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[ESPECIAL AUTOR] Raphael Montes

24 de março de 2016

Vocês com certeza já perceberam que o blog anda bem parado e acho que eu ainda não cheguei a fazer nenhum post em 2015. Estava querendo voltar e sempre ficava em dúvida sobre o que escrever primeiro. Mas a verdade é que ano passado conheci um autor que amei, não dava para não recomendar: O Raphael Montes. Ele é um carioca que escreve literatura policial e de terror. É bem novo, nascido em 1990, mas que já tem três livros publicados: Suicidas, Dias Perfeitos e O Vilarejo.

SuicidasSuicidas é o primeiro livro lançado dele, em 2010, lançado pela editora Benvirá. Conta a história de nove jovens que são encontrados em um porão, após participarem de uma roleta russa. Aparentemente nenhum deles teriam motivos para participar e se matar, e o livro mostra as investigações um ano após o ocorrido. É dividido em três narrativas: o diário de um dos jovens antes do evento, um caderno com anotações feitas no dia da roleta russa e uma reunião das mães das vítimas com uma delegada lendo o caderno recém encontrado. 
Suicidas foi um dos livros que mais me prendeu esse ano. A premissa em si já considero muito instigante, que é entender as motivações dos jovens a cometerem suicídio. Mas a alternância de narrativas revela detalhes aos poucos e te faz querer ler tudo de uma vez para entender tudo. E quando o final chega, ele não decepciona. Super inteligente (e dá um certo medinho!). 

Dias PerfeitosDias Perfeitos foi o segundo livro lançado do autor, pela Companhia das Letras. Nele, conhecemos Téo, um estudante de medicina bastante sozinho. Até que um dia ele conhece Clarice, uma menina cheia de vida e sonhos e se apaixona rapidamente por ela. Teo, inclusive, tem um plano de conquista: sequestrá-la. 
Esse livro foi o primeiro que eu li do autor e quando penso nele, lembro de como fiquei tensa lendo. Acompanhamos os momentos de Clarice com Téo e ele consegue ser uma pessoa muito ruim com ela, ao mesmo tempo que justifica querer o seu bem e amá-la acima de tudo. Me senti muito mal pela Clarice o tempo todo. Assim como em Suicidas, Dias Perfeitos desperta aquela vontade de ler rápido para saber como vai terminar e o ritmo desse livro é muito bom, então ajuda. 
Infelizmente achei que a partir de um ponto acontecem coisas demais e que o livro acabou ficando corrido. Mesmo assim, temos um final inesperado que até hoje sinto que não consegui digerir bem. Não sei dizer se realmente gostei de como acaba, mas confesso que parte de mim admirou muito o desfecho do livro. 

O Vilarejo Por fim, vamos falar de O Vilarejo? SIM! Foi lançado no último ano pela Suma de Letras e é um livro de contos de terror. Todos os contos abordam histórias sobre os moradores de um mesmo vilarejo. 
Quando eu penso em uma palavra para descrever esse livro, penso sempre em "perfeito". Não vou dizer que é meu livro favorito da vida, mas não consigo pensar em nada que não tenha gostado. Gostei de todos os contos, gostei de como eles se ligam, de como o livro termina bem amarradinho. Gostei das ilustrações, do prólogo e do epílogo. Foi amor do momento que eu abri o livro até terminá-lo.
E, mesmo com tanto amor, devo dizer que os contos de O Vilarejo são realmente aterrorizantes na medida certa. Eles te assustam tanto pelo conteúdo da história quanto pela maldade presente dentro de muitos daqueles personagens. E, devo dizer de novo, eu gostei de todos os contos, o que acho relativamente raro em um livro nesse formato. 


O post ficou gigante, mas tentei dar as minhas impressões sobre os três livros de uma vez e para terminar dizendo que vocês precisam conhecê-lo! Raphael Montes foi a melhor descoberta de 2015 e já estou aguardando as próximas obras dele. Por isso mesmo, devo encerrar esse post com um pedido, na esperança de que ele venha a lê-lo por um milagre:
Foto -Raphael Montes
Escreva mais, por favor

Beijos! 

[RABISCANDO EM SÉRIE #19] HOW TO GET AWAY WITH MURDER

3 de março de 2015


Sobre a série: How to Get Away With Murder conta a história de como uma professora de direito criminal e de cinco de seus alunos acabam se envolvendo no assassinato de uma menina encontrada no campus da faculdade. Eles se embolam nessa história sempre mais e, em paralelo, também trabalham com a professora em seu escritório com outros casos e clientes. Annalise Keating é o tipo de advogada que você vai querer caso seja um assassino interessado em se livrar da cadeia. 


