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Especial #4: apresentando Neil Gaiman

27 de junho de 2013



Quem lembra da coluna Diva do Mês? 
Hoje nós nos juntamos para fazer uma mistura de duas colunas para a Semana Neil Gaiman, que começou ontem (26) e vai até o dia 03/07.
A semana está sendo organizada pela Editora Intrínseca e seus blogs parceiros. Tudo para divulgar o autor e seu mais novo trabalho: o livro adulto O oceano no fim do caminho.
Nós esperamos que vocês curtam muito essa semana especial e aproveitem para conhecer, ou conhecer mais, esse autor! E teremos mais posts relacionados com ele durante a semana. 

Divo:

Neil Gaiman

HEHEHEHEHEHE CREEPY

Quem é?

will eventually grow up and get a real job. Until then, will keep making things up and writing them down.
Seu twitter,  @neilhimself

Neil Richard Gaiman é um autor britânico de quadrinhos e romances. Ele é de Hampshire e, ainda na infância, um grande amor pela leitura começou a crescer. É possível notar isso porque ele mesmo se descreve como uma criança criada em biblioteca, que não seria quem é hoje sem elas. Visto isso, não é nenhuma surpresa que ele tenha se tornado um autor. Começou a escrever como jornalista. Em seguida, escreveu duas biografias: da banda Duran Duran e do autor Douglas Adams. Depois partiu para os quadrinhos, graphic novels e seus romances. E então participou até como dublador em séries e filmes.
Neil Gaiman é também o patrono da The Science Fiction Foundation (Fundação da ficção científica) e do Open Rights Group.
  
Sobre seu trabalho:

Acredito que a obra mais conhecida de Neil Gaiman seja Sandman: O livros dos sonhos. Na verdade, Sandman é uma série que tem como personagem principal S. Outra obra do autor muito famosa (e a que me fez conhecê-lo) é Coraline, que foi transformada em um filme que tem o mesmo nome. Há também Stardust, que também virou um filme, e muitos outros livros: O livro do cemitério, Coisas Frágeis, Deuses Americanos, Lugar Nenhum, Os Filhos de Anansi e, o mais recente, O Oceano no Fim do Caminho.
Neil Gaiman já participou de um episódio de Os Simpsons (The Book Job), no qual dubla a si mesmo. E ele também escreveu dois episódios para as novas temporadas de Doctor Who e o primeiro deles, o The Doctor's Wife, ganhou uma chuva de prêmios lá na terra da Rainha.

Cast Amor Autor Amor Série Amor Amor Amor Amor
The Doctor's Wife é um episódio super diferente do resto da temporada lame do Moffat. Nele, a TARDIS, a "nave" do Doctor, tem sua alma revertida para o corpo de uma mulher, a IDRIS, depois que  sua energia é drenada. É um episódio muito bonito e feito de lágrimas, por que nós finalmente podemos ver a TARDIS se manifestar de verdade. É triste, é emocionante e toca, pra quem acompanha, num ponto muito importante da vida doctor: afinal, a TARDIS é a única que o acompanha sempre, desde o começo, pra onde ele precisa ir - muito embora, nem sempre onde ele precisa estar é onde ele queira ir. Ela é a única que nunca vai embora, e, pra um alienigena de 1000 anos, isso faz toda a diferença. Neil soube escrever a Idris de maneira muito delicada, inteligente e até inocente, e eu não conhenço um whovian que não tenha gostado do resultado.

Neil foi convidado a escrever mais um episódio e, depois de recusar, ele voltou atrás e escreveu um episódio com os clássicos Cyberman, humanos que foram "melhorados" com a adição de partes mecânicas e a subtração dos sentimentos. O desafio proposto pelo Moffat, showrunner e boss supremo da série também conhecido como o capeta, era que Neil tornasse os cybermen assustadores de novo. Eu, particularmente, não achei o episódio assustador: tinha crianças, questões éticas e um embate do doctor contra ele mesmo que, além de ser brilhante, foi bastante divertido. Neil disse em entrevista que tem vontade de criar algum monstro novo pra Doctor Who, algo que vá ser explorado futuramente. Ele queria deixar um legado na série britânica mais querida da história. No entanto, apesar dos episódios sensacionais, ele ainda não criou nada chocante e que possa ser reutilizado por outros roteiristas convidados. Esperemos pra ver se ele vai voltar agora na oitava temporada e realizar o desejo de escritor (Volta Neil! A gente quer mais episódios fodas!).


