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Noah foge de casa - John Boyne

16 de julho de 2014

Noah Foge de CasaNoah foge de casa
John Boyne
Companhia das Letras 
200 páginas
2011


Eu comprei esse livro há um tempinho em alguma promoção do Submarino. Especialmente porque era do John Boyne e eu tinha amado O menino do pijama listrado. Assim que ele chegou, li umas páginas, mas não me empolguei muito. Até que eu li essa resenha da Mari do Psychobooks sobre outro livro infanto-juvenil do autor, fiquei mega empolgada e acabei pegando esse. 

Basicamente, o livro vai contar a história do Noah, que foge de casa aos seus oito anos. Seus motivos não ficam muito claros no começo. Ele acaba encontrando uma loja de brinquedos e inicia uma conversa com o dono da loja, que faz com que ambos reflitam um pouco sobre as decisões que tomaram. 

Noah foge de casa começa de uma forma bem despretensiosa. O livro traz vários elementos mágicos e algumas situações inusitadas vão acontecendo com Noah. A narrativa é bem gostosa, temos algumas figuras, então é fácil se deixar levar pela história. Até mais ou menos a metade do livro, eu achava que acompanhava apenas um infanto-juvenil, com uma história bonitinha e bem contada. 

Mas a partir da metade do livro e, especialmente no final, conhecemos melhor os dois personagens e a história que John Boyne queria contar. E foi incrível ver uma história que, a princípio, eu não dava muito por ela, se transformar em algo tão mais bonito, com uma mensagem tão importante. Tem bem mais nesse livro do que um garoto que resolve fugir de casa e viver aventuras por aí e acho muito importante que vocês saibam isso. Não só esse livro está altamente recomendado, como também o autor. Quem não conhece o John Boyne, não sabe o que está perdendo. 

beijos 

A Crônica do Fogo - John Stephens

6 de julho de 2014


A Crônica do Fogo - Os Livros do Princípio #2
John Stephens
Editora Suma de Letras
312 páginas
2013


Esse livro é a continuação de O Atlas Esmeralda e, mesmo que você nunca o tenha lido ou mesmo nunca tenha ouvido falar nele, ainda há chance para você. Mas, para isso, sugiro que mude para essa resenha daqui.  

A Crônica do Fogo é o nome do segundo livro do Princípio e, após Kate ter descoberto ser a guardiã do Atlas, é a vez de Michael. Logo no início as crianças de separam, como eu imaginei que aconteceria para que o irmão do meio pudesse ter mais destaque e mais responsabilidades. Porém não ficamos sem Kate! A fofíssima tem sua parte da história em separado e o livro alterna entre Michael e Emma de um lado e Kate do outro. E, apesar do medo por não saberem onde sua irmã mais velha está, os caçulas se saíram muito bem.

Eu gostei muito dessa novidade porque deu um toque diferente na história. Kate, já com 15 anos e sem os irmãos, pode ter páginas mais maduras romantica e dramaticamente (não que Michael tenha ficado de fora no quesito romance, own).

Toda a aventura, o humor, as emoções e a vontade de nunca parar de ler mantem-se as mesmas do primeiro livro. Estou ainda mais apaixonada pela série. E, além de tudo isso - de elfos, dragões, bruxos, vulcões etc - descobrimos muitas coisas sobre o passado por trás da história dos Livros do Princípio e da família de Kate, Michael e Emma. E, agora, ao mesmo tempo que espero o livro da Emma, que eu sei sobre o que é, eu não faço ideia do que esperar dele. Além de muita ação, ainda mais emoção (porque o fim desse deixou muita promessa de mais dores no coração), também estou esperando romance dessa vez e muito muito amor dessas três crianças  corajosas desses três adolescentes corajosos.

Não pense você que não gosta de livros infanto-juvenis se ainda não leu O Atlas Esmeralda ou A Crônica do Fogo. Só aceito depois. Mas duvido.