Quem faz: Primeiramente a maravilhosa Viola Davis faz a personagem principal: Annalise Keating, mulher forte e misteriosa, professora, advogada, esposa, amante... a Viola já fez vários filmes, mas não acho que ela tenha ficado famosa por nenhum deles, ela também fez a série United States of Tara. Os alunos são Alfred Enoch como Wes (o coitado), quem nós conhecemos muito bem como o Dino Thomas em Harry Potter; Jack Falahee como o super-sexy-maravilhoso-gay Connor Walsh; Karla Souza como a sortuda-boazinha Laurel; Aja Naomi King como a super ambiciosa Michaela e Matt McGorry, conhecido por Orange is the New Black, como o idiota simpático Asher. Além deles, estão no elenco Katie Findlay como Rebecca, Billy Brown como Nate, Charlie Weber, fez Buffy lol, como o super-sexy-maravilhoso-hétero Frank, Liza Weil como Bonnie, Tom Verica como Sam Keating e Conrad Ricamora como o sortudo Oliver. O elenco não é previamente muito famoso, porém bastante internacional. E bom, ousaria dizer.

Quanto tempo não te via por aqui, Dino
Desenvolvimento: As coisas mais importantes começam com o Wes indo morar ao lado da Rebbeca, uma pequena traficante de drogas que é acusada de matar uma amiga. Porém a relação do grupo com esse caso não termina aí. Coisas que eles vão descobrindo, ou talvez sejam mesmo as mentiras que eles vão contando, coisas que vão acontecendo... tudo vai tornando impossível que eles se desvinculem do caso. Nós somos forçados a acreditar em situações não necessariamente verdadeiras e em pessoas não necessariamente honestas. Na verdade, parece que a cada episódio os personagens se importam cada vez menos com a moral e os bons costumes e vão ficando mais perigosos. Ou talvez seja só a gente descobrindo um pouco mais sobre eles.  

Olar Frank
Então, por que assistir? Porque é uma série muito boa que me viciou com apenas um episódio. Que, no caso, foi o quarto. E que, na verdade, foi culpa do Connor porque ele é sexy demais. Vou ser sincera com vocês e contar que eu não sei se a segunda temporada será boa (óbvio, não sou vidente), mas digo isso porque a gente não fazia ideia de como a temporada acabaria (se o mistério seria desvendado, se tudo se resolveria e tal ou não) e o final acabou que não foi exatamente dos melhores. A situação-problema principal será a mesma na segunda temporada, então tenho um certo medo de enrolações. Mas, os 11 primeiros episódios são realmente muito bons mesmo, e 11 de 15 é um ótimo número. Eu terminei vários episódios com a boca literalmente aberta, pensando apenas ???, louca da vida. E eu consegui viciar uma boa meia dúzia de amigos, assim como as Julias fizeram comigo. Acho bem que você devia vir também. 


Olar Connor

 







O Chamado do Cuco - Robert Galbraith

6 de janeiro de 2014

O Chamado do Cuco
O Chamado do Cuco 
Robert Galbraith
Editora Rocco
448 páginas
2013


Cormoran Strike não está com a vida do jeito que ele queria. Precisa de dinheiro, se desentendeu com sua noiva e a Temporary Solutions acaba de mandar mais uma secretária temporária para seu escritório que ele não tem como pagar. No mesmo dia, ele recebe a visita de uma pessoa que conheceu ainda na infância pedindo para investigar a morte de sua irmã adotiva: Lula Landry, uma modelo superfamosa, morta há três meses após cair de seu apartamento. As investigações concluíram que foi suicídio, mas seu irmão não acredita nisso. Então, ele começa uma investigação que contará com a ajuda nem um pouco esperada de sua nova e muito eficiente secretária, Robin, mergulhando no mundo das celebridades.

O chamado do cuco é um dos meus estilos favoritos de livro, romance policial. Já fazia algum tempo que eu não lia um livro assim, então isso me deixou bastante empolgada. O livro tem um ritmo mais lento por ser mais descritivo, mas isso não é ruim de jeito nenhum. Te permite conhecer um pouco mais de todos os personagens e avaliar melhor quem pode ser o culpado. Mais para o final, o livro começa a ficar mais rápido, deixando algumas informações no ar para deixar o desfecho mais supreendente. Funcionou de uma maneira bem boa. Mesmo assim, achei tudo um pouquinho previsível. Durante a leitura você acaba dando uma de detetive também e tenta adivinhar o final e eu achei bem possível de imaginar o desfecho. (Não era a minha aposta principal, mas também não estava fora da minha lista de opções hahaha)

Mesmo assim, a investigação não é necessariamente o único ponto forte do livro. Conhecemos bem a vida de Comoran e um pouco da de Robin, o que nos deixa mais próximos dos personagens principais. Isso é muito bom, porque parece que teremos uma série. Além disso, temos algumas partes no livro que nos levam a certas reflexões, como sobre a relação entre as celebridades e a mídia. Achei bem interessante como o autor soube inserir esses outros elementos e fazer com que o livro não se resuma a uma investigação.

O Chamado do Cuco foi uma leitura que eu gostei muito, mas que faltou um pouco para que se tornasse favorito. Eu queria muito um final mais surpreendente e acho que esse mundo dos famosos não encheu muito meus olhos também. Mesmo assim, pelo visto teremos mais de Cormoram e Robin no futuro, então estou bem ansiosa para ter um pouco mais deles.