O que eu mais gosto nele: 

Neil Gaiman é dono de um estilo que para mim é bem difícil de ser definido. Ele criou personagens presentes na literatura infantil que são de assustar qualquer adulto e colocou personagens adultos com histórias adultas em mundos de fantasias imaginadas apenas por quem tem a mente, ou uma parte dela, de criança. A versatilidade do autor e também seu jeito de escrever fantasia com um toque bem adulto e sombrio são incríveis para quem gosta deste tipo de coisa. Particularmente, eu adoro. 

Prêmios: 

Neil ganhou também, com o episódio que escreveu para Doctor Who, The Doctor's Wife os prêmios Ray Bradbury Award por melhor episódio dramático de 2011 e o Hugo Award de 2012, na mesma categoria.

Último trabalho até o momento:

Aqui no Brasil: O oceano no fim do caminho, lançado pela Intrínseca

Website:


Mas... e aí?

Acho que o Neil Gaiman já é um autor bastante conhecido por aí, mas que, infelizmente, pouca gente já leu aqui no Brasil. Então, que tal começar? Agora que você já conhece um pouquinho dele e do seu trabalho, já deve ter uma ideia de por onde iniciar suas leituras, não?

Senão, a gente ajuda! A primeira dica que eu temos é o conto Como falar com as garotas nas festas. Ele está disponível gratuitamente na Amazon e vem também com um comecinho de O oceano no fim do caminho. Eu já li, gostei bastante. Fala basicamente de "Dois garotos lotados de hormônios, uma festa e mulheres com uma beleza de outro mundo". Apesar de ser bem curtinho, o autor conseguiu dar um toque diferente para a história. 
E, se você já conhece e é fã do autor; ou se leu o conto, leu o trecho do novo livro dele e ficou curioso; ou se você não leu nada dele, mas mesmo assim quem conhecer mais: PROMOÇÃO! AÊ! 

A promoção é pelo Facebook, começa hoje e vai até 03/07.

Clique aqui para ler as regras e participar!

Beijos,
Três Lápis

#MergulheEmNeilGaiman

     

Charlotte Street - Danny Wallace

24 de outubro de 2012


Charlotte Street
Danny Wallace
Editora Novo Conceito
400 páginas

"Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason - ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante - se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam..."

  Charlotte pra mim é um livro difícil de resenhar. Por que é um livro feito de preciosidade, é uma coisa linda, um amor, uma esperança, uma coisa que vem assim por baixo da pele e te arrebata. Mas não é um grande livro contando uma grande história. Acho que é mais como ele é contado, como o protagonista vê as coisas, como foi escrito, como é montado, frase a frase, pensamento a pensamento. Tudo isso faz do livro amor e encheu meu coração de felicidade, página sim, página também.

  Jason Priestley é um cara meio infeliz. Ele era professor numa escola pública quando um aluno descontrolado trouxe uma arma para escola e tentou matar as pessoas. Ele estava lá e ele sentiu tudo e isso, de algum modo, tirou ele do chão e levou embora todos os seus planos e certezas. Depois tudo desandou e ele se separou da namorada, largou o emprego, se afastou dos amigos e, de algum modo, acabou meio sem nada, com saudades do que já tinha tido, sem futuro visível, sem a mulher que amava, dividindo apartamento com um amigo estranho e trabalhando numa lojinha de videogames e como freelancer num jornal de metrô de Londres. Não é grande coisa, mas é o que ele tem agora, e sua desesperança e sua normalidade são fáceis de relacionar com a nossa, de simpatizar.