O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón

14 de dezembro de 2013


O Príncipe da Névoa
Carlos Ruiz Zafón
Editora Suma de Letras
184 páginas
2013

Alguns já sabem que eu sou fã de um senhor chamado Carlos Ruiz Zafón, para quem ainda não sabia, fica aí a informação e a dica.
Como escrito logo na primeira frase da orelha, O Príncipe da Névoa foi o primeiro livro lançado pelo autor. Quem já leu outros livros dele deve sentir falta de uma carregada dose de metáforas e talvez de uma tristeza e mistérios mais profundos. Levando-se também em consideração que a Trilogia da Névoa é uma série "infanto-juvenil" - mas eu só recomendaria a leitura a partir de uns 15 anos, acho que os personagens do Zafón são muito maduros para a idade deles, como o Max que tem 13 anos mas parece mais ter uns 16. - Então, seria mais correto poder comparar este livro com Marina - o outro "infanto-juvenil" que eu já li do autor. Mesmo sem toda a experiência que ele foi adquirindo ao longo dos anos, Zafón escreve como ninguém desde o início da carreira e O Príncipe da Névoa é, para mim, muito bom e cheio de sentimentos, porém apenas mais fácil.

Os outros livros do autor sempre me deixam com a dúvida de se a resposta para tudo está no sobrenatural - eu sempre acho que não. É muito fácil culpar o sobrenatural, né? Mas no caso desse livro não há muito para onde fugir.

Max se muda com sua família para o litoral, a fim de evitar os terrenos da Guerra, em 1943. A nova casa, na praia, estava vazia há alguns anos após abrigar a tragédia de uma outra família. Logo depois de alojados, Max conhece seu novo amigo Roland, que adora mergulhar e chegar até um navio naufragado há muitos anos no fundo do mar perto do farol onde seu avô passa a maior parte de suas horas. Então coisas muito estranhas começam a se desenrolar: atrás de sua nova casa, Max descobre um jardim cheio de estátuas e símbolos misteriosos, sua irmã mais velha, Alicia, tem sonhos perturbadores e a mais nova, Irina, ouve vozes - cena que me deixou bem apavorada, inclusive. E outros casos vão acontecendo, todos em volta da história dos antigos donos da casa.

Como já falei, esse é o primeiro livro de uma trilogia, mas não sei como a história pode continuar porque achei o fim do livro bom o suficiente. Talvez ele fique dando voltas no tempo como na série do Cemitérios dos Livros Perdidos.

Por fim, é claro que eu recomendo o livro pois ele é realmente muito bom. Mas não tirou o lugar dos outros queridinhos do Zafón, ficou mais atrás na fila.


O Atlas Esmeralda - John Stephens

12 de janeiro de 2013

O Atlas Esmeralda - Os Livros do Princípio #1
John Stephens
Editora Suma de Letras
296 páginas 
2011

O Atlas Esmeralda foi um dos livros que eu comprei em uma das feirinhas de livros usados que a Juh Oliveto (Livros & Bolinhos) organiza aqui no Rio. O livro conta a história de três crianças, Kate, Michael e Emma, que vivem muito felizes com seus pais até uma determinada véspera de Natal. Nessa noite, um homem alto e um tanto quanto esquisito aparece e levas as três crianças embora. Emma era apenas um bebê de 1 ano,  Michael e Kate eram crianças de 2 e 4 anos. Por isso, mesmo que ainda tão pequena, Kate prometeu à mãe que cuidaria dos irmãos. E ela jamais se esqueceria dessa promessa. Mesmo se esquecendo de seu sobrenome, restando apenas a letra P.

