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Perdida - Carina Rissi

28 de dezembro de 2013


Perdida
Carina Rissi
Editora Verus
364 páginas
2013
 

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda do prestativo Ian, Sofia embarca numa procura às cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

Após ter gostado muito de Procura-se um marido e a Verus lançar a nova edição do outro livro da Carina Rissi, não resisti e comprei rapidinho. Logo entendi porque esse livro é tão queridinho por aí. A história é incrível, os personagens são apaixonantes e o livro é muito engraçado! Eu realmente amei tudo nele (especialmente o fato da autora estar lançando a continuação! YAY!). 

Para começar, o que eu mais gostei no livro - e também o que rende as cenas mais engraçadas - é o choque da Sofia ao chegar em 1810. Foi bem curioso, porque embora seja bem óbvio que haviam muitas diferenças, há alguns detalhes que nós acabamos não lembrando de primeira, como os livros que já existiam ou algumas expressões. A impressão que eu tinha é que quando eu achava que não teria mais nenhuma surpresa e a Sofia já estava mais adaptada, eu descobria mais uma grande diferença entre as duas épocas. E, claro, as reações da personagem ao descobrir os costumes da época são as mais hilárias. 

Só que, além da Carina ter criado esse enredo super diferente, ela criou uns personagens maravilhosos também. Eu amei a Sofia desde o começo. Outro personagens que amei no segundo que apareceu foi o Ian... um verdadeiro cavalheiro que tentava muito entender o que a Sofia dizia e porque ela estava com as pernas de fora! Vê se pode. A irmã do Ian também era muito fofa, dava vontade de entrar no livro para cuidar dela. Esses três merecem destaque, mas acho que eu gostei até de quem não era pra gostar.

Perdida foi uma leitura leve e engraçada no melhor estilo conto de fadas moderno (talvez não tão moderno assim haha). Entrou para os meus chick-lits favoritos e acho que vocês todos devem correr para ler. Só posso fechar esse post de uma maneira depois de tanta babação:

CARINA, SOU SUA FÃ! (E que Perdida 2 venha logo!)


I've Got Your Number - Sophie Kinsella

25 de setembro de 2013

I've Got Your Number (Fiquei com seu número)
Sophie Kinsella
Editora Bantam Press (Record)
384 páginas (462)
2012

 


Já há um tempo eu decidi que leria outro livro da Sophie Kinsella que não fosse da série da Becky Bloom. Eu comecei a ler o primeiro e não consegui terminar. Era descontrole demais para a minha cabeça aguentar. Porém, se meio zilhão de pessoas diz que a autora é muito boa, você tem que dar uma segunda chance, certo? Eu acredito que sim. Então, procurei um livro dela que me parecesse a melhor chance de fazermos as pazes. Escolhi Fiquei com seu número. Coloquei na cabeça que queria lê-lo, mas não tinha coragem de comprá-lo. Minha esperança era conseguir de troca. Não consegui. Até o dia em que eu dei de cara com uma Saraiva Megastore pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro e, como comemoração, resolvi que iria comprar um livro importado. Comprei I've Got Your Number.

Poppy Wyatt está noiva de Magnus Tavish e ela não consegue acreditar em como foi ter tanta sorte. Até o momento em que percebe que perdeu seu anel de noivado. Um anel de esmeralda, passado pela família Tavish de geração em geração. Poppy está feito louca procurando seu anel pelo hotel onde ele desapareceu quando roubam seu celular. É como se duas partes dela tivessem sido arrancadas em um mesmo dia. Então, ao olhar para uma lixeira, Poppy vê um celular. O que um celular estaria fazendo em uma lixeira? Ela não fica muito tempo se perguntando, pega o celular e distribui o novo número para todos que poderiam achar seu anel. Inclusive para o hotel.

Tudo daria certo, se não fosse o fato de seu novo celular ser propriedade empresarial e pertencer particularmente a PA de Sam Roxton. E de que ele, obviamente, quer o telefone de volta. Mas depois de muita insistência de Poppy, Sam concorda em fazer um acordo com ela e deixa que ela mantenha o celular por um tempo, até achar seu anel. Claro que a partir daí eles são obrigados a manter contato porque Poppy tem que ir encaminhando todas as mensagens para Sam.

O livro tem algumas histórias paralelas, todas muito boas. Poppy, em seu desespero, é muito engraçada. Sam, por sua vez, é realmente um personagem muito bom e inusitado.

Acho que esse livro possui três partes: a primeira, muito engraçada - quando Poppy perde tudo, conhece Sam e eles vão se conhecendo melhor; a segunda, bastante absurda - quando Poppy fica louca e faz um monte de coisas que todo mundo sabe que ela não deveria fazer e a terceira parte, romântica - quando todo mundo sabe o que vai acontecer, porém é muito bom de ler assim mesmo. Então, o saldo foi de 2/3. Mas como a parte engraçada foi realmente engraçada, considero Sophie Kinsella minha mais nova amiga! E claro que eu recomendo Fiquei com seu número.

Beijos, Celle.




O garoto da casa ao lado - Meg Cabot

6 de abril de 2013


O Garoto da Casa ao Lado 
Meg Cabot
Editora Record
400 páginas

O Garoto da Casa ao Lado conta a história de Mellisa Fuller, uma jovem colunista social repórter do NY Journal, que tem mais anotações de atraso do que gostaria tô contigo, Mel. Seu ultimo atraso, no entanto, não foi exatamente culpa sua: a ruiva estava muito ocupada salvando a vida da vizinha, que sofreu um atentado e foi deixada inconsciente na própria sala. Sendo a pessoa doce que é, Mel ajuda velhinha e fica empacada com os animais da senhora, que exigem que ela os leve para passeios longos todos os dias (e garanta mais atrasos). Sem ter mais o que fazer, ela entra em contato com o sobrinho da senhora para que ele assuma a responsabilidade sobre os bichinhos. Aí entra o problema.

O tal sobrinho, o fotógrafo mulherengo Max Friedlander, não está com a menor vontade de deixar as férias com a super modelo Vivica para ficar de babá dos bichinhos da tia em coma. Mas também não quer que a senhora, rica até cair de costas, ache que ele não veio ajudar quando acordar. Ele entra então em contato com um velho amigo, o jornalista John Trent, e cobra um antigo favor: John precisa fingir que é o fotógrafo para os vizinhos e cuidar dos bichos da senhora. O único problema? John tem um ponto faco por ruivas (e por gente fofa, em geral) e, como não podia deixar de ser, ele se apaixona pela jovem Mel, e se vê preso na rede de mentiras que contou para ficar no apartamento ao lado, em primeiro lugar. E agora?

O Garoto da Casa ao Lado é um chick-lit delicioso, saído direto da minha adolescência e meus dias de Meg Cabot, todo narrado através de e-mails, cartas, bilhetes e recados na secretária eletrônica dos personagens. É divertido por que é leve, e conta com personagens inocentes, bem delimitados e feitos de bom coração - mesmo os que não deviam. É impossível não gostar de todos eles, desde a louca família do John - e não tem como não adorar o Jason e a Stacy (a esposa grávida do irmão cheia de hormônios que odeia o Barney) e a Mim (a avó ricaça cheia de manias que gosta de fazer eventos beneficentes) ou todas as referências aos parentes deles na prisão "onde é o lugar deles" - até àquela que nós deveríamos detestar, como a supermodelo burrinha, mas graciosa, Vivica, que está levando Max a falência no Caribe.