  Ele encontra, por acaso, uma garota bonita na Charlotte Street. Ao ajudá-la a entrar no táxi, acaba ficando com sua câmera descartável. Por algum motivo ele fica encantado com a estranha. Ele imagina mil e uma histórias, imagina como ela é, imagina como ela pode ser A Garota dos seus sonhos. Quem nunca viu um estranho na rua, deu a ele uma voz e uma história e imaginou todo um mundo pra ele? (Ou será que sou só eu?) Enfim, ele se deixa levar pelo amigo Dev e revela as fotos, convencido a procurar por ela, a tentar um algo mágico, a dar uma chance ao tal de destino. Ele é um romântico, mesmo que goste de fingir que não e tentar ser pragmático. E todas as estranhas coincidências e acontecimentos improváveis e proveitosos que vem depois disso são uma injeção de adrenalina, de alguma coisa, na vida até então vazia do ex-professor. E é tão bom acompanhar. É intenso, é bem escrito e bem-humorado, e a Novo Conceito está de parabéns pela tradução, pela edição. É tudo lindo e suave nesse livro, até mesmo a depressão e a angústia de Jason. É tudo tão improvável, mas tão desejável. Como um sonho se desenvolvendo bem devagar pela vida real de um homem comum.

  O livro é, eu admito, parado. Ele se desenvolve devagar e as coisas são mesmo provavelmente impossíveis, mas os pensamentos de Jason, que é quem conta a história pra você, está cheio de tiradas engraçadas e de ironias, e as vezes fica meio assustador e você se pega pensando "Hey Jason, você está obcecado e virou um stalker!" mas é tão bem escrito e bem feito que as palavras simplesmente não deixam você colocar o livro de lado. Eu, pelo menos, fui movida por uma curiosidade sem tamanho, querendo saber se Jason ia dar jeito na vida, se ia encontrar A Garota, se ia ser alguém importante, se ia conseguir chegar tão longe quanto sonhava. Ou não. A verdade é que Jason é um personagem meio perdido, e se identificar com ele é muito fácil (Menos a parte de ser um stalker. Essa parte é só creepy) e meio que faz a gente acreditar que, se der certo pra ele, talvez possa dar pra gente. Encontrar um estranho na rua que pode ser o amor da sua vida, quem nunca quis?

   Enfim, o livro tá mais que recomendado se você gosta de um romance, de uma história bonita, de uma coisa mais pacifica, mais parada. O grande mistério do livro é quem é a garota, o que eram suas fotos pra ela e se Jason vai, de fato, encontrá-la. Mas não é exatamente sobre isso que é a história. Essa é meio que a desculpa pra desenvolvê-la. Charlotte Street é a história do crescimento de um homem que não acreditava na esperança. É sobre voltar a viver, é sobre aprender, sobre ver beleza em coisas estranhas e aproveitar as pequenas e sonhar e "fazer acontecer". É um livro cheio de mensagens positivas correndo por baixo das palavras. É lindo e eu me apaixonei e recomendo sim. E espero que você também goste.

Beijo, beijo,
Thai Caldas.


"Você tem doze fotos - ele disse.- Doze momentos para capturar. É limitado. Então, toda vez que você captura um naquela caixinha, você tem um a menos. Mas, na hora que você tira a ultima foto, é melhor ter certeza de que aquele momento é especial, pois e se o próximo vier e você tiver que deixá-lo ir?"

Rabiscando em Série #10

14 de junho de 2012

Yeeeey, ele voltou. Eu sei que vocês estavam com saudade dos nossos devaneios acerca de séries. E como eu passei pra Terra da Rainha em matéria de série e agora só quero saber de BBC, hoje vamos falar de Robin Hood!

Sobre a Série:
Robin de Locksley acaba de voltar da Guerra Santa - aka cruzadas - depois de servir na guarda pessoal do rei com seu leal servo Much. Ttudo o que deseja é um pouco de paz nas terras que ama. Mas o que ele encontra ao retornar é uma região devastada e empobrecida, extorquida até o limite pelo novo Xerife de Nottingham, que cobra impostos altíssimos e arbitrários da população para colocar no bolso  financiar a guerra santa. E, apesar de querer seu merecido descanso será? ele não fica parado e faz o que pode pra trazer as coisas de volta ao normal, não deixar o xerife acabar com o povo e ainda impedir que o braço direito do mesmo, Sir Guy, fique com a mulher que ele ama e mate o rei

todo o time, yey *-*
Quem Faz:

Quem interpreta o Robin é o fofo Jonas Armstrong. Não, nós nunca ouvimos falar dele antes. E nunca ouvi falar dele depois também. Mas ele é fofo. E pisca. Não dá pra não amar.
Já no bando de foras da lei que acompanha o nosso amado e querido herói temos Harry Lloyd, que recentemente interpretou o Vasirys na primeira temporada de Guerra dos Tronosfazendo Will Scarlet. Ele também fez participação em dois episódios da terceira temporada de Doctor Who, outra série que eu preciso falar sobre pra vocês morrerem de amores. Ainda no bando, temos Joe Armstrong fazendo Allan A Dale, Gordon Kennedy fazendo Little John (ou John Little, como preferir), Sam Troughton fazendo Much, o braço direito de Robin, William Beck fazendo o Roy e Anjali Jay fazendo Djack, a sarracena.
Richard Armitage seduzindo como Sir Guy
  Como Marian, a musa do Robin, temos Lucy Griffiths, que aparentemente fez participação em True Blood em algum lugar da terceira temporada e, segundo o tumblr, teve uma relação selvagem com o eric e como o temido e espirituosíssimo xerife de Nottinghan temos Keith Allen, que eu tenho certeza absoluta já ter visto em algum lugar. E por último, mas não menos importante, como o charmoso rival de Robin temos Richard Armitage, fazendo Guy Gisbourne, braço direito do xerife. O único lugar em que eu consegui lembrar que ele já esteve foi como pseudo figurante em Capitão América. Ele é o cara que está infiltrado e atira em todo mundo na transformação do Capitão, e que o Steve Rogers persegue no começo do filme.

Desenvolvimento:
Robin Hood segue aventuras de Robin, e os episódios não são ligados uns aos outros. É claro que eles seguem uma ordem, mas nada que vá atrapalhar se você pegar todos os episódios sem numeração e quiser assistir assim mesmo. Isso particularmente me incomodou um pouquinho, por que eu gosto de episódios duplos e de coisas que você precisa acompanhar pra entender. A trama principal é, de modo geral, não deixar o xerife maltratar demais a população. Só que para derrubar o Xerife, o Rei Richard precisa voltar da terra santa. Oras, isso é meio fora da esfera de poder de Robin Hood, correto? Talvez...
Correndo em paralelo temos a história de Marian, filha do antigo xerife, e, tal como o ahem amigo Robin, não consegue ficar parada diante do sofrimento das pessoas da região. Mas ela procura atuar dentro da lei, e meio que conta com a proteção de Sir Guy, que está eu acho e ele acha,mas sei não apaixonado por ela. 
Enfim, a série é de 2006 e teve 3 temporadas, e apesar de os comentários acerca da terceira não serem assim tão positivos, eu estou animada. Acabei de assistir a primeira temporada - em maratona de felicidade - e a segunda está aqui só esperando pelo tempo vago. 

Jonas não podia ser mais fofinho nem que tentasse
Marian e Robin, otp feelings
Sir Guy transbordando sensualidade, rawr

then he put a arrow on your knee
Enfim, por que assistir?
Por que é lindo. Bem, bem, sejamos francos, como em quase toda série britânica que eu sento pra assistir, os efeitos podiam ser melhores e as lutas menos coreografadas, mas é divertido. O Xerife é cruel, desalmado mesmo, no melhor estilo quero-o-meu-dinheiro-e-mais-é-que-você-morra, mas ele é tão engraçado. Robin é engraçado. Much é engraçado. Os personagens são todos adoráveis, cheios de manias, de piscadinhas e sedução. Mesmo os vilões tem que ser amados Guy, let me love you. A série ainda trata, com alguma leveza mas nenhum disfarce, de temas como a própria guerra e o efeito que causa nos homens que retornam das cruzadas, o preconceito, a motivação dos heróis. É uma série fofa, divertida e curta, que vale seu tempo e vai te fazer dar risadas - e até chorar. Recomendo terrores. Achei uma promo da Season 1 no youtube, não é lá essas coisas, mas já dá pra ter noção do estilo do Robin, rs. Depois me digam se curtiram, ok? *-* 







Beijo, beijo,
Thai.  