Obs.: Eu não queria que esse post se apoiasse nisso, mas Robert Galbraith é o pseudônimo da nossa querida J.K. Rowling. Nunca saberei se leria esse livro se não soubesse que é dela, até porque não sei nem qundo chegaria no Brasil. Eu tentei ao máximo afastar o nome dela da minha opinião, embora deixe minhas expectativas bem mais altas, claro! É difícil não se emocionar com mais JK na minha vida. 


O Menino da Mala - Lene Kaaberbol e Agnete Friis

24 de novembro de 2013

O menino da Mala
Lene Kaaberbol e Agnete Friis
Editora Arqueiro
256 páginas




Mais um livro da série Marcelle Perdida no Lado de Lá da Europa. E amando isso.

Esse vem diretamente da Dinamarca e nossa pequena cola na Wikipedia para quem não tem como forte a geografia eu diz que é o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. Pois bem, não satisfeito, o livro também nos leva à Lituânia e rapidamente à Polônia e Alemanha... 


O Menino da Mala é o primeiro livro da série policial Nina Borg (eu não sabia que era uma série e só fiquei sabendo depois de ler, mas não pela história, li o fato em algum lugar), mas parece ser uma daquelas séries que você não precisa ler todos e/ou em ordem. 

Nina é uma enfermeira, com um ou outro problema psicológico e a mania de querer resolver tudo por ela mesma e acabar salvando o mundo, que trabalha na Cruz Vermelha na Dinamarca. Uma das coisas que eu mais gostei foi que a Nina não me pareceu uma heroína. Ela parece alguém que mais precisa de ajuda do que pode dar, mas ainda assim salva o dia. 

Tudo começa quando uma amiga, quem Nina já não via há muito tempo, liga e pede para que ela vá ao seu encontro pois precisa de ajuda. Nina estranha, mas vai. Misteriosamente, Karin dá a Nina a chave de um armário na estação de trem e a Nina não resta outra opção que não ir até lá. Ao abrir a mala, Nina descobre um menino de 3 anos nu e dopado. 

Ao mesmo tempo, na Lituânia, Sigita não faz ideia do que aconteceu com ela. Acordou em um hospital e a última coisa de que se lembra é de estar no parquinho brincando com seu filho. 

Então o livro conta, principalmente, a história dessas duas mulheres: Nina e Sigita. As duas desesperadas e correndo perigo no meio dessa situação.  Inclusive, ninguém sabe por que o menino estava na mala, se realmente seria um esquema de tráfico de crianças. se o menino estaria destinado a pessoas que vendem meninos para pedófilos, pessoas que vendem órgãos. Várias situações horríveis acabam passando pela cabeça, e ainda mais quando pessoas começam a morrer. 

Eu achei o livro muito, muito bom. Ele me prendeu durante toda a leitura, me deixando temerosa e agitada, acompanhando a Nina com um menino que ela não sabia nem de onde vinha (ela não confia que a polícia vá se importar em achar a mãe dele, então se vira como pode a mania) e a Sigita sem saber onde procurar seu filho. E, ainda, os outros personagens, cada um culpado de seus próprios crimes. Outro toque bem legal é que todos os personagens tem sérios problemas e não estão de graça no meio de uma situação como essa. Com exceção do pequeno menino que, coitado, não tem culpa de nada. 

Moral da história: não aceite doce de estranhos leia O Menino da Mala, especialmente se procura um policial rápido e muito bom. 

   


O Pesadelo - Lars Kepler

14 de fevereiro de 2013

O Pesadelo 
Lars Kepler
Editora Intrínseca 
448 páginas 
2012

O Pesadelo é mais uma história com o detetive finlandês da DIC - Departamento Nacional de Investigação Criminal - na Suécia, Joona Linna, depois de O Hipnotista. Mas um livro não tem ligação com o outro, além do detetive, então você não precisa ler em ordem ou mesmo ler os dois. 

Carl Palmcrona, diretor-geral da Inspetoria Nacional de Produtos Estratégicos, é encontrado morto, pendurado por uma corda no lustre em sua casa. Ele é a principal figura no comércio de armas da Suécia, todas as negociações precisam passar por ele para que sejam liberadas. Mas agora ele teria se suicidado? Joona Linna vai de encontro ao legista afim de obter mais informações sobre a morte de Palmcrona e lá, Agulha, o legista, lhe mostra um corpo bastante curioso. Uma mulher é morta afogada - apesar de ter as roupas e cabelo secos - em um barco. Viola Fernandez está morta e sua irmã, Penelope, junto com o namorado, Björn, estão desaparecidos. Penelope é uma ativista pacifista, principal personalidade na luta contra o comércio bélico na Suécia. A maioria das pessoas a julga uma "vadia comunista". 