Toda a equipe do jornal é feita de amor, mas eu gosto particularmente da Dolly Vargas e, obviamente, da Nadine, que é a melhor amiga da Mel e é noiva neurótica de um simpático Chef. Também adoro o Tim da computação, o típico cara gay de escritório, divertido até cair de costas e o chefão linha dura, mas super compreensivo da equipe de reportagem, George você pode reparar que eu adoro todo mundo. Como bom chick-lit que é, Garoto da Casa ao Lado mantém o humor nas situações estranhas, na absurda quantidade de fofoca dos amigos de trabalho e na personalidade dos queridos que, por mais que tenham seus defeitos característicos, estão todos dispostos a fazer um sacrifício pela nossa personagem principal. É risada garantida.
capa feita de amor e cor de rosa.

O Garoto da Casa ao Lado foi o primeiro livro da série dos Garotos da Meg, e é leitura certa pra quem quer um livro leve, divertido e cheio de amor. Ele ganhou, assim como o seu companheiro Garoto Encontra Garota, capa repaginada nos últimos anos, mas na hora de comprar o meu dei preferencia à primeira capa, que foi com a qual eu li a história pela primeira vez. Mesmo achando a nova mais bonita, eu tenho amor à minha capinha antiga e quis deixar os meus dois livros com edições iguais.

Bem, era isso... mais um livro da Meg Cabot que, como sempre, está recomendadíssimo! 
Beijo, beijo,
Thai.

Procura-se um marido - Carina Rissi

23 de janeiro de 2013

Procura-se um marido
Carina Rissi 
Editora Verus
474 páginas
2012

Minha vontade de ler esse livro veio, na verdade, da minha vontade de ler Perdida, o primeiro livro da autora. Confesso que queria começar por ele, mas, quando fui finalmente comprá-lo, vi que estava indisponível. Fui perguntar a própria Carina e ela, muito simpática, me respondeu que deve ficar um tempinho indisponível mesmo. Como eu estava muito curiosa mesmo para ler algo da autora, acabei comprando Procura-se um marido para conhecer logo o trabalho dela! 

Procura-se um marido conta a história da Alicia. Sua única família é seu avô, Nasciso, um empresário muito rico. Quando o avô de Alicia falece, ele deixa toda a sua fortuna para ela. Com um pequeno detalhe. O avô de Alicia não a considerava muito responsável, por isso, Alicia só terá direito ao dinheiro se ganhar um pouco de maturidade. Como seu avô vai garantir que isso aconteceu? Deixando no testamento que Alicia só pode receber o dinheiro se estiver casada. Inicialmente ela se encontra perdida, quando, enfim, tem uma ideia genial: alugar um marido. 

Acho que a própria sinopse do livro já entrega um pouco o que ele te reserva. Um chick-lit com uma história bem maluca, mas muito engraçado. Me diverti bastante lendo o livro e acredito que todo mundo irá também. A escrita da Carina é deliciosa e bem envolvente e esse livro é um desses que você vira várias páginas sem nem notar. Uma das coisas que eu mais gostei no livro foi que a Carina acrescentou vários outros elementos à história além do marido de aluguel. Vemos bastante da relação de Alicia com seu avô, sua vida no emprego novo que ela deve aceitar após a morte do mesmo e os vários problemas que podem surgir por Alicia estar tentando burlar o testamento. Eu acreditava que o livro seria mais sobre a procura de Alicia por um marido e sua vida de casada de mentirinha após encontrar. Então, fiquei muito feliz ao ver que o livro trouxe muito mais do que só isso. Embora o livro ainda tenha algumas partes clichês, algumas coisas se desenrolaram que acabaram me surpreendendo. 

No entanto, algumas coisas impediram da leitura ser 5 estrelas para mim. A primeira e principal, acredito eu, é que eu demorei um tempo para gostar da Alicia. Assim que a leitura se inicia, é fácil perceber que a vida de Alicia é só diversão. Quando ela se vê na vida real, trabalhando, eu fiquei um pouco incomodada com a pequena falta de noção dela. Por exemplo, achando injusto alguém reclamar dela chegar 45 minutos atrasada no trabalho. Afinal, chegar 45 minutos de atraso é praticamente chegar pontualmente. No entanto, no decorrer do livro, Alicia começa a ver as coisas de outro jeito e nós também começamos a vê-la assim. Alicia realmente é uma pessoa muito boa, mas viveu sua vida inteira de uma maneira bem diferente. No mais, são alguns detalhes. Achei que algumas coisas aconteciam rápido demais, como a própria parte de escolher um marido. Acho que isso acontece para dar lugar às várias outras coisas que se desenrolam no livro, mas, ainda assim, fiquei esperando um pouco mais de desenvolvimento em algumas cenas, digamos assim. 

Sem dúvidas, eu indico a leitura de Procura-se um Marido. Eu me diverti muito, virei as páginas super rápido e torci muito pelo final feliz de Alicia. Foi um livro que me cativou mesmo. Mal posso esperar para ler outras obras da Carina Rissi e, se você ainda não leu, acho que já deveria começar, viu?

Beijos
Julia 

A vez da minha Vida - Cecelia Ahern

16 de novembro de 2012


A vez da minha Vida 
Cecelia Ahern 
Editora Novo Conceito 
384 páginas
2012

Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.


Nesse segundo livro que eu leio da Cecelia Ahern é contada a história de Lucy Silchester, um nome que eu achei  muito legal. Lucy sente-se bem, mas sua vida não está, na verdade, em  sua melhor forma. E é por se sentir negligenciada que a Vida de Lucy quer marcar um encontro com ela. 

Existe uma agência que faz com que algumas pessoas se encontrem com suas Vidas, inclusive uma mulher que passou um tempo com sua Vida deu uma entrevista para uma revista, com limas e limões em um jarro no fundo. Mas eu não consegui entender como isso funciona exatamente. Como a agência encontra as pessoas que não estão levando suas vidas da melhor maneira, ou como eles descobrem absolutamente tudo sobre essas pessoas. E, o pior, como a pessoa que é a Vida da outra tem reações tão bizarras, como a Lucy ficar muito nervosa e sua Vida acordar com brotoejas. 
De qualquer forma, Lucy se vê abrigada a se encontrar com sua Vida, mesmo que ela não queira isso. 

Eles não se dão bem logo de cara. A Vida de Lucy é um homenzinho mau-humorado, mas bem engraçado. Ele tenta fazer com que Lucy tome um novo rumo na vida, ou pelo menos que troque a luz do banheiro, que queimou há um ano, limpe o carpete nojento e esse tipo de coisa. Mas o pior seriam suas mentiras. A mulher é uma mentirosa compulsiva. O que torna a vida dela uma bagunça, mas, por outro lado, torna o livro muito engraçado. Chega a acontecer de Lucy contar uma história qualquer de sua vida por duas páginas e depois simplesmente dizer "ok, eu menti". Ela é incrivelmente criativa, capaz de criar diversas versões para o mesmo acontecimento. 

Bom, a verdade é que Lucy é uma ótima pessoa. Porém, ela tem alguns problemas com seus pais, não é bem resolvida amorosamente falando e não sabe o que quer da vida. E se preocupa muito com os outros e pouco com si mesma. A vez da minha Vida é um livro muito divertido sobre Lucy se resolvendo com seus amigos, sua família, seu ex-namorado, seu trabalho, sua vizinha, seu coração. Lucy Silchester precisa se resolver com sua Vida. 

Uma boa história até para refletir um pouquinho sobre como estamos levando as nossas próprias vidas, se estamos dando a ela a atenção necessária. Sem falar no romance fofo. Devo recomendar o livro. É bem mais leve que P.S. Eu te Amo, mas também tem a cara da Cecelia Ahern. 

