hora haha Ainda, as partes da Lily e da Gemma são em primeira pessoa e a da Jojo é em terceira pessoa e em forma de agenda, com data e hora antes de tudo que é narrado.
Bom, tudo que posso dizer é que a Marian Keyes é divertidíssima e que eu amei o livro. Eu não tinha ouvido nenhuma crítica maravilhosa sobre ele, mas li mesmo assim e recomendo. Apesar de suas 700 e tantas páginas, ele não me cansou e eu poderia ficar lendo durante todo o tempo que eu quisesse. A Marian cria personagens secundários muito divertidos, como Irina, uma vizinha russa de Lily, que eu ria só pelo jeito dela de falar :
- Eu dive um homem, mas não o amava. Viquei inveliz. Gonhezi outro homem, ele não me amava. e eu viquei inveliz. Homens!
 (ok, confesso que as vezes eu demorava pra entender o que ela falava haha)

No entanto, eu não gostei muito da Lily. Ela era a mais depressiva, mas a que eu achava que tinha os menores problemas. Na verdade, acho que a maioria dos problemas dela foi ela mesmo quem criou na sua cabeça. Ela não lidava bem com nada, bem chatinha soumá. As partes sobre ela eu acabava lendo mais devagar, mas não tornou o livro ruim.

Além de ser muito engraçado, o livro retrata mulheres muito reais, na minha opinião. Ficam nervosas, choram, vomitam, enchem a cara e acordam sem lembrar de nada hahah Mesmo assim, as três tem sonhos, fantasias, mas que nem sempre se realizam. Um Bestseller pra Chamar de Meu é sobre a força feminina, correr atrás do que se quer, mas encarar a vida de frente e superar caso as coisas não saiam como esperado.
Ah, e claro. Todas elas descobrem que o verdadeiro amor pode acontecer de várias maneiras. Sério, gente, isso é muito fofo.

Por Mel

ps.: Um pequeno comentário sobre uma coisa quem já tem me incomodado, mas eu só lembrei de comentar agora. Eu tenho notado que, atualmente, os livros tem vindo com muito, mas muito mais problemas de revisão do que antigamente. Pontuação errada, falta de letras, acentos. Coisas que não aconteciam antes e hoje eu tenho visto com frequência. Um Bestseller pra Chamar de Meu foi só mais um dos vários livros que eu tenho lido com erros.
Ah!, e outra coisa. Não traduziram penny. Então, no meio do livro, por diversas vezes alguém diz "não tenho nenhum penny na carteira." Eu sei que é o nome do centavo, mas me incomodou, não ficava bem em nenhuma frase. Podiam ter colocado centavo, moeda, qualquer coisa, eu acho.

Diva do mês #1 - Marian Keys

15 de novembro de 2010

 Vou fazer uma breve explicação da coluna 'Diva do mês', que será feita em toda terceira semana de cada mês. A ideia é escolher uma pessoa do sexo feminino que seja uma diva para uma nós, ou para nós três. Uma escritora, uma cantora, atriz.... o objetivo é valorizar o trabalho de mulheres que mudam nossas vidas e merecem nosso apoio. Lá vai:


Diva de novembro:  
Marian Keyes
                                                         
Quem é?
         Marian Keyes é uma escritora irlandesa, famosa por seus Chick Lits. Marian morou por um tempo em Londres depois de se formar em direito pela Dublin University. Ela superou graves situações antes de se tornar uma escritora de sucesso, causados pelo alcoolismo e uma tentativa de suicídio. E eu penso 'como assim? Ela me faz rir tanto'. Nascida em 10/09/1963, hoje ela vive em Dún Laoghaire com seu marido inglês Tony. Seus hobbies são ler, filmes, sapatos, bolsas e feminismo.

    Sobre seu trabalho:
            Marian Keyes tem dez livros publicados, eles já foram traduzidos para 33 línguas e mais de 23 milhões já foram vendidos. No Brasil são 'Melancia', 'Casório', 'Férias', 'É agora... ou nunca', 'Sushi', 'Los Angeles', 'Tem alguém aí?' e 'Um Bestseller pra chamar de meu'. São livros que, de maneira engraçada, leve e cativante, tratam de assuntos sérios como depressão, alcoolismo e violência.

      O que eu mais gosto nela: 

      O jeito de me fazer rir horrores.

      Trabalho que eu mais gosto:

      'Melancia'.

      Último trabalho até o momento:

      'The Brightest star in the sky', ainda sem versão em português.

      Website:
                    http://www.mariankeyes.com/Home , um tanto quanto desatualizado ;x .

        Mas... e aí?

                    Preciso dizer que nunca superarei 'Melancia', eu simplesmente adoro. Não li todos lançados no Brasil ainda, mas irei em um futuro próximo. O chato é que os livros da Marian são muito caros aqui no Brasil, e só abaixam de preço em suas versões de bolso. As personagens dela são todas muito femininas, fortes, mas sensíveis; determinadas, mas confusas; apaixonadas. Se você está pra baixo e quer se animar, seja qual for o seu problema, leia Marian Keyes!

        Beijos, Z.
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