O mistério não é se os dois casos estão ligados, mas sim o quão ligados eles estão. Penelope não sabe o que está acontecendo, por que sua irmã foi morta ou por que há um homem extremamente perigoso atrás dela e de seu namorado. Mas ela precisa sobreviver e faz de tudo para tanto. Ao mesmo tempo, Joona começa a trabalhar com Saga Bauer, a responsável pelo caso das irmãs Fernandez, uma jovem loira e linda policial da Säpo. Apesar de parecer uma princesa, Saga realmente não se comporta como uma, ela mantem uma postura até mesmo grosseira na tentativa de ser respeitada. E, ainda, Axel Riessen - que sofre de insônia e cheio dos próprios problemas - é convidado a substituir Palmcrona urgentemente. Há muito dinheiro envolvido em um negócio que apenas não foi concluído pela falta da assinatura de Palmcrona. Assim, o livro nos apresenta vários cenários complexos e nossa missão é desvendá-los. De fato, eu poderia escrever um texto imenso apenas contando algumas história sem nem dar spoilers, elas são muitas que parecem paralelas, mas na verdade não o são. 

Eu acho bastante comum, nesse tipo de livro, assim como em filmes, nos depararmos com cenas em que pensamos: "ok, isso não é possível", então um assassino profissional que passa quase o livro todo matando civis e policiais e explodindo tudo quanto é lugar sem ser pego me parece digno, porque eu fui convencida. O Pesadelo é cheio de cenas de ação, muitos tiroteios, explosões, caçadas, mortes. Acho que preciso ler um livro de muito amor na Suécia para não ficar com medo do país depois de ler O Hipnotista e O Pesadelo. Mas ele me deixou muito eletrizada e sempre querendo saber qual seria a próxima pista a ser descoberta. 

Por trás de todas essas história, supostamente paralelas, contadas, o livro trata de um assunto muito sério e complicado: o comércio bélico. A indústria bélica é uma grande sustentadora da economia de alguns países, além de que um exército nacional precisa de armas e munição para defender seu país. Por outro lado, esses armamentos também sustentam guerras civis, atentados e milicias, eles sustentam a guerra. Realmente quem sempre sai lucrando são os empresários que sustentam essas guerras, aqueles que vendem armas para um país e outras armas que superam as anteriores para os "países adversários". Eu lembrei bastante do filme O Senhor das Armas, na segunda metade do livro. Algumas cenas são muito chocantes, tanto em O Pesadelo quanto nesse filme. 

Ainda, o livro é acompanhado por uma trilha sonora clássica com violinos, que mesmo sem ouvi-la, me deixou ainda mais empolgada. Eu consegui imaginar os personagens correndo e atirando enquanto a música ia ficando mais e mais acelerada. Para não fazer uma resenha gigantesca, vou terminar dizendo que eu adorei o livro e que ele está recomendado. Eu imagino que se você não gosta de livros policiais, complicados, e um tanto quanto violentos, ele não seria a sua praia, mas se você curte muita adrenalina, corre para ler O Pesadelo. 


Mentes Sombrias - Sérgio Pereira Couto

6 de janeiro de 2013

Mentes Sombrias
Sérgio Pereira Couto
Universo dos Livros
240 Páginas

Mentes Sombrias conta a história de um policial forense da cidade de Little Rock que se vê num caso peculiar: imitando os crimes de Jack, O Estripador, um misterioso chefe de uma rede social do submundo gótico está aterrorizando toda a cidade. Cabe a Tony Draschko, junto com o novo parceiro "cara de coruja", mergulhar nesse mundo desconhecido e diferente para resolver o caso e acabar com o que está tirando o sono - e a vida - de muitos figurões da cidade.

 Esse foi o primeiro livro nacional do gênero que eu li e, preciso admitir, não gostei nadinha. Talvez seja por que eu já estou acostumada com o padrão de livros e séries e filmes policiais que tenho o costume de acompanhar, mas a verdade é que Mentes Sombrias não despertou em mim o interesse ou desenvolvimento a que se propôs.

    O autor não é novo no ramo, escreveu mais de 45 livros, com mais de 100 mil exemplares vendidos; então eu fiquei me perguntando, o que deu errado em Mentes Sombrias? O livro é continuação do Mentes Criminosas, a primeira história com o agente Drashcko que o apresentou propriamente e expôs devidamente suas origens. Talvez por que eu perdi essa introdução do protagonista, eu não tenha me empolgado muito com ele. Ou não. Tony é bem chato, descrito de maneira um tanto quanto simplória e infantil. E, embora ele seja tratado por todos ao seu redor como um super profissional, no decorrer da história nós não vemos muito disso. E os outros personagens, embora tenham sido todos bem apresentados e embasados, foram desenvolvidos de maneira estranha. Se apaixonavam rápido demais, sofriam demais. Eles eram muito intensos sem nenhum motivo, e isso me incomodou.
 