Depois dessa introdução, a história começa mesmo 10 anos depois. As crianças, depois de passarem por diversos orfanatos, cada um pior que o anterior, serão visitados por uma senhora disposta a adotar três crianças no que seria a última chance dos três antes de serem transferidos para outro orfanato

"A sra. Lovestock era uma mullher de alguma idade, com mais posses ainda e sem filhos. Não era mulher de fazer as coisas pela metade. Seu ponto de vista quanto a cisnes é um bom exemplo. Achava que eram as criaturas mais belas e graciosas do mundo. [...] o marido, o sr. Lovestock - que supostamente tirava férias todos os anos para coletar insetos, mas na realidade caçava cisnes numa reserva particular na Flórida, atirando praticamente à queima-roupa com um sorriso lunático no rosto [...] - Gerald, vou adotar umas crianças. [...] O sr. Lovestock suspirou, tornando a colocar o cachimbo no canto da boca e imaginando se haveria um lugar para onde ele pudesse viajar no verão para caçar crianças." 
 Eu me apaixonei pelo livro depois de ler esses trechos, logo na página 15. 

As coisas não saem como deveriam mais uma vez e as crianças vão parar em outro orfanato, um em lugar bem estranho, chamado Crambridge Falls. Logo ao chegarem, eles precisam se apressar pois à noite os lobos saem... O lugar é realmente cheio de mistérios e o orfanato não é diferente. Lá, as crianças encontram um livro de capa verde... com nada escrito dentro dele. E ao encostarem uma foto antiga em uma de suas páginas em branco, algo acontece. 

O livro é realmente cheio de ação e muito divertido. Kate, a irmã mais velha, é sempre muito responsável e inteligente, Michael é apaixonado por livros, contos de fada e especialmente por anões, Emma é uma criaturazinha encrenqueira, escandalosa, teimosa e muito corajosa. Ela é muito engraçada. Os dois menores vivem implicando um com o outro, mas os três se amam muito e são uma família. Eu gosto muito de livros infanto-juvenis de aventura e ainda mais quando eles falam de família e amizade. Então, eu estava pronta para adorar O Atlas Esmeralda.

E eu adorei! Ele tem um quê de Harry Potter, de Nárnia, de O Livros das Coisas Perdidas, de vários livros e filmes bons do estilo. Crianças corajosas, um mago poderoso do bem, um mago poderoso do mal, uma feiticeira, pessoas para ajudarem as crianças, lobos ferozes, um (ou três) livros mágicos, uma profecia, anões, algumas criaturas malvadas e nojentas... são tantas aventuras, tantos desafios. Eu me vi criança de novo, torcendo sempre para que os três tomassem as decisões certas e que tudo terminasse bem. Com o mundo e com a família P. 

Pelo que li nesse livro, a série será uma trilogia e eu estou esperando ansiosamente pela continuação de O Atlas Esmeralda. Enquanto isso, vou recomendando-o para vocês e todo mundo de 8 a 108 anos. 

Beijos, beijos, 
Celle. 

A Irmandade das Calças Viajantes - Ann Brashares

2 de janeiro de 2013

A Irmandade das Calças Viajantes #01
Ann Brashares
Editora Rocco
312 páginas
2003

E aí, pessoal, como vão? Hoje resolvi fazer a resenha de um livro infanto juvenil, que pode parecer bem bobinho a princípio, mas que acabou me conquistando. Acredito que muitos de vocês já tenham ouvido falar ou assistido o filme 4 Amigas e um Jeans Viajante, certo? Então, A Irmandade das Calças Viajantes foi o livro que deu origem ao filme. Para quem ainda não conhece, ambos tratam de quatro meninas que são amigas desde a infância e que irão, pela primeira vez, passar o verão separadas. No entanto, as meninas encontram um par de calças que, estranhamente, veste super bem nas quatro, que tem corpos super diferentes. Logo elas chegam a única conclusão lógica: as calças são mágicas (óbvio!). Resolvem, então, compartilhar as calças durante as férias, enquanto trocam cartas, como uma forma de se sentirem juntas.