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Coração de Pedra – Charlie Fletcher.

13 de agosto de 2011


Título Original: Stoneheart
Autor: Charlie Fletcher
Editora: Geração Editorial
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 464 páginas
   Aconteceu num passeio a um museu de Londres. George, injustamente, foi colocado de castigo por fazer algazarra e mandado refletir sobre suas ações. Com raiva, saiu do museu e socou um monumento da parede, um pequeno dragão esculpido em pedra. Esperou pela dor. Esperou, mas ela não veio. Ao invés disso, o pedaço do monumento que ele socou, a cabeça do pequeno dragão de pedra, caiu no chão. E ele a pôs no bolso. E todos os seus problemas começaram.  E, para resolver a bagunça que causou, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra, mas ele não faz idéia do quê ou onde isso fica.
   É assim que começa Coração de Pedra; um começo aliás, que lembra bastante o de Percy Jackson. Mas acredite, a única semelhança entre as duas histórias é o fato de começar num museu. Daí pra frente, tudo é diferente.
   Vou começar avisando que eu gostei do livro. Mas, ainda sim, é difícil falar sobre ele, por que foi difícil ler. Logo, eu tenho um tanto de reclamações sobre ele. Mas vou chegar na parte boa no final, rs.
   Primeiro de tudo, eu comecei o livro bem empolgada. E, como sabemos, isso é uma péssima idéia se o livro não for daqueles que já começa eletrizante. E é esse bem o caso de Coração de Pedra.  A história é boa e rápida, com um desenvolvimento frenético, ação atrás de ação, mistério atrás de enigma, atrás de uma amizade que se constrói e estátuas vivas. Por que sim, essa é a premissa da coisa; depois de quebrar a estátua do dragão, George cai numa realidade paralela que não existe para a maioria dos transeuntes de Londres, a realidade onde estátuas de seres mitológicos e estátuas humanas se enfrentam em uma batalha de proporções épicas todos os dias desde suas feitorias. E pelas mãos de George essa batalha pode eclodir de verdade e ficar bem feia. Ele não sabe o que fazer pra escapar, mas de repente tem a ajuda da estátua de um Artilheiro de Guerra – um cuspido – e de Edie, uma menina que, desde sempre, conseguiu ver e ouvir e fugir das estatuas em movimento.
trilogia em inglês
   Minha reclamação mais forte quanto ao livro é o ritmo, não da história, mas da leitura. Não sei se foi a tradução ou se o autor escreveu assim de fato, mas a escrita é muito rebuscada para um livro de apelo infantil. E todas as descrições, detalhe a detalhe das estatuas e das ruas de Londres, deixaram tudo meio cansativo pra mim. E eu também me senti meio perdida (mesmo com aquele mapa graciosamente desenhado nas primeiras páginas, pra você acompanhar as andanças de George), provavelmente por que, bem, nunca estive em Londres.  Tudo no livro parecia partir da premissa que eu sabia onde tudo estava lá na terra da rainha. Desculpa, mas não sabia não.
    Tirando isso, o livro é realmente muito bom. Quando você acostuma com o excesso de descrições e de palavras ornamentadas demais para um universo infanto-juvenil, você consegue levar bem a leitura. As cenas de ação são ótimas e você consegue realmente ver como o George, Edie e o Artilheiro – ah, o artilheiro – conseguem se safar dos problemas – ou não. È uma pena que a continuação não tenha saído em português. Mas, se você se interessou, não se preocupe, o livro termina, mas você vai definitivamente ficar querendo mais.  Algo do tipo “acabou essa batalha, mas ainda tem a guerra”. Mas vale a pena assim mesmo. Estou pensando seriamente em comprar o resto da trilogia em inglês.
  Bem, é isso. Espero que vocês tenham se interessado pelas aventuras do George – seu lindo – e da Edie.
  Beijo, beijo,
  Thai.
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