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Antes que eu vá - Lauren Oliver

8 de agosto de 2011


Antes que eu vá - Lauren Oliver 
Editora Intrínseca - 356 páginas
Onde Comprar : Saraiva - Travessa - Fnac

No início do ano, quando eu comecei a me aventurar com livros em inglês, eu passei um bom tempo olhando para Before I Fall (título em inglês de Antes que eu vá ) e esses olhos verdes enormes. Acabei escolhendo Thirteen Reasons Why (resenha aqui), nem lembro porque. Acabei deixando o romance de estréia da Lauren Oliver de lado, porque eu não sei se aguentaria ler dois livros sobre morte asim, com tanta proximidade (ou dois livros em inglês haha). E, desde então, eu estava esperando uma oportunidade para ler. E qual seria melhor do que o lançamento do livro aqui no Brasil ? 

Em Antes que eu vá conhecemos a história de Samantha Kingston, uma menina que tem tudo que adolescentes costumam almejar: ela e suas três melhores amigas são as mais populares do colégio, namora um dos garotos mais bonitos, tem até um professor que flerta com ela. Quando acorda, numa sexta feira, 12 de fevereiro, acha que vai ser mais um dia normal, quando, na verdade, seria o seu último. Sam tem a chance de revivê-lo, algumas coisas, podendo mudar seu destino. E quando você sabe que só tem mais um dia de vida, como você aproveita seus últimos momentos ?

Eu estava muito, muito empolgada com esse livro simplesmente porque eu tinha amado Thirteen Reasons Why (ou Os Treze Porquês). E, quando o tinha em mãos, eu o devorei em poucos dias. Gostei muito do jeito de escrever da Lauren Oliver e, não sei se era pura empolgação, mas eu simplesmente não me cansava de ler esse livro. Só que, mesmo assim, eu desanimei um pouco logo no início, porque demorei muito pra me identificar com a personagem principal. Pela sinopse, dá para notar que a Sam faz parte das "populares" do Ensino Médio. E, bem, todo mundo já viu aqueles filmes nos quais as pessoas populares passam seu tempo livre fazendo graça de qualquer pessoa que não se enquadre em seus padrões. E, sim, é o tipo de pessoa que a Samantha é. Então, no início, eu não me sentia sensibilizada por ela. Só a achava meio má e, não tem outro meio de dizer, tapada.

A medida que Samantha revive seus momentos, ela passa a enxergar melhor as pessoas, as situações, e isso é o que torna o livro lindo. Tanto que eu não consegui ler o final todo de uma vez, porque estava um tanto quanto emocionada, triste pelo que podia acontecer e, sim, completamente envolvida com ela. Ela decide aproveitar cada um de um modo, de acordo com o que aprendeu e sentiu no anterior. E, como eu disse, é muito bonito acompanhar a mudança da personagem e, no meu caso, ir mudando meu jeito de pensar sobre ela. E, embora o tema, a lição, o ambiente e qualquer outro aspecto do livro possa parecer clichê, a Lauren Oliver dá um tratamento diferente a tudo, então não esperem uma história previsível. 

E, por fim, eu acho que nem preciso dizer que indico, certo ? Até porque não foi porque eu inicialmente não gostei da personagem que eu vou falar que não vale a pena ler. Afinal, livro bom é assim, te faz sentir. E Antes Que Eu Vá me deu um monte de emoções em poucos dias. Vale a pena, gente.

Algumas coisas se tornam lindas quando você realmente olha.

beijos, beijos
Julia ;)

Elixir - Hilary Duff e Elise Allen

27 de julho de 2011

  
Elixir - Hilary Duff e Elise Allen
Editora iD - 280 páginas 
Onde Comprar : Saraiva - Travessa

Diferentemente de muitas pessoas por aí, eu não tinha nenhum motivo pra querer ler Elixir. Muitos queriam porque era da Hillary, mas eu não sou fã dela e, mesmo que fosse, isso não garantiria minha vontade de ler esse livro. Então, lançou, eu o vi na Saraiva, passei um bom tempo falando sobre como ele tinha ficado realmente bonito - os livros da iD sempre são lindos, vamos combinar - mas, mesmo assim, não fiquei com vontade de ler. Até que comecei a ler várias resenhas positivas na internet e, sim, meu sobrenome é curiosidade. Foi mais que suficiente pra eu querer ler o livro.