Uma das partes mais legais dessa história (tanto no livro, quanto no filme) é que as quatro amigas são muito diferentes e a história de cada uma delas também é. Vocês não precisam ter medo de ler sobre quatro meninas se apaixonando ao mesmo tempo. Temos a Carmen, que vai passar um tempo com seu pai (que ela tem como um ídolo) e acaba descobrindo que ele tem uma noiva. Bridget, que vai para um acampamento de futebol e é bem impulsiva. Lena, que vai conhecer sua família na Grécia com sua irmã e que é muito reservada. E, Tibby, que não vai viajar, está bem deprimida com isso, mas acaba conhecendo Bailey, uma menininha que vai mudar sua vida. (A história da Tibby é a minha favorita do filme e acabou sendo a favorita do livro também!). Para quem conhece o filme, acho que deu para notar que a história é basicamente a mesma. 

Então, por que ler A Irmandade das Calças Viajantes? Para quem se pergunta isso porque já viu o filme, a resposta é fácil: o livro é melhor. E, para quem ainda não viu, vamos lá. A Irmandade das Calças Viajantes é um livro único. Trata sobre amizade, sobre relações familiares, sobre romance, sobre amadurecimento, sobre perda. Por ser infanto juvenil, é claro que ele tem uma abordagem bem superficial de todos esses temas, mas eles estão todos lá. Cabe a cada uma de nós aproveitá-los de nossa maneira.

A verdade é que eu curti bastante as quatro meninas e a história delas. Esse livro não teve muitas surpresas porque eu já sabia tudo que aconteceria. Mas, para quem não sabe, esse livro faz parte de uma série composta por quatro livros. A série é muito elogiada mesmo (ou pelo menos eu já vi muitos elogios por aí) e foi por isso que eu resolvi começar a lê-la. Sem dúvidas o primeiro livro é bem legal e vou continuar lendo a série. Portanto, fica aí a dica para todos vocês. O livro é bem rapidinho, a escrita é deliciosa e eu espero ler o próximo em breve. 

Beijos 
Julia

Morga - A Maga do Vento, de Moony Witcher

11 de abril de 2012

Morga - A Maga do Vento 
Moony Witcher
Editora Best Seller 
350 páginas 

A Maga do Vento é o primeiro livro de uma série que é uma espécie de distopia infanto-juvenil. Futuro, um diferente tipo de sociedade, onde um pequeno grupo de poderosos controlam a massa da população. Porém, a história se passa em um outro planeta, chamado Emiós. 500 anos após a viagem saída do planeta Terra. Moony mistura nesse livro ciência (que eu acho que não era o forte dela na escola) com magia e avanços tecnológicos. 

Em Emiós, as pessoas são divididas em Undários e Undárias (trabalhadores braçais), Gestais (as mulheres que tem bebês - através do Raio Avólio, é claro-) e  Ancilantes (responsáveis por cuidarem das Gestais e serem boazinhas). E também existem os Fhar, as 100 pessoas responsáveis pela criação dessa nova sociedade nesse novo planeta. Todos os Fhar tem 500 e tantos anos e são quase imortais. As crianças são chamadas de Dakis. O livro é cheio de termos inventados e alguns eu não consegui aprender o significado até o final. 

Morga é uma criança diferente. Ela não só não nasceu do Raio Avólio, como também não vive junto com os outros Dakis. Morga até mesmo sabe quem é sua mãe, coisa que todos os outros Dakis desconhecem. O DNA de todos foi modificado para que eles não tivessem sentimentos. As pessoas não amam, não odeiam, não choram. Porque foram os sentimentos que destruíram a vida no planeta passado. 

Minha opinião sobre o livro não está muito bem formada no meu cérebro ainda. Não sei se estará, um dia. Achei a escrita do livro formal e cheia de palavras e expressões antigas, para um livro infantil ainda. Morga tem apenas 12 anos (e há romance!). A história em si me cativou, mas em alguns momentos eu achava tudo guia para ser um bom adolescente demais. Uma sensação de amizade e amor forçados. 