Beijos,
Celle

A Estrela Mais Brilhante do Céu - Marian Keyes

19 de abril de 2012

A Estrela mais Brilhante do Céu 
Marian Keyes
Bertrand Brasil 
598 páginas

Há autores que você não precisa ler muito deles para entender seu estilo. Comigo, isso aconteceu com a Meg Cabot, a Emily Giffin, o Douglas Adams, alguns outros e, claro, a Marian Keyes. Personagens engraçadas e uma história divertida que traz algum tema sério. E, quando eu peguei A Estrela Mais Brilhante do Céu, seu último lançamento, era isso que eu esperava. Rir um pouco e conhecer algumas personagens bem legais. Só que eu descobri que, apesar do que eu conheço da autora ainda estar lá, este livro é - e muito - diferente do que eu esperava. E da melhor maneira possível.
  
Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. Ele está em uma missão para mudar a vida de alguém. (...) Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo, o encantador Fionn. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt...

 Pela sinopse já dá para ter uma ideia do que eu estava falando. Vários personagens, em um mesmo prédio. Casais, mulheres, poloneses e até um cachorro. Sério, tem de tudo.  Eles não tem aquele jeito de "herói da ficção", são só pessoas normais levando sua vida como podem. A grande parte nem se importa com existência um dos outros. Comecei o livro sem saber nada sobre a vida deles ou o que estava para acontecer, pois a sinopse não nos entrega muita coisa. O livro é narrado por esse espírito, que está em uma missão. Por isso, o livro é em forma de contagem regressiva. Eu não sabia a o que ela me levaria. E, mesmo assim, tinha algo de interessante no livro e nas vidas de Matt, Maeve, Lydia e todos os demais que me fisgou.

 Como todo livro da marian Keyes, ele começa lento, sem entregar muito da história. Demora um pouco para engrenar e você ficar lendo sem largar. Normalmente, eu continuo lendo porque eles são muito engraçados. Mas A Estrela mais Brilhante do Céu não é seu livro mais cômico. Só que ele tem esse ar misterioso que foi me deixando cada vez mais curiosa. Pouco a pouco, nota-se que todos eles tem uma falsa vida perfeita, que é tudo fachada, fingimento. Começam a surgir os problemas sérios, marca registrada dos livros da Marian Keyes. Marian revela tudo de forma devagar, dando algumas pistas primeiro. Mesmo quando você descobre alguma coisa, você sente que não tem conhecimento de tudo que se passa na vida de alguns personagens. Até o final. Ah, o final. Acho que li umas 250 páginas sem parar em uma madrugada adentro. Eu não lembro que cena despertou isso, mas o final é muito emocionante e cheio de ação! (sério!). Quando você descobre tudo, todos os mistérios, tira suas dúvidas, acho que você chegará a mesma conclusão que eu : Esse é o melhor livro da Marian Keyes! (Fala sério, até ela admite que é seu preferido haha!)

Acho que dá para notar que eu amei esse livro. Não foi mais um chick lit, que você ri e depois esquece. Para mim, ele é o melhor da autora porque ele é o mais diferente. Ela acertou tanto compondo a história que, quando tudo terminou, eu fiquei encantada. Vi algumas pessoas falando que amaram e que acharam o pior. Como eu disse, achei diferente do habitual da autora. Recomendo para todos, sim. Para quem nunca leu nada da autora, o comçeo pode ser meio lento, mas vale a pena continuar. E, para quem já conhece, conheça uma história da Marian Keyes um pouco diferente. A essência da autora ainda está lá, só que com um algo mais. Adorei.

beijos
Julia

[Retroprojetor #29] Qual seu número?

13 de abril de 2012

Qual Seu Número?
Karyn Bosnak (livro)
Editora Novo Conceito (livro)
Diretor: Mark Mylod
Gênero: Comédia
Distribuidora: Fox Film
108 minutos

Anna Faris interpreta Ally nesta comédia romântica sobre uma moça que lê um artigo numa revista, no qual alega-se que “mulheres que já tiveram 20 ou mais parceiros na sua vida têm grande chance de ficarem solteiras para sempre”. Após contar os homens da sua vida, Ally começa a perder as esperanças de se casar. Prometendo a si mesma não ultrapassar a contagem atual, ela pede a ajuda a seu vizinho bonitão (Chris Evans) e torna-se obcecada por localizar seus ex-namorados para ver se ela deixou escapar ‘o cara certo’.

Hoje a ficha do filme está um pouquinho maior porque eu acrescentei informações sobre o livro no qual o filme se baseou. Mas, se você quiser maiores informações, nós temos uma resenha para você! Leia aqui. 

Esse filme é também do ano passado, mas que eu só fui conseguir assistir recentemente. Mas eu não li o livro. E bom, sendo uma comédia romântica baseada em um livro que eu li muitas resenhas sobre, eu já sabia praticamente toda a história. Ainda assim, gostei muito do filme e dei muitas gargalhadas. 

Anna Faris é uma mulher de voz rouca, risada forte e jeito espalhafatoso em muitos filmes que faz. Como Ally então, nem se fala. Acho que interpretação da atriz deixou tudo muitas vezes mais engraçado. Ally, ao ler o tal artigo da revista que afirma que mulheres que já tiveram 20 ou mais parceiros na vida tem pouquíssimas chances de encontrar seu príncipe, fica desesperada. E soma-se ao artigo científico a chegada do casamento de sua irmã mais nova. Não tem jeito, irmã mais nova se casando, sempre bate aquele "e agora?". 

Ally, ao arruinar sua última chance com o 20º candidato, tem a genial ideia de tentar reencontrar seus ex's. Afinal, assim, ela não ultrapassaria o número proibido, o 21. E só de Ally ficar sem novos rolos já é muito difícil porque, vamos combinar, não por causa do número em si, mas por causa das situações que assistimos ao longo do filme, ela é bem fácil. 

Ally, então, cria um plano junto com seu vizinho mulherengo e belamente (sim sim) interpretado por Chris Evans, Colin. Se eu não me engano, essa parte é diferente do livro, mas o plano consiste em: ela afasta as mulheres que dormiram com ele e ele descobre o paradeiro dos ex's dela. O romance é óbvio. Mas o que é legal é que ele, como um verdadeiro mulherengo, dá em cima dela descaradamente durante todo o filme. É bem engraçado. 

Mas acho que as cenas mais engraçadas são graças à Ally e a um de seus ex-namorados. Ele aparece no trailer uma vez, mas durante o filme ele tem várias aparições. E em situações muito inusitadas, a Ally realmente parece estar perseguindo o cara. 

Como uma comédia romântica, não há muito o que se discutir, nada muito profundo. O filme está super recomendado para quem estiver afim de se divertir. Bom, o trailer conta todo o filme basicamente, mas como não há muito o que se esconder mesmo, para quem quiser :


Beijos, 
Celle.

Tem Alguém Aí? - Marian Keyes

7 de março de 2012


Tem Alguém Aí?
Marian Keyes 
Bertrand Brasil 
602 páginas

 Tem Alguém Aí? é o quarto livro da Família Walsh. O livro de Anna Walsh, a quarta irmã. Aquela irmã que costumava usar saias compridas e cheias de franjas, com um estilo hippie e que viajava para os lugares mais estranhos com seu antigo namorado quando bem lhe dava na telha. Você que já leu Melancia, Férias ou Los Angeles se lembra dessa irmã? Sabe de quem estou falando? Duvido que alguém possa se esquecer de Anna Walsh. 

Mas nesse livro, Anna está mudada. Ela amadureceu, passou por um choque de realidade e criou um maior apreço pela responsabilidade. Seu antigo namorado a largou, ela não tem emprego e está com o quê? 29 anos? E morando com os pais na boa e velha Dublin. Algo precisava ser feito. É então que Anna resolve se mudar para Nova York, onde sua irmã Rachel mora com seu futuro marido Luke (Férias!, quem leu?). Ela não vai morar com a irmã, mas convence sua amiga Jacqui a ir com ela. 