  Clea Raymond é uma fotógrafa que trabalha sob o pseudônimo de Alissa Grande. Faz parte de uma família influente, seu trabalho a permite viajar para vários lugares, e tem dois amigos muito fofos, Ben e Rayna. Embora pareça ter um vida perfeita, seu pai está desaparecido, sem nenhuma explicação.Além disso, outros mistério começa a assombrar a vida de Clea quando ela começa a perceber que um mesmo homem aparece em todas as suas fotos, inclusive em vários países diferentes. Quem é esse homem ?

  Como eu disse, não esperava muito dele no início. Com as resenhas positivas, acabei me interessando mais e, mesmo com a certa empolgação que eu fui para cima do livro, ele não me decepcionou. Meu único problema é que eu achei tudo aconteceu muito rápido, então algumas coisas pareciam superficiais. O romance/triângulo amoroso que surge durante o livro não me convenceu de verdade e até me incomodou um pouco. Poderia ter sido melhor explorado, mas não foi.

  No entanto, a história do livro é muito diferente e me deixava curiosa cada vez mais enquanto eu passava as páginas. Eu mal li a sinopse do livro, então me surpreendi com muitas coisas que eu poderia descoberto antes rs. Mas, mesmo assim, a explicação para os acontecimentos é muito criativa e diferente dos demais livros que eu li. Elixir é surpreendente e não, eu não queria largar. Tem umas situações soltas que me incomodaram ? Óbvio. Mas, no geral, ele é muito bom pela ideia do livro e o jeito que ela se desenrola.

  A única coisa que me decepcionou foi o final. É sem graça demais, não deixa aquela empolgação para o próximo livro. O que me deixou com essa vontade foi o desenrolar do livro e seus mistérios não resolvidos. Sinceramente, ele é muito melhor e mais original do que vários livros juvenis, sobrenaturais e tudo mais que são famosos por aí. Então, eu recomendo a leitura sim, é leve, rápida e divertida. Não vai entrar na sua lista de melhores leituras, mas é um livro bem diferente e vale a pena ver do que se trata. E, se você está como eu estava antes de saber mais sobre ele, sem querer ler só porque é da Hilary Duff, pode ficar tranquilo!

beijos
Julia

ps.: Um dos trabalhos da Clea é no Rio. Logo me veio a cabeça o medo de como ele seria retratado. Mas é bem fiel a realidade, o que eu achei muito legal de verdade. Adorei essa parte, inclusive ^^ 

Thirteen Reasons Why - Jay Asher

13 de abril de 2011



Thirteen Reasons Why - Jay Asher 
(Publicado no Brasil como Os 13 Porquês, pela Ática)
Onde comprar : Book Depository - Amazon
 Em português : Cultura

Th1rteen R3asons Why conta a história de Clay Jensen, um estudante de ensino médio que, um dia, recebe uma caixa cheia de fitas k7. Ao ouvi-las, logo reconhece a voz de Hanna, sua colega de classe que se suicidou recentemente. E, nas fitas, ela diz que ele vai entender porque ele as recebeu e, que, de certa forma, ele faz parte do motivo de sua morte. Clay começa a ouvir, querendo escutar seu nome, e não consegue mais parar. São sete fitas, sendo que a última só tem um lado gravado; totalizando treze pessoas, trezes histórias, trezes razões. E, pouco a pouco, ele mergulha dentro da cabeça de uma menina que tinha treze motivos para morrer e nenhum para continuar viva. 