Gostei muito das várias ilustrações que enchem o livro, são lindas. E do romance também. Morga é uma menina decidida, forte e muito poderosa, ela é uma boa personagem. As cenas de ação são bem legais e os personagens cativantes, porém parece que faltam algumas coisas para que seja um livro muito bom. Ele realmente me pareceu forçado. O final não é o que pode-se chamar de surpreendente, mas acontecem coisas mais fortes com o avanço da história (que eu não imaginaria se não fossem os títulos dos capítulos cheios de spoilers). Pretendo continuar a ler a série, mas não estou morrendo de curiosidade, não. Recomendado realmente para que está na faixa etária de 11 a 14 anos. 

Beijos, 
Celle.

O Recruta (Cherub #1) - Robert Muchamore

9 de fevereiro de 2012

 O Recruta (CHERUB #1)
Robert Muchamore
Editora Fundamento
296 páginas

Em O Recruta, conhecemos James, um garoto de apenas 12 anos que é convidado para se juntar a uma agência de espionagem, CHERUB. Seus agentes são somente crianças, entre 10 e 17 anos, cujos adultos não consideram uma ameaça por serem simplesmente... crianças. E acho que isso é suficiente para se conhecer da história! 

Nós acompanhamos o livro desde a vida de James antes de CHERUB, até seu treinamento e primeira missão. Por isso, é um livro cheio de ação e mudanças, mas sem se tornar corrido. Adorei o jeito do autor de escrever. Simples, descontraído e conseguiu descrever vários acontecimentos no livro, dando os detalhes necessários a cada um. 

Esse livro é muito, muito divertido! No começo, eu estava um pouco em dúvida, mesmo acreditando que essa história de espionagem tinha muito potencial, porque, bem, são crianças de 12 anos. Eu não sabia se a ideia original seria tão bem aproveitada por causa desse detalhe, mas James parece ser mais velho, o que faz o livro funcionar super bem. Acho até que o autor poderia ter colocado o personagem um pouquinho mais velho, já que sua personalidade não se enquadra bem em sua idade No entanto, como ele tem uma história de vida diferente, eu acabei aceitando isso no decorrer da história. 

CHERUB é uma série de 12 livros que eu estou simplesmente louca para continuar a ler. Como eu já disse, o livro tem muita coisa acontecendo, o que deixa ele com um ritmo muito bom. Em momento nenhum você se cansa durante a leitura e suas 296 páginas voam. É desses que dá para ler em um dia, pois você começa a se envolver tanto e é tão, tão legal que não dá vontade de largar! 

Por fim, recomendo a série sim. É juvenil, cheio de personagens legais e cheio de surpresas. Não acredito que irei enjoar da série super longa, pois cada livro tem (ou parece ter) uma história própria. No final do livro, temos a história de CHERUB e a Editora Fundamento teve um cuidado muito especial com o ele. Todos esses detalhes nos fazem acreditar que é tudo tão possível, real e, confesso, eu bem queria que fosse! haha

beijos, Julia :))

Coração de Pedra – Charlie Fletcher.