     Mas o livro não é feito apenas de pontos negativos! Gostei muito de como o autor amarrou as origens brasileiras do personagem principal com a vida nos Estados Unidos, de modo a tornar sua presença lá convincente. Quero dizer, em livros nacionais é comum vermos histórias se passando no Rio e em São Paulo, com personagens com nomes corriqueiros - o que sempre me soa estranho, apesar de ser o correto - ou então nestes mesmos locais com nomes estrangeiros, ou ainda lá fora com nomes daqui. Eu nunca me entendo bem com os nomes e os locais nos livros nacionais, e acho que Sérgio Couto arrumou direitinho o cenário da sua história, o passado e o presente dos personagens e tudo mais.

      Outro detalhe que achei bem interessante foram os trechos das músicas que marcavam presença no início dos capítulos  E, embora eu tenha achado todas as partes em que as letras participavam da história um tanto quanto forçadas, - como nas cenas em que elas tocavam no rádio e iam construindo os pensamentos dos personagens -, achei muito legal como todos os trechos presentes nos inícios de capítulos norteavam o que acontecia na história, de fato. Um detalhe bem legal, bem arquitetado e que deixou tudo mais adorável e crível. Não cheguei a escutar nenhuma das músicas, mas reconheci algumas bandas e canções. Achei um recurso bem interessante e bem explorado na história.

     Meu maior problema com o livro foi mesmo o estilo da escrita do Sérgio, que me incomodou. É estranho, não muito fluído, difícil de empolgar. Peguei e larguei o livro várias vezes durante a leitura, e nunca conseguia acompanhar por muito tempo. O tal crime perfeito que me foi prometido, estilo CSI, não teve assim tanta importância, no final das contas. Muito embora a premissa fosse forense, o livro se deteve muito mais no trabalho de detetive normal no melhor estilo corra que lá vem o bandido que na análise  de evidências. Suspense? Ação? A história tentou se construir por aí, mas alguma coisa não colou. Mentes Sombrias simplesmente não me levou àquele envolvimento e curiosidade que um suspense policial deve levar. O vilão onipresente era um tanto quanto exagerado, assim como o medo que todo mundo sentia dele; as reações dos personagens a toda e qualquer coisa era digna de novela; e toda a super elaboração do enredo levou a um desfecho meio blé. Sérgio tentou nos empurrar um inexplicável pacto forçado entre famílias tradicionais, segredos superestimados que todo mundo sabia e uma visão teoricamente mais profunda do "submundo gótico" - que no final das contas deixou a coisa parecendo mais cavernosa e assustadora do que realmente deve ser. A verdade é que ficou tudo meio forçado e no final da história nada me agradou, por que eu gosto de ver os motivos, os porquês e as justificativas, e não fiquei convencida de que dali sairia um crime. E em histórias policiais, para mim, o importante é que seja tudo crível, possível e ainda sim engenhoso. Infelizmente, não vi muito disso em Mentes Sombrias.

       Então, era isso.  Não é um livro que eu recomende, embora eu ainda ache que você deva dar uma chance se é fã de policial. Eu sou bem chata com livros, então não fique assustado se ele já estava na sua pilha de leituras. Sérgio Pereira Couto é um autor nacional moderninho do estilo, e sempre acho válido dar uma chance aos nossos autores. Fiquei com vontade de ler outro policial nacional, no entanto. Eu comecei um, mas era emprestado e eu devolvi sem anotar o nome. Conhecem algum outro autor nacional de policial para indicar? Sugere aí, gente! De qualquer modo, taí meu parecer sobre o livro. Mas não se intimide, se você leu Mentes Sombrias e gostou, diz por quê!

Beijo, beijo,
Thai.

[Promoção] Mistério no Três Lápis

29 de julho de 2012

Olá, pessoal. Como vão?

Hoje teremos mais uma promoção muito legal! Serão dois livros de suspense muito bons, já resenhados aqui no blog. O primeiro é Viva para Contar, da Lisa Gardner, um livro policial sobre crianças psicopatas interessantíssimo! O outro é Tudo que ela sempre quis, da Barbara Freethy, um suspense envolvendo quatro amigas.

Viva para contarTudo o Que Ela Sempre Quis


Os dois livros serão sorteados para apenas um vencedor.
A promoção começa hoje e vai até dia 12/08. Para participar, só sigam o Rafflecopter mandar. Qualquer dúvida, podem falar nos comentários, certo?

  a Rafflecopter giveaway


Let the games begin


Obs.: Para participar, vocês devem ter um endereço de entrega no Brasil, ok? ;)        

4 de Julho, James Patterson.