Primeiramente, eu li esse livro em inglês simplesmente porque ele era mais barato (e mais bonito). Veio em harcover lindoo, e com um mapa atrás da “capa”.  E, em suas fitas, cada história se passa em um lugar, que Hanna indica no mapa. Olhar para ele ou não altera em nada a leitura, mas a torna mais envolvente, mais real. Você se sente montando – com o Clay, que visita os lugares – o quebra cabeça que era a mente da Hanna.

Não sei se o momento que eu li esse livro influenciou, mas ele é simplesmente lindo. Desses que ficam na sua cabeça, tem ensinam, te mudam. No início, a medida que Hanna falava suas razões, eu não acreditava que ela poderia ter se matado por isso. Mas, pouco a pouco, nós a entendemos mais e percebemos o óbvio: você não sabe o que se passa na cabeça de ninguém, além da sua. Você jamais saberá como algo que você faz – ou deixa de fazer – pode afetar uma pessoa. E, não importa quem você seja, ou quanto você conheça alguém, você jamais deve julgar ou subestimar os sentimentos de alguém. 

Às vezes, eu achava a que a Hanna não tinha razões, mas desculpas. E, às vezes, eu via que jamais conseguiria entender como ela se sentia. Como todas as coisas, que apesar de me parecerem bobas separadas, eram realmente graves. Acho que eu me encantei tanto por esse livro por isso. A perturbação da Hanna perturbou o Clay, perturbou a mim. E tem o efeito em qualquer outra pessoa. Ninguém precisa chegar ao fundo do poço para você passar a ser gentil. Ninguém precisa estar miserável para você passar a sorrir para as pessoas que você convive. Ninguém precisa pedir nada, quando há tanto que se pode fazer para alegrar o dia de alguém.
     ... Então, o que eu posso fazer para ser melhor ? 

E, para quem ler, ou quiser conhecer melhor, o blog Hanna's Reasons tem todas as fias da Hanna para vocês ouvirem. Até agora, eu ouvi três. Sinceramente, torna tudo mais real e mais pesado, e eu acabei ouvindo aos poucos. Ao ouvir, eu sinto como se conhecesse a Hanna. É uma experiência bem legal, que eu nunca tive ao ler um livro. Que, obviamente, eu recomendo para todo mundo.   

Por Julia =) 

  • Resultado comentaristas Eu Sou O Número Quatro 
Bom, como eu disse, os comentaristas da resenha estavam concorrendo a botton e marcador; e o segundo ao marcador. E, aqui está. A Gisele levou o botton e marcador e a Miss Carbono, o marcador. Enviem seus dados para treslapis@hotmail.com para que a gente possa enviar os prêmios! ^^

The Ghost And The Goth - Stacey Kade

29 de março de 2011


The Ghost And The Goth foi um desses livros que me conquistaram pela capa e pelo título. Provavelmte, eu nem precisaria ler a sinopse para desejá-lo muito, mas acabei fazendo isso antes de comprar. E foram esses fatores e uns comentários positivos na Amazon que me fizeram ler pela primeira vez um livro em inglês.

Antes de falar sobre o livro, uma pequena dica para quem nunca leu nada em outra língua. Se você já a estuda há muito tempo, mesmo sendo formada ou não, e tem interesse em fazer isso, tente! Inglês é mais fácil porque tem um monte de filmes e séries por aí, que fazem com que você se acostume. Mas, qualquer que seja a língua, não tenha medo e peguem um livro para começar. Várias pessoas vem me falar que tem medo de desanimar, de não conseguir, o que é normal. Não entendia algumas palavras, relia várias frases e parágrafos e demorei mais que o normal para terminar. E, no final, vale a pena e você acaba lendo um livro que você está dooida pra conhecer, mas ainda não tem no Brasil. 

E, para quem não estiver preparado ainda, a Novo Século comprou os direitos do livro =) Então, aguardem, que ele já virá para o Brasil ! 