13 de agosto de 2011


Título Original: Stoneheart
Autor: Charlie Fletcher
Editora: Geração Editorial
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 464 páginas
   Aconteceu num passeio a um museu de Londres. George, injustamente, foi colocado de castigo por fazer algazarra e mandado refletir sobre suas ações. Com raiva, saiu do museu e socou um monumento da parede, um pequeno dragão esculpido em pedra. Esperou pela dor. Esperou, mas ela não veio. Ao invés disso, o pedaço do monumento que ele socou, a cabeça do pequeno dragão de pedra, caiu no chão. E ele a pôs no bolso. E todos os seus problemas começaram.  E, para resolver a bagunça que causou, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra, mas ele não faz idéia do quê ou onde isso fica.
   É assim que começa Coração de Pedra; um começo aliás, que lembra bastante o de Percy Jackson. Mas acredite, a única semelhança entre as duas histórias é o fato de começar num museu. Daí pra frente, tudo é diferente.
   Vou começar avisando que eu gostei do livro. Mas, ainda sim, é difícil falar sobre ele, por que foi difícil ler. Logo, eu tenho um tanto de reclamações sobre ele. Mas vou chegar na parte boa no final, rs.
   Primeiro de tudo, eu comecei o livro bem empolgada. E, como sabemos, isso é uma péssima idéia se o livro não for daqueles que já começa eletrizante. E é esse bem o caso de Coração de Pedra.  A história é boa e rápida, com um desenvolvimento frenético, ação atrás de ação, mistério atrás de enigma, atrás de uma amizade que se constrói e estátuas vivas. Por que sim, essa é a premissa da coisa; depois de quebrar a estátua do dragão, George cai numa realidade paralela que não existe para a maioria dos transeuntes de Londres, a realidade onde estátuas de seres mitológicos e estátuas humanas se enfrentam em uma batalha de proporções épicas todos os dias desde suas feitorias. E pelas mãos de George essa batalha pode eclodir de verdade e ficar bem feia. Ele não sabe o que fazer pra escapar, mas de repente tem a ajuda da estátua de um Artilheiro de Guerra – um cuspido – e de Edie, uma menina que, desde sempre, conseguiu ver e ouvir e fugir das estatuas em movimento.
trilogia em inglês
   Minha reclamação mais forte quanto ao livro é o ritmo, não da história, mas da leitura. Não sei se foi a tradução ou se o autor escreveu assim de fato, mas a escrita é muito rebuscada para um livro de apelo infantil. E todas as descrições, detalhe a detalhe das estatuas e das ruas de Londres, deixaram tudo meio cansativo pra mim. E eu também me senti meio perdida (mesmo com aquele mapa graciosamente desenhado nas primeiras páginas, pra você acompanhar as andanças de George), provavelmente por que, bem, nunca estive em Londres.  Tudo no livro parecia partir da premissa que eu sabia onde tudo estava lá na terra da rainha. Desculpa, mas não sabia não.
    Tirando isso, o livro é realmente muito bom. Quando você acostuma com o excesso de descrições e de palavras ornamentadas demais para um universo infanto-juvenil, você consegue levar bem a leitura. As cenas de ação são ótimas e você consegue realmente ver como o George, Edie e o Artilheiro – ah, o artilheiro – conseguem se safar dos problemas – ou não. È uma pena que a continuação não tenha saído em português. Mas, se você se interessou, não se preocupe, o livro termina, mas você vai definitivamente ficar querendo mais.  Algo do tipo “acabou essa batalha, mas ainda tem a guerra”. Mas vale a pena assim mesmo. Estou pensando seriamente em comprar o resto da trilogia em inglês.
  Bem, é isso. Espero que vocês tenham se interessado pelas aventuras do George – seu lindo – e da Edie.
  Beijo, beijo,
  Thai.

A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

6 de fevereiro de 2011



Mesmo não tendo lido Percy Jackson inteiro (não atirem em mim, por favor), eu vi, nitidamente o estilo Rick Riordan. É muito parecido mesmo, gente. E eu não estou falando só de protagonistas de 12 anos (Carter, eu sei que você tem 14) e títulos engraçados que dizem exatamente o que vai acontecer durante os capítulos. Estou falando também do que eu chamo de 'Aprenda brincando'. 


Pausa para o meu cérebro assimilar que eu acabei de ler alguém dizendo que esse livro é muito melhor que Harry Potter.  Meu Deus, cada um com sua opinião, mas NÃO.

Enfim, deixem eu explicar o que quer dizer 'Aprenda brincando' nesse caso. Apesar de eu achar auto-explicativo. Enquanto em Percy Jackson a gente aprende sobre mitologia grega, sobre deuses do Olimpo e tal em A Pirâmide Vermelha aprendemos sobre o Egito Antigo. Tcharãa. Mas, eu gosto muito da história do Egito, gente, é muito interessante. E eu gostei muito de ver vários hieróglifos desenhados pelo livro, gostava de ficar tentando adivinhar o que eles significavam. 