Em determinado momento, Anna consegue o melhor emprego do mundo! E conhece o homem da sua vida: Aidan. Tudo está perfeito até que... bom, algo aconteceu. 

Anna está de volta à casa de seus pais, curativos, gessos, talas, cicatrizes e dores, muitas dores. A loucura de sempre na casa da família Walsh, mesmo apenas com papai e mamãe Walsh, Helen e uma Anna presa na cama no primeiro andar. Helen é definitivamente a minha irmã favorita e, como Anna e Helen são as mais novas, as filhas 'pequenininhas', melhores amigas, ela está super presente nesse livro. O que tornou tudo ainda mais divertido. Anna e Helen trocam muitos e-mails, todos extremamente hilários, já que Helen arranjou um novo emprego e agora é detetive particular! Estou louca pelo quinto livro dessa série, reparem. 

Além das feridas físicas, Anna também sofre psicologicamente. Ela precisa voltar para Nova York, voltar para Aidan. E depois do aval do médico, ela faz exatamente isso. 

Mesmo de volta a NY já há alguns dias nós ainda não descobrimos o que realmente aconteceu a Anna. Não é o que vocês estão pensando. Tive minhas suspeitas no início do livro, mas depois percebi que estava errada e parti para outra opção, dessa vez certa. O suspense sobre isso é muito legal, super bem feito mesmo, do tipo que te deixa curiosa mas não é uma coisa absolutamente forçada. É possível de ser imaginado, mas não é óbvio. Não é uma questão de enrolação, é o tempo que Anna precisa para assumir para si mesma o que aconteceu. 

Tem Alguém Aí? foi um livro que me arrancou muitas gargalhadas, mas também me emocionou demais. Só uma choradinha básica. Algumas cenas lindas aqui, outras muito tristes acolá e mais algumas super engraçadas por aí. É mais ou menos disso que o livro é feito. É um chick-lit que fala sobre amor, sobre coisas que eu não posso dizer para não dar spoilers e sobre mulheres, por que não? É um chick-lit afinal! 

Sorteio!

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Beijos, 
   Celle. 

A Rainha da Fofoca em Nova York - Meg Cabot

18 de fevereiro de 2012

 A Rainha da Fofoca em Nova York
Meg Cabot
Galera Record
431 páginas

Atenção Esse livro é continuação de A Rainha da Fofoca, estão pode conter spoilers do primeiro livro. Na resenha em si, evitarei, mas na sinopse provavelmente terá. Vou até destacá-la, daí quem quiser pode pular direto.

Nesse livro, como o título já diz, Lizzie Nichols e sua boca grande já se mudaram para Nova York. Enquanto tenta encontrar um emprego e seu lugar no mundo da moda, ela consegue ao menos um apartamento, ao abandonar sua amiga Shari e ir morar com Luke. No entanto, Shari não parece tão feliz com a notícia de ir morar com seu namorado de muitos anos, Chaz, e a vida em Ny não é exatamente tão fácil quanto ela esperava.

Esse livro faz parte dos livros adultos da Meg Cabot e eu ganhei os três que compõe essa série de Natal. E, devo confessar, é a minha série preferida da autora! Lizzie é uma protagonista muito divertida, que repete as coisas só um pouquinho (e não o tempo todo como em alguns chick-lits) e o jeito dela de fofoqueira deixa a história muito divertida. O que eu mais gostei nessa sequência e, na verdade, em toda a série, é como a Meg Cabot conseguiu fazer uma história mais próxima da realidade, abordando dificuldades de encontrar um bom emprego, seguir a carreira dos seus sonhos e temas nessa linha. Claro, tem algumas cenas exageradas e super engraçadas, mas perfeitamente imagináveis. E, muitas vezes, um pouco de realidade é perfeito para tornar as situações ainda mais engraçadas.

Nessa sequência, o foco do livro é a carreira de Lizzie e algumas mudanças em sua vida. E, nossa, ainda estou me perguntando da onde a Meg tirou algumas das reviravoltas. Para quem já leu o primeiro da série, vocês não tem ideia das surpresas da continuação da série (sim, já estou lendo o último). Uma delas, provavelmente a maior, me pareceu um pouco forçada demais, uma situação que não me convenceu muito. Mas, sem dúvida, não me deixou menos animada com o livro.

Por fim, melhor para de falar porque tenho medo de soltar algum spoiler. O fato é que só quis escrever essa resenha para reforçar que essa é a série da Meg Cabot que eu acho mais divertida. Tem muita gente que já leu algum livro dela e não gostou muito, então indico essa ;)

beijos, Julia

Tamanho 42 Não é Gorda - Meg Cabot

11 de janeiro de 2012

 Tamanho 42 Não é Gorda
Meg Cabot
Galera Record 
411 páginas

A Meg Cabot é o tipo de autora que seus livros seguem uma mesma linha, mas sempre com um tema diferente ao fundo. Não é a toa que ela faz sucesso a cada lançamento. Como eu adoro ler livros de investigação, eu estava doida por Tamanho 42 Não é Gorda. 

Nossa protagonista, Heather Wells, foi uma cantora pop muito famosa que, atualmente, trabalha em um alojamento conjunto residencial. Para ela, sua vida afundou. Não faz mais sucesso, sua mãe fugiu com todo seu dinheiro, terminou com o namorado e veste tamanho 42 (que não é gorda, é o tamanho médio da mulher americana). Quando uma menina morre no seu local de trabalho, é dado como acidente. No entanto, Heather acha que as circuntâncias apontam para uma outra coisa... um assassinato. E, como é a única com essa opinião, decide investigar.

Esse livro segue a linha dos livros mais adultos da Meg, que eu prefiro. Algumas vezes, acho as personagens um pouco cansativas, repetindo sempre a mesma coisa. E, logo que o livro começa, é fácil perceber que a Heather tem um enorme problema de auto-estima, sempre procurando justificativas ou um jeito melhor de descrever sua situação. No começo foi engraçado, mas depois... é, nem tanto. Mesmo assim, eu gostei muito dela, do seu jeito de contar o que acontece e das piadinhas que ela faz durante todo o livro.

Assim que a parte do mistério começa, as coisas ficam mais empolgantes. Heather tenta mesmo bancar a detetive, investigando, entrevistando disfarçadamente algumas pessoas e tentando ligar os pontos. Essa parte é muito divertida! Eu sempre chegava a mesma conclusão que ela e, confesso, não esperava o final. Fiquei muito surpresa. E, como todos os livros da Meg, ele tem um ritmo muito bom, desses que você lê super rápido sem notar o tempo passar.

No entanto, por estar com as expectativas muito altas, acabei me decepcionando um pouco. No quesito mistura entre chick-lit e policial, achei que o livro acabou deixando um pouco a desejar. Não morri de rir em nenhum momento e, embora não esperasse mesmo a solução que é dada ao mistério, ele também não é o mistério mais misterioso do mundo. (E até um pouquinho trash, sabem? Assassinos trash? É um pouquinho assim). O livro está longe de ser ruim, mesmo. Eu gostei bastante. Mas ele também passa longe de ser um livro hilário, com um mistério extraordinário. Ele é um bom divertimento.

Enfim, vou ler a continuação com certeza e acho que quem gosta dos livros da Meg não pode perder esse!

beijos,
Julia

obs.: Só justificando mais minha mini decepção. Eu li esse livro (que eu queria MUITO) e A Rainha da Fofoca logo depois, que eu nem queria ler taaanto assim. E, sério, ri 30x mais com o segundo. Recomendado! (já tem resenha aqui)

Clara Hutt: Uma Vida de Bandeja, India Knight.