The Ghost And The Goth conta a história de Alona Dare, linda, loira e líder de torcida, que, um belo dia, é atropelada por um ônibus e morre. E, diferente do que se espera, Alona se vê presa entre "o mundo dos vivos" e "dos mortos". Não Viu a luz, nada. Continua vendo seu amigos, sua escola, sua casa, mas ninguém a vê. Exceto William Killian. Sempre de preto, com fones nos ouvidos... para evitar todos os mortos falando com ele por aí. Ao notar que Will, o freak da escola é o único capaz de vê-la e ajudá-la a sair da situação, Alona se ve correndo atrás de uma pessoa que jamais sonhou em conversar. E que jamais quis trocar uma palavra com ela também.  

A primeira coisa que eu preciso falar sobre esse livro é que ele me divertiu demais. Mesmo. Eu fico feliz só de lembrar. Eu não sei exatamente como funcionam as traduções, mas o jeito da Alona de falar era muito bom. Estilo seriado mesmo, eu conseguia ouvir a voz dela, pensar no jeito dela quando ela dizia "Hey, you dead people" ou "...and crap". Isso deixava tudo muito engraçado. Quem não concorda com isso é o Will, que realmente não a suporta. Ler sobre os dois tentando se entender era bom demais, as briguinhas, ironias e tudo mais. 

Confesso que o início do livro é mais parado. Alona tenta se entender com a sua condição e entendemos mais sobre o dia-a-dia de Will. Ninguém sabe de seus dons e ele vive tentando esconder, disfarçar quando está perto de seu psiquiatra. No final, ele é mais movimentado e eles tem que lidar com seus problemas pessoais. O final é maravilhoso, adorei mesmo. Aliás, o livro todo é muito bom. Alona é uma personagem incrível, naão é mais uma líder de torcida que só liga para a aparência. E, Will, bem, é minha nova paixão literária, seu lindo! 

Recomendo de verdade. Se destacou em meio aos vários livros que eu tenho lido. Vale a pena, gente :)

beijos,
Julia Nevares

Os Radley - Matt Haig

20 de março de 2011

Os Radley - Matt Haig
Galera Record - 431 páginas 
Onde comprar : Saraiva, Submarino, Cultura, Travessa

   Os Radley foi um dos livros que nós ganhamos no Verão Sobrenatural que ficou comigo fuckyea. Embora não tenha procurado muito sobre o livro antes, li apenas comentários, já queria muito ler. Acho essa capa, o sangue escorrendo na cerca e o terrível segredo que a família esconde muito sedutores. Desde que ele chegou aqui, tudo que eu queria era começar a ler ele logo. Foi o que eu fiz. 

  O livro se passa na Orchard Lane, no vilarejo de Bishopthorpe, no Reino Unido *-* Lá, moram os Radley. Uma família aparentemente comum, cujos pais, Peter e Helen, fazem de tudo para não chamar atenção. Usam roupas normais, tem um carro na média. Seus filhos, Rowan (♥) e Clara sabem que são diferentes de algum modo, mas não o quão diferentes. E, em uma sexta feira, descobrirão, por acidente, o segredo que seus pais escondem há anos.  

  Como eu disse, os filhos descobrem em uma sexta feira. E isso faz parte de uma coisa muito legal no livro, ele se passa em quatro dias. Começa na sexta e acaba na segunda, o que, junto com os caíptulos curtos, torna o livro ainda mais intenso. As coisas acontecem rápido, os sentimentos são muito bem descritos e as revelações vão sendo feitas aos poucos. O livro flui muito bem e é uma leitura super rápida.

 No entanto, eu não sei se alguém já leu por aí qual é o segredo dos Radley, mas ele está longe de ser o forte do livro. Não me surpreendeu, não me deixou empolgada, nem nada. É um segredo quase que comum. Por outro lado, o jeito que as revelações do livro são tratadas, o surgimentos dos novos personagens,  ah!, sim, é muito empolgante. Os personagens tentam esconder tanto a sua própria realidade que você não imagina do que eles são capazes ou o que eles escondem em seu passado. E isso não envolve só a família Radley, mas toda a vizinhança. Todos tem um passado obscuro, são mentirosinhos, ô gente tensa. 