Em A Pirâmide Vermelha, há dois protagonistas que narram a história. Na verdade, a história é uma gravação que Sadie e Carter revezam, dois capítulos Carter, dois capítulos Sadie. Carter  é um garoto afro-americano de 14 anos que vive viajando pelo mundo, sem ter uma casa de verdade, com o pai, Julius Kane. Já Sadie é uma menina loira de 12 anos que mora em Londres com os avós desde que sua mãe morreu. E Carter e Sadie são irmãos. 
 
Julius Kane vive com seu filho mais velho, porém só pode visitar sua filha duas vezes por ano, desde que sua mulher morreu em um acidente há seis anos atrás. E é chegado o dia de uma dessas visitas, véspera de Natal. Ele e Carter buscam Sadie na casa de seus avós e, para a decepção dela, eles vão para o British Museum, mesmo depois de um encontro estranho com um homem estranho, porém familiar, chamado Amós. Lá, Sadie e Carter ignoram a ordem de seu pai de ficar longe e acabam presenciando algo que eles não sabem o que é exatamente. 

Em uma tentativa de continuar o que ele e sua mulher começaram, Julius liberta Set , um deus egípcio não muito simpático, explode o museu e acaba preso em uma tumba e é engolido pelo chão. Deixando Carter e Sadie sozinhos para encarar a polícia e mais pessoas estranhas que parecem não ter certeza se devem matá-los ou não.

De volta a casa de seus avós, para a surpresa de todos, a polícia decide que eles não podem mais ficar na Inglaterra, como cidadãos americanos, eles são deportados. Sadie e Carter descobrem, então, que Amós é o irmão de Julius e partem com ele.

A partir daí, começa uma série de loucuras desconhecidas para Sadie e coisas que Carter poderia apostar que eram apenas lendas começam a virar realidade. Eles começam a descobrir, então, o tamanho da responsabilidade que tem nas mãos, que o perigo se aproxima e que eles tem muito o que fazer em muito pouco tempo. E eles podem contar apenas com um tio que eles não sabem o quanto podem confiar, um babuíno muito legal chamado Khufu que só come alimentos terminados em 'o', tipo flamingo; um crocodilo branco chamado Filipe de Macedônia - risos - e Muffin, a gata de Sadie, presente que seu pai lhe dera antes que eles se separassem há seis anos. 

Próximo livro
A Pirâmide Vermelha, primeiro livro da série As Crônicas dos Kane, é um livro cheio de animais que fazem que coisas muito dignas, deuses, demônios, deuses menores e muita história legal. Mas confesso que não consigo levar morcegos de frutas a sério. Vários personagens muito bem feitos, alguns que fazem você se apegar de verdade. Eu gostei muito do Carter e da Sadie, não muito do pai deles, e Khufu, Filipe e Muffin também são geniais. 

Gostei muito, recomendo, mas, ainda assim, não nasci para ser fã louca do Rick Riordan como meio mundo parece ser. Sorry, guys. Não é pra mim. Pretendo continuar com o próximo livro The Throne of Fire - O Trono do Fogo, não sei se vai ser isso mesmo, mas deve ser - porque eu gostei do primeiro e, mesmo tendo um desfecho, deixa mais corda pra continuar a história. Não está tudo resolvido ainda. 

Vamos então esperar pelo próximo livro, que eu ainda não sei quando vai ser lançado no Brasil e, enquanto isso, vocês podem ir comentando por aqui ^^. 

Beijos, beijos, 
Zoe

ps.: Adoro essas capas, espero que The Throne of Fire fique igual também *-*.

Como Treinar O Seu Dragão - Cressida Cowell

25 de janeiro de 2011



"Celle, esse livro é muito legal, né? Você compra o próximo e me dá de presente de aniversário?"