12 de maio de 2011


  Chick Lit! Preciso admitir, estava precisando muito de leitura desse gênero. E algo que não fosse total água-com-açúcar ou puro-drama-com-final-magicamente-feliz. E, acredite, Clara Hutt não é nada disso.
  
Uma Vida de Bandeja conta a história de Clara, uma mulher de 30-e-poucos anos com tudo nas mãos pra ser feliz: um casamento bem sucedido com um marido bom e bonito, dois filhos fofos, uma situação financeira boa, um trabalho, uma casa grande e confortável... mas nada disso adianta, ela não está plenamente satisfeita. Clara, na verdade, está meio entediada. Não a entenda mal, não é que ela não goste do que ela tem (ela até gosta de "contar as suas bençãos"), ela só não se sente completa com tudo isso. Como se estivesse faltando alguma coisa. E todo mundo meio que passa por isso, não é? Não é nem mesmo preciso ter 30-e-poucos para querer um pouco mais da vida do que simplesmente rotina. 

   E ela até está lidando bem com isso, até o momento em que conhece o dançarino Sam Duphy, para fazer uma entrevista exclusiva com ele para a revista em que trabalha. Num momento bem típico de Chick Lit, ela acaba meio bêbada e sendo nada simpática com o homem, que vai embora devidamente ofendido e irritado com a falta de profissionalismo da nossa Clara. Mas, ao que parece, ele acabou achando tudo muito divertido no melhor estilo depois que passa, a gente ri e envia convites para Clara assistir ao seu espetáculo, e pra festinha e jantar intimo depois dele. Desconfiadissima, Clara vai, acompanhada do marido Robert. E não é que ela se diverte?  Renovada, Clara resolve que é hora de recuperar a chama do casamento. Mas as coisas estão meio estranhas....

  Bem, Clara Hutt não é o chick-lit que conta uma história de amor divertidinha, ok? Não sei porque o resumo na orelha do livro ficou tentando me dizer isso, como se o Sam fosse o causador da mudança na vida dela. No Way, meus caros, no way. É, na verdade, a história da mulher normal, casada, com filhos lindos portadores de um vocabulário inexplicável, querendo ser feliz. É divertidissimo acompanhar suas crises, suas culpas, suas amigas (a traída, a traíra, a solteira, etc, etc) e sua dinâmica familiar (a mãe dela me fez muito lembrar da mãe do Charlie de 2 and a half, só que mais legal). Gostei muito também dos filhos dela. Eles eram muito peculiares, engraçados e encantadores.

  E as próprias histórias que a Clara conta, céus, são hilárias. Ri horrores de tudo o que foi dito acerca das crianças feias. E do garotinho bebedor de chá, esquecido no balanço. Vocês tem que ler!

  É uma leitura que vale boas risadas e, por que não, um pouco de aflição também. Então sim, considere Clara Hutt um chic lit loucamente recomendado. E, pra você que estava querendo saber, a moral da história é essa: Não se contente com o cômodo. Faça a Madonna e vá ser feliz.

  Beijo, beijo,
       Thai.

Something Borrowed (O Noivo da Minha Melhor Amiga) - Emily Giffin

4 de maio de 2011


Something Borrowed (O Noivo da Minha Melhor Amiga) - Emilly Giffin
St. Martin's Griffin (EUA) /  Nova Fronteira (Brasil) - 322 páginas
Onde comprar : Book Depository - Saraiva

  Bom, a verdade é que eu só comprei esse livro porque já haviam falado que ele era um dos melhores chick-lits ever. E, quando eu fui comprar The Ghost And The Goth (resenha aqui), ele apareceu lá, lindo, baratinho e com tantos elogios que comprei pra deixar aqui, pra quando quisesse ler. E, finalmente, chegou a vez dele. Sim, entendi perfeitamente porque ele já foi apontado como um dos melhores chick-lits que existe.

  O livro é contado por Rachel e começa na noite de seu aniversário de 30 anos. Ela está comemorando com várias amigos, tudo organizado pela sua melhor amiga Darcy. No entanto, ela bebe demais e vai embora mais cedo, deixando seu noivo, Dexter, na festa. Em meio a bebidas, comemorações e Darcy já em casa, Rachel acaba indo para cama com Dex. O que ela inicialmente achava que seria um erro de uma noite só, cresce. E Rachel se vê tem um caso com o noivo da sua melhor amiga. O casamento começa a a se aproximar e ela está, cada vez mais, querendo o noivo só para ela. 

  Embora eu estivesse muito empolgada para ler esse livro, eu meio que não engolia essa história. Como assim você é amiga de uma pessoa há anos e rouba o noivo dela fácil desse jeito ? Que amizade é essa ? Enfim, eu acabei achando que não era amizade de verdade. Até que eu comecei a ler o livro e entendi perfeitamente. Darcy é a maior bitch da história! Ela é egoísta, metida e adora diminuir os outros - incluindo Rachel. As coisas devem acontecer do jeito dela e tudo que ela faz é o melhor. No início, Rachel a chama de "a sortuda". Com o tempo, eu comecei a ver que ela era simplesmente dessas que faz de tudo pra conseguir o que quer.

   Rachel, por outro lado, é uma fofa. Dessas que não sabem como são lindas e engraçadas. E Dexter foi um dos personagens masculinos que eu mais gostei. Ele é todo fofinho às vezes, outras ele estraga tudo. E eles dois são um casal muito lindo, que combina muito, desses que você torce DEMAIS pra ficar junto. Só que as coisas são muito complicadas - super possível de entender. O casamento está marcado, já está tudo pronto, elas são amigas há anos e, de uma forma ou outra, Dex tem um carinho muito grande por Darcy... Como é possível cancelar um casamento desse jeito ? Vale a pena destruir uma amizade por causa de um homem ? 

  Pra mim, mais do que amor, esse livro fala sobre amizade. Os sentimentos de Rachel são muito reais, trair sua melhor amiga é impossível de fazer (mesmo Darcy me-re-cen-do). Só que simplesmente eu não sei se a relação entre Darcy e Rachel era realmente de amizade. Ou se elas tinham simplesmente se acostumado uma com a outra. Elas são muito diferentes e, como eu disse, a Darcy é muuuito má a e Rachel está traindo ela ! lol 

  A sequencia desse livro se chama Somenthing Blue e conta a história após o final desse livro, mas pela visão da Darcy. Estou louca por ele, porque, apesar de tudo, a Darcy é bem diva. hahahaha E, também porque p final desse livro te deixa BOBA! Demais! O que acontece é completamente inesperado e deixa um monte de perguntas em aberto. 

  Bom, eu recomendo demais Something Borrowed / O Noivo da Minha Melhor Amiga. É engraçado, é fofo e tem um monte de traições (fala sério, todo mundo gosta disso! haha) E o filme vai estrear em junho, então porque não ler pra já chegar no cinema sabendo tudo ? ^^ 

Pra terminar, o trailer para vocês se empolgarem ainda mais com o livro e o filme: 




beijos beijos
Julia =)

The Ghost And The Goth - Stacey Kade

29 de março de 2011


The Ghost And The Goth foi um desses livros que me conquistaram pela capa e pelo título. Provavelmte, eu nem precisaria ler a sinopse para desejá-lo muito, mas acabei fazendo isso antes de comprar. E foram esses fatores e uns comentários positivos na Amazon que me fizeram ler pela primeira vez um livro em inglês.