E, pra quem curte um humor negro, Matt Haig está aí, gente! Não sei se todos os livros dele são assim, mas tratar de um tema sobrenatural e todos os problemas que a família passa com piadinhas, bem, é uma coisa que está no sangue, não se faz assim, sem querer. Apesar de tudo que me deixava tensa no livros, de algumas mortes e tudo mais, sempre tinha uma graça lá no meio que me acalmava e fazia rir.

 " (...) apenas uma loja enorme de fantasias, com trajes menos chamativos. E se você morar ali tempo o bastante, finalmente terá de tomar uma decisão. 
               Ou compra uma fantasia e finge gostar dela 
                      ou enfrenta a verdade de ser quem você realmente é. "
Então, mergulhe nos desejos ocultos, no humor negro, nos vários segredos e em todas as mentiras dissimuladas de Matt Haig nos traz. Não, você não vai se arrepender. 

beijos
Julia Nevares

Impecáveis, de Sara Shepard

12 de março de 2011




Essa resenha fala do segundo livro da série Pretty Little Liars, escrita pela autora Sara Shepard. Portanto, ela pode conter spoilers. Se você não se importa com spoilers, go on. Ou confira a resenha de Maldosas aqui e o Rabiscando em Série sobre PLL aqui!


Bom, eu, fã assumida da série de livros, estava contando os dias para o lançamento de Impecáveis e para eu ter dinheiro para comprar o livro. Até que os dois dias muito esperados chegaram e, mesmo eu tendo me controlado muuito para começar o livro só após os demais que eu estava lendo, eu não me controlei e devorei Impecáveis tão rápido quanto eu devorei Maldosas;

Em Impecáveis, as coisas já estão um pouco mais complicadas do que em Maldosas. A Hanna terminou de vez com o Sean após o episódio com o carro dele. Emily começa a se aproximar de Toby Cavanaugh, irmão de Jenna, após uma briga com seu ex, Ben, que a viu aos beijos com Maya. Aria começa a ter que encarar o problema de seu pai ser infiel, enquanto seu relacionamento com Ezra já não é a mesma coisa. Mas, pra mim, a pior parte, é o jeito infantil que a família da Spencer começa a tratá-la após seu envolvimento com Wren, namorado de Melissa, sua irmã. Eu não sei vocês, mas eu acho a Melissa realmente MUITO chata e todos começam a tratar a Spencer como se ela fosse um lixo.

Talvez por eu estar mais envolvida com a história, eu achei Impecáveis ainda melhor que Maldosas. Primeiramente, nós sabemos ainda mais sobre A Coisa com Jenna. O que nós ainda não sabíamos é que a Spencer sabe mais sobre essa noite que todas as outras e guarda esse segredo com medo do que pode acontecer. Mal sabia ela que ele é uma parte importante para desvendar mais sobre o assassinato de Ali.


As meninas ainda não são super amigas e só se falam quando é necessário. Quando recebem muitas mensagens da -A ou tem alguma pista sobre ela. Por sinal, a vilã está ainda mais afiada nesse livros, adoro. Ela não mais manda mensagens misteriosas para as meninas, mas ela ameaça contar todos os seus segredos - ou fazê-las contar. Enquanto em Maldosas a -A era bem assustadora por parecer estar em todos os lugares, em Impecáveis ela está mais má e manipuladora, fazendo de tudo para arruinar a vida das meninas. Adoooooro !