12 de maio de 2012


4 de Julho
James Patterson
Editora Arqueiro
224 páginas

Antes de mais nada é importante dizer que este livro é parte de uma série policial, o Clube das Mulheres Contra o Crime, o que apesar de ser um nome horrível, faz todo o sentido. A série acompanha um grupo de amigas que trabalha direta ou indiretamente resolvendo ou ajudando a resolver crimes em sua cidade.  Esse não é o primeiro da série.
 Em 4 de Julho temos Lindsay, respeitada policial que, depois de encarar mais uma cena de crime macabra, termina seu turno e comparece a sua usual noite-de-mulheres para tomar uns drinks. Mas recebe o chamado do parceiro para ajudar a ficar de olho num carro suspeito do caso em que tem trabalhado juntos, e o acompanha.
  Os suspeitos no carro se revelam dois adolescentes que se aproveitam da boa vontade dos policiais para tentar fugir, atirando nos mesmos enquanto tentavam lhes prestar socorro. Lindsay se vê então obrigada a atirar de volta, matando um dos jovens e paralisando o outro. É um pesadelo.
 Processada pelos pais dos adolescentes, ela é afastada do emprego e se vê numa disputa judicial pelo próprio futuro. Cansada, recuperando-se dos tiros que levou e constantemente assediada pela mídia, Lindsay se acomoda em Half Moon Bay, na casa da irmã que está de férias com os filhos, pra se afastar dos problemas.
  Mas o que deveria ser um tempo tranquilo se torna uma nova investigação quando Lindsay lê sobre assassinatos que tem acontecido na região, crimes muito parecidos com o primeiro no qual trabalhou; o assassinato de um jovem que ficou sem solução.
  Lindsay, com a ajuda ocasional das amigas do clube, tenta resolver o caso, se livrar do problema judicial e não acabar vítima do serial killer que tem aterrorizado a cidade.
  Não é um livro particularmente bom – ou ruim. Não é previsível demais, não é mal escrito, tem personagens fortes e coerentes. Mas não é ótimo. Achei meio confuso e um tanto quanto pretencioso. Por exemplo, alguns trechos são narrados pelos assassinos – sim, mais de um - que usam codinomes enquanto fazem, digamos, seus ofícios. E tudo ao redor dessas cenas, que eram só quando conseguíamos saber efetivamente alguma coisa sobre os crimes, achei apelativo demais, tentando forçar um mistério que realmente não estava no ar. Eu nunca tinha lido nada do James Patterson antes, e quando li que ele era grande personalidade no campo dos policiais fiquei animada, mas não pude evitar achar o livro meio fraco.
   Ainda assim me afeiçoei aos personagens; a cadela fiel de Lindsay, o namorado importante que aparecia de vez em quando, as pessoas atenciosas da cidade, o melhor amigo policial. Tudo é bem amarrado, não vi pontas soltas na história, e no final as justificativas até faziam algum sentido, mas não fui convencida pela história. Talvez por que o livro faça parte de uma série e tudo meio que já está no ar e eu tenha sentido falta de uma história mais ampla pros personagens, mas não acho que esse tenha sido o ponto central do meu não-gostar-não-desgostar do livro. Não sei. Mas não se engane; li o livro todo de uma vez, sem fazer muito mais que algumas pausas estratégicas aqui e acolá. Prendeu minha atenção enquanto eu tentava achar o culpado, assim como Lindsay.
  Fiquei assim, em cima do muro, e não sei se recomendo a leitura não. Li algumas resenhas por aí e vi gente que também ficou assim como eu, e vi gente que adorou o livro. Não estou particularmente interessada nos próximos do Clube, ou nos anteriores, mas leria sem problemas se eu colocasse minhas mãos neles. James Patterson escreveu um policial razoavelmente bom, de leitura fácil e que apesar da falta da aura de mistério, foi bem conduzido. Não foi um livro que me conquistou, mas que cumpriu o prometido e valeu minha leitura.
E foi isso. Essa foi mais uma das minhas resenhas enormes.
Beijo, beijo,
Thai.

Viva para Contar - Lisa Gardner

10 de maio de 2012

Viva para Contar
Lisa Gardner
Editora Novo Conceito
480 páginas

Viva para Contar foi, provavelmente, um dos livros que mais me surpreendeu positivamente esse ano. Apesar de ser de um tema que eu gosto e de estar curiosa para ler, não esperava muito dele. Imaginei que seria só mais um suspense policial. Só que me vi presa em uma trama muito boa.

No livro, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma tem sua história e sua importância para o desenrolar do livro. A primeira é a detetive D.D. Warren, que já protagonizou outros livros da autora. Neste livro, ela trabalha em um caso de uma família que foi assassinada dentro de sua própria casa. Há também Danielle, que sobreviveu a uma tragédia na infância envolvendo sua família e, atualmente, trabalha como enfermeira em uma clínica psiquiátrica para crianças. E, por fim, temos Victoria, uma mãe que fará de tudo para proteger seu filho de todo o mal que possa lhe atingir, mesmo que isso a consuma por dentro mais e mais.

Dois detalhes: o primeiro é que eu poderia falar dez vezes mais sobre a história do livro, mas acho melhor descobrir lendo. Eu mesma sabia apenas isso quando comecei a leitura. O outro é que esse livro faz parte de uma série mesmo e é o quarto volume. Não pesquisei muito sobre ela, mas, pelo que entendi, é uma série que acompanha a D.D. Warren. Cada livro trata de um caso e não fez falta para mim não ter lido os outros livros dela. 