Antes de falar sobre o livro, uma pequena dica para quem nunca leu nada em outra língua. Se você já a estuda há muito tempo, mesmo sendo formada ou não, e tem interesse em fazer isso, tente! Inglês é mais fácil porque tem um monte de filmes e séries por aí, que fazem com que você se acostume. Mas, qualquer que seja a língua, não tenha medo e peguem um livro para começar. Várias pessoas vem me falar que tem medo de desanimar, de não conseguir, o que é normal. Não entendia algumas palavras, relia várias frases e parágrafos e demorei mais que o normal para terminar. E, no final, vale a pena e você acaba lendo um livro que você está dooida pra conhecer, mas ainda não tem no Brasil. 

E, para quem não estiver preparado ainda, a Novo Século comprou os direitos do livro =) Então, aguardem, que ele já virá para o Brasil ! 

The Ghost And The Goth conta a história de Alona Dare, linda, loira e líder de torcida, que, um belo dia, é atropelada por um ônibus e morre. E, diferente do que se espera, Alona se vê presa entre "o mundo dos vivos" e "dos mortos". Não Viu a luz, nada. Continua vendo seu amigos, sua escola, sua casa, mas ninguém a vê. Exceto William Killian. Sempre de preto, com fones nos ouvidos... para evitar todos os mortos falando com ele por aí. Ao notar que Will, o freak da escola é o único capaz de vê-la e ajudá-la a sair da situação, Alona se ve correndo atrás de uma pessoa que jamais sonhou em conversar. E que jamais quis trocar uma palavra com ela também.  

A primeira coisa que eu preciso falar sobre esse livro é que ele me divertiu demais. Mesmo. Eu fico feliz só de lembrar. Eu não sei exatamente como funcionam as traduções, mas o jeito da Alona de falar era muito bom. Estilo seriado mesmo, eu conseguia ouvir a voz dela, pensar no jeito dela quando ela dizia "Hey, you dead people" ou "...and crap". Isso deixava tudo muito engraçado. Quem não concorda com isso é o Will, que realmente não a suporta. Ler sobre os dois tentando se entender era bom demais, as briguinhas, ironias e tudo mais. 

Confesso que o início do livro é mais parado. Alona tenta se entender com a sua condição e entendemos mais sobre o dia-a-dia de Will. Ninguém sabe de seus dons e ele vive tentando esconder, disfarçar quando está perto de seu psiquiatra. No final, ele é mais movimentado e eles tem que lidar com seus problemas pessoais. O final é maravilhoso, adorei mesmo. Aliás, o livro todo é muito bom. Alona é uma personagem incrível, naão é mais uma líder de torcida que só liga para a aparência. E, Will, bem, é minha nova paixão literária, seu lindo! 

Recomendo de verdade. Se destacou em meio aos vários livros que eu tenho lido. Vale a pena, gente :)

beijos,
Julia Nevares

É Agora ... Ou Nunca - Marian Keyes

10 de fevereiro de 2011


É Agora... ou Nunca
Marian Keyes
Editora Bertrand Brasil
588 Páginas



Faz um tempo que eu estava conversando com a Zoe sobre como eu tinha me decepcionado com Los Angeles. E nós acabamos conversando sobre você ler vários títulos de um mesmo autor - sem ser de série - de uma vez só acaba te desanimando. Então, eu fui com esse sentimento pra É Agora ... Ou Nunca, do tipo "será que eu vou rir ainda menos nesse?"

Mas, gente, ela conseguiu me fazr rir ainda mais.Poderia ler mais uns cinco livros dela agora haha

É Agora ... Ou Nunca conta a história de três amigos, um homem e duas mulheres (acho que esse é o segredo dos melhores livros dela, os que falam de três amigos hn).

O primeiro deles é Fintan, sempre na moda e o único que tem um relacionamento feliz com o italiano Sandro. Eles são um casal muito fofo, do tipo que não vai se separar. As outras são Tara e Katherine que, de uma certa maneira, tem personalidades bem opostas. Tara é uma dessas mulheres que não sabe viver sem um homem do lado. Está em uma luta contra a blança para agradar seu namorado Thomas, pão-duro, grosseiro e muito chato. Por que ela ainda está com ele ? Ah, ninguém sabe. Aliás, como ela diz, aos 31 anos e no sufoco do 'é agora ou nunca', ela não pode ficar solteira, igual está Katherine. Alta, linda e muuito metódica e perfeccionista, ela foge de relacionamentos de verdade, para não se magoar (de novo). 

Pela primeira vez, eu gostei e torci para todos os personagens principais de um livro da Marian. Nenhum deles me cansou em nenhum momento do livro. Novamente, os personagens secundários são demais. Para citar só dois, temos Liv, uma suíça que é amante de um desses caras que juuura que vai largar a esposa #not. E Joe Roth, ai ai. Primeiro encontro num jogo do Arsenal ? Insuperável. (Na verdade, o Manchester supera, deixa quieto).

O livro começa a ficar mais interessante quando Fintan tem um problema de saúde. Sua família vem visitá-lo (adorei eles também) e as meninas e Sandro ficam muito, muito preocupados. Com Fintan doente, todos entendem o verdadeiro significado do 'é agora ou nunca'. Passam a valorizar mais as coisas e começam a perceber como suas vidas seriam diferentes se tivessem menos tempo. Pouco a pouco, o livro aborda um monte de temas interessantes, especialmente no que diz respeito a Fintan. Os problemas que ele enfrenta por ser homossexual, como é sua relação com a família e, também, os problemas de Tara com a comida e o porque de Katherine ser tão fria com homens (se falar mais, estrago). 

Vale lembrar que tanto a vida amorosa de Tara quanto de Katherine são reflexos do passado das duas. E vê-las enfrentar isso foi uma coisa que mexeu muito comigo. Seus medos, desejos, pensamentos e ações. Tudo era muito verdadeiro. As duas personagens eram muito reais, me identifiquei com uma parte de cada uma e fugiram do clichê "sou uma mulher whatever e um homem perfeito me quer". Não. Mesmo que isso acontecesse, elas tem problemas a resolver com si próprias, um passado a superar. Enfim, muito verdadeiro. 
Entããão, se você quer começar a ler Marian Keyes, eu indico que comece por esse. Engraçado, você lê suuper rápido, longe de ser fútil e te deixa com um sorriso na cara quando termina.

beijos, pessoas 

Por Mel

Cheio de Charme - Marian Keys

26 de janeiro de 2011

Quando você lê Cheio de Charme, mesmo já conhecendo e já tendo lido livros da Marian Keys, você pensa 'como ela consegue?'. Sério. É muita pesquisa, gente. Dava pra perceber enquanto eu lia que esse livro é o resultado das experiências de muitas pessoas, que a Marian correu muito atrás e tem muita gente envolvida direta e indiretamente na sua produção. 

Desde já, já digo que recomendo. Você precisa ler esse livro. Fato.

Cheio de Charme é contado por quatro mulheres diferentes, mas acho que são só duas ou três partes da Alicia. Bom, minhas preferidas são Lola e Grace. A Lola me conquistou logo no início do livro e eu ficava folheando as próximas páginas procurando pela fonte que indicava que era ela. Ao mesmo tempo que a Grace foi me conquistando, a Lola me decepcionou um pouco, mas ela continuou absurdamente engraçada. 


"(Ela tentou explicar. Tinha alguma coisa a ver com "ralo". Não posso dar maiores informações. Sempre que ouço a palavra "ralo", apago momentaneamente.)"

Lola Daly - pg 502

Falta eu citar uma então, certo? Irmã gêmea da Grace, Marnie fecha o quarteto. Dessa vez, cada uma tem suas páginas muito bem divididas. No início essas partes são maiores, depois elas vão ficando cada vez menores e a ordem se perde um pouco. 