Mas, como nem tudo são flores, a Sara Shepard me incomodou muuito no início do livro. A cada personagem que aparecia, ela fazia um flashback de Maldosas, como se eu tivesse esquecido de tudo ou nem mesmo lido o primeiro livro. Pode parecer bobeira, mas era muito irritante ler parágrafos explicando quem eram as pessoas, que problemas tinham acontecido com elas, quem é o Ezra. Me dava uma vontade louca de gritar "EU SEI DISSO TUUUDO!" a cada explicação que aparecia. Provavelmente, é bem possível ler esse livro sem ler o primeiro, porque ela relembra tudo, de verdade. ( Mas não façam isso, ok ? Não vale a pena, Maldosas é bom demais! *--*)

E, para os fãs da série como eu, minhas suspeitas se confirmaram : o livro e a série são diferentes. Muito. Primeiro, a série ameniza todos os problemas do livro. As principais sofrem muito mais, a A é mais ruinzinha, os problemas são mais graves, as meninas mal se falam. Tudo é pior nos livros haha Mas, além disso, a história da série tomou um rumo bem diferente que no livro. Eu poderia citar tudo (inclusive o final, que me fez ficar boba), mas iria estragar tudo, não ? Então, só pra dar um gostinho, o Wren aparece nesse livro (viu, Celle?), ele não some do nada. E o novo namorado da Aria não é o Noel, é alguém que vai trazer bem mais, hm, problemas.

Bom, é mais que óbvio que eu recomendo a série para vocês, Ainda mais que a Rocco lançou o segundo livro bem rápido, o que me deixou taãão feliz ! :D Para quem já assiste e tem preguiça de ler - eu comecei pelos livros, então isso passa longe de mim -, vale a pena ler também. Adorei as histórias serem diferentes. O que você não gosta na série, você gosta no livro ou vice versa. E vamos combinar que mais drama é sempre melhor ! Yey!

Eu ainda estou aqui, vadias. E isso só estará terminado quando eu disser. 
-A

queria ser a A; se alguém aí receber mensagens assustadoras, sou eu!
beijos

Julia Nevares

Quem é você, Alasca ? - John Green

2 de fevereiro de 2011


"Saio em busca de um Grande Talvez." 

  Foram essas as última palavras de François Rabelais e, quando as leu, Miles Halter decidiu que era sua vez de ir em busca do Grande Talvez. E ele jamais conseguiria fazer isso na Flórida, onde não tinha amigos, namorada e seu maior divertimento era saber as últimas palavras de pessoas famosas. E, assim, vai para Culver Creek, internato no Alabama onde seu pai estudou.

  Miles era um menino bem certinho, não fazia nada errado e seguia fielmente os conselhos dos seus pais. Até conhecer seus novos amigos do internato. O Coronel não é lá a melhor das influencias, nem Takumi. E nem Alasca Young. Impulsiva, cheia de problemas, mas linda e muito encantadora. Mesmo sendo apaixonada pelo seu namorado Jake; Miles se apaixona por ela, que mostra um visão sobre a vida totalmente diferente a Miles. E sim, o ensina sobre como uma vida tem impacto sobre a outra.


capas over the world

 Em algum momento de 2010, eu comecei a ouvir falar muito do lançamento desse livro aqui no Brasil. Comecei a procurar sobre ele, li várias críticas positivas e fiquei interessada. Mas não o comprei na época do lançamento, ainda li algumas resenhas em português mesmo (inclusive da Aprendiz de Cinema, que recomendo que vocês vejam). E só quando o vi na livraria que decidi comprá-lo e me encantar com ele.
  
O único problema dele é que é um daqueles que eu tenho vontade de fazer um post escrito "leiam" e só, porque vai ser dificil transmiti-lo por completo, maaaas eu não posso fazer isso, certo ? Droga

  O livro é todo narrado por Miles, então a linguagem é bem simples, direta.  Por serem todos jovens, Miles, Coronel e todos os demais usam palavrões, gírias e tudo mais quando querem/precisam; o que torna ainda mais real. Quem é Você, Alasca? é muito bem escrito, fluido, então eu simplesmente mergulhei na cabeça de Miles e entendia perfeitamente tudo que ele passava. Ri muito e chorei um pouquinho - não sou muito de chorar em livros - mas senti todas as emoções com ele. Ele se faz vários questionamentos, quase todos sem resposta, o que faz valer "livro bom não pensa por você, mas faz você pensar".