O ponto alto desse livro, para mim, é o seu tema principal: crianças. Crianças com algum problema psicológico, desde que nasceram ou depois de ter sofrido algum trauma. Não é apenas uma menção ou um detalhe, mas sim uma parte importante. A começar, uma das personagens trabalha em uma clínica para crianças com esses problemas. Dá para notar que a autora pesquisou sobre o tema e não fantasiou essa parte, então fiquei bastante chocada quando via a atitude de algumas crianças. E, no final, nos agradecimentos, Lisa Gardner comenta o tema. Nem sempre é culpa dos pais que seus filhos se portem excessivamente mal e, claro, admitir isso é o ponto de partida para uma mudança comportamental. 

No entanto, um livro não se torna bom por ter apenas um bom tema de pano de fundo ou uma boa ideia para a trama. Viva para Contar tem muito mais que só isso. Gostei muito da construção dos personagens, seus dramas e problemas. Ele é completamente amarrado, não ficou nenhuma ponta solta, dúvidas sobre nenhum ponto. E, claro, um final surpreendente. Afinal, perde metade da graça ler policial que você já imagina o desfecho. E, apesar de minhas intuições terem apontado para a pessoa certa, o motivo e o jeito que tudo acabou foram demais! 

Então, sim, Viva para Contar está recomendado. Vi muita gente comentando que não é muito o estilo de leitura, mas acho que vale a pena conferir, porque gostei muito da história que a autora criou. Espero que a Novo Conceito lance em breve mais livros da autora. 

beijos
Julia

O Espião - Clive Cussler e Justin Scott

21 de abril de 2012

O Espião 
Clive Cussler e Justin Scott
Editora Novo Conceito 
416 páginas

Fui descobrir que O Espião era o terceiro livro da série Isaac Bell quando já estava na metade da leitura. Fiquei um pouco abalada, mas, bom, não faz diferença. Só que eu quero ler os outros livros da série, porém porque amei o Bell e me apaixonei pela escrita dos autores. Eu esperava que O Espião fosse um livro bom, mas não esperava que eu fosse gostar tanto. 

Sim, gostei muito do livro. Não sei se é porque eu acabei de descobrir que sou fã de livros policiais, detetivescos e misteriosos, ou se simplesmente me apeguei ao Bell. 

Isaac Bell é um detetive particular da agência Van Dorn, o detetive chefe. Loiro, alto e esguio... mas não é sua aparência que importa, o jeito heroico e valente de Bell é muito apaixonante. Mas também não é isso o mais importante. Em 1908 nenhum país está seguro de uma guerra iminente, todos estão tensos e os espiões tem cada dia mais trabalho a fazer. 

A agência Van Dorn pega criminosos, assassinos, não espiões. Mas, em algum momento, as duas coisas acabam se confundindo e Isaac e os outros detetives da agência se encontram na perseguição de um espião, ou seriam espiões?, na perseguição d'O Espião. Vários ataques à Marinha Americana, ataques terroristas, ataques à Marinha Inglesa e os suspeitos são cada vez mais improváveis. Um chinês? Japonês? Irlandês? Qual o sentido desse plano e estariam realmente conectados todos esses acontecimentos? 

O Espião é um livro cheio de perguntas, algumas com respostas um tanto quanto óbvias, outras que você só vai descobrir lá para o final. E ação, é claro. Muita ação. Socos e tiros, chutes e saltos.  

O romance fica por conta de Bell e sua noiva, sim ele é comprometido, então nada de paixõezinhas por aí. Ele é um homem sério. Então, também não é destaque. A questão principal é quem é O Espião, o que ele quer e qual será seu próximo passo? Além de tudo isso, a história de espiões internacionais se mistura com a história de gangues de rua. Os "gângsters" também parecem estar metidos nessa confusão. 

O livro está muito recomendado, na verdade, eu fiquei muito feliz por ler um livro bom. Adoro quando isso acontece, dá uma sensação de realização, sabe? haha. Enfim, aproveitem o lançamento da Novo Conceito!

Beijos, 
Celle. 

Coração Ferido - Chelsea Cain.

15 de novembro de 2011

   O detetive Archie Sheridan passou dez anos perseguindo Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer, mas acabou como mais uma de suas vítimas. Agora ela está na cadeia pelo resto da vida enquanto Archie se vê em outro tipo de prisão: viciado em analgésicos, incapaz de voltar à sua antiga vida e sem forças para apagar da memória os dez dias horrendos em que foi torturado.
Quando outro criminoso começa a seqüestrar meninas em Portland, Archie tem que se recompor para liderar uma nova força-tarefa que investigará os assassinatos. Eles têm um maníaco para capturar, e talvez isso liberte Archie de Gretchen de uma vez por todas.