Mas o que essas quatro mulheres tem em comum? Alguma coisa tem que ter, afinal elas dividem um livro, certo?

Todas as quatro tiverem suas vidas mudadas por um certo político irlandês. Carismático, lindo, com presença forte e capaz de fazer qualquer mulher se sentir muito importante, Paddy de Courcy é o homem do momento. Já começamos recebendo a notícia bombástica de que alguém conseguiu fisgar de vez seu coração e Paddy irá se casar. 

O maior problema dessa notícia para Lola é que ela não é a noiva, apesar de ser sua namorada. Ou pelo menos era. Mas, a mulher que sai por cima é Alicia Thorton, noiva de Paddy. E, apesar dos laços de Paddy com Marnie e Grace ter ficado no passado, elas parecem tão chocadas quanto Lola ao receberem a notícia. Bom, talvez esses laços não estejam tão no passado assim, afinal. 

Grande parte da história de Lola com Paddy é contada logo no início, quando, se sentindo humilhada, mas ainda assim louca por de Courcy, Lola tenta de tudo para conseguir uma explicação, um motivo pra esse casamento repentino que não era com ela. Talvez ela devesse ter dado mais atenção a carreira dele? Talvez fosse culpa das mechas roxas? Não, bordô. Ela é uma consultora de estilo que lutou muito pra ser reconhecida e agora, nesse momento de loucura, está pondo tudo a perder. Queimando roupas caríssimas, trocando malas e agindo feito louca pra cima e para baixo. É então que sua amiga Bridie oferece a casa de seu tio Tom em Knockavoy para Lola passar alguns dias e se acalmar. 

Não é novidade que a Marian é expert em coadjuvantes geniais, certo? Tanto Bridie, Treese e Jem, amigos da Lola de Dublin, e os moradores de Knockavoy são incríveis. Mas, vamos combinar que Knockavoy é um é lugarzinho com uma população pra lá de estranha. E divertida. Os amigos da bebida, os das séries, os dos filmes, do ciber café... Um pub pra cada ocasião.

Grace é uma repórter do Spokesman. Uma mulher forte, independente e que não se importa tanto assim em parecer deslumbrante. Ela só precisa usar a roupa certa pra agradar a pessoas da qual ela vai obter informações. Parece que Grace ficou com toda a força nan horas das divisões entre ela e Marnie no útero. Ao contrário de Grace, Marnie era, até mesmo fisicamente, fraca e sensível. Carente e com grandes tendências a depressão. Quem conhece os livros da Marian, já está acostumado com esse tipo de personagem. Em relação às gêmeas, os coadjuvantes continuam geniais. Bid, a tia, é minha ídola. Nick, marido de Marnie e Damien namorado de Grace são uns amores.  

Falando em amores, em Cheio de Charme a gente vê a diferença de uma paixão para um amor de verdade. Um amor forte, um amor maduro. É lindo. Mas, não vou entrar em detalhes aqui. Só digo que eu chorei também, além de gargalhar. 

Outra característica dos livros da Marian Keyes são assuntos polêmicos. Cheio de Charme está simplesmente entupido deles. Política e corrupção de mãos dadas, câncer, violência doméstica, alcoolismo, crossdressing, depressão, traição... Nossa, é uma chuva de coisas muito importantes, mas tão difíceis de serem tratadas. Marian Keyes consegue falar dessas coisas como se fossem doces. Aviso, então, que exitem cenas fortes, vocês imaginam, né? Ela não ameniza as coisas para ficarem bonitinhas em um livro, não.

E eu descobri que existe diferença entre travestis e crossdresses, coisa que eu não sabia :O.

Então, com muito humor, mistério, amores e dramas, espero ter deixado quem ainda não leu cheio de vontade de ler Cheio de Charme!

Beijos, beijos, Zoe.


Los Angeles - Marian Keyes

21 de janeiro de 2011

"Em breve estaremos pousando no Aeroporto Internacional de Los Angeles. Por favor, certifiquem-se de que o encosto de suas poltronas está na posição vertical, de que você não está nem um quilinho acima do peso de que seus dentes estão brancos como a neve."

Seguindo os livros da Marian Keyes que eu ganhei de Natal, escolhi Los Angeles para começar a ler - também da Bertrand Brasil. Mas acho que não foi lá uma boa escolha. Já, já explico melhor. Vamos a história :

Esse é mais um dos livros da Marian que fala sobre a famlía Walsh, e a irmã da vez é a Margaret (Maggie é mais bonitinho ^^). Há também Melancia, sobre Claire; Férias, sobre Rachel e Tem Alguém Aí?, sobre Anna. Agora só falta um para a Helen, que eu achei super fofa.

Diferente das suas irmãs, Maggie é a mais certinha, a santinha e aquela que casou com o primeiro namorado - seus pais nunca se cansam de falar isso. No entanto, presa em um casamento que não estava mais funcionando, Maggie se separa do marido e, após um curto perídodo na casa dos pais, decide ir passar um tempo em Los Angeles. Lá, fica hospedada na casa de sua amiga Emily, uma roteirista em busca de sucesso, e começa a fazer coisas que jamais imaginou. E, em meio a tantas pessoas lindas, bronzeadas, cabelos perfeitos e roupas suuuper elegantes, Maggie começa a entender um pouco mais sobre ela mesma e sobre o fracasso do seu casamento.

Bom, a minha cabeça, o livro se dividiu em três partes : chato-engraçado-lindo.

O início, bem, eu realmente não gostei. Não porque ela estivesse depressiva, sofrendo pela separação, buscando um novo rumo. Não. Na verdade, ela nem me pareceu tão depressiva. Ela simplesmente não fazia nada por vontade própria e passa o início da sua vida em Los Angeles "seguindo" sua amiga Emily. Vai a todos os lugares que ela a leva, conhece seus amigos. Maggie não se mostra muito, eu não estava gostando. Enfim, fui arrastando a leitura e comecei a gostar lá para depois da metade do livro.

As outras duas partes são realmente muito, muuito boas. A parte engraçada é um pouco curtinha, mas é quando ela começa a se abrir mais e ter as experiências novas - muito divertidas, por sinal. A partir daí e de algumas mudanças em Los Angeles, Maggie começa a pensar mais sobre seu passado, -o que acaba sendo muito surpreendente - e mergulha nos seus antigos medos, dúvidas e erros.

Além disso, em todas as três partes (que eu criei haha) tem várias partes boas sobre a vida em Los Angeles. Maggie sempre fala sobre como as pessoas são sempre lindas, estilosas, vão as melhores cabelereiros. As sobrancelhas, unhas, madeixas de Maggie são, invariavelmente, as mais mal-cuidadas do livro. E, algo que eu já tinha dito na minha outra resenha, eu adorei, mais uma vez, os personagens secundários. No início do livro, que eu não gostei e não me importava mesmo com a Maggie, eu queria muito saber o que ia acontecer com todos os atores e roteiristas um pouco sem sucesso algum que tinham ido a LA em busca de uma chance.

E destaque para o Justin Thime, o gordo dispensável que eu jamais dispensaria :
"Sempre faço papéis de gordos dispensáveis para a história. Sabe quando a nave do ator principal aterrisa em um planeta e um dos membros da tripulação é pulverizado por algum E.T. hostil. Pois é, o pulverizado sou eu."