  Eu, obviamente, recomendo esse livro, mas não vou continuar falando dele, porque acho que só é possível entendê-lo mesmo quando você o lê. Eu esperava uma história de amor e me deparei com uma história sobre a vida, sobre amizade e dedicação. No início, ele me pareceu tão simples e foi se revelando aos poucos. Me fez pensar, tem uma reviravolta, há vários quotes dele agora espalhados pelo meu quarto e eu já estou com vontade de reler. Então, por que não entrar no labirinto com Alasca e Miles para descobrir como sair dele também ? (: 

beijos, beijos
Por Mel

ps.: Eu realmente não gosto da capa do livro brasileiro, aí fiquei procurando as mais bonitinhas pra colocar aqui ^^

"'Droga', ele suspirou.'Como sairei deste labirinto?'" 
Simón Bolívar - O General no labirinto, Gabriel García Marquez

Maldosas - Sara Shepard

13 de dezembro de 2010

Maldosas
Série Pretty Little Liars
Sara Shepard
Editora Rocco

  Esse é um livro que eu estava doida pra ler. Nunca tinha visto a série, só sabia a história pela Zoe. Achei interessante, mas sou enrolada, tenho sérios problemas com baixar séries e acabei nunca assistindo. Mas, assim que eu vi que ia lançar e começaram a aparecer vááárias resenhas boas sobre, meu desejo pelo livro foi aumentando, consegui uma promoção, comprei, li e hoje sou mais feliz. haha Ah!, e talvez essa resenha seja mais longa, porque eu amei o livro ><

  Maldosas é o primeiro livro da série Pretty Little Liars, que conta com oito livros. Foi escrita pela autora Sara Shepard e trazido para o Brasil pela Editora Rocco. A editora manteve as capas originais e, apesar de ser amarela berrante e das bonecas assustadoras, eu adorei. Tem umas partes em auto relevo, inclusive na orelha, achei que ficou bem feita. Gosto desses detalhes.  

  O primeiro livro da série nos apresenta as amigas Alison, Hanna, Spencer, Emily e Aria (minha favorita ♥). Alison DiLaurentis é a  típica queen bee do grupo. A mais bonita, popular, má, manipuladora, cheia de si e o  motivo das cinco serem amigas. Afinal, Alison - e só Alison - sabia os piores segredos de cada uma delas.  Já elas sabiam apenas um grande segredo de Alison, que elas chama só de "A Coisa com Jenna". No entanto, após brigar em uma festa do pijama, Alison decide ir embora e desaparece. O livro se passa três anos depois do acontecimento. É quando Aria retorna de sua viagem da Islândia, Hanna tem uma nova amiga e virou uma bitch, Spencer continua com suas brigas com a irmã e Emily sentindo falta de Alison. E elas continuam sem querer falar umas com as outras. Então, as coisas ficam boooas. As meninas começam a receber mensagens de texto, e-mails, blihetinhos, sinais de fogo de 'A', alguém que sabe o segredo de cada uma delas. Isso mesmo, os segredos que apenas a desaparecida Alison sabia. 

  Primeiro, dica importante pra quem gosta de ler o fim do livro : NÃO FAÇA ISSO, OK ? Aprenda a se controlar e procure ajuda profissional. Se você o fizer, você lerá uma carta da vilã 'A' pra nós, leitoras. Que estragaria uma boa parte do mistério do primeiro livro. Sara Shepard criou uma história realmente envolvente, uma vilã boa demais e segredos ótimos. Não vale a pena estragar.