   Coração Ferido é um dos muitos livros que eu comprei na bienal - não que vocês saibam disso, já que nenhum dos 7 vídeos que eu tentei gravar conseguiu sobreviver - e eu retardei sua leitura por muitas e muitas semanas, por que embarquei numa onda de releitura que me levou novamente à Hogwarts e ao Acampamento Meio-Sangue. Mas enfim eu me vi deixando terras místicas e mágicas e comecei a leitura dos inéditos, e Coração Ferido foi o primeiro que se apresentou, caindo randomicamente da minha estante.
    Chelsea escreveu um livro forte. Não brutal, não nojento, mas na medida certa para ser chocante sem dar pesadelos: na minha mente, foi algo como ler um episódio da minha querida Criminal Minds. Eu gostei bastante.
    Coração Ferido contra três histórias: A de Gretchen, Serial Killer que, durante a investigação de seus crimes, prendeu o policial responsável por sua força-tarefa e o torturou até o ponto de matá-lo. Mas, por alguma razão, ela o reviveu, chamou o resgate se deixou prender. Não vemos tanto dela no livro a ponto de entendê-la, mas a presença dela está espalhada por toda a história, como que supervisionando tudo. Ela é a obsessão de Archie, e portanto, a nossa. Archie é um homem abalado e medicado, que está voltando ao trabalho como chefe de uma divisão especial para pegar um novo Serial Killer, que está matando colegiais. Mas ele faz uma exigência: quer ser acompanhado por uma repórter. E então surge Susan Ward, a jovem de cabelos coloridos e relações disfuncionais que está tentando entendê-lo para expô-lo nas capas dos jornais.
     O livro é eletrizante - os detalhes são tantos que permitem uma visualização quase perfeita das cenas - o que torna o descobrimento dos corpos e as torturas da Gretchen um espetáculo. Mas se você é fraca das pernas (ou do estomago), é melhor trabalhar nisso antes de encarar o livro. Eu, particularmente, não achei nada tão chocante, mas tem umas partes bem nojentinhas em uma cena de crime ou outra que, pros desacostumados, pode incomodar um pouco. A Cé achou mais pesado que eu - ela leu o primeiro capítulo - e a preleção dela me fez achar que o livro seria muito mais brutal do que foi. Nesse sentido, pra mim, a coisa foi um pouco decepcionante. Admito que imaginei que  a coisa seria muito mais Jogos Mortais do que Criminal Minds. Mas não se engane, o livro ainda é ótimo. Afinal de contas, serial killers tem um apelo psicológico muito interessante que faz com que suas histórias sejam sempre algo que vale conferir.
   Os personagens são bem explorados, intensos, cheios de problemas e complexos tão reais que fazem você querer sacudi-los até eles verem isso - mas bem, não há nada a fazer nesse quesito. E, além de todos os personagens coadjuvantes cujos backgrounds são um show a parte, temos Gretchen. Acho incrível como ela é construída, a mulher perfeita, transbordando paixão pelo seu, digamos, ofício. Seria deslumbrante se não fosse o pequeno detalhe que todo o prazer e sentido do qual ela tão eloquentemente fala vem ao observar (e participar) da morte das pessoas. O domínio que ela exerce não só sobre os homens, mas sobre Archie, é assustador. Algo que é mais complexo e vai além de uma Síndrome de Estocolmo. Eu sempre acho excitante assistir e tentar entender como a mente humana acaba em situações como essa, como se deturpa ao ponto de se viciar em pessoas que fazem mal, ou de se viciar no próprio mal, chegando ao ponto de se divertir com ele. Pra mim, esse é o ponto que faz o livro ser tão bom. Archie, Gretchen, a obsessão, a violência e tudo o que é retirado daí. A relação deles faz o mundo do detetive girar e, portanto, a história. Mas até onde isso faz algum sentido?
    O caso em si é ótimo de acompanhar, e você vai formulando suas próprias teorias até o final, para descobrir quem, no final das contas, estava matando as jovens e por quê. Como todo bom livro de mistério policial, você se vê surpreendido pelo rumo das coisas, e mesmo que seja velho de guerra no ramo - ah, eu e meu vicio em séries policiais lindas - acaba sendo pego de surpresa por um outro traço da conclusão da coisa. Pelo menos pra mim foi assim.
   Eu não sei mais o que posso falar sem entregar a história - o que eu não quero fazer. Se ficou alguma duvida, preciso dizer, o livro está recomendadíssimo. É gostoso de acompanhar, instiga a curiosidade e  mesmo com suas cenas de violência super bem descritas, não fica chato ou forçado, e proporciona uma leitura ótima. Nesse momento estou lendo o segundo da trilogia, o Coração Apaixonado, que vou resenhar assim que acabar (ou quase isso). Enfim, Chelsea Cain e seu bizarro gosto pelo mórbido criaram uma boa historia, cuja Serial Killer é reconhecida facilmente quando o assunto é romance policial. Vale conferir, com certeza.
  Beijo, beijo,
  Thai.
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