Por fim, vem uma parte muito difícil. Eu recomendar o livro, porque eu não sei se recomendo ou não. Vergonhoso, eu sei. O final é lindo, a história da Maggie é maravilhosa e eu adorei tudo a partir da página 300, ou um pouquinho antes disso. Mas, bem, como vocês acabaram de ler, há cerca de 300 páginas até a parte que eu gosto. Para quem não conhece Marian Keyes ainda, tem resenha de Sushi e Um Besteseller Pra Chamar de Meu aqui, ambas super positivas. Pra quem conhece, gosta e ainda não leu, acho que vale a pena dar uma chance e ver se a opinião não acaba sendo diferente da minha.

beijos, beijos

Por Mel

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, Sophie Kinsella

11 de dezembro de 2010


    • Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
    • Sophie Kinsella
    • Editora Record
    • 425 páginas

    O livro conta a história de Rebecca Bloom, (Becky, para os intimos) uma jornalista financeira londrina, veja só, endividada até as calcinhas por causa das suas "super essenciais comprinhas". Só que Becky não é capaz de parar de comprar e muito menos de pagar pelas suas compras, então ela vive se escondendo do gerente do banco e enviando cartas com desculpas para atrasar o pagamento, tudo isso enquanto continua passeando pelas lojas mais divertidas - e nada baratas- de Londres. Hilaria, hilária.

 Bem, Becky Bloom foi uma surpresa muito agradável. Já tinha tempo que eu não lia um chick-lit, e eu estava com o pé atrás por que desenvolvi um sentido muito aguçado de vergonha alheia (que hoje em dia me impede de ver comédias romanticas), e como eu já sabia que a Becky era maluca, eu estava meio que em pânico. Pra piorar, quando eu peguei emprestado com a Zoe, ela me disse que o livro era horrível, e as resenhas que eu tinha lido aqui na blogosfera estavam também apontando pra isso. E bem, se você não tem paciência com a pobre Becca, o livro tende mesmo a ser irritante.Mas só o que eu posso dizer é : Zô, você estava errada!

   Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um chick-lit clássico: muito divertido e com uma protagonista maluca, cheia de problemas e muito simpática. Ri do inicio ao fim com os problemas  e os devaneios da Becky, até me encontrando entre eles de vez em quando. E, é claro, o nosso mocinho mau caráter delícia da vez, o próspero consultor financeiro Luke Brandon, também é um fofo. Um que não presta, mas um fofo. Eu adoro quando Becky acaba com ele. Arrebentou.

   Anyway, o que aconteceu foi que eu me identifiquei com a Becky. Eu achei engraçado, e não irritante, o modo como ela viaja nas suas próprias suposições e como ela justifica todas as suas compras. Gostei muito também do como ela tentava não se endividar mais (mas falhava loucamente, haha) e dos métodos loucos que ela arrumou pra isso. Becky é bastante como todas as mulheres, bem real até. É o tipo de pessoa que você encontra fácil hoje em dia, perdida no shopping ferrando com o cartão de crédito. 

   Então, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um chick-lit que vale a pena ser lido, se você estiver procurando diversão. Se estiver procurando algo mais romântico e cheio de emoção, vá ler Marian Keys. euri.

Então, é isso.
Beijo, beijo,
Thai.

Diva do mês #1 - Marian Keys

15 de novembro de 2010

 Vou fazer uma breve explicação da coluna 'Diva do mês', que será feita em toda terceira semana de cada mês. A ideia é escolher uma pessoa do sexo feminino que seja uma diva para uma nós, ou para nós três. Uma escritora, uma cantora, atriz.... o objetivo é valorizar o trabalho de mulheres que mudam nossas vidas e merecem nosso apoio. Lá vai:


Diva de novembro:  
Marian Keyes
                                                         
Quem é?
         Marian Keyes é uma escritora irlandesa, famosa por seus Chick Lits. Marian morou por um tempo em Londres depois de se formar em direito pela Dublin University. Ela superou graves situações antes de se tornar uma escritora de sucesso, causados pelo alcoolismo e uma tentativa de suicídio. E eu penso 'como assim? Ela me faz rir tanto'. Nascida em 10/09/1963, hoje ela vive em Dún Laoghaire com seu marido inglês Tony. Seus hobbies são ler, filmes, sapatos, bolsas e feminismo.

    Sobre seu trabalho:
            Marian Keyes tem dez livros publicados, eles já foram traduzidos para 33 línguas e mais de 23 milhões já foram vendidos. No Brasil são 'Melancia', 'Casório', 'Férias', 'É agora... ou nunca', 'Sushi', 'Los Angeles', 'Tem alguém aí?' e 'Um Bestseller pra chamar de meu'. São livros que, de maneira engraçada, leve e cativante, tratam de assuntos sérios como depressão, alcoolismo e violência.

      O que eu mais gosto nela: 

      O jeito de me fazer rir horrores.

      Trabalho que eu mais gosto:

      'Melancia'.

      Último trabalho até o momento:

      'The Brightest star in the sky', ainda sem versão em português.

      Website:
                    http://www.mariankeyes.com/Home , um tanto quanto desatualizado ;x .

        Mas... e aí?

                    Preciso dizer que nunca superarei 'Melancia', eu simplesmente adoro. Não li todos lançados no Brasil ainda, mas irei em um futuro próximo. O chato é que os livros da Marian são muito caros aqui no Brasil, e só abaixam de preço em suas versões de bolso. As personagens dela são todas muito femininas, fortes, mas sensíveis; determinadas, mas confusas; apaixonadas. Se você está pra baixo e quer se animar, seja qual for o seu problema, leia Marian Keyes!

        Beijos, Z.

        A Rainha da Fofoca - Meg Cabot

        10 de novembro de 2010

        Rainha da Fofoca
        "Queen of Babble"
        Meg Cabot
        Editora Galera Record
        438 páginas

            Livro da Meg Cabot, divadivadiva, da coleção para adultos, A Rainha da Fofoca conta a história de Lizzie Nichols. Lizzie acabou de se formar em História da Moda, ou não. É que, acreditem se quiserem, ela guarda em segredo o fato de não estar realmente formada. E, resolve fazer uma viagem para Londres, afim de encontrar seu namorado, que não vê há muito tempo. Ao mesmo tempo, sua amiga Shari vai para França, trabalhar num casamento em um castelo perfeito do século XVII. 
             
             Já no aeroporto começam as situações inesperadas por Lizzie, até porque ela mesma está bastante difrente. Todas elas culminam em sua ida para França para encontrar Shari, mesmo sem conseguir avisá-la. No trem, Lizzie, no meio de sua revolta, dana a tagarelar - uma de suas melhores qualidades - com um desconhecido. Ela conta tudo que deveria e principalmente o que não deveria, e, no final da viagem, ela descobre ele não é tão desconhecido assim. No castelo, Lizzie acaba causando algumas confusões, sempre sem querer, é claro, através de seu melhor meio de comunicação - sua boca. 
            
             Mas eu não acho que ela seja fofoqueira, ela simplesmente é um livro aberto, haha. Adoro a Lizzie, ela é super fofa com seu estilo vintage e sua paixão por moda e roupas antigas e clássicas. Outra coisa que eu achei muito legal da Meg é que no início de cada capítulo há uma citação sobre moda, roupas e tal e comentários da nossa personagem principal, são pedaços da sua monografia. Tudo bem que a Meg não me engana mais, quero dizer, já estou mega acostumada com o desenrolar dos acontecimentos das suas histórias, mas esse não é o objetivo. Ela te prende, te diverte e faz você se apaixonar pelos seus mocinhos e não é dierente com o Jean-Luc. 
            
             Obviamente recomendo e estou louca para ler A Rainha da Fofoca em Nova York, mas o dinheiro e, principalmente, o tempo não me permitiram ainda. Mas, as férias estão aí para isso, não é mesmo? Nos EUA já são três livros da série, que saia logo aqui no Brasil *-*.
             
              Beijos, Zoe.
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