faltou um 'bitches' haha
   Continuando, os segredos. Ah, eles são realmente bons. Muita gente já deve ter lido por aí, ou visto na série, mas eu não sabia/lembrava e realmente me surpreendi com eles. São bem menos fúteis do que eu imaginava e elas se enrolam de verdade com eles. Uma coisa muito boa é que a 'A' manda os recadinhos com indiretas pra cada segredos delas, bem na hora que alguma coisa importante, envolvendo algum deles , acontece. É incrível, como se ela estivesse em todos os lugares, todo o tempo. Saber quem ela é - e esperar pelo seu próximo recado - foi o que mais me envolveu com o livro. Tá. Saber quem ela é, mais segredos e qual é a "Coisa com Jenna". Eu só tenho palpites até agora e um deles foi cortado nesse primeiro livro mesmo.

  Por fim, o formato do livro. Cada capítulo aborda a história de uma delas, devido a separação das meninas após o sumiço de Alison. Não há uma personagem principal, mas sim quatro. Então, é mostrado o dia a dia, família e segredo de cada uma, separadamente. Acho que, por isso, nas primeiras páginas, eu tive overdose de personagens. Ficava voltando pra lembrar quem era quem, sabe ? (Me perdi com tantas mães!). Mas acho que isso foi mais um problema meu que do livro. Não consegui avaliar se eu estava desligada ou se realmente era confuso no começo. (Dêem sua opiniões ^^ )

  Mas, mesmo assim, leia Maldosas. Recomendo até demais o livro. Sinceramente, o maior problemas dele é que, quando acaba, o próximo ainda não está disponível para compra - no Brasil, pelo menos. E, não esqueça, a vida é muito mais divertida quando você sabe tudo.

Por Mel

A Rainha da Fofoca - Meg Cabot

10 de novembro de 2010

Rainha da Fofoca
"Queen of Babble"
Meg Cabot
Editora Galera Record
438 páginas

    Livro da Meg Cabot, divadivadiva, da coleção para adultos, A Rainha da Fofoca conta a história de Lizzie Nichols. Lizzie acabou de se formar em História da Moda, ou não. É que, acreditem se quiserem, ela guarda em segredo o fato de não estar realmente formada. E, resolve fazer uma viagem para Londres, afim de encontrar seu namorado, que não vê há muito tempo. Ao mesmo tempo, sua amiga Shari vai para França, trabalhar num casamento em um castelo perfeito do século XVII. 
     
     Já no aeroporto começam as situações inesperadas por Lizzie, até porque ela mesma está bastante difrente. Todas elas culminam em sua ida para França para encontrar Shari, mesmo sem conseguir avisá-la. No trem, Lizzie, no meio de sua revolta, dana a tagarelar - uma de suas melhores qualidades - com um desconhecido. Ela conta tudo que deveria e principalmente o que não deveria, e, no final da viagem, ela descobre ele não é tão desconhecido assim. No castelo, Lizzie acaba causando algumas confusões, sempre sem querer, é claro, através de seu melhor meio de comunicação - sua boca. 
    
     Mas eu não acho que ela seja fofoqueira, ela simplesmente é um livro aberto, haha. Adoro a Lizzie, ela é super fofa com seu estilo vintage e sua paixão por moda e roupas antigas e clássicas. Outra coisa que eu achei muito legal da Meg é que no início de cada capítulo há uma citação sobre moda, roupas e tal e comentários da nossa personagem principal, são pedaços da sua monografia. Tudo bem que a Meg não me engana mais, quero dizer, já estou mega acostumada com o desenrolar dos acontecimentos das suas histórias, mas esse não é o objetivo. Ela te prende, te diverte e faz você se apaixonar pelos seus mocinhos e não é dierente com o Jean-Luc. 
    
     Obviamente recomendo e estou louca para ler A Rainha da Fofoca em Nova York, mas o dinheiro e, principalmente, o tempo não me permitiram ainda. Mas, as férias estão aí para isso, não é mesmo? Nos EUA já são três livros da série, que saia logo aqui no Brasil *-*.
     
      Beijos, Zoe.
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