João Vitor, meu irmão, quase 7 anos.

Como O Treinar Seu Dragão, aqui em casa, é um livro compartilhado. Comecei a ler no Natal e só terminei antes de ontem, apesar de ser um livro pequeno. Mas não pra ler em voz alta e nem para uma criança de 6 anos que arranhou tantou o óculos que não consegue enxergar uma palavra em menos de quinze segundos. Meu irmão é uma criança bem comportada que enxerga muito bem. Não. Então, eu lia em voz alta todas as noites pra ele. 

Bom, Como Treinar O Seu Dragão é um livro muito divertido e cheio de aventuras, mas eu gostei mais do filme ;s. É muito diferente, gente, muito. Enfim, Soluço Spantosicus Strondus III, filho de Stoico e Valhalarama, é um menino de pensamento afiado e humor irônico. Um menino muito mais maduro que seus colegas do Programa em Iniciação em Dragões. 

Soluço, O Inútil, é como é chamado antes de se tornar um herói. Tarefa que ele decide cumprir da maneira difícil. Stoico, O Imenso, é o chefe da tribo dos Hooligans Cabeludos e, Soluço, como seu filho, é o herdeiro de seu posto. A responsabilidade de Soluço é, então, ainda maior que a dos outros meninos. Dez meninos da tribo dos Hooligans Cabeludos precisam capturar, cada um, seu dragão e treiná-lo até o dia de Thor. Nesse dia, juntamente com mais dez meninos da tribo dos Cabeças-ocas, eles deverão mostrar seus poderes de comando sobre seus dragões. Até porque, caso contrário, a única saída é o exílio. 

Porém, ter que capturar e terinar um dragão, uma criatura terrível, egoísta e muito, muito poderosa, completamente capaz de te cortar em pedacinhos e fazer sopa com eles não são os únicos problemas de Soluço. Como filho do Chefe, ele deveria ser exemplo e capturar um dragão o mais perigoso possível. O que Melequento, que sonha em acabar com Soluço e ser o futuro chefe da tribo, trata de fazer.

Mas não é exatamente o que Soluço faz. No meio de uma confusão na hora de capturar seus dragões, Soluço quase fica sem dragão algum. Porém, muito heroicamente, Soluço captura um dragão durante sua fuga, sem nem olhar para ele. Depois, Soluço descobre que seu dragão calhou de ser... um Dragão Comum ou de Jardim. O tipo de dragão mais medíocre que pode existir! Mas o dragão não era um Dragão Comum qualquer... não! Ele possuia o grande poder de ser incrivelmente banguela e assustadoramente pequeno!

E agora?

Como Soluço seria o futuro chefe da Tribo dos Hooligans Cabeludos com um dragão desses? O que Stoico, O Imenso, iria dizer? O que Melequento não ia inventar para acabar ainda mais com a moral de Soluço? Bom, a única solução seria agora treinar seu dragão da melhor maneira possível e provar a eles que Banguela era um dragão digno de um herói.

Mas não seria tão fácil assim. O que tinha de pequeno, Banguela tinha de teimoso. Soluço passou, então, a testar todas suas teorias frutos de muito tempo de pesquisa e observação de dragões. Mas treinar Banguela  era praticamente impossível!

Descubra todas as confusões e aventuras nesse livro cheio de nomes engraçados e personagens incríveis. Desenhos e frases que, com certeza, vão te fazer rir. E torcer muito por Soluço, nosso herói Vicking, e Banguela o dragãozinho mais teimoso, intereisseiro e corajoso de toda Ilha de Berc!

Está, sim, recomendado pra todas as idades. Até porque cada idade vai fazer você gostar do livro por motivos diferentes. Percebi que alguns detalhes crianças não entenderiam, mas o que as faz ficar com frio na barriga também está aqui em Como Treinar O Seu Dragão da Cressida Cowell.

Beijos, beijos, Zoe.
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